História A Garota da Fazenda - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Descoberta, Família, Romance, Viagens
Visualizações 2
Palavras 713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Quando no Interior...


Não muito depois, estavam todos na caminhonete do pai de Ana seguindo para a igreja.

O festejo era um grande evento, a cidade quase toda vai. Assim, pegaram alguns outros moradores no caminho. Os mais jovens foram na carroceria.

— Isso não é proibido? – questionou Cris, lutando para se equilibrar.

— Talvez... Mas é mais divertido – respondeu Ana com um sorriso.

O vento e o caminho irregular faziam com que suas tranças voassem desordenadamente. À luz da lua crescente, seus olhos adquiriam uma tonalidade clara, quase verde. Se ela um dia foi uma criança travessa, hoje era uma jovem encantadora.

Esse sentimento estranho e algumas lembranças do passado distraíam Cris de forma que não conseguiu se segurar direito quando a caminhonete deu uma freada brusca. Acabou sendo jogada nos braços de Ana, que a segurou com firmeza e passou um segundo a mais que o necessário olhando em seus olhos:

— Ei, cuidado, garota da cidade!

Cris ficou desconcertada.

— Ah, desculpa. Não é culpa minha se esse motorista é louco!

— Você que não se segurou direito.

Ana pegou a mão de Cris e a posicionou na grade do carro, a seu lado:

— Pronto.

Cris tentou manter a pose, mas estava fervendo por dentro.

— Ei, Aninha! – cumprimentou Roberto.

Era para ele que a caminhonete havia parado.

— Oi, Beto.

— E quem é essa cara nova?

— É a Cris, lembra?

— Ah, claro! Passando uns dias aqui?

Cris resmungou uma resposta qualquer e seguiram o caminho em silêncio.


A igreja estava toda enfeitada e havia jogos e brincadeiras organizadas em barracas na área descoberta. Só estariam liberadas, porém, após a missa. O lugar já estava cheio e Cris já estava se arrependendo de ter vindo.

— Quer ajuda pra descer? – ofereceu-lhe Roberto enquanto auxiliava Ana.

— Não preciso – respondeu secamente.

Então quase caiu ao sair do carro. Ficou grata por Ana não rir, mas apenas se recompôs e saiu dando um encontrão em Roberto, que a ridicularizava.

Parou na porta da igreja, de braços cruzados. Roberto passou por ela e em seguida Ana.

— Ei, não vai entrar? Já vai começar.

— Ana, vem – chamou Roberto, já quase nas primeiras fileiras.

— Vou sentar atrás hoje – dispensou-o – Vem, Cris.

Cris não pôde negar e a seguiu.

A missa passou como um borrão. O padre falava qualquer coisa sobre alguém que voltava à casa depois de muitos erros mas era bem recebido porque era amado.

Houve uma oração em que tiveram que dar as mãos. Ao segurar a mão de Ana, Cris sentiu eletricidade e não pôde deixar de olhar para ela. Para sua surpresa, ela estava sorrindo.

Cris retribuiu o sorriso, mas logo virou o rosto, sentindo-o vermelho. Essa não foi, porém, a única troca de olhares e sorrisos durante a cerimônia.


Ao fim da missa, Roberto veio ao encontro delas:

— E aí, vamos jogar? Quer que eu ganhe algum prêmio pra você, Ana?

Ana lançou um olhar de "como ele é ridículo" para Cris, mas ela já não estava mais sorrindo.

— Não. Mas você pode ganhar alguma coisa pros meus irmãos...

— Claro!

— ... enquanto Cris e eu vamos lanchar.

— O quê?

Ignorando-o, as garotas se dirigiram a uma barraca de comida. Mas o clima já não era mais o mesmo. Estava esquisito novamente.

— Tá tudo bem, Cris?

— Sim, eu só não suporto isso.

— O quê?

— Tudo isso. Mas e daí, semana que vem vou pra Europa e esqueço tudo daqui.

— Bom, mas você podia tentar ser suportável enquanto não vai embora. Eu perdi a fome – e se virou para sair.

— Ei – Cris segurou seu ombro – Desculpa, é que... Roberto é insuportável.

— Não mais que você. Pelo menos ele tenta ser legal.

— Ah, desculpa, eu não quis insultar seu namorado.

— Beto não é...

— Oi, vocês vão pedir? – interrompeu a moça da barraca.

As meninas se entreolharam. Ana apenas se virou e saiu. Cris fez o mesmo, seguindo na outra direção.


Não muito depois, uma chuva fina começou a cair. Mas a atmosfera estava carregada. As pessoas estavam tentando proteger suas barracas da chuva quando um raio atingiu uma árvore, que, em chamas, caiu sobre um fio elétrico.

Então, um transformador pegou fogo e logo explodiu, deixando o lugar iluminado apenas pelo incêndio, que já tomava conta da igreja.



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