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História A garota de Seo Johnny - Capítulo 3


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Notas do Autor


Esse cabelo do Johnny me deixa tão boba😍😍

Boa leitura anjinhos!!

Capítulo 3 - Faça como os outros


Fanfic / Fanfiction A garota de Seo Johnny - Capítulo 3 - Faça como os outros

                      CAPITULO III

          FAÇA COMO OS OUTROS


O sinal tocou anunciando a hora do intervalo fazendo os jovens saírem apressados por conta da fome ou por não estarem mais aguentando as vozes de seus professores, e Ivy era uma desses que ansiavam sair da sala de aula.

Junto consigo ela puxava a Hayes pela mão que não estava machucada, S/n pediu para a garota ir um pouco mais devagar mas a outra queria pegar uma mesa boa para que pudessem sentar.

Mais a frente viram dois garotos acenando de forma eufórica para que se sentassem com eles e Ivy logo voltou a puxá-la.

- Ainda bem que guardaram lugar para nós, essa escola parece ficar mais cheia a cada ano. – Os dois garotos desconhecidos pela aluna nova riram da frase da amiga e olharam fixamente para ela fazendo-a ficar envergonhada. – Ah...Antes que eu me esqueça, esses são Michael e Kevin, eles estão em outra sala. - Disse, apresentando-os para a garota que acaba de chegar na escola. 

- Olá S/n! – A cumprimentaram de maneira animada.

- Parece que todos sabem o meu nome. – Falou brincando e ambos riram.

- É meio impossível não saber seu nome aqui. – Ivy comentou rindo. – Como eu disse antes, logo você acostuma.

- O que houve com seu pulso? - Kevin, o mais baixo, perguntou à Hayes apontando para o local lesionado. 

- Isso? Nada demais, apenas caí.- Respondeu de maneira curta não querendo entrar em detalhes. 

Michael e Kevin serviram as duas garotas com a refeição que pegaram e voltaram a conversar sobre as matérias que estavam sendo passadas naquele primeiro dia de aula, enquanto isso S/n mastigava a comida devagar e prestava atenção nos comentários dos amigos sem perceber que a poucos metros alguém a olhava.

Seus olhos finalmente se encontraram com os dela, a garota mordeu os lábios nervosa ao perceber que estava sendo olhada e mandou um sorriso tímido para o menino de olhos puxados.


- Soube que veio de Seattle, por que se mudou de um lugar tão legal? – Kevin perguntou tirando a garota de seus devaneios.

- Acho que enjoei do caos que é a cidade grande e também eu nunca fui muito de fazer amizades, eu ficava sozinha a maior parte do tempo, acabava sendo chato, então resolvi passar o último ano do ensino médio aqui com o meu pai antes de ir para alguma faculdade. – Sorriu voltando a olhar para onde o garoto, que acabara de descobrir chamar Johnny, estava sentado. – Ele é...sempre tão sério? – Perguntou mudando drasticamente de assunto.

- Quem? – Michael questionou virando-se para trás.

- Ela está se referindo ao Johnny. – Ivy respondeu. – Ele é sempre assim, ninguém o vê dando risada, muito menos conversando com alguém.

- Não acho que ele esteja sozinho e calado por vontade própria. – Falou mantendo seu olhar curioso sobre ele.

- Tenho que discordar. – Kevin disse. – Não é como se nunca tivéssemos tentado dialogar com ele, o cara fica calado e nem se importa com a pessoa que está tentando puxar assunto.  

- Há quanto tempo ele está aqui?

- Faz uns quatro anos que ele e a família mudaram-se, pelo o que escutei vieram de Chicago. – Informou Ivy. – Mal escutamos falar deles, são bem reservados, nunca chamaram atenção o suficiente para que as pessoas criassem burburinhos. 

- Acho que você esqueceu da vez em que um garoto do time de futebol mexeu com Johnny e o resultado não foi bom. – Um dos garotos falou fazendo uma careta lembrando-se da cena que ficou marcada em sua mente.

- O que aconteceu exatamente?

- Não sei ao certo o que o garoto disse ao Seo, ele era meio babaca e não me admirou ver alguém finalmente perder a paciência mas vejo a imagem dele todo ensanguentado na minha cabeça quando olho para o Johnny.

- Está me dizendo que ele agrediu o garoto do time de futebol?

- Acho que agredir é uma palavra um tanto quanto fraca para descrever o que Johnny fez com ele, tinha me esquecido deste fato. – Disse Ivy. - Lembro-me de vê-lo desmaiado por conta da surra que levou, no momento ninguém se atreveu a chegar perto por medo de que acabasse levando também. 

- Foi um dos momentos mais violento e aterrorizante que presenciamos. – Completou Michael. - A família Clark abriu um processo mas não seguiram adiante com isso, dias depois eles sumiram da cidade sem deixar rastros. 

S/n desviou novamente o olhar em direção ao asiático de cabelos medianos tentando ler a face do garoto que parecia tranquila mas ele não tinha expressão alguma, seus lábios não se curvavam num sorriso como o dos outros, sua testa não se franzia, em momento nenhum denunciando que estava cansado, triste, alegre ou até mesmo com raiva, seus olhos eram obscuros demais. 

Seo Johnny era alguém que não podia ser decifrado facilmente, porém a Hayes estava disposta a tentar mesmo sem saber onde estaria se metendo. 


No final do primeiro dia letivo a viatura do xerife parou do outro lado da rua, procurou pela filha entre tantos jovens e sorriu voluntariamente quando a viu sair conversando animadamente com seus três novos amigos, estava feliz por tê-la morando consigo depois de longos anos separados. 

- Oi pai! - Cumprimentou animada sentando ao lado do pai que em seguida a ajudou com o cinto. 

- Soube que ganhou uma tala no pulso como presente de boas vindas. - O mais velho disse fazendo a garota rir. - Está doendo muito? 

- Agora não estou sentindo tanta dor, foi só na hora do impacto. - Respondeu levantando a mão imobilizada para que o pai pudesse ver. - A enfermeira disse que seria melhor se fossemos ao médico, mas acho que estou bem assim. 

- Por precaução a levarei, não sabemos se terá que tomar algum tipo de medicamento. - A menina bufou descontente por odiar hospitais, sempre que ia demorava horas para o atendimento, esse era um dos defeitos da garota, impaciente demais. - O hospital nao fica cheio com frequência. 

Colocou os fones no ouvido, entrou em um aplicativo de músicas e apertou no play, sua canção favorita começou tocar a fazendo se perder no ritmo calmo. 

Abaixou o vidro do carro sentindo o vento um pouco gélido bater na pele de seu rosto, o céu nublado chamou a atenção da garota que adorava quando o tempo dava indícios de que poderia chover, amava o cheiro de terra fresca que entrava em suas narinas e amava observar as gotas finas que caía de lá de cima enquanto tomava algo quente. Tudo ficava mais bonito pelo fato de que a pequena cidade era rodeada por  árvores e florestas, de algum modo aquilo lhe trazia uma paz interior. 

Desceu da viatura sendo acompanhada pelo pai para dentro do ambiente hospitalar e o xerife Hayes tinha razão quando mencionou que o lugar não ficava cheio, lembrando a filha de que ela não estava mais em uma cidade bastante habitada. 


S/n entrou junto com o pai na sala do médico após escutar seu nome ser chamado e sentou na maca para que seu pulso fosse examinado. 

O doutor tirou a tala improvisada que foi feita, apertou de leve o local recebendo como resposta um resmungo da parte da filha do xerife. 

- Você teve uma pequena torção, colocarei uma nova tala e pedirei para que tome analgésicos caso sentir dores. 

- Por quanto tempo ela ficará com isso, doutor? - Perguntou o pai da garota.

- Se ela cuidar bem e tomar os remédios na hora certa, creio que em uma semana tudo ficará bem, não foi algo muito grave. 

- Certo, obrigado. - O xerife agradeceu apertando a mão do outro homem. 


Chegando finalmente em sua casa depois de comprar medicamentos e comida, S/n se atirou com cuidado na cama, esfregou os pés um no outro até o tênis sair de seu pé e fechou os olhos sentindo o cansaço tomar conta de si. 

Antes que pegasse completamente no sono, escutou o celular tocar na bolsa e levantou a contra gosto praguejando por tê-lo deixado fora de seu alcance. 

Olhou na barra de notificações vendo a chamada perdida brilhar na tela com o nome da mãe e lembrou -se de que ainda não havia falado com a mais velha. 

Andou até a escrivaninha, ligou o computador e iniciou uma video chamada com a mãe. 


- Desculpe não ter atendido, eu estava deitada e o celular não estava por perto. 

- Tudo bem querida. - Disse sorrindo. - Como foi o primeiro dia de aula? Você parece cansada. 

- Foi legal, fiz novos amigos e de brinde ganhei isso. - Mostrou o pulso imobilizado para a mais  velha que ficou preocupada com a filha. 

- Meu Deus S/n! O que aconteceu? Você está bem? Está sentindo dor? 

- Eu estou bem mãe. - Riu pelo desespero da mulher. - Não estou sentindo mais dor, não se preocupe. 

- Seu pai te levou no médico? 

- Sim, por sorte não foi nada grave, logo eu tiro a tala. 

- Como conseguiu se machucar assim? 

- Eu esbarrei com um garoto. - Falou dando um sorriso tímido com a cara que a mãe fez. 

- Um garoto? - Assentiu. - É gatinho? 

- MÃE! - Exclamou em um tom surpreso por tal pergunta vinda da mulher. 

- O que? Não posso perguntar mais? - Cruzou os braços levantando uma sobrancelha. 

- Pode, mas... Assim a senhora me deixa sem graça. - Falou arrancando altas risadas da outra. 

- Está com vergonha da sua própria mãe? 

- É que...nós nunca conversamos sobre isso, não estou acostumada. 

- Eu sei mas saiba que pode falar sobre tudo comigo, sou sua mãe e mais compreensiva que seu pai. 

- Ah claro, até parece que foi ele quem mandou spray de pimenta na minha mala. - Ela riu. 

- Isso é para sua auto defesa, não significa que não possa conversar sobre garotos comigo. 

- Ok, eu entendi mãe. 

- Então...Qual é o nome dele? 

- Johnny, ele se chama Johnny. - Falou de modo bobo. 

- Parece que temos alguém apaixonada. - Cantarolou deixando a filha ruborizada e riu em seguida. 

- Não estou não e isso não tem graça mãe. 

- Uhum, eu acredito em você. - Disse de modo irônico. 

- A senhora está bem piadista hoje, por acaso ganhou algum caso importante? 

- Isso eu sempre ganho. 

- Tsc! Convencida. - A mais velha riu e disse: 

- Fico feliz que esteja bem, querida, agora eu tenho que desligar, fique bem. 

- Fique bem você também. 

- E me mantenha informada. - Falou se referindo ao assunto de segundos atrás e S/n revirou os olhos de modo divertido logo rindo com a mãe.  - Não se esqueça que eu te amo. 

- Também te amo mãe, até mais. - Acenaram uma para a outra em frente à câmera e encerraram a chamada. 



(...) 


Três dias se passaram e no momento S/n se encontrava em um grande dilema, não sabia se prestava atenção no que os amigos conversavam ou se criava coragem para ir até o garoto que estava sentado sozinho na mesa do canto enquanto comia em silêncio.

A verdade é que a garota queria lhe entregar a garrafa de suco que comprara cedo no mercadinho, o mesmo suco que Johnny a ajudou pegar, ela queria retribuir o favor e sabia que aquele era um jeito meio tosco de agradecer mas se sentia bem com aquilo. 

- S/n, você está escutando? - Ivy perguntou novamente pela quarta vez e soltou um "graças à Deus" quando  conseguiu a atenção da amiga. 

- Desculpe, o que estava dizendo? 

- Que estou organizando uma festa no lago para os alunos do terceiro ano e queria que você fosse conosco, você vai, não é? 

- Claro, vou falar com o meu pai. - Sorriu ao ver que a outra ficou feliz com sua resposta positiva. 

Mais uma vez se desligou da conversa e voltou seus olhos até onde o garoto estava, franziu a testa se perguntando onde ele foi já que não o viu mais no mesmo lugar. 

Varreu cada canto do refeitório com o olhar encontrando-o bem distante de si, levantou do banco rapidamente deixando seus amigos confusos pelo ato repentino.

Hayes pegou a garrafa de suco da mesa e saiu correndo ignorando a voz de Kevin a chamando, entrou em vários corredores mas todos estavam vazios, nenhum sinal do asiático. 

Estava quase desistindo quando viu uma sombra masculina ir para a quadra, sorriu tendo a certeza de que era ele ali e o seguiu. 

Observou o Seo por alguns minutos sentado abaixo das arquibancadas, caminhou tranquilamente até lá, parou de frente à ele e seu coração ficou aquecido com o olhar que lhe foi dirigido. 

- Oi. - Disse sorrindo timidamente. - É Johnny, não é? 

- O que quer? - A respondeu com outra pergunta. 

S/n suspirou baixinho e sentou -se ao lado do garoto, estendeu o suco de laranja para que pudesse pegar e tudo o que ele fez, foi levantar uma sobrancelha. 

- Eu queria agradecer por me ajudar a pegar o suco e por me livrar de uma terrível queda aquele dia. 

- Te livrei de uma queda um dia e fiz você se machucar no outro. - A encarou firmemente fazendo -a navegar em seus lindos olhos obscuros. 

- Você não fez eu me machucar, eu não prestei atenção em quem estava na minha frente. - Ficaram em silêncio. 

O asiático de cabelos escuros levantou e se pôs a andar rápido, de modo que a garota nao lhe alcançasse. 

- Espera! - Ela falou alto. - Seu suco. 

Ele a olhou por breves segundos, uma parte de seu cabelo estava caída sobre um dos seus olhos o dando um ar frio e talvez... só talvez, esse fosse seu verdadeiro eu. 

- Você quer me agradecer? Faça como os outros e não fale comigo. 






Notas Finais


Espero que tenham gostado e me desculpem se demorei, era pra mim ter postado no sábado ou domingo mas a preguiça não deixou🤭

Até o próximo!❤

Obs: capítulo não revisado


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