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História A forasteira - Itachi Uchiha - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


Oie pessoas!!

Sim demorei...desanimei um pouco e graças aos comentários do fim de semana voltei a me animar para escrever A Forasteira.
Sim...vcs me ajudam muito e inspiram... A história é minha e desenrolar cada pedacinho e detalhe leva tempo e muita imaginação... E quando comentam e favoritam é que consigo ter uma idéia se estão gostando mesmo...
Já tenho todo desfecho na cabeça e vou levando ela conforme previ.... Sem que muitos querem que algumas coisas aconteçam, mas continuarei fiel a minha história...
Mas comentem...gritem..extravase seus sentimentos para mim e o que estão pensando da história...adoro ler cada comentário e guardo vcs dentro do meu coração.

Então...vamo matar a saudade deles ta bem....boa leitura...

Capítulo 29 - O retorno, um medo e uma profecia.



 

O pequeno pug corria com todo fôlego que lhe restava, sua velocidade não era a mesma sabia disso, afinal, a idade chegava para todos, mas o esforço era necessário.

Tinha bem claro seu objetivo. "Vá para o Distrito Uchiha...”, o cão não gostava nem um pouco daquele lugar e preferia farejar terrenos menos austeros, mas o medo do Uchiha era maior e mesmo sabendo que o ex-nukenin não oferecesse risco algum ainda tinha suas ressalvas. Não queria pagar para ver.

Passou sem problemas pelos portões de Konoha, mas seu caminho tomou a parte mais deserta. O Distrito era tão isolado de todo resto que chegava ser cômico o ar fantasmagórico que tomava os sentidos do cão, mas para sua surpresa, ao passar pelo portão estranhamente polido, se viu em meio à uma pequena vila, vazia sim, mas totalmente reformada e menos tenebrosa.

Observou por segundos as casas e comércios ladeados e com o cenho arteiro pôs-se a farejar e pegou-se de rabo abanando quando sentiu o cheiro tão familiar. Correu pelas ruas desertas e passou pela casa principal, cruzou além do riacho que ladeava a fronteira do Clã e entrou na trilha bem desenhada que contorna as grandes árvores.

Ali era novo, contrário a tudo que passou, a casa era tradicionalista, como algumas que ainda restavam naquele Clã, mas aquela tinha uma diferença. Cheirava à família.

Admirou o lugar enquanto passava pelo jardim, tinha que admitir, aquele lugar era excepcional. Espremeu a pata contra a grama com tamanha vontade de se esfregar na relva que chegava a salivar. Escutou o som da conversa à poucos metros e um bravejo inconfundível. Apressou os movimentos e contornou o que restava do caminho até avistar uma cabeleira prateada, sentiu o ar a sua volta esperando distinguir o cheiro daquele homem, mas foi inútil. Porém com um movimento rápido e quase mortal, viu o prateado virar contra si e se pôr em posição de defesa.

- Yai! Sakura-chan – o pug gritou antes que Gohan atacasse.

Sakura passou pelo elementar, que ainda permanecia em alerta e correu até Pakkun.

- Pakkun – o chamou extremamente animada – Kakashi-sensei que te enviou?

O cachorro balançou a cabeça negativamente e sentou-se assim que a rosada aproximou.

- Itachi-san – concluiu o cão.

A Haruno voltou sua atenção para o elementar que aproximou quando ouviu-o mencionar o Uchiha.

- Me diz que estão bem, Pakkun? – perguntou receosa.

O Pug respirou fundo e com sua cara de tédio eterno, pôs-se a contar o que havia presenciado há dias atrás.

- Meu Kami-sama!! Kakashi-sensei foi manipulado – Sakura sentiu a pele arrepiar por completo quando o cão terminou de falar, levou a mão a boca e olhou assustada para a direção da residência e temeu que Ahmya pudesse escutar aquilo e se escutasse como aquilo poderia afeta-lá, afinal, ela não sabia como tratar uma elementar grávida.

- Bom, eles estão vindo direto para cá... todos eles! – Pakkun a olhou sério.

- Você quer dizer até mesmo Orochimaru? – perguntou desconfortável.

- Sim, até mesmo Orochimaru.

 

Ahmya


Espreguicei e por instantes tive medo da dor que viria com o ato, mas nada aconteceu, pelo contrário, sentia o corpo descansado e sem dor... não tinha dor, depois de semanas, me sentia completamente normal e por instantes aquilo me aterrorizou. Levei as mãos até meu ventre e senti a ar me faltar. Por que não estava mais sentindo dor?

Levei meu corpo á passos lentos para o banheiro e fiz todo meu ritual matutino receosa e a espera das típicas pontadas e da dor dilacerante, já tinha acostumado com tudo aquilo e mesmo sendo terrível, sabia que de alguma forma era a resposta do meu corpo que agora carregava o filho de Itachi e a falta da dor me mortificava mais do que senti-la.

 

Ainda sentia-me anestesiada e meu estômago reclamava pelo excesso de nada e dias sem alimentar-me adequadamente, o sono ainda repousava em meus gestos me causando uma lerdeza crônica. Arrastei os pés pelos corredores da casa extremamente silenciosa e segui o único som que consegui distinguir, parecia a voz de Gohan e Sakura também, conversavam aos sussurros e pareciam preocupados.

Passei o corpo pela porta da varanda e senti o calor do sol da tarde esquentar minha pele pálida, o prazer de sentir aquela quentura era surreal, parecia que estava escondida em uma caverna à tempo suficiente sem ver a luz do dia, a sensação de sentir apenas o vento tocar meu corpo e nada mais arrancar um gemido doloroso da minha garganta, era um alívio, mas no mesmo instante o medo da falta daquelas pontadas e seu significado me apavoravam.

- Gohan – chamei o elementar num sussurro, o prateado voltou sua atenção a mim com surpresa e aflição.

- Ahmya, o que aconteceu? Você está bem? – seus passos rápidos diminuíram a nossa distância e logo vi a feição preocupada voltar-se por completo para meus olhos.

- Não sinto dor alguma... aconteceu alguma coisa com ele! – repousei a mão no ventre e Gohan acompanhou meu movimento, entendendo o meu temor, mas para meu espanto o elementar sorriu parecendo aliviado.

- Ele está chegando – concluiu o prateado.

- Meu Kami!! Chegaram – Sakura chamou nossa atenção com sua voz levemente aguda e aliviada, seus olhos tomaram a direção do descampado.

Longe, mas visível, a silhueta de quatro pessoas se aproximava, eu nem mesmo conseguia enxergar a feição de cada um ali e não precisava. O coração batucava descontroladamente e meu estômago revirou, sentia a pele arrepiar e a falta de fôlego. Itachi voltou para casa.

- Gohan – segurei o braço do elementar que me encarou preocupado – Não... não fale nada para Itachi.

- Como? – o elementar fitou-me sem entender.

- Ela não quer que Itachi saiba sobre o bebê – Sakura respondeu para Gohan e depois para mim – Mya-chan, tem certeza... Itachi-san não...

- Por enquanto Saky! Só por enquanto – pedi segurando na mão da rosada que me olhou com carinho e assentiu. Gohan apenas se calou.

 

Talvez eu não estivesse realmente preparada para o choque ao ver Itachi tão machucado. O Uchiha ainda andava sem esforço ou sem demonstrar dor alguma, mas pelo estado das suas roupas sabia que algo a mais tinha acontecido, afinal, por que mais Sasuke e o asqueroso do Orochimaru estariam junto dele e Kakashi.

- Meu Kami-sama, estávamos aflitos sem notícias de vocês!! Tsunade-sama está beirando a loucura... Kakashi-sensei como está??!! Shikamaru precisa saber!! Vamos convocar todos para cá... – Sakura tagarelava sem para pelo nervosismo.

Meus olhos só o enxergavam e a mais nada, os passos me conduziram sem restrição e sem perder a direção, um imã me puxava e sem lutar contra maré, permiti-me guiar por meus sentidos e minha ânsia.

Itachi pendeu a cabeça para o lado e observou-me aproximar, podia ver cada músculo retesado se contrair ainda mais. Diminuí o restante de espaço que nos separava e deixei que seus braços me enlaçasse a cintura com posse e desespero.

Pequena – sussurrou contra meu pescoço, a respiração quente bateu contra minha pele arrepiando e ascendendo todo o torpor de semanas sem sua presença.

Itachi – murmurei contra seu peito, escutando cada batida frenética que seu coração agitado dava.

O silêncio envolveu nosso sentido e ali já não havia nada além de nós. Poderiam taxar como um casal clichê ou um romance melodramático. Poderiam apenas julgar nossos sentimentos como mais um em meio a tantos, mas de simples e comum não tínhamos absolutamente nada. Literalmente podia sentir o  ar circulando livremente pelos meus pulmões, meu corpo já não era tão estranho a mim e mesmo com todo receio que a descoberta da gestação trouxe ao meu coração, ali com Itachi sabia que tudo ficaria bem... tinha que ficar bem!

- Quase me matou de preocupação - nossa conversa era um sussurro, tínhamos ciência que éramos observados, mas ali não tinha mais o que ficar escondido. Era explícito demais.

Não foi minha intenção - a voz rouca soou levemente descontraída, mas era nítido sua exaustão.

Afastei do seu corpo com dificuldade, seus braços apertavam com firmeza meu contorno, mas um simples espalmar em seu peito foi o suficiente para o gemido de dor chamar atenção.

- Por Kami Itachi! - a ferida sangrava por baixo do tecido que ainda restava sobre a pele, uma tentativa falha de curativo tapava metade das diversas perfurações em seu ombro, que entre as demais feridas espalhadas pelo corpo, era com certeza a pior - Sakura-chan!

A rosada aproximou já avaliando a extensão de tudo aquilo e com um estalar de língua, alguns bravejos estrondosos e uma ira descomunal, mandou todos para dentro da residência.

[...]

O barulho do chuveiro ainda ressoava pelo quarto, já tinha deixado Kakashi instalado em um dos quartos sobressalentes e evitado o encontro desnecessário com Orochimaru, mas sabia que não conseguiria escapar dele por muito tempo. Fechei a porta do quarto e senti o alívio por, enfim, estar só.

Naquele momento estava tudo bem, Itachi estava em casa, Kakashi estava de volta, não tinha uma batalha para ser vencida e nem missões para cumprir. Repousei a mão no ventre e fechei os olhos tentando sentir... Eu queria sentir, queria saber se ele está bem!

Retirei a mão com sutileza quando senti o roçar dos lábios em meu pescoço. Meu torpor era tamanho que nem tinha reparado que Itachi havia saído do banho. O perfume característico e deliciosamente inebriante invadiu-me despertando meus sentidos, que agora pareceriam triplicados.

- Como senti sua falta - o sussurro invadiu meu ouvido enquanto mordia o lóbulo da minha orelha e escorregava as mãos pela minha cintura.

Itachi podia somente piscar que eu já estaria excitada, não precisaria de mais nada, mas aquele simples e tentador gesto escorregado sobre meu ventre despertou bem mais que meus instintos carnais, despertou o medo da rejeição da gravidez precoce e então o afastei.

- Mya? O que foi? - Itachi estudou meus olhos e podia jurar que leria meus pensamentos de tão profundo que seus ônix estavam naquele momento.

Como contaria que estava grávida dele? Como contaria que agora a profecia estava se concretizando e o temor dele de ter que viver fugindo ou com medo por causa da criança estava batendo a nossa porta e selando nosso destino... Como ele reagiria? Sim, no fim eu era covarde.

Sakura-chan precisa ver essas feridas - desconversei passando os dedos sobre a pele avermelhada. Sabia que seus olhos ainda estavam sobre mim e que cada movimento meu era gravado, mas eu precisava de um tempo...só um tempo - Isso parece...parece uma mordida?

- Isso é uma mordida - Itachi pegou minhas mãos me fazendo parar e olhar para ele - O que está acontecendo?

A minha covardia era tamanha que senti o alívio imediato ao ouvir a voz de Sakura nos chamando pela porta.

- Mya-chan... desculpa, mas Shikamaru e Tsunade-sama estão aqui – a voz levemente constrangida alertou.

- Sim, Sakura-chan... já estamos indo – respondi desviando de Itachi.

Ledo engano pensar que meu marido seria assim tão descuidado ou desatento, eu mais que ninguém deveria saber quem era o Uchiha com que me casei. O Uchiha que possuía uma profecia sobre si ... o Uchiha que voltou dos mortos, mas eu precisava de um desconto, os hormônios estavam mexendo com minha cabeça um tanto lerda e preocupada.

- Hei! – seus dedos circundaram meu pulso impedindo qualquer passo a mais para me distanciar dele – O que está acontecendo Uchiha Ahmya?

A voz rouca e levemente alterada poderia ser tudo, menos ameaçadora, ao invés disso um leve tom de preocupação tomou  feição séria de Itachi e inevitavelmente mordi meu lábio inferior, a imagem do moreno era deleitoso por demais, aproximei com cuidado observando sua reação, com as pontas dos dedos percorri do ombro até sua nuca, estiquei-me nas pontas do pé e encostei meus lábios aos seus. Itachi ainda mantinha os olhos abertos em desconfiança, mas ao pressionar minha boca contra sua, a resistência se desfez e peguei-me rindo quando o beijo se aprofundou e seus olhos se fecharam, o moreno se entregou para a vontade urgente, mesmo sentindo todas as células do meu corpo berrando por alívio, o som das vozes levemente alteradas bloquearam qualquer avança daquela tortura.

- Ahmya... me diz... – Itachi encostou sua testa na minha com o semblante triste.

- Depois conversamos, não podemos deixar todos eles esperando – o interrompi.

 

Itachi

Aquilo era um tormento, não só ter que me segurar depois desse mês, a ausência da Ahmya era mortífera e agora eu estava em casa, finalmente, mas era nítido que a pequena fugia de mim e evitava ficar por mais de um minuto sozinha comigo. Porra!! O que está acontecendo aqui??!!

Meu imaginário perturbado projetou a única resposta em minha cabeça... Gohan! A única explicação para sua distância. Deixei o elementar cuidando de Ahmya por todo esse tempo e dias a finco nessa missão incoerente e interminável, agora só me tiravam o juízo, a pontada incomoda no peito era a mesma quando escutei da boca do Hatake que Ahmya era seu único motivo para me matar... a mesma pontada.

Ciúmes, estou com ciúmes!

Observei seu corpo curvilíneo mais desenhado e sedutor que me lembrava. Andava sem pressa e mantinha seus dedos entrelaçados aos meus e puxava consigo conduzindo minha direção. Um leve tremor passou pelos braços de Mya quando entramos na sala e um pequeno aglomerado de pessoas se encontravam dispersos pelo ambiente numa discussão calorosa.

- No mínimo eu também tinha que saber disso Kakashi!! – Tsunade esbravejou contra o prateado que mantinha a feição de tédio. Kakashi estava sentado em uma das poltronas e mantinha os dedos entrelaçados contra o rosto, mas assim que nos viu surgir pelo corredor seu olhar sobre Ahmya era óbvio. Mais uma pontada do incomodo ciúme!

- Precisávamos ter certeza e mais detalhes de tudo Tsunade-sama – Shikamaru interveio ao perceber que o Hokage não se pronunciaria.

- Sempre as escondidas e deixando os demais de fora... Konoha não muda – Orochimaru destilou mais um pouco de seu veneno.

- Sinceramente não sei o que você está fazendo aqui ainda? – Sakura rosnou para a cobra.

- Bem mais que ele... tenho certeza – Sasuke respondeu a rosada e apontou para Gohan. Aquilo estava saindo do controle.

- Chega – adverti e todos olharam para nós – Não estamos aqui para acusações, temos mais o que resolver e decidir como agir.

Tsunade nos avaliou e parou seus olhos em Ahmya por instantes e um discreto sorriso surgiu em seu rosto antes carrancudo.

- Katsuo está brincando com todos nós, é nítido que o ataque foi somente uma forma de nos tirar daqui de Konoha e de perto da Ahmya e... – Voltei atenção para o Hatake que me fitava sério.

- A chance de ter o Uchiha morto – completou suspirando penosamente – Infelizmente ele consegue nos ter nas mãos... não me lembro de ter o visto, mas a perturbação em minha cabeça era clara!

- Por isso Orochimaru está aqui – Sasuke concluiu olhando com atenção para Sakura – Ele descobriu uma forma de quebrar a manipulação e agora podemos ter mais alguma coisa contra eles.

Meu otouto não disfarçava sua aversão pelos elementares, mas sua ira começava a perturbar não só Gohan, como Ahmya que se encolheu ao meu lado. A atitude da elementar me perturbou, ela nunca deixaria Sasuke insinuar qualquer coisa contra ela ou qualquer um, mas ela apenas se calou e manteve atenção em cada palavra dita.

- Não se refira a nós dessa maneira garoto! – Gohan ameaçou – Não somos como Katsuo, Ahmya pode muito bem...

- Gohan! – Ahmya chamou o elementar que atendeu seu chamado e se calou. Sakura olhou-me por instantes e virou o rosto desconfortável. Ok! Eu estava começando a ficar realmente bem incomodado.

- Bem... parece que esse Katsuo e todos os outros podem trazer problemas enormes para Konoha! – Tsunade se impôs.

- Não só Konoha Tsunade-sama – Shikamaru completou.

- O que devemos evitar e como agir? – a loura perguntou e uma discussão acalorada se iniciou, todos falavam ao mesmo tempo e mais uma vez me peguei atento a pequena que apenas se retesou, os olhos brilhavam e a impressão que tive é que ela choraria a qualquer momento.

- Temos que evitar qualquer coisa que chame mais ainda a atenção de Katsuo ou qualquer outro para nós – Shikamaru afirmou e os demais concordaram, mas Sakura cruzou os braços e balançou a cabeça em negativa e olhou com discrição para Ahmya.

- Temos que descobrir um jeito de manter Konoha e Ahmya em segurança... Katsuo é um babaca e querendo ou não virá... independente se...se... bom ele virá de qualquer forma – Sakura parecia aflita e apenas concluiu e se calou.

- Preciso de ar – o sussurro de Ahmya tomou meus ouvidos e voltei minha atenção a ela.

- Ahmya? – ela não respondeu, seus olhos brilhavam com intensidade e mesmo com todo seu esforço uma lágrima desceu pela pele alva da bochecha – Pequena, o que foi?

Ela balançou a cabeça negando e saiu, vi seu corpo se esgueirar pela cozinha e sumir pela porta que levava a área externa, todos olhavam a elementar nos dar as costas. A sensação desesperada tomou-me por completo, o medo de que alguma coisa estivesse levando Ahmya de mim tomou minha mente exausta.

- Vou falar com ela – Sakura fez menção de seguir Ahmya, mas a detive.

 - O que está acontecendo? – estreitei os olhos para Gohan e Sakura, mas na falta de resposta dei as costas e segui a elementar.

 

 

Se a noite não estivesse tão iluminada pela luz forte da lua, não a veria sentada entre a relva no imenso descampado. O corpo pequeno estava encolhido, Ahmya abraçava os joelhos contra o peito e observava o céu estrelado, sabia que podia escutar minha aproximação, mas continuou estática quando sentei às suas costas e puxei seu corpo contra meu peito.

- O que está tentando me contar? – sussurrei eu seu ouvido e vi sua pele arrepiar – Por que está com medo pequena?

- Agora... tenho medo de tudo – Ahmya respondeu com um suspiro.

- Vamos lutar juntos, lembra? – a apertei contra mim e senti meu coração tripudiar – Ahmya...

- Estou grávida Itachi.


Ahmya

 

Seus braços afrouxaram e esperei, mas nenhum som saiu, então soltei-me de seu abraço e virei para ele. Choque, provavelmente era choque, a respiração estava lenta e quase imperceptível e o desespero começou a tomar-me novamente.

“-Temos que evitar qualquer coisa que chame mais ainda a atenção de Katsuo...”

As palavras de Shikamaru martelavam em minha cabeça sem parar, agora toda atenção seria para nós!! Eu tinha dado um motivo a mais para que nos caçassem.

- Itachi, eu sei que Katsuo...

- Eu vou ser pai? – sua voz levemente embargada escapou e vi seus olhos me fitando.

- Sim... você vai ser pai – observei-o piscar várias vezes antes do sharingan ativar – Itachi!!

- Eu vou ser pai... – o sorriso aberto desenhou em seu rosto e me peguei sorrindo também.

- Itachi, a profecia...

- Shiii! – o moreno selou meus lábios me puxando pela nuca. Ficamos ali naquela mesma posição, com os lábios unidos, sentia a respiração ansiosa que vinha dele, sua mão desceu com cuidado e repousou em meu ventre. Itachi interrompeu nosso beijo e encostou a cabeça em meu ombro – Não me importa a profecia, Katsuo ou qualquer outro Ahmya... vamos ter um filho e por vocês eu vou até o fim do mundo... obrigado pequena!

 

A profecia batia em nossa porta e nos arrastava com ela a força, todos os passos que dávamos e todas as escolhas nos condicionava para o mesmo fim e parecia impossível lutar contra a maré. Podia sentir que meu corpo inteiro esperava exatamente aquele momento, ter o verdadeiro herdeiro no ventre, com tudo ruindo e todo medo que nos rodeava, ainda erámos apenas nós, uma família prestes a começar, ainda era eu e Itachi iniciando uma nova fase... agora não erámos somente um casal contra o mundo, agora nosso filho crescia dentro de mim... a criança que uniria os dois mundos e selaria o destino de todos os elementares.

“...Do Susanoo de alma vermelha e a Guardião Divina,

Nascerá o verdadeiro herdeiro.

Aquele que selará os dois mundos

E enfim a paz verdadeira surgirá.”

A profecia se cumpria.....




Notas Finais


E acabou...
Primeiro...dêem um desconto para Ahmya...hormônio é uma coisa de louco... E pro Itachi tb...poxa o Kakashi queria acabar com ele por causa da Ahmya....
Então...Ahmya com medo e Itachi com ciúmes é compreensivo dessa vez!!

Sei que ficou meloso.... Mais agora dêem um desconto à mim...estou de tpm!!!
Comentem...gritem...riem..chorem..mas comentem!!

Eeeee!!!
Corre para ver minhas outras Fics e oara quem gosta de SASUSAKU....TEM UMA NOVA NO PEDAÇO!!!

Bjox e até a próxima


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