História A fresh start - Capítulo 32


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Alexander "Alex" Karev, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Derek Shepherd, George O'Malley, Jackson Avery, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Nathan Riggs, Owen Hunt, Personagens Originais, Richard Webber
Visualizações 75
Palavras 3.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Pediatric's Week


Ficamos sem reação no exato momento em que ela disse aquilo.

- Como assim grávida? -perguntei confusa.

- Ela não é lésbica? -perguntou George confuso.

- Na real ela é bi. -explicou Arizona.- E grávida ué, não precisa ser nenhum graduado em medicina para entender o que é estar grávida.

- Mas ela me disse que não estava saindo com ninguém. -falei ainda mais confusa.

- Vocês conversaram sobre isso? -perguntou Arizona.

- Sim, ela me perguntou se eu estava saindo com alguém já que eu e o Alex não estávamos juntos e ai eu perguntei sobre ela. Mas isso explica o comportamento dela durante a semana.

- Como assim?

- Ela se recusou a entrar em todos os exames de raio-x, deixando tudo sempre para mim.

- E você não estranhou isso? -perguntou Arizona.

- Ela é chefe da cirurgia ortopédica, você acha mesmo que ela iria querer fazer raio-x nos pacientes? -falou George em um tom irônico.

- Foi exatamente assim que pensei, se ela tem um interno pra que vai fazer um exame desses? -completei o pensamento do George.

- Para garantir que o interno não faça merda! Meu deus, vocês são realmente internos. -ela disse revirando os olhos.

- Hey! Eu sou uma ótima interna. -falei.

- Eu também! -disse George.

- Eu sei que são, mas eu sei porque convivo com os dois, ela não.

- Ela disse quem é o pai? -perguntou George.

- Não, ela disse que estava grávida, começou a chorar igual uma louca e então deixei para lá e tentei acalmar ela.

- Droga! -exclamou George e eu sorri com a reação dele.

- Acho que sei quem é o pai.

- Quem? -falaram em uníssono.

- Não vou apontar dedos agora, assim que eu tiver certeza falo com vocês. -falei pegando as minhas coisas.

- Onde você vai? -perguntou George.

- Falar com uma pessoa.

- Jéssica, são 4 da manhã.

- Eu sei, não tem problema. Vejo vocês amanhã. -falei mandando beijos e sai do apartamento.

Quando eu estava em Nova Iorque eu lembro que o Mark e a Callie estavam ainda mais próximos e saíam juntos direto. Havia uma pequena chance de ele ser o pai e, se não for, ele pode saber quem é.

Assim que o uber me deixou na porta do prédio eu já fui subindo, sem me preocupar se a Lexie ainda estava ou não.

- Mark! -comecei a gritar ao entrar no apartamento e segui para o quarto.

- Jéssica? -disse Lexie surpresa cobrindo seu corpo com o lençol.

- Oi, Lexie. Você pode nos dar cinco minutos?

- Jéssica, estamos no meio de uma coisa. -disse Mark gesticulando com as mãos.

- Eu sei, eu também, prometo não demorar.

- Tá bom. -disse Lexie revirando os olhos e, enrolada no lençol, foi para a sala.

- Não acredito que você realmente fez isso. -disse Mark cobrindo suas partes com o travesseiro.

- Sem estresse, tudo o que tem ai eu ja vi. -falei jogando a cueca para ele.

- Mas nós estávamos no meio de uma coisa. -cotinuou indignado.

- Uhul, sexo, parabéns vocês fazem isso. -falei fingindo uma empolgação.- Agora vamos ao que interessa.

- Você é ridícula.

- Gente. -disse Lexie da porta.

- Oi? -falamos ao mesmo tempo.

- Eu vou indo para casa, vocês tem coisas para discutir. Amanhã nos vemos. -ela disse sorrindo.

- Ta bom. Beijos gata. -falei.

- Não vai não, a Jéssica pode falar de manhã. -ele falou meio que por cima da minha despedida.

- Não posso não. 

- Até amanha Mark. -ela mandou um beijo para ele.- Obrigada Jess. -ela sorriu e saiu.

- Você é uma grande empata foda.

- Não sou não, tenho só um metro e meio de altura, sou uma pequena empata foda.

- Fala logo.

- Você fez sexo com a Callie?

- O que? -ele perguntou parecendo surpreso.

- Sexo, conhece? É quando duas pessoas se gostam muito, ou só estão com tesão, e ai se juntam e o homem coloca seu cabo usb na entrada dela. 

- Eu sei o que é sexo.

- Então, vocês dois fizeram?

- Talvez, por quê?

- Sabia!

- Como sabia? 

- Eu lembro de vocês dois juntinhos quando eu estava em NY.

- Ah sim. Mas por que a pergunta?

- Callie ta grávida e eu acho que você é o pai.

- Ta brincando, ne?

- Pareço estar brincando?

- Não. 

- Respondido.

- Como você sabe que ela está grávida?

- Arizona me contou.

- A Arizona ta falando com ela?

- Mark! Foco! 

- Desculpa.

- Existe essa possibilidade? De você ser o pai?

- Existe, claro que existe, mas usamos proteção. 

- Todas as vezes?

- Não lembro.

- Ta ai a resposta que eu precisava. -falei e me virei para dormir.

- Jéssica? 

- Quê?

- Ta falando sério que você vai me deixar com tudo isso na cabeça e simplesmente dormir?

- Ué, estou com sono e minha dúvida foi respondida.

- Você não existe.

- Então você é louco, já que está falando comigo.

- Bem observado.

- Eu sei.

- Droga, seu eu não amasse a Lexie faria você terminar o que atrapalhou. 

- Mas ama, então deixa eu dormir. -me virei novamente e dessa vez dormi.

Na manhã seguinte, por mais que eu estava de folga, acordei cedo por costume.

- Não acredito. -falei olhando para o teto.

Olhei para o relógio, era sete e meia da manhã e eu estava acordada sem necessidade. 

Meu celular tocou.

- Alô?

- Jess? Tá acordada?

- Não, essa é uma mensagem automatica.

- To indo aí.

- Acho que a porta ta trancada.

- Não ta não. -ele disse na porta do quarto.

- Tá fazendo o que aqui essa hora, George?

- Vim te ver. 

- Mano, é nossa folga, vai dormir.

- Tá bom. -disse ele se jogando na cama ao meu lado.

- Você sabe que essa cama é do Mark ne? E que se você quebrar vai ter que pagar outra para ele?

- Sei.

- Tá bom então. -me virei e dormi.

- Jéssica? Acorda.

- George, me deixa dormir cara.

- Emergência no hospital, chamaram todos os internos. 

- Será que vai ter um dia que vou conseguir ter uma folga? 

- Acho difícil.

- Que horas são?

- Onze.

- Ok, me da cinco minutos.

Me levantei, tomei um banho rápido, prendi o cabelo em uma trança e voltei para o quarto.

- 15 minutos. -disse George olhando para o relógio. 

- O que vale é a intenção. 

- Tá, fiz café pra você. -disse ele me entregando um copo térmico.- Você toma no caminho.

- Ótimo! Atrapalham a minha folga e ainda me impossibilitam de tomar meu café!

- Parece que alguém ta de ressaca.

- Shiu George, só dirige por favor.

- Como a madame quiser.

Ele colocou Back Street Boys para tocar, sim Back Street Boys, e seguiu o caminho todo cantando.

Agradeci a Deus no momento em que chegamos porque eu sabia que seria o fim dessas músicas e do George cantando no meu ouvido.

- Oii Jéssica! -disse Jo para o meu lado.

- Nem vem. -falei levantando a mão com o café e seguindo para o meu armário. 

- O que aconteceu? -ela perguntou.

- Ignora, ela ta de mau humor. -disse George.

- To ouvindo! -falei.

Coloquei meu uniforme, enchi o meu copo com mais café e fui até a sala de emergências.

- Ótimo, vocês vieram. -disse Bailey.

- Contra a minha vontade. -falei levantando a mão. 

- Bem vinda à medicina. -ela disse. 

- Dra. Bailey! -disse Dr. Hunt.

- Sim! 

- Esses internos são seus?

- São seus.

- Wilson, O'Malley e Miller comigo, os outros vão com a Kepner.

- O que aconteceu? -perguntei enquanto andávamos.

- Uma ponte desabou, todo mundo que estava por lá se feriu. -ele explicou.

- Você não vê televisão? Está em todos os noticiários. -disse Wilson.

- Na verdade não, eu costumo dormir na minha folga, que é uma coisa que não tenho faz tempo. -falei em tom sarcástico.

 - Mas então Hunt, onde estamos indo? -perguntou George, talvez tentando mudar o rumo que aquela conversa estava levando.

- Trauma 2, tenho um caso pra vocês lá. 

Ao abrir a porta nos deparamos um homem com um pedaço enorme de ferro preso em seu abdômen e com vários estilhaços na perna.

- Legal. -falei com um sorriso sombrio no rosto.

- Estranha. -disse George.

- Oi gente. -disse o paciente.

- E ele ainda ta consciente? Meu deus. -exclamou Jo.

- To começando a me interessar. -falei.

- Você está sob efeito de alguma droga? -perguntou Hunt.

- Não. 

- Então ta. Bom, o que eu quero que vocês façam é simples, quero que analisem os exames dele e vejam qual a melhor forma de retirarmos este objeto de seu corpo sem que ele tenha uma emorragia e morra.

- Challenge Accepted. -falei recordando de um personagem de How I Met Your Mother.

- Ela realmente falou "desafio aceito"? -questionou Hunt.

- Juro que ela é uma ótima cirurgiã. -falou George.

- Ao trabalho!

Fiquei um tempo analisando a barra de ferro para encontrar o exato ângulo em que ela estava  e ver se tinha algum bloqueio externo, como ela estar com pontas ou algo do tipo. Após uma grande análise fui para a sala onde estava a TC do paciente, enchi meu copo com café e fiquei analisando as imagens. Após algumas horas estudando os exames e discutindo com o George e a Jo chegamos à uma conclusão. 

- Me chamaram? -perguntou Hunt entrando na sala.

- Sim, achamos a solução. -falou George.

- Que é? 

- A melhor forma de retirar, e com melhor forma eu quero dizer que é a única forma que encontramos de retirar e ele continuar vivo, é retirar por partes. -comecei a falar.

- Por partes? 

- Sim. Precisamos de uma equipe grande, mas temos que cortar um pouco seu comprimento para ficar mais acessível, não da para tirar um treco daquela altura sem tombar ele para o lado. -continuou Jo.

- Mas ele não é tão comprido, deve ter uns 30 centímetros. -disse Hunt.

- Também pensamos isso, mas observando a TC vimos que está profundo, quase atingindo a coluna do paciente, ou seja, da pra colocar no mínimo mais uns 10 centímetros. -George justificou.

- E o que vocês pretendem fazer depois que cortarem? 

- É aí que entra a parte da equipe grande, temos que agir rápido, após cortar o objeto será retirado mantendo o seu ângulo para que não prejudique mais órgãos. Após a retirada ficarão dois cirurgiões para começar a sutura dos órgãos. Nenhum deles foi ferido a ponto de ser necessária a retirada então deverá ser tudo trabalhado com cautela para que continue assim. -falei.

- Certo. E quem vocês sugerem que esteja na equipe?

- O senhor, a dra. Bailey e o chefe Webber. -falou George.

- Por quê?

- Porque o chefe e a dra. Bailey são os mais experientes com cirurgia geral, o que possibilita uma maior efetividade no processo e o senhor pois, por ser um cirurgião de trauma, saberá lidar com qualquer imprevisto que pode ocorrer durante a cirurgia. -falei.

- Estou impressionado com o desempenho de vocês, vocês pensaram em tudo.

- Isso foi uma ironia? -perguntou George baixo.

- Não, não foi O'Malley, eu realmente estou impressionado. Eu sabia que estava escolhendo os melhores.

- Obrigada. -falei com um sorriso bobo no rosto.

- O'Malley e Miller, vão chamar o Webber e a Bailey. Wilson, vá se preparar. 

Saimos então da sala de exames e nos separamos, George indo procurar a Bailey e eu o chefe.

Ao chegar na sala do chefe Webber, bati na porta e ele autorizou a entrada.

- Jéssica, oi. Posso ajudar?

- Oi dr. Webber. Sim, pode. Estou com uma cirurgia muito arriscada com o dr. Hunt e eu queria saber se o senhor não pode nos ajudar, já que é um dos cirurgiões gerais mais experientes.

- Quando?

- Agora.

- Tá, me conta a história no caminho.

E assim seguimos para a sala de cirurgia, nos encontrando todos na porta. 

- Jéssica? 

- Dra. Bailey, eu exijo ser liberada mais cedo hoje e amanhã. 

- Se der tudo certo aqui podemos pensar nisso.

- Por que isso? -perguntou o chefe.

- Porque era folga desses dois internos mas eles tiveram que vir para a emergência. 

- Entendo.

- Todos prontos? -perguntou Hunt.

- Sim.

- Então vamos.

Entramos na sala de cirurgia e o paciente já estava anestesiado. Alex e Mark estavam lá também para auxiliar na remoção. Tudo ocorreu como em uma orquestra. Cada movimento brevemente calculado, pessoas sincronizadas, até mesmo as respirações estavam conjuntas, tudo para que o paciente saísse bem da mesa de cirurgia.

Após a remoção da barra de ferro os movimentos que antes era uma orquestra, agora eram como uma banda de rock, correndo mas ainda assim seguindo a regras e limitações. Webber e Bailey agiram rapidamente colocando suas mãos e procurando os sangramentos, George usando a sucção para retirar a quantidade excessiva de sangue que estava vazando, eu e Jo estávamos retirando os estilhaços das pernas e tudo andou para o caminho certo. 

Após 4 horas de cirurgia havíamos finalizado. Estávamos, os três internos, uma mistura de exaustão com satisfação. Aquela cirurgia era coisa nossa, nós a fizemos acontecer e isso era incrível. 

- Podem ir para casa aproveitar o resto da folga de vocês, mas quero os três aqui amanhã normalmente. -disse Bailey.

- Obrigada. -falei.- George?

- O que?

- Vamos para a sua casa?

- Por que a minha?

- Porque na minha não tem salgadinho e refrigerante e todas essas coisas gordas de comer.

- Vamos.

Ele olhou para mim por um momento como se dissesse "olha ela, vai ficar sozinha" e eu entendi o recado.

- Jo?

- Oi?

- Quer ir com a gente?

- Ah não, não quero atrapalhar.

- Fica tranquila, não atrapalha.

- Então eu vou. 

E assim terminou nosso dia, os três comendo besteiras e dormindo espalhados pela casa do George. 

Na manhã seguinte acordei sentindo uma mão me puxando para mais perto. Ao abrir os olhos tomei um susto.

- Hey. -falei me esquivando do abraço de Jo.

- Desculpa. -ela disse sem graça. 

- Ficamos assim a noite toda? 

- Acho que sim, não me lembro.

- Ok, isso é bem estranho.

- Desculpa. -dessa vez ela abaixou a cabeça. 

- Fica tranquila. -falei me levantando.- Vou fazer um café. 

- Vocês duas falam demais. -disse George acordando.

- Você já deveria estar acostumado com isso.

- Mas não estou.

- Uma pena. Você tem torrada?

- Eu devo ter pão para fazer torrada, mas não ela em si.

- Já serve.

- Quer eu faça? -perguntou Jo.

- Eu agradeceria.

- Ok. -ela disse se levantando desajeitada.

Fizemos então, com a parceria mais inesperada, um café da manhã maravilhoso. Após tomarmos café seguimos os três para o hospital.

- Quem você acha que vai nos pegar? -perguntou George colocando a camiseta do uniforme.

- Só espero que não seja o Derek, de resto pode vim.

- Ta confiante.

- Não, só quero um residente legal mesmo.

- Ta bom ne.

- Ahm... -disse Alex da porta olhando para um papel.- Miller comigo.

- Cadê o chefe? -perguntou O'Malley.

- Ele ta cansado de toda vez chamar e falou pros residentes virem.

- O'Malley e Wilson. -disse Callie da porta.

Me aproximei de Alex e comecei a acompanhá-lo.

- Por que só uma interna?

- Não sei direito, é algo sobre alguém ter desistido -ele parou um tempo para pensar- ou sido transferido, não entendi bem.

 Ele foi passando os dados de cada paciente indo de quarto em quarto até que chegamos no penultimo quarto.

- Essa é a Janna, gravidez de risco de 6 meses. -ele falou.- Janna, essa é a dra. Miller, a interna que me acompanhará essa semana. 

- Olá dra. Miller, a Arizona falou muito bem de você. 

- Fico feliz.

- Ela disse que você cuidaria muito bem de mim essa semana.

- E vou mesmo. -sorri mas estava internamente confusa.

Ao sairmos do quarto não me contive e questionei o Alex.

- Como a Arizona sabia que eu estaria aqui essa semana? 

- Não sei, os residentes não tem acesso aos papéis dos internos.

- Mas os atendentes tem?

- Acho que sim.

- E por que aquela mulher está grávida?

- Porque a Arizona ta aprendendo a trabalhar na cirurgia fetal.

- Ela vai operar o bebê dentro do útero?

- Vamos.

- Por que "vamos"?

- Porque eu sou o residente e você a interna.

- Arizona! -falei ao vê-la.

- Sim?

- Por que você mentiu para mim?

- Como assim?

- Você disse que não tinha acesso às informações sobre qual interno ficaria com você. 

- Ah, isso.

- É, "isso".

- Alex te falou.

- Não podia? -ele perguntou confuso.

- O ideal era me esperar. O Alex que mostrou todos os pacientes?

- Mostrou quase todos, mas eu vi seu experimento fetal. Por que não me contou sobre ele?

- Porque não era nada certo ainda.

- Mas ela já sabia sobre mim!

- Porque eu falei sobre você ontem.

- Achei que éramos amigas!

- E somos. Você quer saber porque está comigo essa semana?

- Quero!

Ela me entregou um prontuário. 

- Rebecca...

- Ela foi transferida para a pediatria ontem cedo e, assim que eu soube, precisei mexer uns pauzinhos para que você pudesse cuidar dela porque eu sei o quanto você gosta dessa garota.

- Qual o estado dela?

- Ela está relativamente bem, as queimaduras estão quase cicatrizadas, em um nível que não é mais necessário ela ficar no centro de queimados.

- Droga.

- O que?

- Me sinto culpada por brigar com você. 

- Tudo bem, eu deveria ter contado sobre a fetal. Agora vai cuidar dos seus pacientes.

- Estou indo.

Me afastei dela e fui no último paciente que faltava, ou seja, a Rebecca.

- Becca? -falei entrando no quarto.

- Tia!

- Vou ser sua médica essa semana.

- Eba! 

- Posso fazer uns exames em você? 

- Pode.

Usei então meu estetoscópio para ouvor seu coração e respiração e percebi que havia um som estranho no peito dela.

- Tia, posso dormir?

- Pode sim, volto mais tarde, ok?

- Tá. 

Saí do quarto e dei de cara com a Arizona. 

- Você falou com o Mark?! 

- Sobre?

- A Callie.

- Contei, eu precisava confirmar uma coisa.

-  Que ele é o pai.

- É mas ele não tem certeza.

- Não Jéssica, eu to afirmando, ele É o pai.

- Eita.

- A Callie se sentiu pressionada quando ele perguntou e teve que nos juntar e esclarecer tudo.

- Desculpa.

- Não é comigo que você tem que se desculpar. -ela disse levatando as sobrancelhas.

Eu sabia com quem devia falar. Segui para o andar da ortopedia e procurei pela Callie, ao vê-la segui em sua direção e entramos em uma sala.

- Não to afim de falar com você. -ela disse impaciente.

- Callie, me desculpa pela minha atitude nessa madrugada. Não sou eu quem deveria contar para o Mark e muito menos sugerir que ele é o pai. Eu fui imprudente e irracional.

- Jéssica...

- Desculpa mesmo, eu faria qualquer coisa para consertar a merda que eu fiz.

- Você vai ficar me devendo essa.

- Com certeza.

- Vem cá. -ela me abraçou.

- Muito obrigada por me desculpar.

- Tudo bem.

Meu pager tocou com um alerta azul, ou seja, parada cardíaca. Corri para o andar da pediatria e vi os enfermeiros correndo para um quarto.

- Essa não. -falei e corri ainda mais desesperada.

- Doutora. -falou um enfermeiro.

- Quanto tempo? -gritei começando a fazer a massagem cardíaca. 

- Começou agora.

- Merda. Carrega em 150. Afasta! Vamos Becca, reage!


Notas Finais


Oi gente! Desculpa a demora, mas agora estou voltando com força total. Estou com ideias para mais uns 3 capítulos.
Só peço que continuem com essa paciência porque agora estou trabalhando e fazendo a faculdade, ou seja, tempo zero!
Espero que gostem desse cap e não me matem pelo final.
Vejo vocês na próxima.
xkissesx


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