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História A Freira é o Mafioso - Capítulo 2


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Notas do Autor


Aproveitem a história 😘

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction A Freira é o Mafioso - Capítulo 2 - Capítulo 1

Pov's Clara

Era uma manhã fria e sombria, andava apresada pelos corredores do convento, a oração diária começaria em poucos minutos e não podia atrasar-me. Entrei na pequena capela onde as irmãs já estavam posicionadas em seus lugares. A madre superiora me encarou com seus olhar severo, apenas sentei-me e fiquei de cabeça baixa. O padre iniciou a oração. Eu apertava o terço entre os dedos e repetia os mantras fervorosamente.


Eu nunca me atraso para as orações, sempre sou a primeira acordar e já sigo para a cozinha para ajudar na preparação do café da manhã junto com a irmã Mary e a irmã Madalena, elas são boas e me ajudam em tudo que preciso, contudo aquela manhã acabei passando da hora, não sei o que aconteceu comigo, mas dormi demias. Claro que sei que terá consequências, mas tenho esperanças que a madre superiora entenda que consegui chegar na hora.


Após a oração, todas seguimos para a sala de jantar, era uma área ampla com uma grande mesa e várias cadeiras. Eu fiquei de pé para ajudar a servir o desejem, o padre e a madre superiora sentaram nas cabeceiras da mesa. Eu e as irmãs responsáveis pela preparação da refeição, servimos os alimentos. Na cozinha, a irmã Mary sussurrou no meu ouvido.


- Por que se atrasou hoje?

- Eu não sei, dormi demais.

- Você nunca fez isso.

- Eu sei, mas parece que tomei algum remédio para dormi, simplesmente apaguei.

- Eu iria acorda-la, mas a madre superiora me impediu.

- Ela irá me punir?

- Eu acho que sim.


Fiquei triste, era injusto, apenas cheguei em cima da hora, nem ao menos me atrasei. Mas não podia fazer nada, vivo nesse convento desde que me entendo por gente, nunca tive família e muito menos conheço alguma coisa do mundo lá fora e não tenho nem um pouco de vontade em conhecer. Em poucos dias completarei 18 anos e comunicarei a Madre superiora que desejo me torna uma noviça, seguir e viver a vida para ajudar as pessoas. Meu trabalho social com as crianças órfãs, assim como eu, me deixa muito satisfeita, eu adoro ajudá-las, ensiná-las, cuidar delas. Quero dedicar a minha vida a isso, me tornando para sempre noiva de Jesus.


Terminamos de servir o café e antes de começarmos a comer, todas as freiras fizeram uma fila e uma em uma beijamos a mão do padre. Quando terminamos, ele fez a oração para a benção do alimento. Ao finalizar, sentamos em nossas cadeira e esperamos o padre e a Madre superiora servirem-se primeiro, para que nós começássemos a comer. Assim que terminaram antes de eu levar qualquer alimento a boca, a Madre superiora falou severamente.


- Clara, levanta-se e vai para a sala do castigo, ficará em jejum toda manhã pensando em seu atraso de hoje.


Levantei-me e segui para onde ela mando, eu já sabia o caminho, a sala do castigo é o lugar onde fico com frequência, não porque eu sou desobediente ou rebelde, muito pelo contrario, faço tudo que me mandam, todos os afazeres, ajudo onde precisam de mim, cuido do jardim, dos quartos das freiras, até ajudo na secretaria do convento organizando documentos, mas nada que eu faça é visto de bons olhos pela Madre superiora e algumas freiras. Elas encontram qualquer motivo para me punir.


Ando firme até a sala, seguro as lágrimas, não e permitido chorar, isso significa fraqueza na fé, preciso me manter firme e agradecer a Deus por está sendo castigada, isso significa que ele está me fortalecendo para as dificuldades da vida de entrega total. Entrei no recinto e me ajoelhei no chão duro e frio. Fiquei nessa posição a manhã toda, orando e pedindo perdão a Deus.


Estava com tamanha fome que pensei que iria sucumbir, mas me mantive firme, já se passaram muitas horas, não agora, mas provavelmente era perto da hora do almoço, A Madre falou que ficava toda amanhã. Escuto a porta abrir-se e intensifico a oração. Não me movo, meus joelhos estão doendo, mas não ouso sair da posição. Escuto a ordem da Madre superiora.


- Levante-se!


O faço imediatamente, levanto-me e mantenho a cabeça baixa. Mãos atrás das costas. Ela se aproxima de mim e segura meu rosto, me faz olhá-la.


- Espero que tenha aprendido a lição Clara. Nesse convento não há lugar para preguiçosas.

- Sim senhora, eu aprendi.

- Não mandei que se manifestasse menina insolente.


Ela me deu um tapa na cara. Eu apenas fiquei quietinha, segurando o choro o máximo que podia. Com maldade, ela pegou em meus cabelos e observou os fios dourados natural. Puxou-os até deixar o couro cabeludo dolorido.


- Você é a tentação do diabo Clara, sua beleza não deve ser vista por ninguém.


Ela me emburrou e eu bati na parede.


- Está dispensada do castigo por hoje. Há trabalho a ser feito

- Sim Senhora!

- Agora saia da minha frente.


Sai praticamente correndo da sala. Não entendo porque a Madre superiora me odeia tanto, a dois anos atrás ela assumiu o convento e desde então, me trata dessa maneira. A Madre superiora Dulce, que antecedeu ela, era um anjo, me tratava com carinho e me protegia da maldade de outras internas e até de outras irmãs. Agora não tem ninguém para me proteger delas. Eu realmente não entendo porque toda essa raiva sobre mim.


No corredor, encontrei-me a irmã Mary, ela falou baixo.


- Você está bem?

- Sim.

- Sinto muito Clara.

- Eu tive culpa, não se preocupe.

- Vamos parar com esse papo, Clara, há afazeres, após terminar suas tarefas, poderá ir até a escolinha ajudar com as crianças. - Uma das irmãs falou alto, ela era responsável de organizar os afazeres e ela sempre me deixava ficar com as crianças.

- Obrigada irmã Jenny


Antes de começar os trabalhos, comi um pedaço de pão, para não ficar sem nada no estômago. O resto do dia passou rápido, e eu consegui fazer todas as tarefas que me foi designado. Lanchamos a tarde e a irmã Jenny me liberou para ficar com as crianças. Cheguei na creche e os pequenos correram em minha direção.


- Clara, Clara, estávamos com saudades.

- Eu também - falei eufórica.

- Que bom que veio hoje, as crianças não pararam de perguntar por você. - A professora falou.

- Elas são uma amor.


Passei o resto da tarde na creche. Ali era o lugar que mais gostava de ficar, me sentia bem, crianças sempre me fizeram ter um sorriso nos lábios. A creche ficava dentro dos muros do convento em um prédio afastado da casa principal das freira. Era uma escola mantida pela igreja, mas os professores não faziam parte da vida religiosa.


- Tem muito jeito com crianças. - A professora falou.

- Sim, quero dedicar minha vida a elas.

- Pretende se torna freira?

- Sim.

- Mas você é tão nova, é um passo muito importante.

- Eu sei, mas estou preparada.

- Você não tem curiosidade de conhecer o mundo lá fora? Conhecer rapazes.

- Não!

- Você já viu algum homem diferente de um padre?

- Não, e nem pretendo conhecer.

- Vou te fazer uma pergunta e espero que não fique chateada.

- Pode fazer. - Ri tímida.

- Você sabe o que é sexo?


Fechei o sorriso e segurei meu crucifixo.


- E algo que um homem e uma mulher praticamente para procriar.


Ela riu.

- Sim, mais ou menos. E você já pensou que irá privar-se de ter próprios filhos?

- Eu não penso sobre isso, cuidar dessas crianças órfãs já preenche todo meu ser, não sinto necessidade de ter meus próprios filhos.

- Entendo.


A professora não tocou no mais no assunto e eu segui cuidado dos pequenos, essa era a minha missão.


Notas Finais


Olá, esse é o primeiro capítulo dessa história.
Deixa uma estrelinha e comenta.

Beijos e até o próximo 😘👋🏻


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