História A garota errada. - Capítulo 85


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Categorias Piratas do Caribe
Personagens Capitão Jack Sparrow, Personagens Originais
Tags Aventura, Mistério, Navios, Piratas, Romance
Visualizações 7
Palavras 990
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 85 - Tarde demais


Narradora on:

Para Jack Sparrow, as coisas estavam mudadas, e mudadas para pior. Ele não sabia como lidar com o rapto de Elisa. Pensava em como ela estava se virando e torcia para que as conclusões dele fossem todas equivocadas. Gibs tentava reunir a maior tripulação possível, mas a maior dúvida na mente de Sparrow era: como vamos resgatar a Elisa?

Davy Jones narrando:

Cheguei na ilha mais rapidamente do que eu esperava e, ao ver alguns buracos espalhados aqui e ali, eu soube que Barba Negra estava com seus dias contados. Saí andando, olhando em cada canto para ver se achava aquele traidor.

Elisa narrando:

Depois de passar um bom tempo pensando no meu plano, e em como executá-lo, concluí que, para conseguir aliados naquele navio, eu precisaria, primeiramente, criar coragem para sair daquele gabinete e utilizar ideias convincentes para fazer um dos tripulantes me ajudar a fugir. E, se eu estava certa, o bom era fazer isso imediatamente, pois logo o Jones voltaria e certamente seria o meu fim.

Respirei fundo algumas vezes e abri a porta. Saí de lá devagar, encolhendo-me com o ranger da porta. Os marujos zumbis que estavam no convés me olharam, mas depois resolveram ignorar a minha presença, algo ao qual eu era extremamente agradecida. Porém, um marujo no convés me observou com muita atenção, e, logo que eu vi, estava ao meu lado.

- Quem é a senhorita? É nova na tripulação? – Ele parecia muito interessado na resposta.

- Não exatamente. Não permanecerei aqui por muito tempo.

O marujo fez cara de surpresa.

- Ah, é? E como pretende sair daqui?

- Não sei ainda. Só sei que se alguém por acaso me ajudasse... Teria direito a uma vingança. – Os olhos dele brilharam.

- E o que o dito pirata tem que fazer para lhe ajudar?

- A coisa mais simples do mundo: me tirar daqui e me levar ao navio de Jack Sparrow.

Eu não precisava dizer mais nada depois disso.

- Quando pretende chegar lá?

- O mais rápido possível. – Eu disse. – Porém, com uma condição.

- Qual? – a expressão dele já mudou.

- Eu dito os termos da vingança.

- O que?! Não é justo.

- Se você soubesse quem eu sou, saberia que sou incapaz de falar de justiça – falei, para que ele tivesse outra impressão de mim.

Resolvi olhar ao redor, para ver se alguém estava nos observando, e vi outro marujo zumbi, só que, dessa vez, ele parecia realmente estar bisbilhotando a conversa alheia.

- Conversamos depois - falei, mais baixo. – Isso se você concordar com meu plano.

Entrei no gabinete novamente.

Gibs narrando:

Quando achei que estávamos em um número bom de marujos, o suficiente para enfrentarmos a tripulação de Davy Jones, resolvi falar com eles. Porém, fui parado pelo Turner no meio do caminho.

- Gibs, como vai convencê-los a nos ajudar?

- Todo sujeito que se intitula pirata odeia Davy Jones. Só é preciso colocar esse sentimento a tona.

- Mas, todo sujeito que se intitula pirata teme o Kraken. – Ele respondeu. – Como vai responder essa?

- O Kraken é controlado pelo capitão, é como um bichinho de estimação.

- Só que muito pior.

- Exatamente. Se o Jones for abatido, não há nada que o Kraken faça.

Ele me olhou, confuso e chocado.

- Deixe comigo.

Achei um lugar mais alto que o convés e comecei a falar. Ao longo da minha fala, consegui chamar a atenção de todos e, em alguns momentos houve confusão, mas, quando mencionei o Kraken, o medo foi o sentimento predominante. Assim que desenvolvi a ideia, a maioria deles, que claramente não tinham visto o Kraken pessoalmente, aceitaram no final, enquanto outros me olharam com desconfiança e medo.

Depois do discurso, fui ao gabinete, onde o Jack estava acomodado havia três dias, muito quieto.

- Jack? – eu o chamei.

- Ouvi seu discurso daqui – ele virou a cadeira e ficou de frente para mim. – Você está mentindo para todos eles, e acho que não é por acidente. Por que falou aquilo?

- Ás vezes, precisamos fazer sacrifícios. Eles são os sacrifícios.

- O Kraken não vai atacar apenas eles!

- Eu tenho um plano – eu o tranquilizei.

- Ah, é? – ele disse, irritado. – Pois me conte seu plano suicida.

Expliquei o que eu tinha em mente, e o ponto de vista do Jack mudou.

- E o Turner? Onde entra nisso tudo?

- Bom, pode ser que, por acidente, ele acabe ficando para trás. – O Jack me olhou com uma cara quando eu disse isso...

- Por acidente?! Você quer dizer de propósito – ele afirmou. – Só pode ser brincadeira.

- Não sabia que simpatizava com ele agora.

- Gibs, até parece que você não viu – ele se levantou. – Ele praticamente perdeu todo o controle emocional quando a Lisa sumiu.

- E?

- Ele ama a Elisa. Isso é muito óbvio.

- Eu sei disso. – Afirmei.

- Então por que é que quer deixa-lo para trás?  - ele não conseguia entender meu ponto de vista, então decidi explicar do jeito mais lógico possível.

- O quanto a Elisa não sofreu por causa dele? O quanto não está sofrendo? E o quanto ela ainda não vai sofrer? Se ele simplesmente sumir, claro que ela vai passar um certo tempo meio triste, chateada. Mas logo vai passar. Ela vai achar outra pessoa, que de preferência não seja pirata, e não tenha motivos para ir embora.

Ele me olhou, perplexo.

- É assim que você vê as coisas?

- E tem outro jeito?

Calypso narrando:

Saí a toda do Holandês Voador, pensando no que faria quando chegasse à ilha. Apesar de ser um local extenso, eu sabia muito bem encontrar alguém lá, e, se fosse para achar Davy Jones e o tesouro que ele escondia, era só ir para o interior da ilha.

...

Cheguei e logo vi que cheguei tarde demais. Olhei ao redor, pensando em como remediar a situação.



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