História A Forasteira (nova versão) - Capítulo 2


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Categorias Orgulho e Paixão
Tags Aurieta
Visualizações 75
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🙈

Capítulo 2 - A nova moradora


Fanfic / Fanfiction A Forasteira (nova versão) - Capítulo 2 - A nova moradora

Julieta acordou cedo como de costume. Antes de se levantar ficou velando o sono de Camilo, que mais parecia um anjo, tão delicados eram seus traços; ele respirava mansinho, em paz. Ela deu um beijo suave no topo da testa do menino, que suspirou profundamente, mas não despertou. "Amo você, meu pequeno príncipe" sussurrou antes de sair do quarto em direção ao corredor.

– Bom dia, Mercedes! – cumprimentou a amiga que já descia as escadas.

– Bom dia, minha amiga. – Mercedes respondeu abrindo um grande sorriso – Finalmente a chuva deu trégua.

Era o primeiro dia de sol desde a chegada deles ao Vale.

Julieta respondeu com um sorriso. – Finalmente! Acho que Camilo não aguenta mais brincar somente dentro de casa. Vamos tomar o nosso café da manhã?

– Estava mesmo pensando nisso!

A mesa estava posta com uma variedade de sucos, bolos e todo o tipo de biscoitinhos. Cândida, a governanta, se encarregara de deixar tudo impecável.

– Mercedes preciso pedir um favor! Vou aproveitar o dia de sol para visitar um lugar, você pode ficar com Camilo?

– Claro que sim, mas posso saber aonde especificamente a 'senhora' vai? – disse em tom desconfiado e ao mesmo tempo brincalhão enquanto se servia de café e bolo.

– Só andar um pouco, pra espairecer e buscar inspiração, em breve volto a pintar – respondeu sem muita empolgação. 

– Entendo, mas tome cuidado nessas suas andanças.

– Obrigada, Mercedes, mas você não precisa se preocupar tanto, não estamos correndo nenhum risco e eu sei me defender.

– Eu sei que sim, Julieta! É que vocês são a minha família, e é isso que família faz, protege, cuida.

Julieta tocou a mão de Mercedes – Você é a irmã que a vida me deu! Obrigada por cuidar de mim e de Camilo, eu sempre cuidarei de vocês dois também! Agora tenho que ir logo se quiser voltar a tempo do almoço – e se levantou ainda mastigando um último pedaço de bolo.

– Tome cuidado!

– Tomarei.

E saiu em direção ao automóvel. Julieta preferiria fazer aquele percurso a cavalo, mas ainda precisaria providenciar um. Agora com o bom tempo podia finalmente observar a paisagem. Tudo estava verde por causa da chuva, plantações de café se perdiam no horizonte. Era muito bonito de se ver, tudo remetia a sua infância. Da última vez que estivera por aquelas bandas tinha seus 11 anos, pouco antes de seus avós morrerem com um pequeno intervalo entre um e outro. 

Os pensamentos e lembranças fluiam com tanta rapidez que os 40 minutos dirigindo pareceram segundos. Estacionou em frente ao seu destino e ficou ali alguns minutos observando com um milhão de pensamentos na cabeça. Finalmente desceu do automóvel e passou pela cerca que já caía aos pedaços de tão velha, a casinha simples de seus avós estava bem diferente do que ela lembrava. Antes cheia de alegria e vida, parecia agora uma casa fantasma. Pelo estado de conservação não era habitada há anos. No alpendre sob o qual costumava se sentar para ouvir as histórias fantásticas do seu avô, havia agora sacos de fertilizantes. Se aproximou um pouco mais e ousou espiar por uma fresta na janela e pode assim ver por dentro da casa, apesar da escuridão constatou que o lugar era agora usado como depósito, deu a volta na casa, a velha mangueira ainda estava lá, agora bem maior. O balanço que costumava ficar em uma daquelas galhas já não estava. Lembrou de ser balançada pelo avô, cada vez mais alto como ela sempre pedia enquanto dava gargalhadas até serem interrompidos pelo chamado da avó que havia feito bolinhos de chuva pro café da tarde, lembrava-se até só cheirinho adocicado da canela. Sorriu com a lembrança. O estábulo estava no mesmo lugar, parecia ter sido reformado, lembrou-se dos cavalos que outrora estiveram alí. Ao se apoiar na porta do fundo percebeu que ela estava apenas encostada e sem pensar duas vezes, entrou. As paredes estavam no mesmo lugar, mas em péssimo estado, Julieta fechava os olhos e de repente estava de novo na casa dos seus avós. O ambiente escuro tornou-se novamente iluminado, os velhos móveis estavam em seu lugar, os quadros com a imagem do casal na parede, ela via tudo isso na sua cabeça enquanto girava vagarosamente de olhos fechados e abriu um sorriso verdadeiro, que não se via em sua face há anos. Ao abrir os olhos se assustou com a presença de um estranho, seu sorriso rapidamente se desfez. Ela soltou um pequeno grito e deu alguns passos pra trás, quase tropeçando em seu longo vestido negro. Um homem de sobrancelhas grossas e olhos intensos a encarava muito de perto. 

– Não se aproxime! – ela vociferou cerrando os dentes e tentando fazer com que sua voz parecesse mais grave do que era de fato.

O homem de trajes escuros e barba densa apenas colocou as duas mãos a frente do corpo indicando que não a tocaria. 

– O que... O que o senhor faz aqui? – disse irritada, tentando disfarçar o medo de estar só com um homem desconhecido há quilômetros de distância de qualquer um que pudesse ouvir pedidos de socorro. 

– Isso quem deve perguntar sou eu! A senhora está em minha propriedade! Vi um automóvel estacionado e vim ver quem poderia ser! Agora eu te pergunto: Quem é você e o que faz aqui?

Julieta não desfez a pose.

– Não devo satisfações ao senhor! – e saiu rumo a porta, dando passos firmes. Ao passar pelo homem ele a segurou firme pelo braço.

Uma corrente elétrica percorreu o corpo dos dois. Julieta o encarou olhando-o nos olhos e em seguida para o próprio braço preso por ele, confusa.

– Ora, me solte! – disse empurrando-o e saindo em direção ao automóvel.

Andou com agilidade e não olhou pra trás até que estivesse dentro do carro em movimento, somente então sentiu que suas pernas estavam trêmulas.

– Petulante! – resmungou consigo mesma – Eu hei de reaver essas terras!

Enquanto isso na casa que agora era depósito, um homem tentava, confuso, entender o que acabara de acontecer e quem era aquela mulher.

Julieta estava nervosa, não queria ser vista daquele jeito por Mercedes ou por Camilo, deu muitas voltas antes de retornar à casa. Quando finalmente voltou já passara do horário do almoço.

– Julieta! Vou pedir que esquentem o seu almoço.

– Não é necessário, Mercedes! Estou sem fome! 

Camilo correu em direção a mãe como um raio, abraçando-a e sendo pego no colo com certo esforço. 

– Você precisa se alimentar! – Insistiu Mercedes. 

Antes que pudesse responder, foi surpreendida pela campainha.

– Quem pode ser? – olhou com o cenho franzido para Mercedes.



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