História A Garota da Fazenda - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Descoberta, Família, Romance, Viagens
Visualizações 1
Palavras 535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Bonança (parte 1)


Para acalmar Ana, Cris fez um pouco de leite quente e encheu o lugar de velas. A claridade lhe faria bem, pensou. Tudo é mais assustador no escuro.

— Vai ficar tudo bem – disse Cris entregando-lhe a bebida.

— Como você sabe?

— Porque eu sei – mentiu.

— Mas e se não ficar?

— Bom, então... não há nada que a gente possa fazer agora que faça diferença, né?...

Ana não podia discutir com essa lógica. Sofrer agora só tornaria tudo pior. Só lhe restava esperar e torcer pelo melhor.

O leite quente a estava acalmando. E a companhia de Cris era, acreditasse ou não, reconfortante. Sua melhor amiga ainda estava viva em algum lugar no fundo dessa garota mimada à sua frente.

— Cris... por que você nunca mais voltou?

Essa pergunta a pegou de surpresa. Era a pergunta óbvia, claro que Ana a faria. Mas ainda assim, Cris a recebeu como um soco no estômago.

— Porque eu pensei... Eu não sei. Pensei que não gostava mais de mim.

— O quê? Por que pensou isso?

Cris deu de ombros e virou o rosto. Ana sabia que ela estava escondendo algo.

Um trovão alto estrondou de repente, fazendo a casa toda estremecer. Cris se assustou e num reflexo abraçou Ana. Logo que percebeu o que havia feito, afastou-se.

Mas Ana pôde ver seu rosto vermelho sob a luz das velas, amolecendo seu coração. Se tinha que estar nessa situação com alguém, não escolheria outra pessoa.

— Essa noite com certeza vai deixar sua viagem pra Europa melhor – sorriu.

— Com certeza. Mas até que aqui não é tão ruim. Os jogos até que eram divertidos lá no festejo.

— Você lembra quando a gente era criança?

— Lembro que não tinha essas brincadeiras...

— Não mesmo... Mas a gente fazia as nossas.

— Ah, é! Lembra aquela vez que a gente brincou de esconde-esconde?

— Sim, que o Miguel se escondeu na igreja e o padre brigou muito com ele?

— Esse mesmo! A gente não ia encontrar ele nunca.

— Porque o Beto disse que ele tinha sido pego por um lobisomem e a gente ficou com medo de procurar – riu com a lembrança.

— Sim haha Eu lembro como você ficou assustada.

— Não mais que você, que não largava minha mão!

— Eu tava tentando te acalmar!

— Ah, com certeza! – provocou Ana.

— Deu certo?

— Acho que sim, porque eu não tava com tanto medo assim...

— Bom, então... talvez dê certo hoje também...

Ana sorriu e segurou sua mão. Após um tempo encarando seus dedos entrelaçados, disse:

— Eu senti mesmo sua falta...

Cris a abraçou.

— Você era minha melhor amiga, Cris... Todo ano eu esperava você...

— E todo ano eu pensava em vir... mas quanto mais o tempo passava, com mais medo eu ficava de você ter esquecido de mim...

— Eu nunca esqueceria de você, Cris. Os nossos nomes na árvore, nossas promessas...

— Eu sei... eu não queria te perder...

— Então por quê?

— Por causa do Roberto!

— O quê?

— No último dia... ele disse que vocês tinham se beijado. Então... eu pensei que...

— Cris, eu nunca beijei ele!

— Sério?

— Eu gostava... eu gosto... de você.

— Eu também gosto de você.



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