História A Fugitiva - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 2
Palavras 1.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ^^

Capítulo 1 - A Pior Coisa


Fanfic / Fanfiction A Fugitiva - Capítulo 1 - A Pior Coisa

Meu nome é Park- Gi eu nasci no interior na Coréia do Norte em uma pequena cidade chamada Chŏnch'on. Desde de muito nova eu aprendi sobre as histórias do meu país e sobre Kim Jong-un e sempre acreditei que meu país fosse o melhor. Minha família não era pobre, então nunca me faltou nada.

No entanto minha vida começou a mudar quando completei 15 anos, meus pais não eram mais os mesmos, pareciam estar sempre preocupados ou fugindo de algo, não conseguia entender o porquê, eu perguntava mas as respostas eram sempre as mesmas "não é nada" "são apenas coisas da sua cabeça", depois de um tempo convenci a mim mesma de que realmente eram coisas da minha cabeça e que eu não deveria me preocupar, foi a partir daí que as coisas só pioraram, eu tentava fechar os olhos e os ouvidos e não me preocupar quando escutava meus pais chorando a noite afinal, não era nada, eu apenas ficava calada e ia para aula na manhã seguinte como se eu simplesmente não tivesse escutado nada, eu queria perguntar, queria os abraçar e dizer que iria dar tudo certo, mas como eu poderia dizer isso? Eu nem sabia o que estava acontecendo.

Eu me lembro perfeitamente, era quinta feira de manhã, o único dia que tomávamos café juntos já que era manhã de folga do meu pai. Estávamos todos sentado á mesa, a tevê ligada passando o mesmo programa de sempre, o dia estava nublado no entanto estava relativamente quente, conversávamos distraidamente sobre como os latidos do cachorro da vizinha eram irritantes às 5:30 da manhã, quando dois toques na campainha do apartamento foram dados. Meus pais se entreolharam e eu apenas dei uma golada no meu chá afinal, o que tem demais em alguém tocar a campainha?

Observei meu pai andar lentamente em direção a porta, o que estava acontecendo ali? Por que meu pai parecia tão… desesperado.

- Está tudo bem? Perguntei a minha mãe assim que notei que ela estava totalmente pálida. Imaginava que ela diria o mesmo de sempre, mas ela apenas me lançou um olhar desesperado antes de colocar o dedo na frente dos lábios em sinal de silêncio. O que eu poderia fazer senão obedecer? Ainda mais que, depois daquele olhar, nem que eu quisesse falar algo eu conseguiria, era como se um bolo tivesse se formado na minha garganta. As coisas não estavam boas, não adiantava mais tentar fingir que não, era visível que algo muito sério estava acontecendo.

Alguns minutos depois meu pai voltou com uma carta na mão, seu rosto assim como o da minha mãe estava pálido e seus olhos cheios de lágrimas.

- V- vocês podem por favor me explicar o que esta acontecendo? Minha voz já estava embargada pelo choro que se aproximava.

Esperava que eles me dessem algum tipo de resposta meia boca ou até mesmo algum tipo de explicação, mas não, eles apenas se entreolharam novamente e foram para o quarto em silêncio.

O que de tão ruim estava acontecendo para deixar meus pais daquele jeito? E por que eles não me contavam?

Assim que escutei a porta do quarto se fechar deixei que as lágrimas escorressem pelo meu rosto, me aproximei do quarto mas não consegui escutar se quer um piu, o silêncio era absoluto. Pensei em bater, mas o medo de descobrir a verdade era maior.

Eu tinha aula naquele dia no entanto me permiti ficar pelas ruas da cidade como nunca antes havia feito, meu coração se mantinha acelerado enquanto observava o céu nublado, provavelmente iria chover, mas qual a importância? Meus pais e eu nunca fomos de conversar muito sobre assuntos pessoais de cada um, mas se era algo tão importante a ponto de fazê-los chorar daquele jeito, eu deveria saber, não deveria? Me mantive concentrada nos meus pés enquanto caminhava distraída, talvez eu devesse perguntar de novo quando eu voltasse, mas e se a resposta fosse a mesma? Ou se o silêncio permanecesse? O que eu faria?

Senti o primeiro pingo de chuva cair sobre mim, mas… eu estava nervosa e distraída o suficiente para não me importar, talvez eles estivessem chateados comigo por alguma coisa, ou talvez tiveram algum problema no trabalho e não queriam que eu me preocupasse ou talvez… Eram tantas possibilidades que eu poderia ficar horas tentando achar a mais plausível.

Após mais alguns minutos andando fiz o possível para me recompor, era hora de voltar para casa e questiona- los sobre qual era a real situação, eu era filha deles precisava saber, para quem sabe poder ajudar.

Entrei no apartamento​, que ainda se encontrava em silêncio absoluto, decidida a confrontá-los e exigir explicações, mas algo estava diferente, a porta do quarto deles agora estava aberta, na casa tudo estava normal, em seus devidos lugares, mas não tinha ninguém, eles poderiam já ter saído para o trabalho porém suas coisas ainda estavam alí. Fui até o meu quarto e peguei uma nova roupa, já que a minha estava encharcada, a única coisa que eu poderia fazer era esperar que eles chegassem de seja lá onde estivessem. Troquei minha roupas e coloquei minhas roupas molhadas para secar, foi quando voltei para o meu quarto que notei em cima do meu criado mudo, junto com o meu relógio e algumas fotos de família, uma carta, me lembro bem do envelope de cor alaranjada, que tinha cheiro de roupa lavada (sim, uma carta perfumada), cuidadosamente peguei o envelope e o abri já que estava destinado a mim.

" Querida filha, primeiramente nós queríamos nos desculpar, passamos noites em claro pensando se deveríamos te contar isso, e se sim quando seria o momento certo, nós sabemos, deveríamos ter contado, mas não suportaríamos ver sua expressão ao ouvir, e ver seus olhos se encherem de lágrimas, e muito menos suportaríamos dizer adeus, por isso partimos em silêncio.

Você sempre foi nosso orgulho e sempre será, nós te amamos mais do que qualquer coisa no mundo, e por favor nunca duvide disso, nós te amamos desde que soubemos da sua existência, e saiba que você é fruto de um amor muito grande e verdadeiro.

A mais ou menos um ano e meio atrás eu e seu pai estávamos em busca de uma vida melhor para nós, tem muitas coisas sobre a Coréia do Norte que você não sabe, já estava tudo preparado para partirmos, rumo a China, mas ouve um problema, e acabamos sendo descobertos, desde então nossa vida tem sido isso que você tem tido que presenciar. Tentamos de tudo para mudar os fatos, mas hoje recebemos a infeliz notícia de que não poderíamos mais morar na Coréia, talvez você não entenda agora, mas um dia vai entender, o governo Norte Coreano é muito rígido quando se trata de rebeldes.

Nós só queremos uma única coisa para que possamos partir bem, precisamos que você seja forte e siga a sua vida, não olhe para trás, não olhe para nós. Em nosso guarda roupas, dentro da última gaveta, tem um pouco de dinheiro, e uma passagem para China (dessa vez tudo dará certo), sua tia Huang estará esperando por você, ela poderá te explicar melhor a situação caso algo tenha ficado confuso.

Apenas siga as instruções da carta e tudo ficará bem.

Ass: Mamãe e papai que te amam mais que tudo."

Eu segurava a carta ensopada em minhas mãos trêmulas, como? Como tudo aquilo poderia ser verdade? O que… Eu mal conseguia pensar, sentia uma dor terrível no meu coração enquanto meus olhos se mantinham cheios de lágrimas que teimavam em descer descontroladamente pelo meu rosto. 



Notas Finais


Bom gente para quem não entendeu os pais delas foram condenados a morte, só não quiseram dizer assim abertamente.

Esse capítulo, imagino que tenha sido um pouco triste mas calma, não me abandona ainda, garanto que os próximos serão melhores.

Eu me inspirei nesse vídeo dessa norte coreana que fugiu da Coréia do Norte, caso queiram ver aqui está o vídeo:

https://youtu.be/SjDd1kok80w

Obrigada por lerem e se cuidem, não fiquem lendo fanfic até de madrugada 😂😝❤️


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