História A Fugitiva - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 2
Palavras 1.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Más Notícias


Fanfic / Fanfiction A Fugitiva - Capítulo 2 - Más Notícias

 Eu não sei ao certo por quanto tempo eu fiquei ali tentando absorver tudo aquilo, e tentando parar de chorar, a única coisa de que me lembro é que eu me sentia vazia por dentro, meu coração doía como nunca, e tudo que passava pela minha cabeça era que eu queria que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo, e que uma hora ou outra eu acordaria e veria meus pais, iria abraçar e diria o quanto eu os amava. Mas não, não era apenas um pesadelo era a pura e dolorida realidade.

Assim que conseguir raciocinar novamente, fui até o quarto dos meus pais e peguei o dinheiro e a passagem, eu iria obedecê- los, iria para China, afinal eu não tinha outra escolha. Arrumei uma mala com as coisas mais importantes e me despedi da minha casa, a casa onde passei minha infância, a casa onde brinquei na sala com o meu pai, a casa onde comi a comida da minha mãe, e o mais importante a casa onde recebi todo o amor dos meus pais.

Enquanto andava em direção a estação de trem, com o meu coração quase explodindo de adrenalina, eram tantas coisas acontecendo, eu sabia que era proibido imigrar para China mas eu iria fazer a vontade dos meus pais, eu só… estava com medo, com medo que me pegassem e me levassem, e eu acabasse não conseguindo realizar o desejo dos meus pais. No entanto, isso não aconteceu embarquei no trem e cheguei sã e salva na estação de trem de Pequim, onde minha tia me esperava, tenho que admitir que o início foi difícil, passei por muitas crises já que ainda não conseguia aceitar totalmente o fato da morte dos meus pais, tentava sempre me lembrar de suas palavras na carta

" Não olhe para trás, não olhe para nós". Isso doía mas eu tentava, me esforçava ao máximo, eu tinha que seguir minha vida, mas por que tinha que doer tanto?

Além de ter que lidar com a morte dos meus pais, chegando na China ainda tive que aprender Chinês para caso eu fosse pega ( não poderiam saber que eu era Norte- Coreana), tive que ir para escola, e viver uma vida "normal", nada poderia parecer suspeito. Minha tia era muito legal, mas trabalhava muito para conseguir nos manter, portanto eu passava grande parte do tempo sozinha.

Eu me lembro de muitas vezes simplesmente largar tudo e chorar, chorar até acabar pegando no sono, era coisa demais para uma menina de apenas 15 anos, mas eu passei por isso, até hoje ainda dói, mas consegui passar por cima, o que me ajudou? Bem, pode parecer besteira para vocês mas… o que me salvou foi os livros, quando cheguei aqui comecei a ler livros em Chinês para aprender o idioma, e por conta disso acabei me apaixonando pela leitura, sempre que eu tinha algum problema eu lia, era como se eu entrasse em outro mundo, em um mundo mágico onde tudo é bom e perfeito.

Enfim hoje é meu aniversário de 20 anos, sim, fazem cinco anos que aquilo tudo passou, pode parecer pouco mas para mim é realmente muito tempo, já que muita coisa mudo nesses cinco anos.

A alguns anos comecei a trabalhar para ajudar minha tia, o que me deixou bem animada já que agora eu tenho um pouco de dinheiro para sustentar pelo menos uma parte da burguesinha que existe dentro de mim, também a mais ou menos dois anos entrei na melhor faculdade de Pequim, realmente me esforcei muito para conseguir, portanto fiquei muito feliz com os meus resultados.

No entanto algo aconteceu. Na China eu tinha muitas amigas, mas nenhuma delas sabia do meu segredo, e eu não pretendia contar, as únicas pessoas que sabiam eram eu e minha tia.

Eu estava saindo da faculdade de manhã quando recebi uma mensagem do governo chinês pedindo que eu comparecesse até a embaixada, eu gelei, como eles haviam descoberto? Iriam me deportar de volta para Coréia do Norte? Isso não podia acontecer. Procurei me manter calma e comparecia até a embaixada, meus pés balançavam impacientemente enquanto esperava. "Que seja engano, que seja engano" pensava enquanto encarava uma grande porta azul escrita coordenador chefe.

- Senhorita Ming. Me segurei para não pular de susto quando ele chamou meu nome. Obviamente tive que mudar de nome quando me mudei para China.

- Boa tarde. Falei o mais firme possível para que meu nervosismo não fosse visível, enquanto andava em direção ao homem alto ao qual havia chamado meu nome.

- Pode se sentar . Apontou cuidadosamente a cadeira em sua sala. - Eu estava analisando sua ficha. Se sentou na mesa a minha frente enquanto pegava um bolo de papéis. - E eu realmente peso desculpas pelo incoveniente, vejo que você passou com méritos no Gaokao para a universidade de Pequim, e realmente não tem lógica a acusação feita.

Engoli em seco enquanto o olhava confusa, "acusação?", eu imaginava saber sobre o que se tratava.

- Acusação? Perguntei.

- Ah sim, novamente me desculpa, recebemos uma denuncia de que a senhorita era uma imigrante norte coreana ilegal, mas realmente, acho que isso está fora de cogitação, já que com essa ficha imagino que seja pouco provável que seja verdade. Sorriu para mim o que me deixou ainda mais nervosa "foi realmente por muito, muito pouco". Tentei retribuir o sorriso e encenar uma boa cara de indignação.

- A senhorita só precisará comparecer nessa data com o seu visto e seus documentos. "Espera… que?"

- O- o que? Como assim? Perguntei, tentando parecer o mais natural possível.

- Por favor não entenda mal, não é que eu esteja duvidando da sua palavra. Na verdade eu nem havia falado nada né? Mas ok. - É o procedimento. No entanto não precisa se preocupar assim que os documentos forem apresentados corretamente, a denuncia será abolida. Sorriu novamente tentando parecer o mais simpático possível.

- A data está nesse papel junto com os documentos que você precisará trazer, e novamente lhe peço desculpas pelo incoveniente. Ele já havia levantado e me entregado o papel, enquanto eu ainda me esforçava para conseguir levantar da cadeira.

- Tenha uma boa tarde senhorita Ming.

{…}

Após sair da embaixada eu me encontrava desolada em uma banco em uma praça, por um instante me senti aquela mesma menina de cinco anos atrás perdida, e muito, muito encrencada " O que eu poderia fazer agora? Tinha que ter algum jeito das coisas não acabarem mal."

Respirei fundo enquanto procurava algum tipo de saída. Eu não era aquela menina de cinco anos atrás, mesmo que eu me sentisse, nesse momento, como eu me sentia a cinco anos atrás, eu não era a mesma, eu tinha que me manter calma e pensar, eu já era maior de idade, poderia dar o meu jeito.

Foi então que me lembrei da Coréia do Sul, não era o melhor lugar já que era muito perto da Coréia do Norte, e também poderiam me descobrir, mas… era a melhor opção que eu tinha já que eu conhecia algumas pessoas que poderiam me ajudar por lá.



Notas Finais


Gente só para esclarecer na China eles tratam muito bem as pessoas que passam em boas faculdades, por isso o coordenador a tratou bem, caso fosse uma outra pessoa, talvez as coisas fossem diferentes. Espero que estejam gostando, e no próximo capítulo as coisas começaram a ficar mais interessantes.


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