História A Garota dos Cabelos de Fogo - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags April Martinez, Drama, Grifinória, Harry Potter, Karen Gillan, Magia, Pedra Filosofal
Visualizações 108
Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Demorei? Um pouco, mas acho que vão gostar, porque conheceremos mais sobre a família Martinez!

Espero que gostem!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 15 - Eu vou jogar os três pra fora desse carro!


— Você sabe que eles não pesquisar nada nas férias de Natal, não sabe? — Perguntei.

A maioria dos alunos estava voltando para casa, porém Harry e Rony ficaram na escola. A família de Harry não o queria lá e a de Rony estava viajando para a Romênia a fim de ver um outro irmão que morava lá.

— Sei, mas ainda assim não custa ter um pingo de esperança…

Assenti levemente com a cabeça e voltei a olhar para a janela. Em questão de horas veria os meus pais novamente e meu irmão, embora este último não estivesse nem aí para mim.

E, talvez, meus tios e primos apareçam lá em casa também. Seria o mesmo clima gostoso e calmo de sempre, porém desta vez com um único detalhe que não poderíamos revelar.

— Se você acha… — Respondi por fim, apenas para não deixar um silêncio constrangedor. Porém, Hermione ficou calada e aconteceu do mesmo jeito…

[...]

— Eu estava com tantas saudades! — Minha mãe exclamou, me abraçando fortemente, sem se importar se iria parecer uma louca ou não.

— Nossa, eu também, quase morri… — Meu irmão comentou sarcasticamente.

Enquanto abraçava meus pais, fiz questão de encará-lo mortalmente para ver se entrava na cabeça dele que não era o momento certo de quebrar o clima tão bom que havia se instalado. Hermione também abraçava seus pais, feliz por reencontrá-los.

— Como que foi em Ró… Hog… Nessa escola aí? — Meu pai perguntou, visivelmente confuso com o nome da escola.

— Hogwarts, pai. — Respondi, sorrindo de lado. — Divertido… Incrível, perfeito… O melhor lugar do mundo, talvez.

Meus pais não aprovaram muito a minha decisão de ir para um internato em que aprendia-se magia e outras coisas que algumas pessoas poderiam considerar más, porém não me impediram de tentar e eu fiquei muito feliz por isso. Não imagino como eu viveria sem eles…

— Até o final das férias, April… — Hermione veio se despedir. — Tchau... — Terminou, cumprimentando meus pais e Scott com um aceno tímido.

— Até, Hermione! — Exclamei, a abraçando com força. — Nós vamos conseguir aquilo… — Murmurei.

Ela assentiu e saiu caminhando com seus pais até a plataforma dos trouxas, passando pela entrada. Eu até iria junto, se minha família não quisesse saber sobre a própria e também sobre meus outros amigos, principalmente os garotos.

— Eu só tenho dois amigos meninos, pai. — Respondi, com certo nojo só de me imaginar com um deles. — E não… Não. Só não vai rolar…

Meu pai me encarou desconfiado, duvidando das minhas palavras. Minha mãe apenas sorria de lado, parecia se conter para não rir da minha cara.

— Eu disse isso sobre uma garota na época da escola. Sabe o que aconteceu? — Ele perguntou, neguei com a cabeça. — Estou casado com ela.

Arregalei os olhos. Não imaginei que ele tivesse dito que jamais casaria com a mamãe, na verdade, nunca imaginei nada relacionado ao passado dos meus pais. Nenhum deles conta e eu não pergunto sobre.

Felizmente, não teve mais nenhum questionamento relacionado a garotos. Saímos da plataforma e, em meio a várias perguntas sobre a escola e como funciona, fomos até o carro do papai, que agora havia sido trocado por um preto que, segundo ele, tinha a aparência mais chique. Só pelo olhar da mamãe, via que ela odiava aquele carro.

Em meses, a primeira coisa que descobri foram as músicas novas que haviam lançado. Mamãe parecia estar viciada em uma música nova da Whitney Houston, tanto que quando ficávamos calados, meu irmão fazia questão de levantar algum assunto apenas para ela não começar a cantarolar de novo.

— E as matérias, April? Como são? — Perguntou, fazendo até meu pai franzir o cenho.

— Desde quando se interessa tanto pela vida da sua irmã? — Minha mãe perguntou, se virando para olhá-lo no banco de trás.

— Não me interesso, só estou tentando impedir você de cantar I Will Always Love You de novo! — Explicou.

Meu pai começou a gargalhar da resposta, me fazendo rir junto e assim, nós três ficamos rindo histericamente enquanto minha mãe nos encarava mortalmente.

— Eu vou jogar os três pra fora desse carro… — Ameaçou.

— E quem dirige? Você? — Meu pai perguntou, segurando o riso. — Não sabe nem trocar de marcha.

Não sei ao certo qual foi o argumento utilizado, mas ela aproveitou o farol que havia acabado de fechar e murmurou alguma coisa no ouvido do meu pai que o fez arregalar os olhos na mesma hora.

— Chega de brincadeiras, crianças. Vamos respeitar sua mãe.

Meu irmão bufou alto e olhou para mim, murmurando um “Greve”. Não precisou de muita coisa a mais para eu entender o que ele queria dizer. Já não fico muito surpresa com a capacidade dos homens de mudarem de opinião por algo tão besta… Daqui a alguns anos, meu irmão será um deles.


[...]

Foi inevitável sorrir quando minha mãe abriu a porta de casa. Mesmo com meus amigos, nada poderia ser comparado a minha casa! Nem o casal de vizinhos discutindo na casa ao lado e os cachorros do outro vizinho, era uma sensação boa estar ali.

Meus tios e primos viriam apenas a noite, ou seja, eu teria o dia inteiro para descansar e depois, me arrumar para estar perfeita nas fotos de família. Qualquer coisinha de errado, meu tio August fazia questão de soltar um comentário, quase sempre me deixando constrangida. Como minha tia aguenta? Uma questão sem resposta.

— Você não respondeu minha pergunta. — Scott comentou, se apoiando na porta do meu quarto. — Como são as aulas? Eu quero saber todas, inclusive. Não pretendo pagar mico quando entrar na escola.

A autoestima de Scott era algo quase palpável. O garoto jamais se abalava com nenhum comentário e eu não o vejo chorando desde que ele tinha quatro anos, em compensação eu… Melhor não comentar.

— São muitas, mas garanto que a pior é História da Magia. — Respondi, me deitando na cama.

— Qualquer coisa que tenha a palavra História é ruim, não importa se tenha magia ou não, será um porre.

Assenti. Uma das poucas coisas que concordávamos era que História não é legal. Ainda assim, tive a esperança de que no mundo mágico ela se tornasse mais suportável. Erro meu, ficou pior do que antes.

— E o que mais? — Perguntou, andando até se sentar na ponta da minha cama.

— Tem transfiguração, feitiços, Defesa Contra a Arte das Trevas, poções… Inclusive, minha reputação é por ser boa nesta última, então sua obrigação é ser bom em outra coisa.

— Transfiguração? — Sugeriu.

— É sua. — Respondi. — Quer saber mais alguma coisa?

— Quero… — Um sorriso malicioso cresceu no rosto do garoto antes dele perguntar. — Pegou algum menino ou ainda tem a imagem de falsa santa?

O encarei furiosamente. Já faz uns dois anos desde que Scott diz que sou uma falsa santa e que, um dia, minha máscara vai cair e eu mostrarei a naja que posso ser, além de que pegarei vários e vários, apenas por diversão. Eu odiava ouvir isso e hoje não foi diferente.

— SAI DAQUI! — Berrei, me sentando na cama para pegar um travesseiro. — SAI!

— Ela começou a se transformar na naja! — Meu irmão cantarolou, recebendo um travesseiro nas costas logo em seguida. — AI! Sua louca!

Ouvimos o grito da minha mãe para ele me deixar em paz, o fazendo sair do quarto e bater a porta com força. Tudo que preciso agora é de descanso e o que recebo? Um idiota vindo me falar esse tipo de coisa… É muito mesmo.


[...]

Mais tarde, minha mãe veio me acordar para avisar que eu deveria me arrumar para a recepção dos meus tios e até ajudou com a maquiagem. Tudo leve, afinal ela é adepta ao “Conseguimos nos destacar sem maquiagem”, me obrigando a não passar batons vermelhos, sendo que os amo.

Coloquei uma blusinha vermelha com detalhes em renda na barra da mesma, embora estivesse frio do lado de fora da casa, dentro estava bem quentinho e gostoso, então achei que seria uma boa. Para combinar, a saia era preta e florida. Aproveitei a situação e coloquei o colar que meus pais haviam me dado de aniversário, pois fiz questão de trazê-lo comigo.

— Está perfeita! — Minha mãe exclamou, sorrindo abertamente enquanto colocava o blush dentro da caixinha de plástico que ela tinha apenas para maquiagem, não enchia nem metade do espaço, mas é questão de organização, segundo a própria. — Quem diria… Minha garotinha se tornando uma adolescente… Logo vem o primeiro beijo, o primeiro namoro, a primeira menstruação…

Engoli um seco. Já ouvi falar que a maioria dos pais tinha aquela conversa com os filhos, porém os meus nunca nem citaram que um dia fariam isso. Só falta ser agora…

— É, mas ainda tá meio longe, não pretendo namorar tão cedo. — Respondi.

Quando ouvi a campainha tocar no andar debaixo, me levantei bruscamente e sai correndo, gritando que meus tios haviam chegado. Faço qualquer coisa para fugir do tão famoso assunto…

Porém, meu irmão e meu pai já estavam cumprimentando meus tios e meus primos quando eu cheguei, e infelizmente atrai mais atenção do que deveria enquanto corria, fazendo os seis franzirem o cenho.

— Como já sabemos, minha irmã é louca. — Scott comentou para Carine, que apenas soltou um riso.

— E aí, April? — Ela cumprimentou, sorrindo enquanto acenava.

— Oi, Ca! Oi, Lou! — Cumprimentei, correndo para abraçá-los e dar um beijo na bochecha de cada um.

Carine é dois anos mais velha do que eu, já Louis tem a mesma idade, confirmando que nenhum dos dois são bruxos. Scott tem uma paixão platônica pela primeira, embora já saiba que ela não dá muita bola. Louis, em compensação, parece ter uma enorme queda por mim…

— Tia Selene! — A abracei. — Me ajuda, minha mãe quer ter aquela conversa comigo… — Murmurei em seu ouvido.

— Vixe, se fodeu… — Ela respondeu.

Papas na língua? Minha tia não conhece e não pretende conhecer nunca. Já meu tio é mais reservado e educado.

— Oi tio… — Cumprimentei-o com um beijo na bochecha.

Nesse momento, minha mãe desceu as escadas usando um vestido preto liso. Meu pai parece se apaixonar de novo por ela a cada vez que a vê descendo as mesmas escadas, é como se o amor nunca acabasse… Se for para ter um casamento, quero que seja exatamente assim.


Notas Finais




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