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História A folga - Capítulo 1



Notas do Autor


Dia 05 da Semana Kacchako!
Boa tarde!
Espero que gostem e aproveitem a leitura ♥

Capítulo 1 - A folga


Fanfic / Fanfiction A folga - Capítulo 1 - A folga

Katsuki nunca imaginou que diria aquelas palavras algum dia. Mas ele disse.

– Eu não queria ter arrastado minha fodida bunda até aqui hoje!

Ele reclamou, marchando intensamente pela calçada. Ao seu lado, Cellophane arregalou olhos e boca numa expressão abismada, enquanto esforçava-se para continuar acompanhando seu parceiro de patrulha ao invés de congelar no lugar.

– Como é que é!? Eu ouvi bem? – ele perguntou, incrédulo.

– Tsc! Esse capacete te deixa surdo, porra?

– Não, eu só não estou acreditando... – o herói balançou por um momento, até que um sorriso irritante fosse estampado em seu rosto, ao mesmo tempo que ele corria para a ficar lado a lado com seu companheiro de agência. – Ground Zero querendo uma folga de suas responsabilidades como herói? Isso é raro!

– Eu não quero folga nenhuma! – esbravejou, parando para olhar para ambos lados da rua, antes de atravessá-la.

– “Eu não queria ter arrastado minha bunda até aqui” e blá-blá-blá. – Cellophane imitou-o com provocação, vendo as sobrancelhas alheias se franzirem. – Claramente, você admitiu que não queria vir patrulhar. Em outras palavras: “Quero uma folga”, não é?

- Não! Eu só... Não queria ter vindo trabalhar hoje...

Apesar de ter iniciado a frase com um tom áspero, sua voz suavizou-se com as pequenas hesitações enquanto ele parava de andar, esperando o semáforo à frente se fechar. Posicionando-se ao lado dele, Sero desviou a atenção para o rosto mascarado do amigo, vendo uma incomum e suave expressão. Aquilo parecia ser... Preocupação?

– Problemas em casa, cara?

– ... – Bakugou não o respondeu com palavras, apenas fechou brevemente os olhos, deu de ombros e continuou andando quando as luzes ficaram verdes.

Hanta preferiu entender isso como um “sim”, mas seguiu-o sem mais perguntas. Se seu companheiro de patrulha quisesse conversar sobre isso, ele falaria; Caso contrário, não havia motivo para que se intrometesse em seus assuntos pessoais. Ele respeitaria o espaço de Katsuki.

– ... Eu ando meio nervoso por causa da Ochako nessas últimas semanas...

– Huh? - Cellophane proferiu inconscientemente, não realmente esperando que o outro começasse a desabafar. –Oh, sim, digo... Continue.

– ... – Ground Zero olhou rapidamente para o colega de agência, não demorando-se a voltar seu foco para o que acontecia a sua volta, vigilantemente. – Não de um jeito puto, só... Irritante pra mim.

– Irritante como?

– Bem, hum... Eu fico inquieto quando estamos longe um do outro, e frustrado quando demoro para chegar em casa e isso... Nunca tinha acontecido antes. Sem contar essa merda constante de querer não vir trabalhar, ou de terminar o meu expediente o mais rápido possível pra ver logo aquela bochechuda! Quer dizer, não que eu não queira fazer toda essa merda de herói e chutar algumas bundas por aí, mas... Essa vontade é fodidamente irritante. Eu... Fico nervoso comigo mesmo.

– Wow...

– O que foi?

– Nada, só... Que é a primeira vez que você fala tanta coisa sem estar brigando ou xingando alguém.

– TAMBÉM NÃO VOU FALAR MAIS NADA! FODA-SE! – ele esbravejou, cerrando os punhos enquanto voltava a marchar pesadamente.

Sero riu divertido, apressando os passos para acompanhá-lo e tocar seu braço.

– Estou só te provocando, cara, relaxa!

– Quieto! Saí daqui!

– Okay, okay. – ele respondeu, apesar de apenas soltá-lo, sem realmente se afastar. – Mas, bom, cara... Será que tudo isso não é só preocupação?

– Hah!? E por que eu me preocuparia com ela? Ochako é-

– “Uma mulher malditamente forte e que pode acabar com qualquer idiota que aparecer pela frente”, é, eu sei. – ele citou, com suas palavras, o que já fora dito inúmeras vezes pelo outro homem, fazendo-o virar o rosto emburrado e constrangido. – Mas, sabe, preocupar-se com alguém não é necessariamente duvidar da força dessa pessoa, ou algo do tipo. Só significa que você se importa com ela. – o herói explicou, abrindo um sorriso. – Além do mais, é completamente normal que você se preocupe mais em épocas como essa, afinal... Sua esposa está grávida, não?

Ele finalizou, ainda que soubesse perfeitamente a resposta para sua pergunta. Checando o bairro em que estavam concentradamente e em silêncio pelos próximos segundos, ambos profissionais olharam cuidadosamente para todos os lados, também atendendo a alguns cumprimentos e abordagens pacíficas, antes de darem continuidade a conversa.

– ... Mas eu não costumava ficar assim antes, no começo.

– É que agora é diferente, cara. – Cellophane rapidamente respondeu, abaixando para ajudar uma criança que caíra a se levantar. – Ela já está com 7 meses de gestação, certo? É normal que vocês fiquem mais nervosos conforme o “grande dia” se aproxima. Prontinho! – ele disse a criança, antes de vê-la agradecer e sair correndo, fazendo-o levantar satisfeito, encarando o amigo – Sem contar que a situação ficou, hum... Mais delicada depois daquele incidente. Então...

– Tsc! – Katsuki proferiu, cruzando os braços com um ódio borbulhante no peito. – Aquele desgraçado...

Ele rosnou, ao mesmo tempo em que lembrava amargamente do dia em que Uravity foi atacada em meio a uma de suas missões de resgate. Não era nada grave, uma atividade simples e heroica que não apresentava riscos para a profissional grávida. Isto é, caso um vilão medíocre não tivesse sido ousado o suficiente para tentar pegá-la de surpresa. O que era para ser um trabalho tranquilo e pacífico acabou por transformar-se em uma breve luta que, apesar de ter sido facilmente vencida pela Bakugou, não terminou sem consequências: Durante uma de suas investidas, o inimigo conseguiu assustar e derrubar a mulher, que sofreu uma pequena queda, para seu tormento.

Ground Zero recordava-se com gosto do soco que deu no rosto do bastardo quando o encontrou – apesar disso ter causado algumas punições em suas atividades profissionais posteriores, pela falta de “ética” –, e de como, tanto ele, quanto sua esposa ficaram assustados com o ocorrido, não fazendo cerimônias para ir ao médico na próxima folga programada que teriam. Infelizmente, apesar de nem Ochako, e nem o bebê terem se machucado, a gestação tornou-se um pouco preocupante, fazendo com que o médico que os acompanhava há meses insistisse em cuidados mais rígido e cautelosos quanto a gravidez. Se pudesse, Katsuki certamente explodiria cem vezes a cara do culpado por tudo isso!

– Acho que é isso que tenho pra dizer. Fica tranquilo, cara! São sentimentos compreensíveis e totalmente normais. – Sero deu alguns tapinhas nas costas do amigo, virando-se para começar a liderar o caminho por onde vieram. – E, de qualquer forma, já está na hora de voltarmos. Quanto mais rápido voltar pra sua querida esposa e filho, melhor! Certo, Bak-Ground Zero?

Bakugou até pensou em respondê-lo com sua típica brabeza, porém, depois de toda a conversa que tiveram e ignorando completamente a merda das provocações que o idiota fez, ele preferiu apenas dar de ombros, sem refutá-lo – para a surpresa de Hanta novamente. Com isso, ambos refizeram todo o trajeto da patrulha até chegarem na agência, preenchendo algumas papeladas básicas e partindo para os vestiários, onde limparam-se e retiraram seus trajes, trocando alguns diálogos banais antes de despedirem-se. Quando saiu do prédio, o céu já começava a escurecer, o que fez Katsuki suspirar antes de seguir para o estacionamento.

Foram alguns minutos dirigindo até que o homem parasse em frente à sua casa, manobrando o carro para guardá-lo na garagem. Mas, foi somente ao descer do veículo que Bakugou avistou uma moto de cor rosada parada em seu jardim, lembrando-o de que Mina viera ficar com sua esposa pela manhã, quando ele saiu – ela estava de folga naquele dia, e não precisou nem que o rapaz terminasse de lhe fazer o pedido para que ela aceitasse prontamente ir fazer companhia a sua amiga.

A verdade é que a moça de bochechas fartas nunca viu problema em ficar sozinha durante sua gravidez, no entanto, depois do episódio da queda e das solicitações do médico, o cuidado para com ela aumentou, para sua frustração – já que ela não gostava muito disso. Mas, o real motivo para Ashido estar ali não era esse, e sim uma situação em particular: Ochako havia ficado gripada.

A coisa toda começou há uns dias, quando a heroína passou a reclamar de dores de cabeça e no corpo. A princípio, ambos pensaram que era mais um dos “frutos” da gravidez, e não importaram-se tanto, principalmente ela que garantiu que ficaria bem logo. Contudo, quando os mal-estares e a febre surgiram, a situação mudou. Katsuki tratou logo de entrar em contato com o médico, já que não havia como marcar uma consulta em cima da hora, e foi instruído sobre o que fazer sob a suspeita de gripe ou resfriado; Caso os sintomas saíssem de controle, eles iriam imediatamente ao hospital, sendo que só não haviam ido ainda, pois Ochako recusou-se com toda a sua persistência. Eles chegaram a brigar, mas no fim, ela venceu a discussão.

Preocupado com a saúde de sua esposa, o Bakugou tratou de ligar para os amigos próximos, pedindo a ajuda deles – ao seu modo – para que pudessem cuidar da heroína adoecida durante os dias em que ele não poderia folgar. Ontem, a garota sapo é quem havia ido ficar com a ex-Uraraka; Hoje, fora Mina. Rabugento ou não, Katsuki só podia agradecê-las por tamanha gentileza.

– Oh, Bakugou! Bem-vindo de volta! – Ashido exclamou com um sorriso, vendo o amigo entrar e fechar a porta.

– Sim... – ele murmurou em resposta, tirando os sapatos antes de aproximar-se da mulher de pele rosada. – Como ela está?

– Melhor do que hoje de manhã! Ela comeu um pouco no almoço e a febre baixou, principalmente depois do banho. Inclusive... – ela estendeu os braços, mostrando uma pequena bacia de água. – Eu acabei de trocar o pano da testa dela. Ocha está dormindo no momento.

– Entendo... – ele resmungou suavemente, antes de tomar o objeto das mãos da amiga. – Bom, você pode ir agora, se quiser.

– Você que manda, senhor Zero! – Mina fez continência, com um ar divertido. – Vou só pegar minhas coisas.

Ela avisou e sumiu pelo corredor. Andando até a cozinha, Katsuki deixou a bacia sobre a mesa, logo virando-se para vasculhar a geladeira em busca de alguns alimentos.

– Bom... Então eu vou indo, Katsu. – a mulher apareceu de novo, dessa vez, com uma bolsa ajeitada sobre um dos ombros. – Diga a Ocha que eu desejo melhoras e que, qualquer coisa, é só chamar! Até mais.

– Ei, olhos de guaxinim...

– Sim? – Ashido parou, com a mão na maçaneta enquanto atendia ao apelido, agora carinhoso, dado pelo homem, olhando-o.

– ... – ele virou-se de leve, encarando-a por alguns segundos. – Obrigado...

E então, virou-se para a bancada. Mesmo sem ver sua expressão, Mina sorriu, assentindo e respondendo-o com alegria, antes de enfim deixar a casa. Ela ficava feliz de poder ajudá-los.

Assim que a porta fechou-se, o Bakugou depositou sua concentração na preparação do jantar, tendo optado por fazer uma leve sopa que pudesse ser fácil para ser ingerida e, ao mesmo tempo, que carregasse todos os nutrientes que sua esposa precisava para ficar bem alimentada. Demorou-se alguns bons minutos até que tudo estivesse pronto, porém, quando ficou, o homem não tardou em abrir os armários em busca de uma cumbuca, onde posteriormente despejou o caldo e colocou sobre uma bandeja, juntamente com uma colher e um copo da água; Tomando o objeto em mãos, ele logo seguiu seu caminho.

Após alguns passos, Katsuki finalmente alcançou a porta do quarto, que encontrava-se entreaberta, e a empurrou com o corpo, apenas para adentrar no recinto escuro e fracamente iluminado pelo abajur. Aproximando-se devagar, o herói depositou o jantar em cima do criado-mudo e puxou a cadeira da escrivaninha – que estava perto da cama, provavelmente, pois Ashido havia a deixado lá –, sentando-se na mesma.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, admirando carinhosamente o rosto avermelhado e adormecido da esposa. Esticando um de seus braços, Bakugou logo tomou liberdade para passar os dedos pela bochecha tão amada da mulher, retirando dali algumas madeixas bagunçadas para prosseguir com seu carinho. Graças ao seu toque, a heroína reagiu com pequenos gemidos, mexendo-se um pouco na cama.

– Ei, Ochako... Acorde. – ele chamou, deslizando sua mão pela forma de seu rosto até afastá-la.

– Hmm... – ela resmungou, demorando-se mais alguns segundos e chamados para começar a abrir os olhos. – Ka... Tsuki?

– Estou em casa. – o homem disse, vendo-a fechar os olhos novamente.

– Bem vindo de volta.... – ela disse fraco, esforçando-se para dar um pequeno sorriso.

– ... – o herói lutou para não retribuir o sorriso e permanecer com sua típica feição séria. Mas com ela ali... Ah, como era difícil! – Hora de comer.

– Hmm... Eu não quero... Não estou com fome.

– Ochako. – ele começou firme. – Não é questão de não querer... Você tem que comer! – a mulher suspirou em resposta, levantando as pálpebras para olhá-lo. – Vamos, eu te ajudo a sentar.

– Mas aqui está tão gostoso... – ela tossiu de leve, enquanto sentia seu marido inclinando-se sobre si para auxiliá-la.

– Você pode voltar a descansar depois do jantar, bochechas.

Ele finalizou, não dando mais abertura para que esse assunto continuasse. Com certo resmungo, a ex-Uraraka – e atual Bakugou – sentou-se, com os travesseiros sendo empilhados atrás de suas costas para seu conforto; Assim que ela acomodou-se, Katsuki pegou a cumbuca e entregou-a. A mulher suspirou deleitosamente ao sentir o cheiro do caldo.

Logo, ela tomou a colher em mãos e começou a experimentar de pequenas porções da sopa, passando a consumir lentamente a refeição. O homem apoiou os cotovelos nos joelhos e ficou observando-a pelos próximos minutos, silenciosamente satisfeito.

– Isso está tão bom... – ela soprou o líquido, antes de levá-lo a boca.

– Claro que está, eu quem fiz! – ele sorriu presunçoso, e ela revirou os olhos.

Depois de alguns minutos, o caldo chegou até a metade da cumbuca e Ochako respirou fundo, acariciando o estômago antes de direcionar o olhar para seu marido.

– Eu não sei se aguento mais...

– ... – o Bakugou, por sua vez, cerrou os olhos, assentindo para, em seguida, pegar o objeto e depositá-lo novamente sobre o criado-mudo. – Está bem, pelo menos você comeu um pouco. Antes isso do que nada.

Disse e, como sua próxima ação, ofereceu-a o copo da água, o qual a moça aceitou de bom grado. Bebericando um pequeno gole, a heroína encostou-se mais contra os travesseiros, aparentando pesar. Inclinando-se um pouco, Katsuki encostou sua mão contra a testa dela, seguidamente por suas bochechas enquanto verificava sua temperatura.

– Como está se sentindo?

– Huh? Ah, estou bem, quer dizer... Meu corpo ainda está um pouco mole e a febre não sumiu completamente, mas... – ela parou, abrindo um sorriso otimista enquanto dobrava os braços para esbanjar o muque” coberto por suas roupas. – Estou bem melhor!

– Hum...

– Ei, estou falando sério! – ela insistiu quando viu o olhar desconfiado dele.

O homem, porém, apenas afastou seus dedos dela, dando de ombros enquanto encostava as costas contra a cadeira.

– Tudo bem, bochechas.

– Me chame de querida!

– Não.

– AH?! Por qu-? – ela pergunto, antes de começar a engasgar com a própria saliva por ter falado rápido demais.

– Ochako, porra! Calma! – Katsuki imediatamente colocou-se de pé, amparando-a com desespero.

Quando a crise sufocante uniu-se com a tosse da gripe, algo no peito do herói borbulhou, deixando-o aflito enquanto incentivava sua esposa a beber um pouco de água e tentar respirar. Após alguns longos segundos, a mulher finalmente conseguiu acalmar-se, ofegando e passando a rir baixo por ter achado, tanto a situação, quanto a reação de seu esposo engraçadas.

– Não faça isso de novo! – ele exclamou nervoso.

– Desculpe... – ela continuava a rir, deitando-se mais confortavelmente agora que não segurava mais nada com as mãos: Seu marido havia pegado e depositado o copo sob o pequeno móvel ao lado da cama.

– Tsc! – proferiu, cruzando os braços enquanto voltava a sentar com um suspiro discreto.

– ... – assim que o riso cessou, a Bakugou encarou-o, com um pequeno sorriso bobo.

– O que foi?

– Você... Ficou preocupado comigo?

– O quê!? É claro que nã-

Calando-se assim que deu-se conta do que iria dizer, Katsuki se lembrou da conversa que teve com Hanta a poucas horas atrás, e baixou a cabeça pensativo – para a curiosidade de sua companheira, que estranhou.

“Mas, sabe, preocupar-se com alguém não é necessariamente duvidar da força dessa pessoa, ou algo do tipo. Só significa que você se importa.”

– ... Tsc!

– ..!! – ela pulou com um pequeno susto. – O-o que foi...?

– Foi isso mesmo.

– ... Isso o quê?

– Eu fiquei preocupado com você, sua tonta. – ele despejou e, então, virou o rosto. – Eu... Estou preocupado há dias...

– ... Katsuki... – ela murmurou, com os olhos levemente arregalados de surpresa.

Aquela não era a primeira vez que ele se abria assim com ela, porém... Ainda era algo raro de acontecer.

– Desde que essa gripe começou, eu... Não consigo ficar sossegado. – o herói fechou os olhos, em meio a um suspiro. – E isso é uma merda... Porque eu não consigo conter esse sentimento angustiante quando estou longe de você.

Ele disse, com suavidade, enquanto ainda evitava olhá-la. Ochako, por sua vez, permaneceu em um estado de choque por alguns segundos, antes de balançar levemente a cabeça e sentir algumas lágrimas umedecerem seus olhos; Ela estava sensível por conta da gestação, e havia ficado emocionada com as palavras, a qual ela interpretara muito bem. Seu marido estava confessando o quanto se importava com ela... E por mais que a mulher soubesse disso só por suas atitudes, o sentimento de poder ouvir tais declarações diretamente de sua boca era algo diferente, e que mexeu com seu coração.

Tomando alguns segundos para conter-se, a heroína logo abriu um sorriso caloroso e gentil, baixando a cabeça enquanto levava as mãos até sua barriga coberta, acariciando-a.

– Você ouviu isso? – ela começou, carinhosamente. – Seu pai está sendo fofo com a gente...

– ... – o Bakugou cerrou as sobrancelhas, levantando uma das pálpebras para olhar sua esposa de relance. – Ei...!

Rindo ao fraco protesto de seu companheiro, Ochako riu, sem parar um segundo sequer de alisar seu ventre. Ouvindo o doce som de alegria da heroína, o homem deixou de conter-se e abriu um pequeno sorriso, bem como ambos olhos também. Ele virou-se e admirou sua esposa amorosamente, alternando sua atenção entre o rosto corado e a região onde encontrava-se o bebê. Aquilo tudo, ás vezes, parecia irreal para ele, mas... Ah, como Katsuki os amava! Ele faria de tudo para estar com eles.

– Humm... – ele resmungou, jogando a cabeça para trás e intrigando a heroína.

– O que foi?

– Eu acho que vou tirar uma folga de alguns dias.

– ... Eeh!? – ela parou seus movimentos, incrédula. – Você? Pedindo folga!?

– Sim. – ele respondeu simples, passando a encarar o teto. – A agência está me devendo por todo o trabalho extra que fiz nos últimos meses. Eles mesmo admitiram. E até os heróis mais fodas, como eu, precisam descansar de vez em quando... Eu acho. Além disso... – ele fez uma pausa, apenas para ficar ereto e olhá-la nas íris escuras, leve e decididamente. – Eu quero cuidar de você... E ficar mais do seu lado.

– ... – mais uma vez, ela mostrou-se positivamente surpresa.

– Bom, não que você precise de mim para chutar essa gripe pra longe ou algo assim. Mas eu quero ficar aqui. E vou! – ele determinou, mantendo sua pose firme e rebelde.

Apesar... Dele não conseguir mais enganar Ochako com suas intenções mascaradas por xingamentos e dureza. Ele queria ficar com ela. Ponto.

É... Talvez tirar uma folga não fosse tão ruim assim, afinal.


Notas Finais


Tema do Dia: Família!

Eu queria aproveitar a oportunidade para dizer que família é um dos meus temas favoritos ♥ Eu sempre sinto tantas coisas enquanto leio histórias com essa temática... É algo que realmente mexe comigo.
E pode ser coincidência - ou não - mas essa foi o meu trabalho favorito desta semana! Por isso, eu espero que tenham gostado ♥

Infelizmente, essa Fanfic também será a minha última da Semana Kacchako, pois não dei conta de escrever o restante dos dias... Peço perdão! Mas fico feliz de ter participado um pouco.

Lembrando que a #SemanaKacchako é um oferecimento do @KacchakoPjct! Não deixem de seguir o perfil do projeto para terem acesso as mais maravilhosas histórias ♥♥

É isso, muito obrigada a todos que leram!
Essa fic foi escrita com carinho ♥
__________________________________________________________
Deixo meus agradecimentos a @NatiMiles pela linda capa, a @uwu_queen pelos belos banners e a @Corinecot por toda o help!
Vocês são incríveis! ♥


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