História A garota do Calendário - Capítulo 3


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Hal Cooper, Hiram Lodge, Jason Blossom, Joaquin, Josephine "Josie" McCoy, Kevin Keller, Marmaduke "Moose" Mason, Mary Andrews, Penelope Blossom, Polly Cooper, Pop Tate, Sierra McCoy, Smithers, Tina Patel, Treinador Clayton, Trev Brown, Valerie Brown, Veronica "Ronnie" Lodge, Waldo Weatherbee, Xerife Keller
Tags Bughead
Visualizações 39
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite meus amoreeees. Espero que tenham gostado dos capítulos... vem ai um bem legal pra vcs, bjjjjsssss

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction A garota do Calendário - Capítulo 3 - Capítulo 3

— Sim, eu sei. Depois me conta como foi o encontro na Exquisite Acompanhantes de Luxo. Se puder, me ligue à noite. Merda, estou atrasada para o ensaio e ainda tenho que me vestir. — Sua voz soava entrecortada e eu podia imaginá-la correndo pelo cassino para chegar ao trabalho, o telefone colado ao ouvido, sem dar a mínima para quem a observava ou achava que ela era louca. Era isso o que a tornava tão especial. Ela falava as coisas do jeito que eram... sempre. Assim como eu.

Veronica trabalhava no show burlesco Dainty Dolls, em Vegas. Assim como o nome do espetáculo, minha melhor amiga era pequena e meiga, e sabia exatamente a melhor forma de balançar o traseiro. Homens do mundo todo vinham assistir ao show sensual na Strip. Mesmo assim, ela não ganhava o suficiente para emprestar a mim ou ao meu velho. Não que eu tenha pedido.

— Tá bom. Te amo, sua vaca — falei docemente, enquanto enfiava minha trança dentro da jaqueta de couro, para que ela caísse entre as omoplatas.

— Te amo mais, vadia.

Virei a chave no contato, acelerei e abaixei a viseira do capacete. Enquanto guardava o telefone no bolso interno da jaqueta, coloquei o pé no pedal e saí em alta velocidade, em direção a um futuro que eu não queria, mas não tinha como evitar.

— Betty! Minha querida — minha tia falou, enquanto envolvia os braços finos ao meu redor, me esmagando contra o peito. Para uma mulher franzina, ela era muito forte.

 Seu cabelo preto estava preso num coque francês elegante. Ela usava uma blusa branca, suave como seda (provavelmente porque era de seda), por dentro de uma saia lápis justa, de couro, e salto agulha altíssimo com solado vermelho. Li maravilhas a respeito daquele sapato quando passei os olhos na última Vogue. Ela estava linda. Mais que isso, ela parecia cara.

— Tia Penelope! É tão bom rever você — comecei a falar quando dois dedos, com unhas muito compridas pintadas de vermelho-sangue, me silenciaram.

Ela estalou a língua.

— Aqui você vai me chamar de sra. Blossom. — Revirei os olhos dramaticamente. Ela estreitou os seus. — Boneca, em primeiro lugar, não revire os olhos. Isso é grosseiro e nada feminino.

Ela apertou os lábios.

— Em segundo lugar... — Caminhou ao meu redor, me avaliando como se eu fosse uma obra de arte, uma estátua. Algo frio e impenetrável. Talvez eu fosse. Enquanto me avaliava, abria e fechava um leque preto de renda, batendo-o ocasionalmente na palma da mão. 

— ... nunca me chame de Penelope. Essa mulher se foi há muito tempo. Morreu

quando o primeiro homem em quem eu confiei fez picadinho do meu coração e deu para os cachorros comerem.

A imagem era feia, mas tia Blossom era extremamente honesta.

— Cabeça para cima. — Bateu na parte de baixo do meu queixo, me obrigando a erguê-lo de imediato. Então repetiu o gesto na base da minha coluna, onde a camiseta justa com estampa de banda não cobria o cós do jeans desbotado que eu adorava,deixando um pouco de pele à mostra.

Instantaneamente endireitei a postura, forçando os peitos para a frente. Seu sorriso de lábios vermelhos se ampliou, exibindo dentes brancos, perfeitamente alinhados. Eram os mais bonitos que o dinheiro podia comprar e uma despesa regular para as mulheres ricas de Los Angeles. Eu não conseguia andar um metro e meio sem encontrar alguém que ia mais ao dentista do que é medicamente necessário, ou ao dermatologista para aplicações mensais de botox. Tia Penélope era, obviamente, uma cliente assídua desse tipo de tratamento. Ainda assim, mesmo beirando os cinquenta anos, ela estava, definitivamente, com tudo em cima.

— Bem, você é muito bonita. Mas vai ficar ainda melhor depois que a colocarmos em algo mais apresentável e fizermos o ensaio fotográfico. — Seu rosto se contorceu em uma careta quando ela olhou para minha roupa de motociclista.

Dei um passo para trás e bati numa cadeira de couro logo atrás de mim.

— Ainda não concordei com nada.

Os olhos de Penelope se estreitaram novamente.

— Você não disse que precisava de muito dinheiro, e rápido? Por causa do imprestável do meu cunhado, que estava no hospital? Com problemas? — Ela se sentou delicadamente, cruzou as pernas e apoiou os braços, com leveza, no couro branco da cadeira.

Tia Penelope nunca gostou do meu pai. O que era uma pena, pois ele fez o melhor que pôde como pai solteiro, especialmente quando a irmã dela — minha mãe — abandonou as duas filhas. Eu tinha dez anos na época. Madison tinha cinco e, desde então, não tem lembrança nenhuma da nossa mãe. 

Mordi o lábio e olhei em seus olhos verdes. Éramos tão parecidas. Tirando todas as cirurgias plásticas que ela tinha feito, era como olhar em um espelho, vinte e cinco anos à frente. Seus olhos tinham o mesmo tom de verde, quase amarelo, que as pessoas passaram a minha vida toda elogiando. Verde-ametista, diziam. Como olhar para um diamante verde raro. Nosso cabelo tinha o mesmo tom de preto, tão escuro que, quando exposto à luz, você podia jurar que era azulado.

Ajeitando os ombros contra a desconfortável cadeira, respirei fundo.

— Sim, dessa vez o meu pai se meteu num grande problema com o Blaine. — Penélope fechou os olhos e balançou a cabeça. Mordi o lábio, lembrando do meu pai, pálido e magro, com hematomas cobrindo cada centímetro de seu corpo enquanto ele jazia sem vida no hospital. — Ele está em coma. Foi duramente espancado há quatro semanas.

Ainda não acordou. Os médicos acham que pode ser devido ao trauma no cérebro, mas ainda vai demorar para saber. Muitos ossos foram quebrados. Ele está com o corpo todo engessado — terminei.

— Jesus Cristo. Selvagens — ela sussurrou e deslizou a mão pelo cabelo, colocando um fio atrás da orelha e se recompondo silenciosamente. Eu já a tinha visto fazer aquilo.

Minha Tia era mestra em manipulação e podia controlar suas emoções melhor do que qualquer pessoa que já conheci. Eu cobiçava esse talento. Precisava disso.

— É. E na semana passada, quando eu estava de vigília ao lado da cama dele, um dos

capangas do Blaine veio me ver. Disse que era o fim da linha para o meu pai. Se não receberem o dinheiro com juros, vão matá-lo. Depois vão vir atrás de mim.

Eles chamaram de “dívida herdada”. Seja lá o que isso signifique. De qualquer forma, preciso juntar um milhão de dólares, e rápido.

 Minha Tia apertou os lábios e bateu a unha do indicador contra o polegar várias vezes. O tique-taque incessante quase me deixou louca. Como ela podia estar tão calma, tão indiferente? A vida de um homem, a minha e a da minha irmã mais nova estavam em risco. Ela não ligava para o meu pai, mas sempre teve um fraco por mim e minha irmã.

Seus olhos encararam os meus, ferozes e brilhantes, com uma emoção desconhecida.

— Podemos conseguir em um ano. Você acha que eles lhe dariam esse tempo para pagar parcelado? — Sua sobrancelha se arqueou enquanto ela concentrava toda a atenção em mim.

Os pelos dos meus braços se arrepiaram e eu joguei os ombros para trás, em defesa.

Balancei a cabeça.

— Não sei. Tenho certeza de que o Blaine quer o dinheiro, e, como tivemos um lance um tempo atrás, posso tentar pedir. Aquele filho da puta sádico sempre gostou de me ver de joelhos, implorando.

— Guarde as suas aventuras sexuais para você, boneca. — Ela sorriu maliciosamente. — Parece que vamos ter que colocá-la para trabalhar imediatamente. Só as melhores contas. Temos que adiantar tudo. Preciso de você aqui amanhã de manhã para a sessão de fotos. Vai durar o dia inteiro. Vamos tirar algumas fotos, fazer vídeos etc. Vou pedir aos meus rapazes que subam o material para o site seguro no dia seguinte.

Tudo estava acontecendo muito rápido. As palavras “podemos conseguir” soaram em meus ouvidos como uma tábua de salvação, um bote em mar aberto cercado de tubarões, porém ainda flutuando.

— Mas eu vou ter que dormir com eles? Quer dizer, eu sei que existem diferentes tipos de acompanhantes. — Fechei os olhos esperando pela resposta, até que senti algo quente apertar minhas mãos. Ela as estava segurando.

— Boneca, você não tem que fazer nada que não queira. Mas, para conseguir todo esse dinheiro, precisa considerar a possibilidade. Meus clientes e eu temos um acordo verbal, por assim dizer. Minhas meninas dormem com eles, e eles acrescentam vinte por cento à comissão. Esse percentual é deixado em dinheiro, num envelope, no quarto da garota. Nada disso é pago para mim ou para minha empresa, já que a prostituição é ilegal na Califórnia. — Minha Tia tocou o próprio queixo com o indicador. — Mas as minhas meninas devem ganhar mais pela conveniência, você não acha? — Ela piscou.

Assenti num gesto de cabeça, sem jeito, sem saber o que pensar, mas concordando mesmo assim.

— Vou agendar você por mês. Essa é a única maneira de conseguirmos um cheque mensal de seis dígitos. — Seus olhos verde-claros estavam brilhantes. Tanto que eu quase acreditei que poderia ser fácil se eu tivesse a mente aberta. — Você vai ser enviada para onde o homem estiver e ser tudo o que ele precisar durante o mês. Mas eu não vendo sexo. Se você dormir com eles, vai ser uma decisão sua. Entretanto, quando der uma olhada nos homens que eu tenho na lista de espera, você vai pensar duas vezes sobre não ir para a cama com eles. Isso sem falar no pagamento extra. — Ela sorriu e depois se levantou. Caminhou ao redor da mesa de vidro, sentou-se e, em seguida, virou-se para o computador, me dispensando silenciosamente. Senti que estava presa à cadeira de couro, incapaz de me mover. Pensamentos de como é que eu ia dar conta desse trabalho rodeavam minha mente feito abutres ferozes, caçando e bicando minha moral, um a um, como se ela fosse uma presa disponível.

— Vou fazer isso — ouvi-me sussurrar.

— Claro que vai. — Ela olhou para mim por cima do computador. Seus lábios se abriram em um sorriso torto. — Você não tem outra opção se quiser salvar o seu pai. 


Notas Finais


Li uma série recentemente que achei muito legal, seria uma ótima adaptação também, vou tentar postar um capítulo hoje se gostarem por favor não deixem de comentar é muito importante, bjs ❤


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