História A garota da porta ao lado - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Marshall Lee, Personagens Originais, Princesa Jujuba
Tags Bonnibel, Bubbline, Hora De Aventura, Jujuba, Marceline, Relacionamento Abusivo, Romance, Shoujo-ai, Tragedia
Visualizações 64
Palavras 2.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA SÓ EU, VOLTEI
TUDO BOM GENTE
BOA LEITURA
AMO VOCÊS
BEIJÃO

Capítulo 6 - Hambo.


Fanfic / Fanfiction A garota da porta ao lado - Capítulo 6 - Hambo.

 

Sábado, 15:31pm, 1999

 

Marceline nunca foi uma pessoa que chamaríamos de sociável, sempre preferira ser mais quieta, não gostava de ser incomodada, e talvez apenas para poder contrariá-la, incômodos eram o que mais apareciam na vida da pequena Marceline.

A mãe morrera enquanto lhe dava a luz, seu pai alegou não ter condições físicas para cuidar dela sozinho e entregara-lhe para o avô como se fosse uma mercadoria com defeito, visando apenas se livrar do problema que seria a própria filha, enviando-lhe todo mês o dinheiro necessário para que não tivesse que cuidar pessoalmente da menina; o avô, porém, fora a melhor pessoa que Marceline já conhecera, um homem gentil e justo.

— Marcy, venha cá, tenho algo para lhe dar. — o senhor, já com certa idade, entrara devagar na casa, chamando a neta com animação, ansioso para entregar-lhe o presente que a tanto tempo procurava.

Sorriu ao ver a criança descendo as escadas apressadas, hoje era o dia em que Marceline completava seus belos 6 anos de idade, e se a perguntassem, ela lhe diria que eles estavam muito bem, obrigada.

O velho homem dera dois tapinhas na almofada ao seu lado, indicando-lhe o lugar para sentar-se, a menina lançou-lhe um sorriso banguela, enquanto seguia as instruções do avô, encarando-o com os olhos brilhantes, esperando seu presente. O avô ergueu um pequeno embrulho, claramente caseiro, com um pequeno laço até as pequenas mãos infantis, deixando-a desembrulhá-lo com avidez, soltando uma pequena risada ao ver o rosto confuso da menina.

— O que é isso? — Marceline encarava a pequena pelúcia a sua frente, sem saber exatamente o que sentia, realmente, não era o que ela esperava.

Isso era da sua mãe. — os olhos negros ergueram-se até o senhor, a boca levemente aberta, deixando os caninos em crescimente evidentes. — Era o seu brinquedo favorito quando tinha a sua idade, seu nome é Hambo... é claro que isso foi há muito tempo, eu achei que havia o perdido. — o senhor sorriu, os olhos tristes, olhando a pelúcia nos braços da menina, lembrando-se da filha. — Mas, não fique triste, eu tenho outro presente. — e então ergueu-lhe uma coroa dourada, com três grandes jóias vermelhas, muito grande para encaixar no pequeno crânio de Marceline.

Os olhos negros brilharam, a boca abriu um pouco mais:

— É a coroa? A coroa mágica do Rei Gelado? — o avô riu, puxando a menina para perto e colocando a coroa em sua cabeça, deixando-a levemente torta.

— Não a verdadeira, uma réplica, apenas. Quer que eu lhe conte a história de novo? — a menina acenou positivamente diversas vezes, tamanha a animação em escutar a história novamente. — Bem, há muito tempo, havia um bom e generoso rei, todo o seu povo o amava, e ele amava seu povo, vivia a favor deles, fazia tudo que lhe estava ao alcance para garantir seu conforto, porém, devido a tamanha benevolência, os reis vizinhos o viam com desprezo: como pode um rei por a plebe acima da realeza? Questionavam-se, os reis, egoístas e presunçosos, não podiam entender a grande alma que seu vizinho possuia, e invejavam o amor que o rei benevolente recebia de seu povo, invejavam a riqueza do próspero reino, queriam corrompê-lo para que assim todos ficassem no mesmo nível de decadência, e, naqueles tempos, rondava o boato de uma grande e majestosa coroa, que possuía incríveis dotes: quem a possuísse, obteria poderes inimagináveis de gelo, porém, junto com os poderes recaia uma grande maldição, a coroa congelaria o coração e mente de seu portador, levando quem a possuísse a auto-destruição. Os maldosos reis, ouvindo a história de um velho mercador, compraram-na por uma grande quantia de ouro, decididos a utilizá-la para destruir o reino de seu vizinho benevolente, seus corações já estavam congelados pelo egoísmo e ódio, o que uma mera coroa poderia fazer? Utilizando-se de seus poderes gelados e de seus exércitos, os reis atacaram o reino principal, porém o povo, guiados pelo seu amado rei, foram capazes de resistir e vencer a grande guerra, e junto da perda de seus reinos, os maldosos reis perderam a fonte de seu poder: a coroa dourada. Sem conhecer sua história, os camponeses decidiram coroar seu rei com a bela coroa, como forma de honrá-lo pela vitória; o rei estava lisongeado pelo ato, e prometera jamais tirar a coroa, apenas para dormir, e tal o fizera, durante todo o dia a coroa permanecia presa em seus cabelos morenos, sussurrando-lhe coisas horríveis ao ouvido, o rei continuava firme em sua promessa e firme em seu dever para com o povo, certo de que as palavras que escutava provinham de sua própria mente cansada. Mas, com o passar do tempo, o rei benevolente começara a perder sua benevolência, o povo não entendia, mas o amor pelo seu rei permanecia o mesmo. Pedidos egoístas, impostos aumentados, o reino estava falindo, o rei apenas via ao próprio umbigo, então após anos, o povo falido e faminto rebelara-se contra seu amado e corrupto rei, ainda com sua bela coroa dourada, o benevolente rei destruira todo seu reino, aniquilara todo seu exército, congelara todo seu povo, criara um forte de gelo e loucura, um reino gelado, coberto pela neve, onde apenas ele reina, onde apenas ele vive,onde, até hoje, seu cadáver permanece, com a coroa dourada sobre os ossos, reinando sozinho em seu reino gelado. Esta é a história do benevolente rei que fora corrompido pela mágica coroa dourada. — o idoso abaixara o olhar, sorrindo para a neta adormecida em seu colo, ela nunca escutava o final da história. Ele não fazia questão de contá-lo, entretanto. Gostava mais da versão de sua neta, na qual o rei benevolente metia a porrada em todo mundo e a coroa malvada era destruída para sempre. As histórias nem sempre possuiam finais felizes.

Com cuidado levara a pequena neta até seu quarto, colocando-a sob os cobertores, deixando-lhe um beijo na testa; a criança permanecia abraçada ao bicho de pelúcia, o avô depositara a falsa coroa no criado-mudo ao lado da cama, sussurrando um boa noite e saindo do quarto.

— Eu te amo, Simon. — o avô sorriu com a declaração feita pela voz embargada de sono da menina.

— Eu também te amo, Marcy.

Quarta, 10:00 am, 2001

 

— Vamos, Marceline! Corre! Deixa de ser molenga, sua bobona! — o menino corria com o antigo macaco de pelúcia nas mãos, fugindo da menina furiosa que o perseguia.

— Seu besta! Me devolve! Ele não é seu, Ash!

O menino parara de correr abruptamente, o suor escorrendo pela nuca, enquanto o pré-adolescente lhe estendia a mão, mandando-o entregar a pelúcia. Ligeiramente tremendo pelo olhar que recebia o menino entregou-lhe o animal, mostrando a língua para Marceline e correndo para longe.

— Bestão! — a menina gritou para ele, voltando sua atenção para o garoto a sua frente, aproximando-se devagar. — Obrigada! Mas eu poderia ter pego sozinha. — ela disse-lhe, estendendo a mão para receber o animal de pelúcia.

O menino direcionou-lhe um sorriso, entregando o animal de pelúcia e se virando para ir embora.

— Não deixe que as pessoas peguem o que é seu, ouviu?

— Sim!

Marceline ofereceu-lhe seu melhor sorriso, vendo o garoto afastar-se até a casa vizinha, apertando Hambo em seus braços; ele era o vizinho novo que chegara naquele mesmo dia, as diversas caixas de papelão ainda jaziam espalhadas pelo quintal da casa vizinha, como a curiosa menina podia observar.

— Marceline. Almoço. — o senhor chamou-lhe, retirando a garota de seus pensamentos, fazendo-a correr para a casa novamente.

XxX

Depois deste dia, Marceline e o seu novo vizinho gradualmente tornaram-se bons amigos, o único que ela considerava, na verdade.

Marcy, apesar de nova, podia perceber a situação da família do amigo: os gritos no meio da noite, as viaturas de polícia que passaram a ser comuns, até mesmo hematomas que apareciam em seu amigo de um dia para o outro, e tentava confortá-lo, ajudá-lo, mas nem sempre obtinha sucesso.

 

Segunda, 08:30 am, 2003

 

No ano seguinte, a vida resolvera por outro obstáculo no caminho de Marceline. Começara quase que casualmente.

— Vovô, vamos?

— Um segundo, Martha. — A menina franzira a testa, confusa em escutar o nome da mãe. — Vamos, filha. — Marceline o seguiu, o avô nunca a havia chamado de filha, não que fosse ruim, ela também o via como pai, mas lhe passava uma estranha sensação de... receio.

 

Domingo, 15:20 pm, 2003

 

As batidas raivosas na porta levantaram a criança do sofá, correndo com os pés descalços até a entrada da casa, abrindo-a para dar de cara com o avô e a vizinha, claramente irritada.

— Com licença. Na próxima vez que esse velho caduco INVADIR a minha casa eu vou chamar a polícia. Se eu fosse você eu falava com um adulto para internar esse maluco! Eu fui clara, pirralha? — a mulher berrara-lhe, Marceline puxou o avô para dentro, fechando a porta em seguida, ignorando os xingamentos vindos do outro lado.

Ajudou o avô a se sentar no sofá, a expressão apática, os olhos perdidos. Em nada lhe lembrava o amado avô.

Após um longo suspiro esfregara os olhos, nervosa, andando até o telefone fixo a parede e discando o número do pai.

— Oi, monstrinha do papai. — o homem atendeu-lhe com a voz animada, fazendo-a rolar os olhos.

— Já disse para não me chamar assim. Preciso levar o vovô para um médico.

— Porque?

— Ele anda estranho. Precisa ir no médico.

— Vou enviar uma amiga para acompanhar vocês.

 

Dito e feito, poucos dias depois uma mulher elegante e atraente aparecera em sua casa, identificando-se como Hazel, possuía um sorriso gentil adornando a face. Acompanhara os dois até seu carro, o homem reclamava.

— Não há motivo para ir no médico, Mart... Marcy. Eu estou perfeitamente saudável.

— É só uma visita de check-up, vovô.

O idoso, transtornado, já discutira antes com a neta e sabia que essa decisão era irredutível, bem, apenas provaria o seu estado de perfeita saúde, de qualquer forma.

A mulher os levara até um luxuoso prédio, acompanhando-os durante todo o processo até a consulta com a médica, diversos exames foram feitos e agendados, Hazel sempre atenta a todas as instruções, acompanhava-os já a alguns dias, de exame para exame, até o dia do resultado final. Simon fora deixado do lado de fora, distraído com algumas revistas, Marceline obrigara a adulta a levá-la junto.

A médica lançara um olhar receoso a menina, que lhe acenara a cabeça, determinada.

— Bem, senhorita Abadeer, senhorita Bouth, esse nunca é um diagnóstico fácil. — a mulher limpara a garganta, lançando-lhes um olhar firme, as mãos de Marceline tremeram e suaram, ela as escondeu nos bolsos do casaco. — O senhor Petrikov possui alzheimer. — Hazel tensionara todos os músculos do corpo, enquanto Marceline apenas ficara confusa.

— Isso é grave?

— Bem, sim, um pouco. O diagnóstico foi feito cedo,o que é ótimo, assim o tratamento pode garantir uma melhor qualidade de vida.

— Qualidade de vida? Como assim? E a cura?

Alzheimer é uma doença sem cura, Marceline. — Hazel se abaixara, para ficar com a mesma altura que a menina, lançando-lhe um olhar firme. — Eu sinto muito.

Marceline sentiu o chão tremer embaixo de si.

 

Um dia qualquer, 2007

 

A amizade com o vizinho fora a única coisa que mantivera Marceline em pé durante os anos de tratamento de seu avô, os procedimentos caros eram pagos pelo seu pai, apesar de o mesmo nunca estar presente, Hazel fazia algumas visitas e a ajudava com os estudos, mas seu amigo estava sempre lá, ignorando os próprios problemas e a ajudando com o avô.

— Como está o seu pai?

— O mesmo filho da puta de sempre. O seu avô?

— De mal a pior, ainda me chamando de Martha. Aquelas merdas de remédios não adiantam para nada. Agora ele anda colocando aquela coroa estúpida e realmente acha que é o Rei Gelado. Eu não sei mais o que fazer.

O menino lhe estendeu o pacote de cigarros, acendendo um para a, agora, adolescente.

— Que merda. — ele falou.

— Que merda. — ela repetiu.

Soltaram a fumaça de suas bocas, observando-a subir até desaparecer no céu escurecido.

— Tenho que ir para casa, preciso cuidar do meu velho. — A morena se despediu do amigo, esmagando a bituca de cigarro no chão e jogando-a em alguma lixeira próxima.

Ao chegar em casa percebeu as luzes acesas, e ,assim que abriu a porta, avistou o avô, novamente com a coroa dourada na cabeça, os cabelos e barbas agora extremamente brancos, a geladeira estava aberta, o ar condicionado ligado na temperatura mínima, a pele de seu avô levemente azulada pelo frio que fazia na casa.

— Contemple! Meus poderes gelados! — ele gesticulou em direção a Marceline, lançando-lhe cubos de gelo levemente derretidos.

— Vô... é hora de ir dormir. — o homem a sua frente era irreconhecível agora, usando uma grande camisola masculina azul marinho, a barba desgrenhada, os pés descalços, a coroa torta. Esse não era o homem que Marceline conhecia.

— Eu não sou seu avô, criança! Aja com respeito na presença de um rei. — Marceline fechou os olhos, sentindo-os arder com as lágrimas prestes a cair.

— Vamos, vovô. — os olhos que lhe encaravam eram os olhos de um louco. Marceline soltou um longo suspiro. — Vamos, vossa alteza gelada.

O homem lançou-lhe um olhar presunçoso, acompanhando-a até seus aposentos gelados.

 

XxX

 

Simon Petrikov viveu por mais cinco meses, nos últimos dois meses de sua vida era incapaz de sair de sua cama, sempre com a coroa na cabeça, agindo com o verdadeiro Rei Gelado, Marceline cuidara dele até o último segundo, ela sabia que o avô não duraria muito, e a todo momento lhe dizia o quanto o amava, e o quanto sentiria sua falta, mesmo que ele não a escutasse.

Quando entrara no quarto, soube de imediato que aquele que lhe falava não era o odiado Rei Gelado.

—Marcy.

— Vovô! — A tigela de sopa que trazia foi largada na cômoda ao lado da porta, a morena correu até o homem esquelético na cama, abraçando-o com força.

— Marceline, por favor, me perdoe por tudo que fiz quando não me lembrava de você. — a voz saia com dificuldade, os olhos esforçando-se para continuarem abertos — Eu te amo, Marcy. Não se esqueça. — Essas foram as últimas palavras de seu amado avô, não era o Rei Gelado, não era um senhor perdido, eram as últimas palavras dele, o único e incrível, Simon Petrikov.

— Eu também te amo. — e Marceline o abraçou e chorou em seu colo, enquanto sentia toda a força se esvair do corpo adoecido sob si.

 

Passou a noite ao lado do cadáver do avô, acordada, até ter coragem de ligar para o pai e avisá-lo. O funeral fora privado e particular, apenas seu pai, Hazel, que virara amiga da família, si própria e seu querido vizinho e melhor amigo, o qual segurara sua mão durante todo o tempo, garantindo-lhe seu suporte.

No fim da cerimônia seu pai se aproximara e informara-lhe de sua decisão: ele não teria tempo para cuidar da filha, por isso decidira matriculá-la em um internato, onde estaria "segura". Pode ver Hazel atrás dele, a qual claramente discordava da decisão do chefe; então era isso, Marceline perdera o que restava-lhe do avô, perdera sua casa, sua vida, seu único amigo. Sentiu os braços quentes lhe envolverem, e retribuiu o abraço do garoto. Não chorara uma gota sequer, ela seria forte, assim como Simon gostaria que fosse.

Leu as palavras na lápide uma última vez, antes de colocar uma bela rosa vermelha sobre ela e se despedir.

Simon Petrikov, amado pai e avô.

 

XxX

 

Depois daquele dia seu contato com o pai se tornara ainda mais escasso, terminou o ensino médio no maldito internato no qual a colocaram, e depois se mudou para a grande cidade de Nova Iorque, a pedido de seu patriarca. Costumava passear muito entre os pubs da cidade, e foi em um deles onde conheceu Fionna, a garota procurava um vocalista e guitarrista para terminar de montar a banda de garagem, e eles eram bons, então tudo que Marceline pensou foi "por que não?", e assim, se juntou ao grupo de amigos. Apenas alguns meses depois, em um de seus shows gratuitos para espalhar o nome da banda, Marceline o viu: o atual namorado, o antigo amigo de infância, o único laço que ainda possuía da vida que tivera com seu amado avô.


Notas Finais


Então, e aí? Já tinha posto o background de como a Jujubita conheceu o embuste dela, mas faltava o da Marcy, então 'tá aí, o que acharam? Bom, espero que todo mundo tenha ficado satisfeito, né, hahah, esse capítulo eu quero dedicar a ~velhadosgatos, já que foi graças ao comentário dela que eu tive um up de inspiração para escrever esse coiso, beijão, e, aliás, eu adoro teu nick, melhor escolha!

Aaah, e a imagem do capítulo eu peguei desse blog: http://ondevaoasnuvens.blogspot.com.br/2012/
Quem quiser dar mais uma olhada, tem outras artes da artista, e a imagem original, sem a minha edição e tals


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