História A gap between us - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Magia, Personagens Originais, Romance, Suspense, Yokai
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Palavras 3.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente eu tô viajando muito p escrever essa fic jdkalaal morrendo de vergonha,me dergurpa.
Obrigada por todas as visualizações e os favoritos anjos 💖💖😢😢.
Espero q estejam gostando

Capítulo 3 - Not again


Fanfic / Fanfiction A gap between us - Capítulo 3 - Not again

 Alguns dias haviam se passado e desde então não me encontrei com Kagatsuchi, pelo o que entendi se não "tomasse" pelo menos um pouco dessa tal "vitalidade" estaria totalmente vulnerável. Não consigo evitar, querendo ou não estou preocupada, ele estaria à mercê de pessoas curiosas que seriam capazes de fazer qualquer coisa com ele.

Sinto que devo ir até ele, é algo mais forte do que eu, uma voz dizia para mim que quanto mais tempo eu passasse perto dele melhor seria.

Sai um pouco mais cedo de casa, planejei passar na casa dele antes de ir ao veterinário, era quase que o mesmo caminho.

O porteiro do prédio ao me reconhecer passou a informação de que Kagatsuchi não estava em casa, havia saído há dias, isso só aumenta a minha hipótese de que ele está em perigo.

- Mas o Sr. sabe para onde ele possa ter ido? Um lugar que ele vai com muita frequência? -perguntei ao zelador-

- Bom, até onde sei ele nunca sai do bairro, vive pelas redondezas mesmo, ele fala de uma casa perto da Ponte Principal (a qual nos conhecemos) talvez ele esteja lá. É comum ele ficar alguns dias fora não se preocupe.

Realmente pode ser comum ele passar uns dias fora, mas não semanas, e logo agora nesse estado em que ele está, acho impossível.

- Obrigada Sr.

Como estava adiantada iria atrás dessa tal casa, fui para a rua em que a ponte se encontrava, analisei todas as casas e na minha cabeça a mais velha seria a dele (ainda tinha esse estereótipo preso na minha cabeça). Não haviam muitas casas, as que tinham eram cobertas por prédios.

Achei algumas casas e bati na porta para ver quem atendia ou se pelo menos conheciam Kagatsuchi, todas as tentativas foram falhas até avistar uma casa, que estava com sinais de arrombamento na porta.

Peguei meu celular (que finalmente havia comprado) para ligar para a polícia e dois homens enormes saem de dentro da casa, antes que eu pudesse correr ou me esconder o loiro quebra meu celular e com a  mão segura em meu braço com força.

Não tinha ninguém por perto já que a casa ficava isolada por prédios, eu estava com medo e só pensava no pior enquanto me debatia, tentava gritar e usar tudo o que aprendi no Krav Maga... mas ele me levou para dentro da casa.

Depois de tanto me debater já tinha desistido de tentar fugir, as muralhas humanas me sentaram em uma cadeira, antes que conseguissem me amarrar estufei o peito e fechei as mãos formando punhos, criando um espaço para me soltar depois, o meu maior problema seria passar por ele.

Meu maior problema era esse até que eu olhasse para o lado, vi Kagatsuchi todo ferido e ensanguentado, quase inconsciente.

Quem é essa pessoa ? O que quer?

- Você vai ou não me dizer com quem está a vitalidade? - o loiro falou desferindo um soco em Kagatsuchi -

Nessa pergunta eu gelei por completo, a vitalidade estava comigo óbvio!! Ele está aqui por culpa minha. Resolvi ficar calada de qualquer maneira, se eles me deixarem desse jeito seria apenas um peso morto não ajudando em nada. Se eles soubessem que a vitalidade estava comigo iriam simplesmente tirá-lá? Kagatsuchi tinha mencionado algo sobre ela reconhecer o dono. Por que não falou que estava comigo?

- Eu não sei onde está - Ele respondeu com o pingo de voz que restava, levando outro soco-

- Como não sabe? Você mais do que ninguém sabe que isso só pode se dado se retirada pela boa vontade do dono.

A série de tortura continuava e aquela raposa insistia na mesma resposta, que sempre desagradava os torturadores, a cada resposta ganhava um soco ou corte.

- Acho bom falar a verdade e rápido, seu corpo está ficando fraco e não temos mais espaço para te ferir - o moreno disse com uma corrente em suas mãos -

Não consigo pensar em absolutamente nada, olhar para ele daquele jeito tomava todo o meu raciocínio, eu poderia simplesmente me soltar e enganar os dois para fugir mas e ele? Não poderia deixá-lo para trás depois de ter o colocado aqui.

- Vamos tornar as coisas mais interessantes então, há alguns minutos achei essa guria na porta, se você não falar o que eu quero ouvir vou começar o jogo com ela. Você se tornou um Yokai tão humanizado, só anda entre eles, age como eles, provavelmente até se envolveu com um deles.

O loiro virou minha cadeira para que eu ficasse de frente para Kagatsuchi, assim que o mesmo me vê não consegue esconder a cara de espanto, mas mesmo assim fica calado, nem falou meu nome ou algo que pudesse entregar nossa relação.

Diante esta ameaça ele começa a demonstrar desespero, e eu consegui discretamente sinalizar com a cabeça para que ele ficasse calmo, depois de tanto tempo me assustando com tudo aquilo que estava vendo consegui pensar em algo. O problema seria executar esse "plano". Kagatsuchi precisava de um pouco de vitalidade, pelo menos para que pudesse se levantar e fugir, mas esses caras não davam trégua...

- Anda - ele aperta uma faca em meu pescoço- fala e ela vai sair do mesmo jeito que entrou.

Pensei em fingir um desmaio, estando desse jeito, e a raposona toda machucada com certeza ele abaixaria a guarda.

- Não acredito que ela desmaiou, ei acorda. -ele dizia me dando uns tapinhas no rosto- Mas é uma medrosa mesmo, mulheres. Ichinose vou dar uma volta fique de olho neles - o loiro dizia-

Continuei fingindo estar desmaiada mas deixei meu corpo mole pendendo para o lado na tentativa de derrubar minha cadeira e chegar mais perto de Kagatsuchi, nessa altura meus pulsos já deviam estar cheio de hematomas por causa da corda, eu fazia força para manter as mãos fechadas pera continuar com aquela brecha que consegui. Enquanto o moreno se distraia com uma garrafa de bebida derrubei a cadeira causando um barulho estrondoso na sala, automaticamente o moreno olhou aquela cena e viu minha cadeira no chão, meu maior medo era que ele levantasse a cadeira e anulasse o esforço que eu fiz, felizmente ele me deixou ali, acho que não ligaria nem um pouco para o que pudesse acontecer comigo.

A pior parte já tinha passado, agora tinha que esperar o "vigia" se distrair para que eu pudesse agir. Na primeira oportunidade que tive fui soltando uma das mãos discretamente, Kagatsuchi estava com a cabeça baixa completamente em silêncio, naquele momento para ele tentar se mexer seria terrivelmente doloroso. Levei meu pulso machucado até ele, ele estava tão fraco qhs nem percebeu, cutuquei sua perna e nada.

Infelizmente o sacripantas vigia tinha percebido que eu não estava desmaiada coisa nenhuma, com raiva por quase ter sido enganado ele quebra a garrafa no chão, mesmo veio até mim e levantou bruscamente a minha cadeira, agarrou minha camiseta e meu deu um soco no rosto, minha cabeça começou a doer na hora do impacto e eu estava tonta sem conseguir raciocinar.

- Yumi - ele falou com a voz que lhe restava-

- Ah, então você conhece ela - ele ainda me segurava pela camiseta -

Rapidamente dei um soco em seu rosto e um chute em sua genitália, estava completamente liberta das cordas, enquanto ele ficava com a mão no lugar em que chutei e xingando ao mesmo tempo dei o pulso para Kagatsuchi, não sei quanto tempo levaria para fazer efeito, mas precisava ser rápido.

Depois de se recuperar da dor Ichinose vem até mim e me puxa pelos cabelos, me lembrei de uma das primeiras aulas de Krav Maga, que me ensinou a me livrar exatamente dessa situação. Segurei suas mãos no meu cabelo impedindo que ele puxasse, dei outro chute na genitália e andei para trás o fazendo cair. Olhei para trás e Kagatsuchi já havia conseguido se soltar.

Fiquei distraída ao ver a súbita melhora dele, a minha distração foi tempo suficiente para que Ichinose se recuperasse e me segurasse pelo pescoço quase me levantando e se prepara para desferir outro soco em meu rosto, soco que foi impedido repentinamente pelo Yokai presente, ele segurava a mão do outro com tanta força que estava a ponto de quebrar. O cara simplesmente me jogou no chão como se eu fosse nada me fazendo cair em cima da garrafa de conhaque quebrada. Só consegui ver o murro que ele deu no olho de Kagatsuchi depois de ter me jogado

Minhas pernas estavam cheias de cortes do vidro, quando tentava levantar só machucava mais ainda, o moreno resolveu me pegar por uma das pernas e começou a me arrastar pela sala (deve ser o trauma dos chutes), quanto mais ele arrastava mais os cacos cortavam minhas pernas.

Peguei um dos cacos e comecei a machucar suas mãos para que ele me soltasse, ele estava furioso com a minha tentativa de soltura, me jogou na parede e tentou me chutar, a única coisa que consegui fazer foi desviar, depois de ter sido jogada como um saco de batata duas vezes já não tinha muita força.

Com a segunda pancada que levei provavelmente quebrei o braço, estava sentindo uma dor horrenda, fiquei parada com medo de mexer o braço e piorar a dor ou a possível fratura.

- Você é bem espertinha, mas agora está sob meu controle - ele apertava meu braço machucado- deveria te machucar mais um pouco?

Não sentia nada além de dor, cada vez mais meu braço era apertado, nessa altura do campeonato deduzi que Kagatsuchi teria fugido, já que há alguns minutos o perdi de vista.

- Não vai implorar? - ele apertava mais -

- Não - respondia gritando-

Nem tentei me debater, sabia que a situação só iria piorar. Só conseguia pensar que tentei ajudar Chiyo e agora como consequência termino na mão de um ogro que quer me matar. Em partes me sentia traída por aquela raposa ter me deixado aqui para morrer, mas por outro lado...

Meus pensamentos foram interrompidos por um estrondo enorme na sala, logo meu braço é solto, quando abro os olhos Kagatsuchi estava esmurrando Ichinose como um louco até que o mesmo quase caísse no chão.

- Yumi, me desculpe por demorar, eu vou te tirar daqui rápido.

Ele envolve meu braco em seu pescoço e me ajuda para que eu possa ficar de pé, vai me guiando até à saída, por pouco que fosse eu ainda conseguia andar.

Olho para trás e vejo aquele ogro sorrindo de uma forma muito estranha para mim, não tinha entendido nada até olhar para frente, não sei de onde e nem como o outro ogro tinha aparecido, ele estava quase colado em meu corpo a única coisa que nos separava era uma faca.

A faca estava em minha barriga, eu olhava fixamente para aquilo e só me agoniava ainda mais, tentava estancar o sangue com as mãos mas era tudo em vão. Não tínhamos nenhum celular para chamar uma ambulância, a casa era isolada... Ichinose e o loiro tinham fugido e eu nem consegui ver por onde, estávamos sozinhos ali.

- Aguenta um pouquinho Yumi - Kagatsuchi me pega no colo -

Ele me leva até uma loja de conveniência e pede para usar o telefone dali.

De fato a ambulância não havi demorado, mas foram os minutos mais agonizante de minha vida. Mais uma vez estava em um hospital, tive que fazer a mesma bateria de exames, e por pouco não fiz uma cirurgia, a faca quase pegou em meu estômago, levei só alguns pontos, meu braço havia quebrado mesmo, estava com as pernas cheias de curativos... eu estava destruída. Passei umas duas semanas no hospital, dessa vez não tive escapatória mesmo.

- Kagatsuchi, por que essa vitalidade não me curou como da última vez?

- Porque cada a quantidade dela no seu corpo é cada vez menor, não há muito o que ela possa fazer. Mas eu tenho uma notícia boa, já faz mais um mês, então em breve não vou precisar tirar mais nada de você. - Kagatsuchi disse enquanto foleava uma revista da Vougue -. Ah, pode me chamar de Chiyo, Kagatsuchi é um nome falso, usei para que você não me achasse, mas olha onde estamos não é mesmo.

- Chiyo? Significa mil anos ou eterno não? Bem sugestivo para um imortal. Mas vou ficar feliz por você, vai poder seguir sua vida sem depender de ninguém.

- Vai ser muito bom mesmo, mal posso esperar. Ah Yumi, você recebe alta hoje, né? O que acha de irmos comemorar?

- Comemorar o quê? E você não me tem muita cara de quem celebra algo.

- Comemorar a minha independência que vira em breve, ah, e sua alta também.

Achei "lindo" como ele lembrou da minha melhora por último, nesse momento me arrependi brevemente de ter o ajudado.

- Agradeço mas não vou poder, vou para casa descansar e colocar meu anime em dia.

- Como assim? Você está me trocando por personagens em 2D?

- Sim, homens na minha só os em 2D mesmo.

- Nem se - ele senta do meu lado e coloca os braços de uma maneira que me prendia na cama- eu fizer como eles?

- Não, - empurrei os braços dele- para você ser como um dos personagens dos animes que eu assito você precisaria de um namorado.

- Você é uma fujoshi? Eu não sabia desse gosto seu... na verdade não sei nada sobre você.

-Você nunca perguntou nada.

- Se eu perguntasse, você responderia?

- Se me sentir confortável sim.

- Por que você pulou da ponte naquele dia?

De todas as perguntas do mundo que ele tinha escolheu essa.

- Ahm... na verdade eu não pulei, eu me distrai mesmo, vi umas tartarugas presas em uma rede de pesca e deu nisso.

- Você pulou por tartarugas? - ele estava visivelmente irritado- Você é louca.

- Eu não pulei! Só calculei errado a altura do muro. Me desculpe por ter feito você gastar isso em mim, mas de qualquer jeito em breve vai acabar mesmo.

- Okay, nos vemos da próxima vez que eu precisar de você.

Ele padsou pela porta sem nem olhar para trás.

Ele me salvou por causa dessa atitude imprudente, mas eu já salvei a vida dele duas vezes! E a atitude dele perante mim não mudou de jeito nenhum, estamos juntos há semanas e nem demonstrou empatia.

Chiyo's POV on

- Quanto mais eu conheço ela mais intrigado fico, algo nela faz com que eu queira sua companhia, como um ímã. Ela arriscou a vida por um animal praticamente invisível naquela noite, é loucura, mas muito nobre ao mesmo tempo. Ah volte aos seus sentidos Chiyo, não tem ímã coisa nenhuma, você só esta perto dela por causa da vitalidade é só isso, assim que a pegar de volta vou me mudar e esquecê-lá.

 Chiyo's POV off

Com as minhas coisas já prontas vou para casa, sabendo que minha vó estaria lá (coisa que era estranha já que era dia de semana) espumando por sinal.

- Yumi seja sincera comigo, o que está acontecendo?

- Como assim? - coloquei minha mochila na cadeira-

- Não vai me explicar direito essa história de assalto? Não quer me contar algo que não me contou no hospital?

-Eu estava em uma rua perto do veterinário e uns caras me atacaram, só isso.

- Eu tenho certeza que aquele homem tem a ver com isso, eu falei para você se afastar dele, não falei?

- Vó... eu nem mencionei ele, e de qualquer forma não precisa se preocupar, em breve não vamos ter mais nenhuma relação.

- Yumi o que você fez? - ela pega em meus ombros-

- Eu hein, não fiz nada. Tudo vai ficarbem relaxa.

- Não, não vai, você não entende, se isso continuar tudo pode mudar, você pode mudar. Essa não é a vida que quero para você.

- De novo essa mesma história? Eu não vou mudar. Vó estou começando a ficar preocupada com você.

- Tudo bem, você vai saber se cuidar, faz até artes marciais - uma mudança repentina de humor, ela não está bem mesmo-

- Vou para o meu quarto vó...

As semanas se seguiram normalmente, todas as noites na saída do trabalho Chiyo aparecia para fazer o mesmo de sempre, desde aquele dia no hospital não conversamos muito, ele vem e vai embora assim que termina. Ele está muito frio ultimamente, decidi tratá-lo da mesma maneira, já que nem o meu "boa noite" ele respondia.

Mas naquela noite de sexta-feira tudo foi diferente, eu havia ficado até mais tarde para fazer uma limpeza geral com Naguisa. Chiyo tinha se cansado de esperar e entrou, ficou me observando fazer tudo.

- Eu não posso pegar e ir embora rápido?

- Se você está tão impaciente e com tanta pressa sugiro que vá embora. E só uma dica, tratar as pessoas com cortesia faz bem, viu?

- Como você se atreve a falar comigo assim? Eu salvei sua vida!

- E eu já agradeci! Até salvei a sua duas vezes! Até quando vai agir como um babaca? Eu não sou obrigada - joguei a escovinha no chão- a aguentar desaforo de uma raposa velha.

- Você não tem noção e não sabe do que eu sou capaz! - ele estava visivelmente irritado-

Eu estava cada vez mais irritada e o sangue me subiu, segurei em seu pescoço e o empurrei até a parede fazendo com que ele parasse ali mesmo, peguei uma tesoura que estava na mesinha e apontei para seu rosto, eu sabia que o que estava fazendo era errado, mas eu não conseguia parar.

Ele pegou a mão em que a tesoura estava e a torceu, fazendo com que a tesoura caísse no chão, segurando em meus ombros ele me leva até a parede paralela à que estávamos. 

- Yumi acorda! -ele chacoalha meus ombros- Você está fora de si... parece até outra pessoa.

Não conseguia voltar ao normal, cada músculo do meu corpo se recusava. 

- Eu vou te soltar e vê se fica mais calma, eu sei que tenho sido um babaca, mas não precisa me matar.

No momento em que Chiyo solta meus ombros começo a sentir meu corpo tremer, respirava de forma descompassada, fiquei sentada no chão com a cabeça baixa o tempo todo.

- Vai embora Chiyo, sinto muito mas não vai ter o que quer hoje - disse tentando levantar-

- Você acha que eu vou te deixar aqui assim? Você não está bem, olhe para você tremendo, ofegante e suando.

Fechei as mãos em punhos tentando me controlar, ele estava tão perto que eu pude notar uns machucados não cicatrizados no seu rosto (provavelmente aqueles das semanas atrás). Senti meu corpo ficando mole, estava ficando difícil de respirar.

Chiyo's POV on

- Yumi! Yumi!

Ela desmaiou e eu não sabia o que fazer, para completar a merda ela começa a sussurrar um "eu preciso ir para casa". Fiquei sem entender, eu previsava levá-la à um hospital, isso pode ser algum efeito colateral do acidente ou dos remédios que ela estava tomando. O que estava acontecendo?

Yumi continuava repetindo as mesmas coisas de maneira incessante...

A colega dela havia chegado e se espantou com a cena, pelo o que entendi da situação ela estava no andar debaixo organizando estoques, deve ter sido horrível para ela levar esse sisto, ouvir os estrondos... provavelmente ela estava se escondendo lá embaixo.

- O que está acontecendo aqui? O que você fez com ela? - a colega disse toda assustada e com uma vassoura na mão em posição de ataque-

- Calma eu conheço a Yumi, ela desmaiou e eu vou levá-la ao hospital -omiti algumas partes-

- Conhece ela de onde? Se afaste dela - ela apontava o cabo de vassoura ainda-

- Conheci ela no hospital depois do acidente que ela sofreu, se você se sentir mais confortável pode ligar para a família dela e falar de mim, elas vão saber quem sou.

A colega pegou o telefone e ligou para a família de Yumi, passou um tempo em silêncio depois de explicar a situação.

- A avó dela mandou você a levar imediatamente para casa - ela disse incrédula -

- Okay vou indo então, obrigado - peguei Yumi no colo-

Mais uma vez estou correndo com ela nos braços.

Fiquei parado na porta da casa dela até a avó abrir e me deixar entrar, ela me guiou até o quarto de Yumi e sinalizou para que eu a deixasse na cama.

- Suponho que este quarto você conheça muito bem.

Mas do que diabos ela está falando? Será que ela sabe de alguma coisa? Impossível, ela é só uma mundana, não deve nem saber o que está acontecendo.

- Eu sei o que você é, e agradeço o que fez por Yumi. Mas eu tentei e vou continuar tentando impedir ao máximo que vocês continuem juntos. E sim é algo contra você, por séculos Yokais como você tentam instalar o caos no mundo e fazer dos humanos os seus escravos.

- Como assim? O que isso tem a ver com ela? Há décadas Yokaos entraram em extinção depois do massacre que caçadoras fizeram, e depois uns começaram a matar os outros pela vitalidade alheia.

- Yokais são impiedosos, mataram e torturaram humanos por séculos, nada me garante que você não vai rasgar a garganta dela na primeira oportunidade. Todo cuidado é pouco quando se trata de vocês.

- Vó - Yumi estava visivelmente tonta- do que vocês estão falando?

- Nada minha filha, continua deitada vou trazer um chá.

Ela parou imediatamente de contar a história assim que Yumi acordou, é surreal o que ela acabou de falar, ela insinuou que a família dela seria caçadora de yokai, mas qual a razão insinuar isso se ela, sua filha e Yumi não são?



Notas Finais


Aaah me desculpem os vícios de palavra 😭😭 repeti mais de 50 vezes "chiyo" espero que a leitura não tenha ficado maçante 😬😬.
Tentei digitar esse cap 3 vezes hj 😢 era p ter saído de manhã djalaa me desculpem pela demora.
Agr é o mesmo de sempre, comenta se quiser pq comentário é sempre bem vindo n é meixxmo


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