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História A garota da casa grande; seulrene - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


ATENÇÃO, essa história é COMPLETAMENTE inspirada do livro "A Garota da Casa Grande" e todos os direitos dessa história são voltados à Amanda Marchi, autora do livro.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 6


Se você colocasse em um pote ia quase parecer sal. Sim, é o único comentário que eu tenho a fazer. Fora isso, tive que pensar no que faria a seguir. Meu primeiro intuito foi dar descarga na droga, mas, por algum motivo, não o fiz. E não, não foi porque eu pensei em usar.

Acabei despejando o pó para dentro de um estojinho de guardar pílulas que minha mãe tinha me dado, que eu acabei enrolando dentro de uma meia, por precaução. Pela primeira vez na vida estava pensando antes de agir por impulso. Teria funcionado mais se eu não tivesse resolvido quase gritar com Joohyun, mas ninguém é perfeito.

Se fosse um dos meus amigos íntimos eu já saberia o que fazer, simplesmente xingá-lo de tudo quanto é nome é perguntar o que diabos ele estava pensando quando resolveu encontrar um maluco daqueles no meio da praça da catedral para comprar cocaína. Mas ela não era, então teria que abordar a situação de outra maneira, mas praticamente com o mesmo intuito.

Como? Não faço idéia. Por isso que no dia seguinte ao constrangedor episódio me vi em frente à porta da casa verde do outro lado da rua. Não tinha reparado no dia da festa, mas era uma porta com detalhes bonitos. E só reparei agora porque meu inconsciente procurava mil desculpas para adiar o que estaria para acontecer.

Toquei a campainha. Arrependi-me momentos depois quando Joohyun abriu a porta e quase fechou na minha cara, só não conseguiu porque coloquei o pé para impedi-la.

- Eu só quero conversar.

Ela respirou fundo, olhando em meus olhos como se dissesse que, se ela não gostasse do que ouvisse, eu iria ter desejado que ela tivesse fechado a porta na minha cara.

Entrei. A sala na luz do dia e sem estar lotada de pessoas parecia muito mais agradável, mas não tive tempo de fazer uma análise mais profunda do ambiente, pois logo que me virei para a garota ela cruzou os braços.

- Então...?

Levei minha mão ao bolso traseiro de meu jeans, puxando com cuidado o pacotinho que ela tentara comprar no dia anterior, que eu tive grande dificuldade em colocar em seu recipiente de origem.

- Toma - falei, entregando-o.

Ela estendeu o braço vacilante em minha direção, como se achasse que a qualquer hora eu fosse recuar e começar a gritar novamente.

- O que é isso? - perguntou, enquanto olhava para o pó, desconfiada.

- A mesma coisa que você ia comprar.

- E por que você está me devolvendo? - ela estava confusa, mas também não parecia saber o que fazer com aquilo, agora que o tinha de volta.

- Porque eu não tenho o direito de te dizer o que fazer. - Olhei em seus olhos, para que assim ela visse que eu me importava, apesar disso. - Desculpa.

Dei um esboço de sorriso, e virei-me para abrir a porta e ir embora, mas antes que pudesse alcançar a maçaneta senti seu toque em meu pulso.

- Não. Espera. - Ela me puxou, deixando-nos frente a frente. - Fica mais um pouco.

Joohyun soltou meu braço, afastando-se de mim. Desviando dos móveis sem nem sequer vê-los, ela se dirigiu ao sofá, sua cabeça abaixada, enquanto brincava com a manga do casaco.

- Me sinto tão patética. - Não disse nada, apenas mantive-me no mesmo lugar, olhando para ela. Talvez eu apenas piorasse as coisas.

A garota passou as mãos pelos cabelos negros e em seguida no rosto, expressando sua frustração. Dirigi-me até a poltrona ao seu lado, sentando no braço nada confortável.

- Você não é a primeira pessoa a fazer uma coisa estúpida em sua situação.

- Ah, é? Como você sabe? - perguntou, com um pouco de cinismo evidente em sua voz.

- Eu também já fiz. - Suas sobrancelhas se ergueram. Era engraçado vê-la evidentemente surpresa. Olhando em seus olhos, ergui a manga de minha camisa, deixando meu pulso à mostra. Por causa dela, a garota não pudera sentir o alto relevo das duas cicatrizes que ali tinha. - Você não está sozinha nessa, sabe - sorri.

- Não imaginei que você também fosse... - inclinei-me para frente para poder olhá-la nos olhos, esperando que completasse a frase. Mas ela não o fez.

Suspirei, deixando-me jogar do braço da poltrona para o assento macio. Fechei os olhos e cruzei as pernas, apoiando as mãos no colo. Permaneci assim por algum tempo, o silêncio se propagando no ar à nossa volta. Por fim, ela fora obrigada a perguntar o que eu estava fazendo. Abri os olhos e na mesma posição, respondi:

- Esperando você acabar a frase.

- Como?

- Você nunca vai se aceitar se nem consegue dizer o que é.

Ela olhou para mim, mais assustada do que surpresa, como se o que eu estivesse pedindo fosse impensável. Se bem que, para ela, nesta hora, era mesmo. Não queria ter que convencê-la fazer isso, mas ver como aquilo a estava consumindo e corrompendo não era mais possível. Há horas que a melhor opção é arrancar alguém do armário, principalmente se permanecer dentro dele estava machucando-o.

- Então...? - encorajei.

A garota cerrou os lábios, abrindo-os lentamente logo em seguida.

- Não imaginei que você também fosse...gay.

Há a possibilidade de que o sorriso que dei ter sido ainda maior do que o que ela me devolveu.


Notas Finais


Obrigada por ler!
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