História A garota das flores - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Drama, Romance
Visualizações 5
Palavras 880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Enjoy :)))

Capítulo 3 - Dois


Depois de dois meses da morte dela eu já tinha perdido minha vaga na faculdade, por conta das faltas, e então resolvi procurar um emprego, mas um emprego de verdade e não como os de verão que minha mãe acabou me obrigando a fazer. A livraria onde consegui trabalho não é ruim, não pra mim, meus pais não pensam o mesmo, eles preferiam que eu tivesse permanecido na faculdade e fazendo estágios não remunerados.

Acordei, tomei banho, vesti a roupa, parei na cozinha e peguei uma maça. Vou confirmando com a cabeça e sorrindo enquanto a senhorinha, que está sentada ao meu lado no ônibus, contava sobre seus trinta e cinco gatos e as peripécias que eles aprontavam. Quando meu pai soube que eu perdi a vaga na faculdade ele acabou arranjando uma forma de me castigar, vendendo meu carro, e agora sou obrigado a pegar este ônibus todos os dias.

...

Quando chego à BlueStar Livraria vejo que Adália está atrás da caixa registradora, fazendo uma venda.

— Ah, aqui está Daniel. — Ela faz um gesto positivo com a cabeça. — Eu estava contando a Helena sobre nosso novo funcionário, e você entrou bem na hora.

Helena se vira e olha para mim de cima a baixo, analisando quando diz: — Você é muito bonito, como não te vi antes pelas ruas da nossa cidade que é tão pequena? — e continua a me analisar com atenção.

Eu sorrio, movo os lábios de um jeito meio esquisito, e olho para as duas sem saber muito bem o que responder, especialmente pela forma como helena está me olhando.

—Não sou muito de sair de casa — murmuro, cavando um buraco bem fundo para que eu possa me enfiar nele.

— E então? Vai levar mais alguma coisa? — pergunta Adália, com um sorriso para Helena que, por sua vez, balança a cabeça, pega a bolsa e vai para a porta enquanto diz: — Se continuar contratando funcionários assim vou ter que comprar um livro todos os dias.

O sino da porta ressoa bem alto quando a porta se fecha atrás dela.

— Ah, que ótimo! —Dou de ombros, virando-me para Adália e vendo-a arquivar o recibo antes de continuar: — Minha beleza será um problema por aqui?

— Essas brincadeiras te incomodam? Posso pedir para que ela não as faça mais. — ela pergunta, sem nem olhar pra mim.

Pressiono os lábios e faço que não com a cabeça.

— Vou até a feira comprar algumas coisas, se quiser pode colocar a placa de volto já na porta e ir comigo. — Faço que não, imaginando se ela estava brincando ou falando sério.

— É melhor eu ficar, e talvez tentar organizar essa bagunça — aponto para a mesa, que é disponibilizada para os clientes usarem em suas leituras, soterrada por livros.

— Já esperava que você dissesse isso — ela ri — não precisa arrumar tudo agora, a bagunça é muito grande. Mas se conseguir colocar alguma ordem nisso, bem... — ela faz um gesto positivo com a cabeça, olhando para mim —, você pode ganhar uma estrela dourada.

— Prefiro uma placa — digo, fingindo estar falando sério.

— Se você arrumar este lugar, não haverá limites para as recompensas que o esperam. Hoje funcionário do mês, amanha... — ela da de ombros sorrindo. — Há um monitor ali no canto, aquilo somado ao sino da porta deve avisá-lo quando alguém entrar e você estiver trabalhando lá nos fundos — concordo, a forma como ela diz as coisas, sorrindo, me deixa feliz, o que raramente acontece.

— Bom, tudo é auto-explicativo. Os livros ficam nas prateleiras em ordem alfabética e se conseguir separá-los por assunto, será ótimo — e ela sai pela porta depois de acenar com os dedos.

Depois de 15min que Adália saiu eu já estava na metade da arrumação, parei somente quando ouvi o sino da porta. Olho no monitor para ver se n era ela voltando das compras, mas vejo que não é, permaneço no lugar até ter certeza de que a pessoa não vai virar as costas e sair, mas ela vai direto ao balcão, coloca as mãos sobre o vidro e espera pacientemente.

— Posso ajudar? — pergunto. Assim que a vejo, arregalo os olhos e fico boquiaberto, ela me olha com seus olhos verdes-água, tão profundo que me fazem ficar perdido por um tempo, enquanto faz meu estomago dançar.

— Hum, você precisa de alguma coisa? — digo, finalmente, com a voz mais confiante do que o estado de espírito.

— Estou procurando a Adália — ela diz e sua voz ressoa em meus ouvidos como uma melodia triste, porém, umas das mais bonitas que já ouvi.

— Ela não esta aqui — murmuro, espiando-a de cima a baixo, dos cabelos castanho-avermelhados e lisos presos em um coque até seu vestido com estampa de gira sois — Você quer deixar recado? — continua analisando-a cuidadosamente. Ela da de ombros, olhando para o balcão.

— Não, hum, eu volto outra hora.

Ela foi embora deixando para trás o aroma doce de seu perfume e uma sensação estranha no meu estomago. Eu me lembro de ter essa sensação quando conheci a Valentina, e achei que jamais a sentiria outra vez, até agora.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo cap :))


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