História A Garota da Fazenda - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Descoberta, Família, Romance, Viagens
Visualizações 2
Palavras 682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Reencontro


— Comporte-se e divirta-se – despediu-se seu pai, beijando-lhe a testa.

— Voltaremos domingo pra te buscar –disse  sua mãe.

Então Cris e o motorista seguiram viagem. Não era longe, então uma playlist era suficiente. Cris olhava pela janela, observando a cidade ficar para trás e o campo tomar conta da paisagem.

De fato era bonito. A vegetação estava toda verde e quase não havia poeira, pois era época de chuva. Cris estava absorta, admirando tudo aquilo: as flores de todas as cores, as crianças jogando bola, os boiadeiros levando o gado de volta ao curral.

Tudo tão diferente do seu mundo, pessoas com perspectivas de vida tão diferentes da sua. Como seria se seus pais não fossem empresários ricos e poderosos. Como seria se tivesse que viver aqui. Tão afastada de tudo.

Estava tão perdida em seus devaneios que nem se deu conta que não havia mais música em seu fone. Então levou um susto quando o motorista anunciou que haviam chegado.

Estavam atravessando a cancela quando viu Joana acenando da porta da casa. Estava bem mais velha que da última vez, mas era ela mesma. A senhora que cuidava da casa e de Cris quando ela vinha passar as férias na infância.

— Cris, é você mesmo, garota? – cumprimentou Joana com um abraço.

— É, já faz tempo...

— E como faz! Tá enorme, menina. E linda como nunca! Tão linda como a minha Ana.

Ana... seu coração deu um salto ao ouvir esse nome. Sim, a pequena Aninha. Era a companheira de aventuras de Cris quando eram crianças. A vida da fazenda. O motivo que Cris tanto ansiava pelas férias quando criança.

— Oh... ela ainda tá por aqui?

— Deve chegar daqui a pouco, foi buscar as crianças na escola.

Então Cris se dirigiu a seu quarto. O maior da casa, claro. Com a melhor vista. Que já não era mais tão bela assim, pois o pé de siriguela não estava mais lá, observou. Era sua árvore preferida de toda a fazenda. Subia nela e comia siriguela a tarde toda com Ana... até entalharam seus nomes lá.

Mas agora não havia mais. Somente restara a raiz. Alguns galhos tentavam recompor a árvore, mas eram tão finos que chegava a ser patético. Deprimente. Como tudo o que haveria de viver aqui, pensava Cris.

Estava saindo da janela quando os viu: uma jovem e três crianças pequenas atravessando a cancela. Voltou para olhar mais detidamente. Realmente era ela. Mas como estava diferente a pequena Aninha.

A garota olhou em sua direção e por um instante seus olhares se encontraram. Cris logo se afastou, deitou na cama. Como se estivesse fazendo algo errado. Mas isso não fazia o menor sentido. Era sua fazenda. Se alguém fez algo errado foi ela.

Não muito depois, Joana bateu à porta, chamando-a para jantar. Cris lavou o rosto e desceu.


E lá estava ela na cozinha.

— Oh, Aninha, olha aí a Cris. Não disse como ela tava bonita?

Cris sentiu seu rosto corar. Ana se virou para ela. Duas tranças descendo pelos ombros. Seus olhos vibrantes como antes. Mas já não era como antes. Não eram mais crianças, não eram mais amigas. Ana sentia isso também, Cris sabia. O silêncio já estava longo demais, então Joana o quebrou:

— Mas o gato comeu a língua de vocês, é? Até parece que não se conhecem. Até outro dia tavam aí correndo pela casa. Ana, vai lá dar um abraço nela!

— Mãe...

— Que é isso, minha filha. É a Cris. Não era você que todo ano falava nela querendo vê-la? Pois tá aí, o que aconteceu?

Dessa vez foi Ana que corou. Então cedeu e foi até Cris:

— Oi... – abraçou-a sem quase a tocar.

Cris pôde sentir cheiro de manga. Claro. A fruta preferida de Aninha. Ela adorava tirar manga do pé e comer ali mesmo.

— Cris, a gente tá indo no festejo da igreja – informou Joana. – Você não quer vir?

Cris pensou um pouco. Se ficasse iria apenas dormir, já que nem sinal de celular tinha. Além do mais, a fazenda era assustadora à noite.

— Tá, eu vou.



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