História A fresh start - Capítulo 12


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Categorias Grey's Anatomy, The Resident
Personagens Alexander "Alex" Karev, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Derek Shepherd, George O'Malley, Jackson Avery, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Nathan Riggs, Owen Hunt, Personagens Originais, Richard Webber
Visualizações 115
Palavras 2.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa não ter escrito esses dias, carnaval é complicado.
Perdoa a minha demora e não desiste de mim hahaha.
Espero que gostem.
xkissesx

Capítulo 12 - Christmas


 

Estava dormindo com o Mark quando escutei bater na porta.

- Entra. -falei.

- Oi, Jess. Bom dia. Vou comprar algumas coisas para fazer a farofa, a maionese e o tender. Quer ir comigo? -minha mãe disse.

- Quero sim. Vou pegar uma roupa e me trocar e vou sim.

- Ok, te espero lá em baixo.

- Ok. -será que ela se tocou no show que deu ontem? Espero que sim.

Tentei me levantar sem acordar o Mark, peguei um vestido florido na mala e me troquei ali mesmo. Deixei um bilhete ao lado do celular do Mark avisando que eu tinha saído com a minha mãe e que logo voltava e desci.

- Vamos? -perguntei.

- Vamos sim. Você vai dirigindo?

- Pode ser.

Saímos e peguei o carro. Fomos até o Carrefour do Shopping Anália Franco pois ela disse que queria comprar um vestido para usar a noite. Compramos tudo o que precisávamos em silencio e deixamos no carro, depois voltamos ao shopping para comprar o tal vestido.

- O que você acha de algo com uma cor mais alegre? -sugeri.

- Melhor não, vou pegar um vermelho básico e tá ótimo. -ela disse dando de ombros.

- Ok então.

- Então você vai estudar medicina? -ela perguntou puxando assunto.

- Vou sim.

- Você tem certeza de que é isso o que você quer?

- Tenho sim. Eu fiz várias coisas lá no hospital e aprendi muito.

- Fez coisas? Como assim?

- Era o que eu iria te explicar ontem. Eu trabalho na creche de lá e, tendo esse contato com as crianças, eu acabo ficando com algumas ruins e tendo que passar para os médicos. Sou amiga de vários cirurgiões lá, principalmente na pediatria, então eles estão sempre me convidando para acompanhá-los. -expliquei enquanto procurávamos um vestido na Forever21.

- E você já fez algum procedimento? -ela disse pegando alguns vestidos.

- Já sim, principalmente exames. Mas tive alguns casos muito bizarros tipo uma criança sangrando e eu tendo que ir em cima dela na maca pressionando o buraco até a sala de cirurgia. Mas o melhor foi o meu dia antes de vim para cá, eu passei o dia ajudando na emergência, foi muito bom.

- E o chefe do hospital não briga contigo?

- Ele não falava muito sobre, mas já desconfiava. Um dia eu fui contar para ele da faculdade e ele oficializou os domingos para eu seguir um cirurgião de sua escolha.

- Ah sim. Vou experimentar esses.

- Ok. Vou dar uma olhada na loja enquanto isso.

Fui olhando as roupas e me lembrei o quão lindas são as roupas de verão e senti uma saudade daqui. Peguei um conjunto com uma saia comprida florida e um cropped branco e fui experimentar. Gostei de como ficou em mim e decidi comprar, eu tinha transferido um dinheiro para a minha conta brasileira então daria para comprar. Encontrei com a minha mãe e vi ela com um vestido vermelho com as mangas curtas caídas que deixavam seu ombro à mostra e na barra ele era mais curto na frente e ia ficando maior na parte de trás.

- É esse. -disse sem nem pensar.

- Você acha? Não gostei muito do corte dele.

- Tenho certeza, ele ficou lindo.

- Então vou levar.

Fomos para o caixa e cada uma pagou o seu, depois fomos almoçar e por fim entramos no carro para ir para casa. No caminho começamos a conversar sobre Seattle de novo.

- Você vai morar lá por mais quanto tempo?

- Pelo menos mais 5 anos, depois tem a especialização que acho que leva mais uns 2 anos.

- Vai continuar vindo para cá no fim do ano?

- Vou tentar. Nos primeiros três anos é certeza porque é só a faculdade mas nos outros fica complicado porque tem a residência e você, como enfermeira, sabe como funciona.

- Sei sim, só não faça como o Adam, por favor.

- Não vou, relaxa. -parei um pouco e me lembrei do que ela me disse uma vez por ligação.- Mãe?

- Oi.

- Você lembra que tinha me dito que estavam acontecendo algumas coisas? O que eram?

- É o Adam. A última vez que ele ligou foi para dizer que iria se casar, desde então venho tentando contato com ele e sem retorno.

- Por isso você não podia ficar no telefone...

- Sim.

Ficamos em silêncio todo o caminho de casa. Chegando lá ajudei minha mãe com a comida enquanto o Mark estava com meus irmãos em algum lugar que eu não pude identificar. Próximo das 7 da noite eu fui para o meu quarto para separar minha roupa e tomar banho. No meio do meu banho o meu celular tocou.

- Alô?

- Oi, Miller. Tudo bem? É a Torres.

- Oi, Torres. Tudo sim e contigo?

- Tudo sim. O Mark está com você? Estou tentando ligar para ele mas ele não atende.

- Não, na verdade estou no banho, mas ele saiu e acho que esqueceu o celular dele em casa.

- Tudo bem então.

- Você está no hospital?

- Estou.

Se não for atrapalhar, posso falar com a dra. Bailey?

- Pode sim, espera um pouco. -ela demorou uns 10 minutos e voltou- Jéssica? Você não ta de férias, criatura?

- Oii, Bailey. To sim, mas eu queria muito saber sobre a sra. Jones.

- Ela ainda está estável, fez algumas cirurgias mas está estável.

- Obrigada, era só isso mesmo.

- Posso voltar a trabalhar?

- Pode sim. -falei rindo- Também estou com saudades. Tchau. -ela devolveu o celular para a Torres.

- Não sabia que você tinha uma paciente.

- E não tenho. Ela é uma paciente da Bailey que eu me apeguei.

- Ah, sim. Quando ver o Mark avisa que eu liguei?

- Aviso sim.

- Ok, tchau.

- Tchau.

Por que raios a pessoa me liga para perguntar do Mark? Eu em, garota estranha. Me enrolei na toalha e fui para o quarto me trocar e encontrei o Mark na cadeira do computador jogando no computador.

- A Torres acabou de me ligar perguntando de você. -falei fechando a janela para me trocar.

- Ué, por que ela não ligou para mim?

- Ela disse que ligou e você não atendeu.

- Ligou mesmo. -disse ele olhando o celular.- Devo não ter percebido quando estava na rua.

- Aliás, onde vocês foram? -falei colocando a minha roupa e percebi que ele já estava trocado.

- Fomos ao shopping, o Jhonny tinha esquecido de comprar o presente do amigo secreto dele.

- Tinha que ser. -balancei a cabeça em negativa.

- Você comprou o seu?

- Claro, sou super responsável.

Terminei de me trocar e passar a maquiagem. Meu pai pegou o carro e fomos todos para a tia Els. Chegando lá cumprimentei todos, meus avós e a tinha Els e seu marido e, claro, sempre apresentando o Mark para todos. Foi engraçado pois todos achavam que ele era meu namorado, então a reação deles ao vê-lo perto de mim era impagável. Ficamos conversando o tempo todo até que quando era 11 da noite meu tio Jim chegou com sua esposa Patty e seus filhos Lucas e Isabela e Danny chegou com a Camille. Agora a família estava completa, eu me sentia completa. Foi difícil colocar todo o papo em dia.

- O Mark parece ser uma boa pessoa para você. -disse a minha avó.

- E ele é, eles até dormem juntos. -disse a minha mãe rindo.

- Mãe!

- Sério, Jéssica? -perguntou minha avó indignada.

- Sim, nós dormimos. Ele é meu amigo e nós moramos juntos já faz alguns meses, no começo dormíamos separados mas um dia achei que ele estaria de plantão e fiquei na cama, ele dormiu lá e começamos a dormir juntos.

- Sem aquilo? 

- Aquilo o que vó?

- Sexo, né Jéssica. -disse minha mãe.

- Sim, sem sexo, só amizade.

- Vocês são estranhos. -minha avó disse e começamos a rir.

Me virei e vi Mark, Jay e Jhonny juntos, estavam felizes e conversando.

- Vai dar meia noite! -gritou Jay e juntos começamos a contagem regressiva. - 5, 4, 3, 2, 1... Feliz natal!. -gritamos.

Todos nos abraçamos e quando chegou no Mark não poderia ser diferente, ele me levantou do chão com um abraço forte. 

- Feliz natal, pequena.

- Feliz natal, bebê.

Nos olhamos e sorrimos.

- Vamos entrar para o amigo secreto. -eu disse.

- Vamos. -ele concordou.

Entrei e peguei o presente no quarto. Cada um foi falando seus amigos de uma forma bem cômica, até que chegou na vez da Camille.

- Meu amigo secreto é uma pessoa que eu gosto e admiro muito, é uma pessoa louca e totalmente corajosa. Eu não a vejo tanto quanto via antes. -todos sabíamos quem era.- E ela está com um namoradinho gringo hoje.

- Acho que sou eu. -falei levantando e rindo, abri o presente e era uma jaqueta maravilhosa.- Obrigada, Cami e ele não é meu namoradinho. -peguei o presente e comecei a descrever meu amigo secreto.- É uma pessoa que eu gosto muito e um pouco, talvez muito, desmiolado, mas que agora tem um pouco mais de juízo e concluiu seu último ano no ensino médio. -Jay se levantou e nos abraçamos.

- É o que eu pedi? -ele disse animado.

- Não sei, da uma olhada.

- Caralho, Jéssica. Você comprou o certo. -era um jogo para o playstation dele, um que ele tinha pedido e era um absurdo de caro.

Comemos muito e fomos para casa e fui direto para cama, estava acabada. Acordei assustada com o celular tocando, olhei para o relógio e eram 6 da manhã. 

- Alô? -perguntei sonolenta.

- Feliz nataaal! -eram várias pessoas, mas reconheci a voz da Robbins e do Karev.

- Feliz natal, gente. -tinha me esquecido de que eram 6 horas de diferença.

- Tá dormindo? -perguntou o Alex, agora fora do vivo a voz.

- Estava, tinha me esquecido que ai é 6 horas atrás daqui. 

- É muito estranho conversar com alguém que está 6 horas na minha frente. 

- Estou sempre à frente, meu amor. -rimos.

- O Sloan também está ai?

- Está sim. Dormindo mas está.

- Estou com saudade...

- Também estou, logo mais estou de volta.

- Quando você vem?

- Dia 2.

- Ok, eu te espero. Depois nos falamos, a Robbins quer falar com você.

- Ah, ok. Bye.

- Bye.

- Jess, feliz natal.

- Feliz natal, Arizona.

- To com saudades e precisando conversar, volta logo.

- Pode deixar.

- Beijos.

- Beijos. 

Me deitei novamente mas dessa vez com a cabeça no peito de Mark, acho que essa é a primeira vez que dormíamos assim. Sempre dormíamos na mesma cama mas cada um no seu espaço, nunca juntos assim mas até que era bom. Ele passou seu braço ao redor de mim e ali ficamos.

Acordei com ele mexendo em meus cabelos.

- Hey. -eu disse tentando abrir os olhos.

- Bom dia. -ele disse sorrindo.

- Bom dia.

- Nunca ficamos assim.

- Não.

- Deveríamos fazer mais vezes.

- Talvez.

- O pessoal te ligou, né?

- Uhum.

- Eu vi você acordando, mas como ninguém chamou por mim nem me manifestei.

- Era a Arizona e o Alex.

- Faz sentido.

- Sim. -fiquei olhando para o teto um tempo- Eu precisava levantar e escovar os dentes para almoçarmos mas ta tão bom aqui.

- Então não vai agora.

- Queria mas temos que ir, to escutando o pessoal ensaiar para ver quem vem nos acordar.

- Tá bom, mas só porque não temos escolha.

Levantei e sorri olhando para ele, ele realmente era o cara dos sonhos mas por outro lado tinha o Alex que também era o cara dos sonhos e eu acho que estou apaixonada por ele, eu não sei. É possível estar apaixonada por dois homens ao mesmo tempo?

Fui ao banheiro, escovei os dentes, tomei banho e coloquei um shorts branco com uma regata florida e sapatilha. Mark estava arrumando a cama quando entrei no quarto, então o abracei por trás e fiquei ali um tempo.

- Hey. -ele disse.

- Hey.

- Posso tomar um banho?

- Claro, achei que você tinha ido no outro banheiro.

- Nem, ele é no quarto dos seus pais, sua doida.

- Sei la, né. Pode ir lá, eu termino de arrumar aqui. 

E foi o que fiz, assim que ele saiu do quarto eu terminei de estender o lençol na cama e arrumá-la. Assim que terminei peguei o celular e mandei uma mensagem para o Alex. 

"Miss you." 

A mensagem só tinha isso, uma frase dizendo que sentia a falta dele, era estranho mas precisava. O celular do Mark tocou e achei melhor atender.

- Celular do dr. Mark Sloan.

- Quem fala?

- Jéssica.

- Oi, Jéssica. Feliz natal! É a Lexie. Tudo bem?

- Oii, Lexie. Feliz natal! Tudo sim e contigo?

- Tudo também. O Mark tá por ai?

- Ele tá no banho. Quer que eu o chame?

- Por favor.

Quando abri a porta do quarto lá estava ele de toalha.

- É a Lexie para você.

- Obrigada. -ele disse com um sorriso maravilhoso no rosto.

- Lexie, vou passar para ele, foi bom falar com você. Tchau.

- Tchau, Jess.

Deixei os dois conversando e saí do quarto. Ele ainda era apaixonado por ela e, por mais que eu possa sentir algo por ele, ele a ama e é lindo isso, esse amor verdadeiro.

- Vamos? -disse a minha mãe, me tirando do meu devaneio.

- Vamos sim, só falta o Mark se trocar e já podemos ir.

- Você conversou com ele?

- Sobre o que? 

- A praia.

- Praia?

- Sim, a praia.

- Droga, tinha me esquecido disso. Vou falar com ele no caminho.

- Ok, não se esqueça.

- Pode deixar.

Fique uns 10 minutos jogando Mortal Kombat com o Jay e o Jhonny quando o Mark finalmente desceu as escadas. Fomos todos para a tia Eleanor para o almoço de Natal. Fiz um prato e me sentei ao lado do Mark no sofá.

- Mark, eu não lembro se já te falei mas você se importaria de ir à praia durante essa semana?

- Não, mas por quê?

- Porque eu tinha me esquecido que vamos para a praia passar a virada do ano.

- Não tem problema, estou sempre pronto.

- Hey, como foi com a Lexie? Tudo certo?

- Tudo sim, ela foi um amor como sempre, ela queria me desejar feliz natal e conversamos um pouco.

- Fico feliz por vocês.

Achei que já era hora de contar a todos que tinha mudado de curso então me levantei e chamei a atenção de todos.

- Gente, presta atenção um pouquinho em mim, por favor. Obrigada. Bom, eu queria esperar esse momento onde todos estamos juntos para dividir uma notícia que mudou a minha vida e que fico feliz em compartilhar com vocês.

- Tá grávida? -gritou a Cami.

- Não, besta.

- Ainda bem. -disse meu pai olhando para o Mark.

- Eu queria dizer que vou fazer medicina na Seattle University, fui aceita na faculdade de lá e vou começar em fevereiro. -todos ficaram parados olhando para a minha cara sem dizer uma única palavra.

- Tá falando sério? -disse Danny.

- Estou.

- Como isso aconteceu?

E lá expliquei toda a história para eles, o como conheci o hospital, eu começar a trabalhar, ter as amizades, ajudar os médicos... Toda aquela história que eu já estava cansada de contar. Todos pareciam ter aceitado bem, alguns vieram conversar comigo sobre suas dúvidas que eu respondi sem nenhum problema e assim foi se passando o dia.

À noite depois de me arrumar deitei na cama com o Mark e acabei soltando uma frase idiota demais até para mim.

- Você acha que ainda tem sentimentos pela Lexie?

- Tenho, não tem como não ter. Ela é uma garota incrível e que mudou muito na minha vida mas vacilei e perdi ela.

- O que você fez?

- Eu era um mulherengo e há muitos anos tive um caso com uma mulher e ela acabou engravidando, um dia minha filha apareceu grávida na porta de casa e foi o bastante para a Lexie se separar de mim. Ela não aceitou que eu mantive uma garota que estava fugindo de sua mãe em casa.

- Você é pai? -perguntei indignada.

- Pai e avô. Pois é.

- Que babado.

- Mas depois disso ela quis se separar e desde então não tivemos mais nada.

- Você voltaria para ela se tivesse uma chance?

- Sim.

- Entendo, acho que eu faria o mesmo.

- Sim. Vamos dormir? Amanhã vamos para a praia.

- Vamos. Boa noite.

- Boa noite.

Acho que o deixei chateado com o assunto. Eu não deveria ter falado sobre isso, sou uma idiota.



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