História A Garota Da Casa Da Frente... - Capítulo 2


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Notas do Autor


+18
Esse capítulo vai tem umas coisas bem pesadas, e também algumas explicações sobre o que se passa com Liliam esporo que gistem 🤗

Capítulo 2 - Queria que fosse um pesadelo...


Fanfic / Fanfiction A Garota Da Casa Da Frente... - Capítulo 2 - Queria que fosse um pesadelo...

- Por favor... nao papai.... me deixa em paz.... 

-Relaxa você vai gosta querida.

-Não....eu não quero....para... 


Acordei suando e assustada,  queria que realmente tudo não passasse de um terrível pesadelo... porém não é bem assim... 

Pra vocês entenderem melhor, vou explicar como tudo isso começou. 

A primeira vez que ele me tocou, eu não tinha mais do que dez anos, ele me dizia que era normal, que era só um carinho entre pai e filha e não poderia contar pra ninguém,  pois esse era nosso segredo. Nosso maldito e imundo segredo. 

Sinto vontade de vomitar só de pensar nas coisas que ele já fez comigo, como aquele homem poderia ser meu pai? E fazer aquelas coisas comigo? 

No início achei que realmente não era nada demais, deixava que ele me tocasse e as vezes quando eu estava dormindo ele entrava no meu quarto e passava horas ali me abraçando e me tocando. Conforme eu ia crescendo eu comecei a entender melhor aquilo que acontecia entre nós...entre meu pai e eu...e vi que era errado que não poderia mais deixar que ele fizesse isso comigo. 

O problema, é que ele também começou a reparar que eu já não era tão ingênua, passou a me bater e me ameaçar para que ficasse quieta e não resistisse aos seus toques. Passou a mandar eu tocá-lo também, sempre com ameaças. Minha mãe coitada, nunca percebeu o que acontecia ali naquela casa. Eu sofria calada e tinha que arrumar uma forma de me livrar da dor,  da angustia que aquele homem me causava, as lâminas se tornaram minhas melhores amigas. O irônico é que ele é o único que sabe da minha válvula de escape. 


Flash back on


Na noite anterior...


-Raul: Vá para o seu quarto e nem pense em trancar a porta...

Fui para o meu quarto, e fiquei lá esperando a visita dele já sabendo o que iria acontecer. Estava torcendo para que ele tivesse mudado de idéia, afinal eu era filha dele certo? Uma hora ele teria que para com aquilo. Mal eu sabia que tudo pelo que já passei era só o começo... 

Eu estava com medo, as horas foram passando e nada dele aparecer, por alguns instantes senti um alívio achei que ele teria ido dormir que aquela seria uma noite tranquila... Até que ouço o barulho da porta abrindo e em seguida alguém a trancando, eu não me virei para olhar, afinal, já sabia bem de quem se tratava. Meu corpo todo tremia já sabendo o que vinha pela frente, me encolhi na cama e fiquei ali esperando aquele homem nojento se aproximar,  assim ele fez. 

Senti o outro lado da cama afundar, e ele começar a chegar mais perto, passando aquelas mãos imundas em mim. 

-Raul: Sentiu falta dos toques do papai...hm...por que ainda esta vestida? - falava como se tudo fosse a coisa mais natural do mundo. 

Eu nada respondi, apenas retirei o pijama que eu vestia ficando apenas de calcinha. Ele me abraçou, senti que ele estava apenas com uma box. 

-Raul: Essa é minha garota, tão obediente. 

Veio por cima de mim e tentou me beijar, eu sentia nojo então virei a cara, após as tentativas frustradas dele, recebi um tapa forte em meu rosto e senti o mesmo arder. 

-Raul: Faça direito ou então o próximo será pior. - disse visivelmente alterado. 

Então por conta do medo deixei que ele me beijasse. 

Senti a mão dele passando por cima da minha calcinha, e em um instante ele havia rasgado ela deixando a minha intimidade exposta. Sentia as sua carícias, enquanto ele tocava seu próprio membro, ele colocou um dedo em minha entrada e eu soltei um gemido de dor. 

-Lili: AHHHH... p-para p-por favor - supliquei para ele. 

-Raul: Fique quieta - disse irritado 

Ele continuou eu apenas fitava a parede do quarto pedindo pra que acabasse logo. 

-Raul: Hoje vamos fazer uma coisa difente princesa - disse com um olhar estranho para mim - mas prometo que ira gostar. 

Meu olhos se arregalaram, o que será que ele quis dizer com isso? Não tive tempo de pensar, em um rápido movimento ele ergueu minhas pernas e posicionou seu membro em minha entrada. Na hora percebi o que ele queria e consegui me soltar dele ficando de pé ao lado da cama. Ele se levantou e veio em minha direção. 

-Lili: Por favor....não papai....me deixa em paz... - eu gritei

-Raul: Relaxa você vai gostar querida. 

Eu tentei resistir, me debatendo enquanto ele me agarrava, então ele me deu tapa forte fazendo com que eu caisse no chão e veio por cima de mim. 

-Lili: Não....eu não quero...para...- eu grita, tinha esperança de que alguém iria me ouvir. 

Em instantes ele já estava dentro de mim, dava fortes estocadas eu me contorsia a dor era insuportável, a única coisa que eu podia fazer era chorar enquanto ele tapava a minha boca com uma das mãos. 

Ele continuou com aquilo por mais ou menos meia hora que para mim pareceu uma eternidade, haviam momentos que eu simplesmente me desligava para esquecer que aquilo estava acontecendo. 

Quando acabou ele abriu a porta e foi embora, me deixando ali no chão frio encolhida, sangrando e com medo. Eu me sentia suja pelo o que tinha acabado de acontecer eu tinha que aliviar a dor que invadia meu peito. 

Fui ate uma das gavetas e la no fundo encontrei elas as minhas "amigas". Levei a caixinha de lâminas comigo até o banheiro liguei o chuveiro e me sentei no chão. Enquando me cortava sentia que eu deveria ir mais fundo deveria dar um fim aquilo de uma vez, afinal, a culpa era minha se não fosse por mim ele não faria essas coisas, minha mãe não estaria em um casamento fracassado. 


"Eu fiz alguma coisa de errado pra ele me punir assim, a culpa é minha, o que minha mãe irá pensar de mim se ela descobri? "

Flash back of


Domingo 11:00


Levantei e fui tomar banho, coloquei uma blusa de manga longa e capuz, por que além das marcas nos pulsos, meu rosto estava vermelho devido aos tapas que meu "pai" me deu ontem. 

Desci mas não quis tomar café, iria para algum lugar longe daquela casa onde eu me sentisse em paz. 

-xx: Senhorita Liliam não vai tomar café? 

-Lili: Não Rita, tenho que sair. 

-Rita: Ok. O que digo ao senhor Raul caso ele pergunte? 

-Lili: NÃO DIGA NADA! - gritei com a voz alterada. Me senti culpada com aquela atitude, afinal ela não tinha culpa. 

Sai de casa e caminhei pensando para onde eu iria, e me lembrei de um parque que ia muito com a minha avó quando era pequena. 

>>>>>>>>>>>>>>>>


Petrick


10:27


Acordei e tinha algo me incomodando. Na noite anterior tinha certeza que ouvi gritos vindo da casa da frente, porém quando olhei pela janela estava tudo escuro e não ouvi mais nada. Deixa pra lá deve ser coisa da minha cabeça. 

Fui até a cozinha para tomar café e minha mãe estava lá me esperando junto a minha irmãzinha e meu pai. 

-Petrick: Bom dia dona Sônia. - disse rindo pois sabia que ela odiava que eu ou a Júlia minha irmã a chamasse pelo nome. 

-Sônia: Me respeita garoto - disse dando um tapa no meu braço - Toma café e vá com a sua irmã ao parque pois eu tenho que resolver algumas coisas hoje e seu pai terá que sair. 

-Petrick: Ta dizendo que eu vou ter que ser babá da pirralha? - disse rindo

-Sônia: Sim. 

-Júlia: Pra sua informação não sou nenhuma pirralha tenho 16 anos e você é só um ano mais velho que eu - disse fazendo bico

-Petrick: Não perguntei. - disse - sou mais velho que você então você é pirralha sim. - disse divertido

-Júlia: OH MÃE!! 

-Sônia: Piter controla seus filhos. - disse entediada

-Piter: Petrick deixa sua irmã em paz, terminem logo de comer e sumam da minha frente. - disse em tom firme porém calmo. 

Júlia e eu terminamos de comer e fomos ao tal parque que não ficava muito longe dali. 

Fomos andando até parar de frente para um lago,  era um lugar calmo não tinha muita gente. Do outro lado do lago avistei alguém que não me parecia estranho porém tinha o rosto coberto por um capuz, estava sentada em algo que me parecia ser um tipo de balanço, de repente ela virou a cabeça então reconheci....era ela....a garota da casa da frente. 

Pedi para que Júlia ficasse ali e me esperasse que não iria demorar. Tinha que falar com aquela garota. 

Dei a volta no lago e me aproximei devagar era pareceu não me notar estava com fones. 

Sentei ao seu lado e ela se assustou. 

-Petrick: Oi! 

-Lili: O-oi... 








Notas Finais


E então o que acharam?
Sei que ficou um pouco pesado esse capitulo mais faz parte...


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