História A Força Que Nos Atraí- Fillie - Capítulo 7


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Categorias Stranger Things
Visualizações 25
Palavras 1.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeeee
Td bom guys ?
Quero agradecer todos que estão lendo, comentando e favoritando a história ❣️ Obrigada mesmo 🤩💜

Capítulo 7 - Capítulo 6


Finn



— É muito cedo, é muito cedo, é muito cedo — sussurrava Amber consigo mesma a caminho do hospital. Suas mãos repousavam sobre a barriga, e as contrações continuavam.

 — Você está bem, tudo vai ficar bem — eu disse novamente em voz alta, mas, na minha cabeça, eu estava apavorado. É muito cedo, é muito cedo, é muito cedo... 

Assim que chegamos ao hospital, fomos levados a uma sala. Logo nos vimos cercados por enfermeiros e médicos, que faziam perguntas tentando entender o que tinha acontecido. Toda vez que eu fazia uma pergunta, eles sorriam e me diziam que eu teria que esperar para falar com o neonatologista de plantão. O tempo passava devagar, cada minuto parecia horas. Eu sabia que era muito cedo para a criança nascer — trinta e uma semanas apenas. Quando o neonatologista finalmente chegou, ele tinha em mãos o prontuário de Amber e deu um breve sorriso ao puxar uma cadeira para ficar ao lado dela na cama. 

— Olá, sou o Dr. Jaeden, e vocês vão enjoar de me ver muito em breve. — Ele começou a mexer na pasta e passou uma das mãos pelo queixo barbudo. — Parece que o seu bebê está te dando bastante trabalho agora, Amber. Como ainda está muito cedo, estamos preocupados em realizar o parto com segurança faltando ainda doze semanas de gestação.

 — Nove — corrigi. — Faltam nove semanas. 

O Dr. Jaeden  franziu as sobrancelhas espessas ao analisar o prontuário. 

— Não, definitivamente são doze semanas, o que pode trazer algumas complicações. Sei que, provavelmente, vocês já responderam as mesmas perguntas para as enfermeiras, mas é importante saber o que está acontecendo com você e o bebê. Então, em primeiro lugar, você passou por algum tipo de estresse recentemente? 

— Sou advogada, então isso faz parte da minha vida — respondeu ela. 

— Álcool ou drogas? 

— Não e não. 

— Cigarro?

Ela hesitou. 

Ergui a sobrancelha. 

— Sério, Amber?

 — Só algumas vezes por semana — respondeu, deixando-me espantado. Ela se virou para o médico e tentou se explicar. — Estou passando por muito estresse no trabalho. Quando descobri que estava grávida, tentei parar, mas não consegui. Era melhor fumar uns poucos cigarros por dia do que meio maço. 

—Você falou que tinha parado — eu disse entre os dentes. 

— Eu tentei. 

— Não é a mesma coisa que parar!

 — Não grite comigo! — berrou ela, tremendo. — Cometi um erro. Estou com muita dor, e seus gritos não estão ajudando em nada. Céus, Finn, às vezes eu queria que você fosse um pouco mais gentil, como o seu pai. 

As palavras dela me atingiram no fundo da alma, mas me esforcei para não demonstrar nenhuma reação. 

Dr. Jaeden fez uma careta antes de dar aquele mesmo sorriso breve. 

— O cigarro pode causar muitas complicações quando se trata de um parto e, embora seja impossível saber exatamente a causa, é bom que tenhamos essa informação. Como ainda está muito cedo, e você está tendo contrações, vamos administrar medicamentos para tentar impedir o parto prematuro. O bebê ainda precisa crescer bastante, então faremos o possível para manter a gestação por um pouco mais de tempo. Vamos interná-la e monitorá-la pelas próximas quarenta e oito horas.

 — Quarenta e oito horas? Mas... E o meu trabalho? 

— Escreverei um bom atestado médico. — Dr. Jaeden deu uma piscadela e se levantou para sair. — As enfermeiras virão em alguns instantes para começar a administrar a medicação. 

Quando ele saiu, eu me levantei rapidamente e o segui. 

— Dr. Jaeden. 

Ele se virou e veio na minha direção. 

— Pois não? 

Cruzei os braços. 

— Nós tivemos uma briga um pouco antes de a bolsa estourar. Eu gritei e... — Fiz uma pausa e passei a mão pelo cabelo antes de cruzar os braços mais uma vez. — Eu só queria saber se essa foi a causa... A culpa é minha? 

Dr. Jaeden sorriu com o canto da boca e fez que não com a cabeça. 

— Essas coisas acontecem. Não temos como saber a causa, e se torturar não vai te fazer bem. Tudo o que podemos fazer agora é aguardar e nos certificar de que será feito o que for melhor para sua esposa e sua filha.

 Assenti e agradeci.

 Fiz o que pude para acreditar nas palavras dele, mas, no fundo, eu tinha a sensação de que tudo aquilo era culpa minha.

 * * * 

Depois de quarenta e oito horas, e com a pressão arterial do bebê caindo, os médicos nos informaram que não tinham opção a não ser realizar uma cesárea. Tudo ficou confuso a partir daí, e meu coração ficou bem apertado durante todo o tempo. Permaneci na sala de cirurgia, sem saber o que sentir quando a bebê nasceu. 

Assim que os médicos terminaram os primeiros procedimentos e o cordão umbilical foi cortado, todos começaram a andar para cima e para baixo, agitados, gritando uns com os outros. 

Ela não estava chorando. 

Por que não estava chorando? 

— Novecentas e noventa e duas gramas — anunciou uma enfermeira. 

— Vamos precisar do aparelho de CPAP — disse outra. 

— CPAP? — perguntei, quando elas passaram apressadas por mim. 

— Pressão positiva contínua nas vias aéreas, para ajudá-la a respirar. 

— Ela não está respirando? — perguntei para outra enfermeira. 

— Está, mas a respiração está muito fraca. Vamos transferi-la para a UTI neonatal e alguém entrará em contato com o senhor assim que ela estiver estável. 

Antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa, eles saíram apressados, levando a bebê.

 Algumas pessoas ficaram para cuidar de Amber e, assim que ela foi transferida para o quarto, passou algumas horas descansando. Quando finalmente acordou, o médico nos informou sobre o estado de saúde de nossa filha. Eles nos relataram sua luta pela vida e nos garantiram que estavam fazendo todo o possível para que ela tivesse o melhor tratamento na UTI neonatal. Ela ainda corria risco de morrer. 

— Se alguma coisa acontecer a ela, saiba que a culpa é sua. — disse Amber assim que o médico deixou o quarto. Ela virou a cabeça em direção à janela para não olhar para mim. — Se ela morrer, não será culpa minha. Será sua. 


Notas Finais


Volto daqui a pouco 👌


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