1. Spirit Fanfics >
  2. A fórmula do Amor >
  3. Capítulo 5

História A fórmula do Amor - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olaaaaa pontinhos de luz!!!! Eu estou de volta! Sumi, mas estou viva e bem! E vocês como estão em tempos de coronavírus?! Espero que bem e tranquilos, mas vamos conversar sobre isso lá embaixo! Agora sei que esperaram muito para um novo capítulo, então aqui vai um! Perdoem meus erros e boa leitura!
Amo vocês e nos vemos nas notas finais!
Enjoy!

Capítulo 5 - Capítulo 5


Saltei para fora do carro de Alice, assim que ela estacionou. Meu coração ditou o ritmo das minhas pernas, eu o podia sentir na boca, meus sentidos estavam aguçados prontos para perceber qualquer coisa. Entrei no pronto-socorro e meus olhos foram para os bancos de espera, contudo não encontrei quem procurava, mudei e fui para um balcão de informações.

- Boa noite. – Disse nervosa. – Eu estou procurando a paciente Mônica Valente, você poderia me dizer se ela já foi atendida?!

- Boa noite, mocinha quem está com você?! – A atendente procurou por alguém atrás de mim.

- Eu. – Ouvi a voz de Matteo e me virei para vê-lo chegar ofegante.

- E quem está com vocês?! – A atendente abriu um sorriso.

- Eu! – Alice exclamou retirando o cachecol do pescoço. – Eu estou acompanhando os dois.

- Boa noite senhora. – A mulher disse. – Em qual quarto desejam ir.

- Desculpe, mas não sabemos o quarto. – Alice disse sem jeito, mas estamos procurando a paciente... – Ela me encarou semicerrando os olhos.

- Mônica Valente. – Me debrucei sobre o balcão.

- Exato. – Alice uniu as mãos. – Queremos ver a Mônica, é possível?

- Identidades. – A atendente requereu e eu abri minha mochila e peguei meus documentos, e vi Matteo e Alice fazerem o mesmo. – Ok, podem subir, quarto setecentos e seis. – Indicou nos entregando nossas identidades.

- Para onde fica o elevador?! – Interroguei olhando para os lados.

- Bem ali. – Alice apontou e eu sai correndo outra vez, eles me seguiram de perto, entramos no elevador e afobada apertei o botão do sétimo andar. Levei minha mão a boca e comecei a roer a unha do mindinho, eu sabia que não era o hábito mais bonito de todos, nem o mais higiênico, mas eu não podia evitar. – Setecentos e seis é por ali. – Ela leu a placa assim que o elevador se abriu e novamente eu passei antes deles indo direto para o quarto da minha mãe, abri a porta sem bater e logo que a deitada ali me joguei em cima dela, abraçando-a forte.

- Oi, meu amor. – Minha mãe disse rindo e eu a abracei um pouco mais.

- A senhora está bem?! – Me afastei um pouco para examina-la bem.

- Estou, estou sim. – Ela disse com um sorriso fraco. – É uma febre, mas tudo ficará bem.

- Eles já deram o antibiótico?! – Interroguei preocupada.

- Sim, já. – Minha mãe confirmou com a cabeça. – E você deveria me apresentar as visitas que me trouxe. – Ela encarou a porta e eu me virei, vendo Alice e Matteo parados ali nos observando.

- Mãe, essa é a senhora Alice, ela me trouxe até aqui. – Indiquei e Alice deu alguns passos para dentro se aproximando. – Senhora Alice, essa é a minha mãe Mônica.

- Muito prazer. – Minha mãe estendeu a mão e Alice aceitou. – Desculpe todo esse incomodo, o hospital não estava na programação do fim de semana. – Disse bem humorada. – Obrigada, por trazer minha Luna até aqui.

- Que isso. – Alice abriu um simpático sorriso. – Ela estava sob minha responsabilidade, eu fiz apenas o que deveria.

- Mesmo assim obrigado. – Meu pai agradeceu sério.

- Sim, isso foi mais do que gentil da sua parte. – Minha mãe falou e se voltou para Matteo. – Você não me apresentou seu amigo Luna.

- Ah. – Revirei os olhos. – Mãe, esse é o Matteo, e Matteo, essa é a minha mãe. – Encarei-o torcendo para que ele não fosse um idiota, com receio e sem tirar os olhos do meu pai, Matteo andou até a cama.

- É um prazer senhora. – Matteo estendeu a mão para pegar a da minha mãe. – Espero que a senhora fique boa logo.

- É um prazer também. – Minha mãe sorriu. – Obrigada pelos votos. – Ela não soltou as mãos dele. – Espero que tudo tenha ficado bem com seus sapatos. – Acrescentou e meu colega ficou mudo.

- Sapatos?! – Alice franziu o cenho e eu percebi que talvez meu pai não tenha contado toda a história.

- Nada não mãe. – Matteo coçou a cabeça sem graça. – Só um acidente.

- Depois quero saber desse acidente. – Alice semicerrou os olhos.

- E como foi o trabalho?! – Minha mãe nos encarou com expectativa.

- Fizemos progressos, eu acho. – Matteo me olhou a procura de confirmação.

- É, mas ainda há muito o que fazer. – Disse abrindo um sorriso cínico para ele. – E nem sabemos se dará certo.

- Vocês vão conseguir. – Alice disse com animação. – E eu adorei a ideia, um aplicativo que descobre se casais realmente podem ficar juntos. – Ela comentou e minha mãe se arrumou na cama. – Foi uma excelente ideia Luna, parabéns.

- Então era esse o trabalho?! – Minha mãe questionou alegre. – Querida, por que não me contou, é uma ideia excelente. – Elogiou e eu vi Matteo abrir um sorriso debochado. – Por isso nos pediu para responder aquele questionário.

- É mãe, mas a chances de dar errado são bem altas. – Falei olhando para Matteo.

- Porém, estamos confiantes. – Ele disse com arrogância.

- Eu vou torcer para que vocês façam um trabalho maravilhoso. – Minha mãe nos encarou esperançosa.

- Bem, nós já vamos. – Alice anunciou e eu comemorei por dentro, não por ela, obviamente, mas isso significava que Matteo estava de saída.

- Ahh, é uma pena. – Minha mãe disse com pesa, diferente de mim ela em geral adorava estar rodeada por várias pessoas.

- Tenho certeza que não faltaram oportunidades. – Alice falou e elas se abraçaram. – Foi realmente um prazer Mônica, sua filha é uma menina especial, meus parabéns.

- Obrigada. Você tem um lindo garoto. – Minha mãe elogiou Matteo, e eu quis fazer um comentário engraçadinho. – Matteo, eu adorei te rever.

- Luna, enquanto sua mãe se despede, vamos lá fora. – Meu pai chamou sério e eu o acompanhei. Isso tem acontecido desde que minha mãe ficara doente, meu pai e eu tínhamos conversas sérias sozinhos, sempre que ele queria me contar algo difícil.

- Pode falar, eu aguento. – Afirmei sentido minha barriga esfriar e ele riu.

- Querida, fique calma. – Pediu sorrindo. – Bem, a notícia que quero dar não é boa, mas está longe de ser a pior. – Explicou com tranquilidade.

- Fala logo pai. – Pedi impacientemente.

- Minha filha, acho que você já imagina que ficarei com sua mãe aqui. – Ele começou e eu assenti. – E você não pode ficar sozinha em casa, então vou confiar em você e pedir que seja paciente e que vá para casa, pegue sua mala e volte para o Blake.

- O que?! – Interroguei brava.

- Querida sei que soa solitário, mas lembra de quando eu disse que precisaria que você fosse compreensiva e cooperativa comigo durante o tratamento da sua mãe?! Então, eu preciso que você cumpra nosso combinado hoje. – Meu pai segurou minha mão.

- Pai me deixa dormir aqui! – Pedi com os olhos marejados. – Eu não vou fazer bagunça.

- Querida, nós sabemos que não dá. – Ele me encarou com pesar.

- Pai eu quero ficar! – Exclamei e no mesmo momento Matteo e sua mãe saíram do quarto.

- Depois conversamos. – Ele disse apenas.

- Estamos de saída. – Alice abriu um sorriso sem jeito, notando minha cara de enterro.

- Mais uma vez, muito obrigado por trazer Luna até aqui. – Meu pai apontou.

- Não foi nada. – Alice diminuiu e Matteo se aproximou de mim.

- O que tá rolando Valente?! – Cochichou com um rosto neutro. – Se quiser ajudo a fugir do castigo. – Provocou com um sorriso no rosto.

- Você é um chato. – Disse brava.

- Você está recusando ajuda, depois não reclama. – Matteo deu os ombros.

- Sabe um jeito de fazer a senhora Benson me recusar no Blake?! – Perguntei baixinho olhando para meu pai me certificando que ele não estava prestando atenção em mim.

- Ficou maluca?! – Matteo me encarou impressionado. – Sua mãe tá doente e você quer ser expulsa?!

- Não! Não quero ser expulsa. – Contrariei de imediato. – Só não quero ter que passar o resto do fim de semana no Blake.

- Não entendi?! – Ele franziu o cenho.

- Meu pai quer me mandar para o Blake, pelo resto do fim de semana por que eu não posso ficar no hospital. – Expliquei e ele apertou os lábios.

- E você não pode ficar na casa dos seus avós?! – Ele perguntou e eu fiquei surpresa por ele se importar.

- Não, meus avós paternos já faleceram e os meus maternos moram no México. – Expliquei e ele suspirou, e depois abriu um sorriso.

- Mãe. – Ele levantou a mão sorridente. – A senhora pode dar uma carona para a Luna?!

- Carona?! – Alice franziu o cenho.

- É mãe a Luna vai voltar para o Blake. – Matteo fingiu despretensão.

- Como?! – Alice interrogou com estranheza. – Pensei que você fosse ficar na casa de algum parente.

- Ah, nós não temos parentes próximos na cidade e nem pessoas da nossa confiança. – Meu pai justificou rápido. – Então o mais lógico é que Luna volte para o colégio onde estará em segurança.

- Mas isto não está certo. – Alice passou a mão pelos cabelos perfeitamente arrumados. – Pobre Luna, passar o domingo sozinha naquele colégio. – Ela me encarou amorosamente. – Pois bem, deixe ela conosco. – Sugeriu e eu quase caí para trás.

- Não, não. – Meu pai negou com a cabeça. – Não podemos incomodá-los desta maneira.

- Não será um incomodo de forma alguma. – Alice retrucou de imediato. – Vamos conversar sobre isto com Mônica lá dentro. – Apontou para a porta do quarto já indo em direção a ela. – Não se preocupe Luna, dará tudo certo. – Piscou para mim, abriu a porta e entrou, então, sem outra opção meu pai a seguiu.

- Eu não vou dormir na sua casa nem morta! – Exclamei olhando para a cara lambida de Matteo.

- Relaxa Valente, a casa é grande, e se quiser eu te ajudo a esconder o Alvarez. – Ele provocou e eu fiquei cheia de raiva.

- Olha aqui seu babaca Simón não é você! – Coloquei meu dedo no rosto dele.

- Jura?! Se você não falasse eu nem ia notar a diferença. – Matteo deu os ombros.

- Ah, tudo para você termina em piada?! – Semicerrei os olhos.

- Eu sei falar sério, estou tentando te ajudar se não notou. – Ele gesticulou com pressa. – Mas, você não aceita nada se não vier acompanhado de “pobrezinha da garota gênio.”

- Para de delirar Balsano. – Cruzei meus braços.

- Delirar eu?! Só estou dizendo a verdade, você só quer estar perto de quem passa a mão na sua cabecinha. – Acusou sem pudores.

- Não, eu não quero estar perto de você que é um idiota. – Contrariei e ele gargalhou.

- Eu posso não ter sido o cara mais legal do mundo com você. – Admitiu e eu fiquei surpresa. – Mas, não estou sendo um babaca com você agora. – Ele disse sério. – Mas, você insiste em me afastar, sabe por que?! – Questionou dando alguns passos até mim. – Porque eu não limito você Valente, porque eu não tenho pena, nem inveja, nem adoração pelo fato de você ter um QI gigantesco, você não gosta de estar perto de mim porque eu só vejo a Luna quando te olho. – Finalizou com os olhos cravados nos meus, eu perdi o fôlego por um segundo, como aconteceu naquela noite em que ele me rabiscou. Tentei, naquela pequena fração de tempo, traçar uma lógica para aquela loucura que estava acontecendo dentro de mim, eu sentia minha cabeça vazia, oca, eu conseguia apenas fitar fixamente Matteo, já ele parecia igualmente preso nesse transe maluco, minha cabeça voltou a se encher novamente quando ouvi o barulho da porta.

- Crianças, vamos para casa. – Alice anunciou. – Luna ficará conosco essa noite e amanhã a noite levarei vocês dois para o colégio. – Indicou e eu vi meu pai sair da porta do quarto.

- É sério?! – Perguntei espantada por ele ter deixado.

- Sim, você vai ficar com eles essa noite. – Meu pai confirmou.

- Luna, tem o tempo que quiser para se despedir dos seus pais. – Alice disse compreensiva e eu suspirei, de quaisquer ângulos que eu olhasse aquele seria um longo fim de semana.

...

Não dava para se acostumar rápido com aquele pé direito alto, com as portas faraônicas, com o chão de madeira maciça, e com a mobília luxuosa, simplesmente não dava. A casa de Matteo era um palacete, e isso me fez ficar um pouco sem jeito quando eles pararam em minha casa e entraram, eu não era mesquinha ao ponto de pensar que era pobre, mas sinceramente se qualquer um visse o que eu estava vendo ficaria sem palavras.

- Matteo, leve Luna até o quarto de hospedes. – Alice pediu assim que chegamos.

- Vamos, Valente é lá em cima. – Matteo apontou para as escadas e eu comecei a carregar minha mala. Alice, imediatamente lançou um olhar para o filho que bufou. – Eu levo a sua mala. – Ele disse a contragosto.

- Com essa boa vontade?! – Arquei a sobrancelha. – Pode deixar que eu levo sozinha.

- Não, eu faço questão. – Matteo abriu um sorriso preguiçoso e tirou a mala da minha mão. Subimos as escadas e andamos por um corredor decorado por quadros e vasos de porcelana sofisticados. Observei cuidadosamente cada uma das portas de madeira trabalhada, passei então por uma porta não fechada, sem querer acabei colocando meus olhos no quarto cinza com uma cama de casal gigantesca, havia uma parede decorada com fotos de várias paisagens, elas pareciam estar em uma espécie de varal, notei também um divã no canto do quarto que parecia ser confortável. – É feio espionar o quarto alheio, seus pais não te ensinaram?!

- É o seu quarto?! – Me virei para ele rápido.

- Adivinha?! – Matteo abriu um sorriso prepotente.

- Desculpa, foi sem querer. – Disse sem jeito. – Eu só estava olhando as portas, são lindas.

- Vieram de Dubai. – Matteo disse com arrogância.

- Você é tão esnobe. – Falei com desdém.

- Nossa Valente, nunca brincou na vida?! – Ele semicerrou os olhos. – Eu nem sei de onde saíram essas portas. – Deu os ombros e continuou andando até que paramos em frente a uma porta tão trabalhada quanto as outras. – Chegamos. – Ele a abriu, revelando um mundo encantado, o lugar era decorado de maneira mais adulta, porém ainda assim era um sonho, era amplo, com vários vasos de planta, a cama era enorme com uma cabeceira branca delicada, além disso duas paredes eram de espelhos o que aumentava ainda maior.

- Nossa. – Resfoleguei entrando no quarto. – Tem certeza que esse é o quarto de hospedes?!

- É, olha eu vou te deixar aqui. – Matteo colocou minha mala em um canto. – O banheiro é naquela porta. – Ele apontou para o outro lado do quarto. – Daqui a pouco o jantar deve ser servido.

- Tudo bem. – Disse ainda absorta com aquele lugar, Matteo saiu fechando a porta e eu não resisti e me joguei naquela cama enorme. – AHHH! Zerei a vida! – Pulei no colchão fofinho. – Obrigada senhora Balsano! – Dancei animadamente em cima da cama. Mas, assim que me acalmei um pouco, abri minha mala e peguei minhas coisas para o banho. Entrei no banheiro e se eu era agradecida a Alice antes, quando eu coloquei os olhos na banheira de hidromassagem, eu nem poderia retribuir de alguma forma. Me diverti no banho como nunca, saí e decidi ficar no quarto, mesmo com todo aquele luxo, eu não conseguia comer com minha mãe naquela situação. Me levantei da cama e me sentei abaixo da janela que ocupava quase toda a parede do quarto e suspirei, eu odiava aquela doença, a odiava porque ela era o meu maior medo, a odiava porque ela mudou minha vida, me fez perder meus pais, a odiava porque minha mãe, ainda que tentasse, não conseguia ser forte, a odiava porque meu pai já não era mais o mesmo depois daquilo. Enxuguei a única lágrima que caiu sobre meu rosto, eu havia jurado não chorar desde a noite em que soube da doença, quando me debulhei sozinha, contida no meu quarto.

- Eu levei um sermão por sua causa. – A voz de Matteo me fez saltar, eu o olhei de relance e vi que ele trazia consigo uma bandeja de comida. – Você está chorando?! – Franziu o cenho. – O que foi?! Ficou chateada porque eu te fiz dormir aqui?!

- Eu não estou chorando?! – Dei batidinhas leves em meu rosto para diminuir o inchaço.

- Não?! – Matteo arqueou a sobrancelha. – Pode falar Valente, o que tá pegando?!

- Nada, e a minha vida não é da sua conta. – Dei os ombros. – E o que é isso ai?!

- Então você estava chorando. – Ele me ignorou, e encarou o chão por alguns segundos. – É pela sua mãe?!

- Dá um tempo da minha vida, ok?! – Pedi e ele bufou deixando a bandeja na mesa de centro do quarto.

- Olha, eu estou tentando ser legal. – Matteo se defendeu. – Você deveria ser mais agradecida.

- Agradecida?! A você?! – Interroguei indignada. – Jamais! – Exclamei e seu olhar flamejou por um segundo achei que ele explodiria comigo, mas ao invés disso ele caminhou para a porta.

- Minha mãe me pediu para te trazer o jantar, é salmão, espero que goste. – Falou e fechou a porta abruptamente.

Levou alguns segundos até que eu me recuperasse do choque do que havia acontecido, mas quando consegui senti meu estômago roncar, então vencida pela fome, eu devorei o salmão com o que eu supus ser molho de laranja, enquanto comia me lembrei mais uma vez da minha mãe o salmão dela era incrível, o melhor de todo o mundo. Depois de comer, eu me deitei na cama e aproveitei a maciez do colchão, mas apesar de extremamente confortável, a cada vez que fechava os olhos minha mente era povoada por imagens da minha mãe na cama do hospital, me revirei por várias vezes, até que desisti de dormir. Me levantei e caminhei pelo quarto várias vezes ponderando se eu realmente deveria fazer o que eu queria fazer, quando enfim tomei uma decisão, abri silenciosamente a porta do quarto saí para o corredor caminhando com cuidado por ele, eu já estava na metade do caminho quando eu me dei conta que não sabia como chegar à cozinha para pegar minha água, foi quando ouvi passos, desci apressadamente as escadas e aproveitei minha pouca altura para me esconder atrás do vaso.

- É disso que estou falando querido. – Alice cruzou a sala falando ao telefone. – Matteo, está em uma fase difícil e precisa de você nesta casa. – Pontou e eu me contorci de curiosidade. – Sim, mas não é apenas o estresse dos estudos, ele também está confuso com o coração. – Explicou e minha curiosidade aumentou mais. – Estou falando sério, ele e Âmbar tiveram um desentendimento e estão repensando o namoro. – Revelou e eu arregalei os olhos. Isso é a maior fofoca do Blake! – Sim, eu sei que prevíamos isso, mas mesmo assim acho importante você não prorrogar a viagem, até porque acho que temos uma nova nora a caminho. – Disse e eu me esgueirei pelo chão para ouvir melhor. A coisa tá feia!  – Eu já a conheci, uma menina encantadora, os pais também, ótimos. – Alice disse sorrindo. Quem será a louca?! Tadinha! – Ele está apaixonado, meu faro de mãe não me engana, mais do que um dia já esteve por Âmbar, creio que toda a confusão seja porque ele de certa forma a ama, eles são amigos desde a pré-escola, tenho certeza que cortar esse vínculo será difícil para ele. – Elucidou e por um segundo eu tive pena de Matteo, deixar alguém que se ama independente do motivo, é sempre muito doloroso. – Sim, faça isso ligue para ele. – Alice disse se levantado, e já andando em direção as escadas. – Claro, eu também tenho saudades. – Continuou enquanto subia. – Amo nossa família... – Foi a última coisa que a ouvir dizer, então eu, desajeitadamente me levantei.

- Uau! Que tiro. – Coloquei a mão sobre o peito revisando as palavras de Alice. – CHO-CA-DA! – Exclamei estupefata. – Tenho que mandar no “Rainhas do Blake”.

- “Rainhas do Blake”?! – Matteo interrogou e meu corpo tremeu na hora.

- Você está tentando me matar?! – Perguntei assustada. – Porque se for já vou adiantando que meu coração é bem forte.

- O que é “Rainhas do Blake”?! – Ele questionou dando alguns passos em minha direção. – E nem tente fugir, você me deve respostas já que estava espionando minha mãe falar da minha vida. – Exigiu e eu congelei completamente.

- Érr..., érr... – Me embaracei tentando encontrar uma justificativa, mas o fato era apenas um: eu havia sido pega e de jeito.

- Então Valente, vou perguntar de novo: o que é “Rainhas do Blake”?! – Matteo arqueou a sobrancelha.

- Meugrupocomasgarotas. – Falei depressa.

- O quê?! – Franziu o cenho se curvando para me ouvir melhor.

- Meu grupo com as meninas. – Contei com o coração na boca.

- Então, você ia fofocar com suas amigas sobre mim?! – Ele deu uma risada abafada.

- Olha, não é isso não, eu ia falar outra coisa. – Contrariei imediatamente. – E, outra eu não tenho que me justificar para você.

- Ah, jura?! – Matteo debochou. – Olha Valente, eu não me importo nem um pouco com o que você faz da sua vida, mas não acho legal você ficar espalhando fofocas sobre a vida alheia por aí, isso pode machucar.

- É sério que você está me dando lição sobre não machucar pessoa?! – Questionei incrédula. – É muita hipocrisia mesmo.

- Eu posso não ter sido o cara mais legal do mundo com você, mas sei lá pelo menos pensa na Âmbar, isso vai afetá-la, não é só uma vingancinha com meu nome. – Ele indicou sério.

- Se importa com ela?! – Perguntei impressionada.

- Assim como você se importa com o Alvarez. – Ele deu os ombros. – Espero que você pense nisso antes de fazer algum mal. – Disse e se virou para sair.

- Matteo. – Chamei rápido e ele se virou. – Então o que sua mãe disse é mentira?!

- Por que quer saber?! – Ele veio até mim outra vez.

- Curiosidade. – Respondi sem ar.

- Eu não sei. – Ele falou calmo e saiu, me deixando sem entender o porquê suas palavras me despertavam tantos sentimentos.


Notas Finais


E aí?Voltei com tudo ou não?! O que acharam do capítulo?! Gostaram?! O que acharam da Alice e do Matteo, levarem a Luna no hospital?! E eles conhecendo a Mônica?! Ah, e será que ela ficará boa?! E essa ideia do Matteo para a Luna dormir na casa dele?! Será que tem coisa aí?! E a Luna aproveitando a mansão?! E os sentimentos dela sobre a doença?! E as alfinetadas Lutteo? Sei que vocês amam! E essa ligação?? Babado! Concordam com a Alice?! E as 'Rainhas do Blake"?! E esse final?! O que acharam?! O que mais vai acontecer nesse fim de semana?! Teorizem!
Pessoal agora vamos falar de coisa séria, como uma profissional da saúde em treinamento, me sinto na obrigação de falar com vocês sobre o coronavírus (chato, eu sei, mas necessário). Pontinhos de luz, o mais importante agora é a prevenção (higienização adequada das mãos, tossir sobre o cotovelo, evitar beijos e abraços, usar ácool gel, manter o ambiente arejado, etc), outra coisa muito importante é a vacinação de gripe, ela foi antecipada pelo Ministério da Saúde e começará dia 23/03 para profissionais da saúde e idosos com mais de 60 anos (levem seus avós e pais), dia 16 de abril para professores e profissionais de segurança e salvamento, e dia 9 de maio para crianças menores de 6 anos, pessoas com mais de 55 anos, grávidas doentes crônicos (soropositivos por exemplo),e outros grupos de risco, então se você tem algum parente ou está em um desse grupos procure o centro de saúde do seu bairro. Outra coisa: se você apresentar tosse, febre e falta de ar, fique em casa e procure um centro de saúde se dúvida. Em caso de tosse ou outro sintoma de resfriado, evite ficar próximo de idosos, crianças e grávidas, use mascara se necessário, mas evite! Mas o mais importante de tudo é não entre em pânico, esse é que há de pior em toda a situação, já passamos por outras epidemias, e mesmo que seja difícil, entrar em desespero tornará tudo desastroso! E ATENÇÃO: SE INFORME EM VEÍCULOS DE QUALIDADE, NÃO CUSTA ENTRAR NO SITE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE ( https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46540-saude-anuncia-orientacoes-para-evitar-a-disseminacao-do-coronavirus ), É UM VEÍCULO CONFIÁVEL E SEM FAKE NEWS, E PALAVRA DE ESCOTEIRA: NINGUÉM ESTÁ ESCONDENDO INFORMAÇÕES, ISSO É MENTIRA!
"Ah, mas Rapha o pau tá quebrando lá na Itália, o crush até postou um vídeo pedindo pra geral ficar em casa." É eu sei, mas acontece que lá é o segundo país do mundo com maior número de idosos, além disso, eles ainda estão no inverno, época de maior transmissão, por isso esse caos! Então meu recado é esse, tenham calma, e pratiquem as medidas de segurança, e se Deus quiser vamos passar bem por essa epidemia!
FIM DO TEXTÃO!
Amo vocês demais e até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...