História A Garota De Olhos Dourados - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance
Visualizações 3
Palavras 2.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pessoal esse é o penúltimo capítulo.. sim está acabando.
Espero que gostem e desde já me desculpem se não ficou bom. Demorei duas horas para conseguir terminar esse capítulo.

Boa leitura amores 💋

Capítulo 11 - Sequestro


* Babi *

Levantei cedo naquele dia, por mais que eu quisesse fechar os olhos eu não conseguia. Todas as coisas ruins que Aurora falou para a avó de Alex, ainda pairavam na minha mente. Aquela garota só podia ser doente mental.

Me arrumei e fui para a faculdade encontrar com Blair que estava preocupada e sem saber o que tinha acontecido, aproveitei para falar tudo e principalmente da verdadeira face do 😈 chamada Aurora. Ela não conseguia acreditar, era tanta maldade em uma pessoa só que percebi a preocupação nos olhos da minha amiga. Antes de voltarmos para minha casa, Blair pediu para que eu tomasse muito cuidado, afinal ela conhecia Aurora muito bem e sabia do que aquela doida era capaz de fazer.

Blair me acompanhou até em casa e aproveitou para ver como a Dona Margareth estava, afinal Blair e ela eram próximas e ao contrário de Aurora, Blair era verdadeira e gostava muito da avó de Alex.

Fomos para a casa de Alex, ao entrarmos Blair correu abraçar Dona Margareth e eu a acompanhei. Ela estava chateada com tudo que tinha ouvido da boca da Aurora, mais estava feliz por nada de ruim ter acontecido. Na verdade todos estávamos, mais Blair ainda assim pediu para tomarmos cuidado.

Alex segurou minha mão me levando para seu quarto, ao entrarmos ela pediu para que eu sentasse na cama, Alex parecia confusa e também preocupada. Eu não poderia julga-la afinal eu também estava preocupada e com medo. Alex se aproximou e segurou em minhas mãos demonstrando carinho, eu sorri para ela dando um abraço forte na mesma.

— Alex você está bem? - perguntei olhando dentro de seus olhos, era como se eu pudesse ver sua alma.

— Isso tudo é minha culpa Babi, se eu não tivesse deixado ela entrar na minha vida agora ninguém estaria correndo perigo. Eu devia ter chamado a polícia ontem.

— Shiiu!!! - sussurrei em seu ouvido e tornei à abraça-la, dessa vez acalmando ela aos poucos. — Não é culpa sua tá? Você não tinha como saber que ela era uma psicopata doentia. Vamos ficar bem ok?

Eu à beijei de leve na boca e aquilo fez ela se acalmar um pouco mais, não era culpa dela e ela precisava entender isso. Na hora certa achariamos Aurora e a polícia faria seu trabalho, mais agora todos precisavam descansar e ficar atentos.

Fui para minha casa e Blair foi embora para o hospital, quando entrei em casa minha mãe estava na sala conversando no telefone, era meu pai na outra linha. Dava pra ver só pela expressão de angústia nos olhos da minha mãe, me aproximei dela e a mesma deu um sorriso fraco para mim e continuou conversando mais alguns minutos com meu pai. Depois de desligar ela me olhou por alguns minutos e respirou fundo sentando ao meu lado.

— O que meu pai queria?

— Te convidar para o casamento dele com a Rebecca. - respondeu fechando os olhos pensativa.

— Pode esquecer, eu não vou!

— Babi.. ele é seu pai. Você não pode rejeitar à existência dele só por que nos separamos.

— Mãe!! O que deu na senhora? Desde quando defende ele? - me levantei olhando torto para ela, que voltou a respirar fundo esfregando suas mãos no rosto. — Ele te abandonou para ficar com essa vaca da Rebecca. Eu não vou abençoar esse casamento.

— Filha…

— Não mãe! - pisei o pé para ela ver que eu não queria mais falar sobre aquilo e ela balançou a cabeça desistindo do assunto. Ela se levantou entregando o telefone para mim e antes de sair se virou me encarando.

— Então avise ele, pois até seu vestido ele comprou.

Era só o que faltava… meu pai querendo que eu fosse pro seu casamento com aquela 🐄. Revirei os olhos e fui para meu quarto, tomei um banho bem demorado e quando sai escutei meu celular apitar avisando que chegou mensagem. Peguei o mesmo e abri. Era um número desconhecido mais ao ler a mensagem respirei aliviada:

[ Oii amiga sou eu Blair, deixei meu celular no hospital, podemos nos encontrar no restaurante perto do shopping? Eu preciso te mostrar um negócio muito importante.]

Confirmei e terminei de me arrumar, tínhamos marcado de nos encontrarmos em 30 minutos e para não me atrasar pedi um táxi e fui para o restaurante. Já se passava das 22 hrs e quando cheguei na entrada do local marcado não encontrei Blair me esperando, mais sim Aurora. Eu fiquei um pouco assustada e senti minhas pernas falharem um pouco, tentei correr para o outro táxi que estava à minha frente mais Aurora foi mais rápida e me acertou com um ferro na cabeça, desmaiei na mesma hora caindo no chão.

* Aurora *

Ao acertar a garota na cabeça e ela desmaiar na frente de todos eu apenas sorri de leve mostrando o distintivo falso da polícia.

— Era uma fugitiva!

Eles voltaram à conversar entre eles e eu coloquei a garota no banco de trás do carro, algemada e com uma fita na boca. Entrei no carro levando-a para meu esconderijo que ficava na saída da cidade. Ao chegar escondi o carro na garagem, meu esconderijo era uma casa abandonada no meio do mato, longe até mesmo da estrada. Tirei a garota do carro e levei a mesma para a sala principal, onde a amarrei em uma cadeira e me sentei de frente para ela esperando-a acordar.

* Babi *

Acordei aos poucos e minha cabeça latejava, era uma dor tão forte que parecia que ia explodir. Fui abrindo meus olhos devagar, minha vista estava embaçada mais aos poucos foi voltando ao normal. Levei um susto ao ver Aurora em minha frente com um sorriso diabólico no rosto, tentei escapar mais estava amarrada na cadeira e minha boca coberta com uma fita. Eu tentei gritar mais foi em vão então Aurora se levantou e chutou a cadeira fazendo eu cair de costas no chão.

— Nem pense em fugir bela adormecida, eu avisei que se Alex não ficasse comigo, você também não ficaria com ela. Tenho planos para nós duas querida.

Ela se abaixou ao meu lado ainda sorrindo e me mostrou uma faca em sua mão, ela aproximou o objeto em meu rosto e apertou em minha pele.

— Primeiro vou te torturar.. - ela passou a faca em minha bochecha fazendo um corte leve mais que sangrou e eu gritei de dor sentindo o sangue descer pelo meu pescoço.— Depois que você suplicar pra mim te matar eu farei. Mais enquanto isso quero vê-la sofrer.

Ela se levantou e passou a faca por minhas coxas deixando um risco não tão profundo e eu gritei de dor, chorando muito. Eu iria morrer e ninguém saberia, comecei a pensar em minha mãe.. como ela viveria sabendo que eu tinha sido morta? Ela não iria aguentar… eu não queria ver ela sofrer por minha causa. Depois comecei pensar em Alex… o que ela pensaria? Será que também se culparia? Ela não iria aguentar também.. ai meu Deus o que eu faria agora?

* Duas horas depois *

O sangue já estava seco mais os cortes ainda estavam doendo, toda vez que eu tentava me mexer eu sentia minhas coxas queimarem. Estava deitada no chão ainda amarrada na cadeira, morrendo de fome e sede. Eu podia sentir minha garganta pedindo por água e minha barriga reclamava por comida, Aurora ria da minha situação e aproveitava para comer na minha frente. Ela era muito má e me dava medo de encara-la. Aurora se aproximou de mim e tirou a fita da minha boca sinalizando que eu ficasse queta.

— Eu preciso ir no banheiro.. por favor Aurora? - sussurrei fraca e sem força, ela revirou os olhos e me soltou me levando até o banheiro que por incrível que pareça estava limpo e organizado, na verdade toda a casa estava em perfeito estado. Só não tinha dono!

Eu fui ao banheiro e tentei pensar em um jeito de escapar, minhas coxas doíam mais eu tinha que tentar fugir. Eu precisava! Foi então que encontrei um pedaço de cerâmica solta no chão e segurei firme abrindo a porta do banheiro.

Quando Aurora se aproximou de mim, eu ataquei seu rosto com o pedaço de cerâmica cortando sua bochecha e então chutei ela com tudo na parede, fazendo-a cair no chão. Então eu corri com todas às minhas forças saindo da casa e correndo para a estrada. Mais então ouvi dois tiros e cai no chão me ralando por inteiro, tentei me levantar e senti uma dor terrivel em meu abdômen. Coloquei a mão e senti sangue em minha blusa, Aurora deu dois tiros em mim, um acertou meu abdômen e o outro em minha perna, eu gritei de dor sentindo minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto. Os cortes em minha coxa abriram por causa da corrida e a dor me agoniava, me fazendo contorcer no chão.

Aurora se aproximou com um pedaço de madeira, ela estava furiosa e seu rosto sangrava muito, o corte era profundo mais parecia que ela não sentia dor. Ela levantou os braços me acertando em cheio com a madeira, no começo ela começou a bater em todo meu corpo, depois bateu em todas as minhas feridas fazendo eu gritar ainda mais. Então quando viu que eu já não aguentava mais ela acertou minha cabeça com tudo e eu apaguei.

* Alex *

Passei o dia inteiro com minha avó até o momento em que a mãe de Babi entrou correndo em minha casa chorando desesperada.

— Alex!!! A babi sumiu. Minha filha desapareceu Alex.

— Como assim? Quando ela sumiu.

E então Blair entra em minha casa acompanhada de alguns polícias e eu entendi do que se tratava.

— Aurora se passou por mim pedindo para a Babi encontrá-la num restaurante próximo do shopping, fomos até lá com os policiais e as pessoas falaram ter visto uma garota com às características dela sendo levada por outra garota que dizia ser policial.

— Já se passaram das 24 hrs que a sua amiga sumiu então estamos procurando em cada parte da cidade. - falou o detetive que estava resolvendo o sequestro.

— Eu conheço a Aurora.. e ela não está na cidade. Ela não ficaria dando bandeira sendo que é a sequestradora.- falei e Blair acentiu digitando em seu celular rapidamente.

— Eu sei onde ela está.

— Onde? - questionei olhando para Blair que mostrava a localização para o detetive.

— Na antiga casa dela!

Quando Blair falou aquelas palavras senti como se uma lâmpada acende-se em minha cabeça, como não tinha pensado naquilo antes? Estava na cara que Aurora estaria escondida lá, sua casa estava abandonada à muito tempo e ficava fora da estrada. Um ótimo lugar para se esconder!

Fomos para o local, já se passava das 17 hrs mais o sol batia forte de frente para à casa, logo vimos rastros de pneu recentes e descobrimos que a casa não estava vazia. Os policiais pediram para ficarmos distantes caso ouvesse tiroteio, pedimos para eles não atirar em nenhuma delas pois não sabiamos do que Aurora seria capaz naquela altura. Eles concordaram e foram para a frente da casa anunciando sua presença.

Aurora saiu para fora com Babi em seus braços, eu gelei ao ver o estado dela, Babi estava toda machucada e fraca, ela não conseguia nem ficar de pé. Então percebemos que ela estava cheia de cortes e muito ferida. Os policiais começaram a conversar com Aurora tentando persuadi-lá porém ela não fez questão de lutar.

— Vocês à querem? Tudo bem! Mais eu tenho um recado para Alexandra.- ela desamarrou Babi e deixou ela andar em direção aos policiais- Se eu não posso ter você, ela também não pode!

Então Aurora apontou a arma para Babi e atirou acertando em cheio sua cabeça e fazendo-a cair no chão. Os policiais correram pra cima de Aurora prendendo-a e os paramédicos socorreram Babi. Sua mãe gritava chorando por ver sua filha naquele estado e então fomos para o hospital onde Babi seria tratada.

Aurora foi presa e levada para um hospital psiquiátrico onde seria tratada e passaria a vida toda lá, descobriram que Aurora matou seu próprio filho espancando-o e que ela tinha uma doença muito grave que à enlouquecia, fazendo com que tomasse aquelas atitudes.

Fomos para o hospital e ficamos aguardando respostas, eu abraçava a Srta. Sanders com força enquanto tentava tranquiliza-la, ela estava desesperada mais com alguns calmantes ela conseguiu se acalmar e dormir um pouco. Quando ela acordou o Dr. Richard se aproximou parando de frente para a gente. E sorriu amigavelmente.

— Podem respirar tranquilas, Babi está bem e já se encontra no quarto descansando da cirurgia. Por sorte ela não morreu e não teve nenhuma sequela por causa das balas, porém ainda está muito machucada e vai ter que ficar no hospital até melhorar.

Respiramos aliviadas e a Srta. Sanders abraçou o Dr. Richard agradecendo por ter salvo à vida da filha, eu também o agradeci e Blair respirou aliviada por saber que a amiga ficaria bem.

— Quando podemos vê-la?

— Assim que ela acordar, a enfermeira irá avisá-las e vocês poderam conversar com a Babi. Agora descansem!

* Duas horas depois *

Entramos no quarto onde Babi estava deitada repousando, ela tinha acabado de acordar e estava toda enfaixada, não sentia tanta dor por causa dos antibióticos, porém ainda estava dolorida. Quando ela nos viu entrar abriu um sorriso fraco mais feliz, sua mãe se aproximou abraçando a mesma com delicadeza para não machucá- la mais ainda e começou a conversar. Em seguida Blair também se aproximou dando um abraço leve na amiga e falando que estava muito feliz por ela estar bem e se recuperando. Babi agradeceu e logo depois às duas saíram do quarto deixando apenas eu e Babi sozinhas.

Eu me aproximei devagar e segurei sua mão acariciando de leve, Babi sorriu me olhando profundo e apertou minha mão.

— Oii Alex!

— Oii pijama rosa!

Ela riu baixo e fez uma careta por sentir sua barriga doer, eu pedi desculpas e ela revirou os olhos sorrindo.

— Como você está? - perguntei quase num sussurro e ela respirou fundo desviando o olhar.

— Bem melhor agora com vocês aqui. Alex.. eu pensei que …

— Shiiu!! Já passou e você vai ficar bem.

Ela sorriu aliviada e eu à abracei com cuidado, ela pediu que eu ficasse com ela ali e não à deixasse sozinha. Eu continuei com ela alí, dando apoio e conversando.

Depois de duas semanas Babi recebeu alta e pode voltar para casa, estávamos tão felizes que fizemos uma grande festa comemorando sua volta. Babi adorou tudo e não parava de agradecer todos nós, era bom poder ver ela feliz e recuperada. Agora ela não correria mais nenhum perigo e nós poderíamos ser felizes. Juntas!


Notas Finais


E ai??? O que acharam??

Comentem please!!!!


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