História A garota do Calendário - Capítulo 1


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Hal Cooper, Hiram Lodge, Jason Blossom, Joaquin, Josephine "Josie" McCoy, Kevin Keller, Marmaduke "Moose" Mason, Mary Andrews, Penelope Blossom, Polly Cooper, Pop Tate, Sierra McCoy, Smithers, Tina Patel, Treinador Clayton, Trev Brown, Valerie Brown, Veronica "Ronnie" Lodge, Waldo Weatherbee, Xerife Keller
Tags Bughead
Visualizações 53
Palavras 625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Leiam com carinho essa adaptação e deixem os seus comentários, bjs da Lore.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Amor verdadeiro não existe. Passei anos imaginando que existisse. Na verdade, achei que

tivesse encontrado. Quatro vezes, para ser mais exata. Vejamos:

Chuck. Meu namorado do colégio. Ficamos juntos durante todo o ensino médio.

Ele era a estrela do time de beisebol. O melhor que a escola já teve. Grande, tinha mais

músculos que cérebro e o pinto do tamanho de um amendoim com casca. Provavelmente

graças aos esteroides que tomava escondido de mim. Ele me abandonou na noite da

formatura. Fugiu com a minha virgindade e a chefe das líderes de torcida. Ouvi dizer que

ele largou a faculdade e está trabalhando como mecânico em uma cidadezinha sem nome,

com dois filhos e uma mulher que não torce mais por ele.

Depois, teve o assistente do professor na minha turma de introdução à psicologia na

Faculdade Comunitária de Las Vegas. Seu nome era Maxwell. Eu achava que ele era o

cara. Acontece que ele sapateou em cima do meu coração, porque pegava uma garota de

cada turma em que era assistente. Na verdade, ele prestava assistência a peitos e bundas, e

sempre tinha muitos deles à disposição. Tudo bem. Ele acabou engravidando duas

meninas na mesma época e foi expulso da faculdade por má conduta. Aos dezenove anos,

já tinha duas mães na sua cola, exigindo que ele pagasse pensão. Pensando bem, havia

algo muito poético nisso. Graças a Deus, sempre exigi que ele usasse camisinha comigo.

Aos vinte, dei um tempo. Passei o ano todo servindo mesas no MGM Grand, na Las

Vegas Strip. Foi aí que conheci o afortunado número três, Benny. Só que nem eu nem

ele tivemos sorte. Ele contava cartas no pôquer. Na época, dizia que era da área de

vendas, rodava os cassinos e adorava jogar. Tivemos um romance que nem foi tão

romântico assim. Acho que passei a maior parte do tempo bêbada e debaixo dele, mas,

infelizmente, acreditei que ele me amava, já que me dizia isso o tempo todo. Durante dois

meses, nós bebemos, nadamos na piscina do hotel e transamos a noite toda em um dos

quartos que eu conseguia arrumar com um amigo que trabalhava na limpeza. Eu servia

bebidas de graça para esse cara e os amigos dele e, em troca, ele me dava a chave de um

quarto na maioria das noites. Funcionava. Até o dia em que não funcionou mais. Benny

foi pego contando cartas e desapareceu. No primeiro ano de seu desaparecimento, fiquei

desesperada. Então descobri que ele tinha sido espancado quase até a morte. Ele passou

um bom tempo no hospital e depois se mandou da cidade, me deixando para trás sem

uma palavra.

O último erro foi o que podemos chamar de a gota-d’água. É o motivo pelo qual eu

acredito que o amor verdadeiro é uma coisa criada pelas empresas que vendem cartões e

por pessoas que escrevem livros sentimentais e roteiros de comédia romântica. Ele se chamava Blaine, mas seu nome deveria ser Lúcifer. Era um executivo de fala mansa.

“Executivo” é bondade minha. Na verdade, ele era um agiota. O mesmo que emprestou

ao meu pai mais dinheiro do que ele poderia pagar. Primeiro ele mirou em mim, depois

no meu pai. Naquela época, eu achava que o nosso amor era de contos de fadas. Blaine

me prometeu o mundo e me deu o inferno na Terra.

— É por isso que eu acho que você deve pegar o emprego que a sua tia ofereceu e

ver o que acontece. — Minha melhor amiga, Veronica, mascou seu chiclete de um jeito

barulhento do outro lado da linha. Afastei um pouco o telefone da orelha. 

— É a única solução. De que outra maneira você vai conseguir livrar o seu pai do Blaine e dos capangas dele?



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