História Garota Esquisita (Pausada) - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Drama, Inosai, Naruhina, Revelaçoes, Romance, Sasusaku
Visualizações 186
Palavras 2.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Desculpa a demora e para compensar isso, trago para vocês um capitulo apetitoso de ler ^-^ tenham uma ótima leitura!!!

Capítulo 5 - Uma músiCa


Sαкυrα

Quando entrei no ônibus, ele estava olhando pela janela. Sentei em meu lugar como sempre, entreguei o mangá e ele o pegou.

– Obrigado – digo baixinho.

– Por nada – ele diz olhando a capa do mangá sobre seu colo.

Droga. Pensei. Na noite anterior eu havia me empolgado tanto com o mangá que acabei rabiscando a capa do mesmo. Fitava o mangá sobre o colo dele. Talvez ele esteja bravo comigo. Ele também fitava o mangá: os rabiscos.

– Então – ele começou – Você curte Link Park?

Olho para ele, surpresa. Talvez confusa. Ele aponta para o livro no qual eu escrevi “In the End” em letras maiúsculas com caneta verde.

– Não sei – respondo – Nunca ouvi.

– Então você só quer que as pessoas pensem que você gosta do Link Park? – pergunta com indiferença.

– É – digo, olhando ao redor do ônibus. – Estou tentando impressionar os locais.

Não sabia dizer se ele não conseguia evitar dar uma de grosseiro, mas sem dúvida o fazia com muita naturalidade. Ele virou-se para a janela.

Quando cheguei à sala de aula, tentei cruzar meu olhar com o dele, que virou o rosto. Parecia que estava se esforçando tanto para me ignorar que nem participou da aula.

O professor Kakashi ficava tentando me destacar, algo que ele passava a fazer quando a aula se tornava entediante. Nesse mesmo dia, estávamos lendo sobre Romeu e Julieta.

– Você não parece chateada com a morte do casal, Srta. Haruno.

– Como? – pergunto, franzindo o cenho para o professor.

– Você não acha triste? – insistiu ele. – Dois jovens amantes mortos. “Nunca houve história mais triste”. Não a tocam essas palavras?

– Acho que não.

– Por que tanta frieza? – ele ficou em pé em frente à minha carteira.

– Não sei... – respondi – Só não acho que é uma tragédia.

– É uma tragédia – afirma o professor.

Olho torto para ele. Novamente tentando me destacar. Penso. Já não basta ter cabelos rosados, uma testa grande e usa roupas de brechó, só acho que isso já chama atenção demais. Mais pelo visto, para o professor ainda era pouco.

– Mas ele fica tão obviamente tirando sarro deles – comento.

– Quem?

– Shakespeare.

– Explique-se...

Olho torto mais uma vez.

– Romeu e Julieta são apenas dois jovens ricos que sempre tiveram tudo o que quiseram. E, agora, eles acham que querem um ao outro.

– Estão apaixonados... – diz o professor, com a mão no coração.

Dramático.

– Eles mal se conhecem.

– Foi amor à primeira vista.

– Foi “Ai, meu Deus, ele é tão fofo” à primeira vista. Se Shakespeare quisesse fazer você acreditar que eles estavam apaixonados, não diria quase na primeira cena que o Romeu estava pensando muito na Rosaline. Isso é Shakespeare tirando sarro do amor – explico para o professor.

– Então por que ele sobreviveu?

– Sei lá, porque Shakespeare é um ótimo escritor?

– Não! – diz o professor de cabelos grisalhos. – Alguém mais? – pergunta o professor olhando a sua volta – Alguém com coração?

Agora me ofendi.

– Sasuke, diga-nos, por que Romeu e Julieta sobreviveu por quatrocentos anos?

Sasuke odiava falar na aula. Percebi isso depois que ele disse "pergunta para outro, porque não tô afim" na aula da professora Kurenai que aparentemente ficou irritada, só não quis demostrar.

– Porque... – diz, baixinho, olhando para a carteira. – Porque as pessoas querem se lembrar de como é ser jovem? E estar apaixonado? – O professor cruzou os braços pensativo – Acertei?

– Ah, sem dúvida, acertou – responde o professor. – Não sei se foi por isso que Romeu e Julieta se tornou a peça mais amada de todos os tempos. Mas, sim, Sr. Uchiha. Ninguém nunca disse algo mais correto. – diz por fim olhando para mim. – Vamos continuar com a aula.

Velho puxa saco.

...x...

Quando ele subiu no ônibus naquela tarde, eu já estava lá. Levantei para que ele sentasse em seu lugar, na janela.

– É tipo uma lista de presentes – digo baixinho, quase sussurrando.

– O quê? – pergunta surpreso me olhando.

– São canções que eu queria conhecer. Ou bandas que queria conhecer. Coisas que parecem ser interessantes.

– Se nunca ouviu, como sabe que existem?

– Não sei – respondo na defensiva. – Meus amigos, amigos mais velhos... revistas. Sei lá. Por aí.

– Por que não ouve as bandas de uma vez?

Porque não tenho um rádio, nem celular e muito menos um computador em casa. Seria uma ótima resposta.

– Deixa quieto – respondo.

Não conversamos mais durante o trajeto para casa.

...x...

– Por que estava tão calada? – perguntou a minha mãe.

Tinha acabado de tomar banho, estava na cozinha assistindo minha mãe fazer sopa de carne.

– Não estava calada. Estava tomando banho – afirmo.

– Geralmente, você canta no chuveiro.

– Não canto, não.

– Canta, sim. Costuma cantar “Carry on wayward son” daquela série que você assistia.

– Supernatural. Bom, obrigada por me informar, não vou mais cantar – disse saindo de perto dela, mais a mesma me sugura pelo pulso.

– Gosto de ouvir você cantando – ela diz com aquele tom doce de sempre.

– Por que você sempre faz isso? – digo ficando de frente para ela.

– Faço o que? – pergunta confusa.

- Isso, esse tom de voz meloso, foi assim que conquistou o papai? – pergunto e ela rir.

 – Quer saber mesmo como conquistei seu pai, hum? – diz se aproximando de mim com uma cara de pervertida.

– Para mãe! – dou a volta no balcão na tentativa de fugir, mas a minha mãe é mais rápida do que eu, me encurralou na parede e depois começou a fazer cócegas na minha barriga.

– E foi assim que conheci seu pai – ela diz encerrando a sessão de cosquinhas.

– Através de cosquinhas? – pergunto quase sem fôlego.

– Nos conhecemos quando ainda éramos crianças, foi amor a primeira vista. – ela fala com um brilho no olhar.

– Não existe essa coisa de amor a primeira vista.

– Se não existisse, você não estaria hoje aqui – ela volta a mecher na panela.

– Sim, claro. E a falta de anticoncepcionais  também me ajudaram a está aqui hoje.

– Sakura – ela me repreendi.

– Mãe, eu não sou burra. Tenho aula de biologia sabia?

– Então de onde vem os bebês, hein? – ela diz erguendo a colher de pau na minha direção.

– Das cegonhas, dã. – respondo num tom brincalhão.

– Que continue assim – ela volta a remexer a sopa – Mesmo que você saiba, ainda quero ter essa conversa com você, é meu dever de mãe te explicar.

– Humrum, vou fazer a lição de casa e depois janto.

– Ok, só não demore muito para vir jantar.

Fui para o andar de cima, sentei em minha cama. Não tinha nada para ler. Nada novo, pelo menos. Passei os dedos sobre os embaraçosos títulos das canções – "Dear God" e "So far Way" – escritos no livro de matemática. Queria apagá-los, mas ele provavelmente notaria e ficaria todo arrogante.

Naquela noite, peguei no sono logo após o jantar.

Acordei com gritos. Gritos de Charles. Não entendia o que ele dizia. Por baixo da gritaria, o choro da minha mãe. Soava como se tivesse chorado por muito tempo. Teria corrido e batido na porta. Gritaria com Charles, para que parasse. Teria ligado para a emergência, no mínimo – no mínimo. Mas sentia que isso era algo que uma criança faria, ou um tolo. Encerrar a briga apenas pioraria a situação.

Não é primeira vez que eles brigam, já até perdi as contas de quantas vezes já brigaram e na maioria ele sempre estava bêbado. Parei de me intrometer quando minha mãe me chamou para conversa e disse para mim fingir que nada está acontecendo. Como se fosse fácil, para mim é difícil ouvir minha mãe chorar por um idiota como ele.

O alarme tocou, nem me lembrava de ter pego no sono. Não me lembrava do momento em que a gritaria terminou. Um pensamento horrível me veio à mente, me levantei, abri a porta do quarto e senti o cheiro de bacon.

Minha mãe está viva.

E Charles devia está no trabalho.

Respirei fundo, queria ter certeza que minha mãe está bem. Desci para o andar de baixo, minha mãe estava em pé, em frente ao fogão, mais imóvel do que de costume. Não dava para não notar o hematoma que tinha no rosto. Nem o chupão embaixo do pescoço. Que monstro, que monstro, que monstro.

– Mãe – sussurrei preocupada.

– Algum problema filha? Dormiu bem? – pergunta preocupada.

A vontade de chorar ao vê-la naquele estado era imensa.

– Mãe...

– Filha o que foi?

Não disse nada. Apenas abracei ela pela cintura sentindo seu cheiro doce. Não consegui evitar que as lágrimas escorressem pelo o meu rosto. O medo de perde-la era inevitável, tenho medo de perder a minha mãe para aquele monstro, tenho medo que ele a machuque mais, tenho medo de ficar sozinha de novo. Ela é tudo que tenho.

Durante o abraço, ela também chorou e me disse que ele prometeu que isso não iria voltar a acontecer, que iria mudar.

Mentira, mentira, mentiras atrás mentiras, ele é um mentiroso. A quanto tempo venho escutando esse papo, a quanto tempo ela vem acreditando nessas falsas promessas.

Só queria que ela deixasse de ser cega para ele.

Depois de um tempo, fui para o meu quarto me arrumar para ir a escola. Coloquei a roupa mais descente que tinha, olhei para espelho e vi que meus olhos me denunciavam que eu havia chorado, de tão vermelhos e inchados estavam e Ino sem dúvida repararia. Deixei o cabelo solto e amarrei um laço no pulso.

Me despedi da minha mãe com um abraço apertado e fui para o ponto de ônibus como de costume, não demorou muito para que o mesmo chegasse. Adentrei e logo fui recebida por olhares curiosos, sorrisinhos, cochichos. Enquanto seguia para o meu lugar sem fazer contato visual com ninguém, a Ino dizer baixinho para uma garota "Acho que a testuda levou um fora" e logo caiu na gargalhada sendo seguida pela menina ao seu lado.

Parei perto do meu lugar  e olhei para a pilha de coisas deixadas ali. Depois, que peguei tudo, com o maior cuidado do mundo, eu me sentei. Peguei o CD que estava em cima dos mangás. Ele havia escrito "In the End e Outras” com pincel azul, sua letra é bonita. Entreguei o cd para ele.

– Obrigada – disse – Mas não posso aceitar.

Ele não pegou.

– É para você, fique com ele – ele sussurrou me olhando.

– Não – digo desviando o olhar para o CD – Quero dizer, obrigada, mas... não dá. 

Enfiei o CD na mão dele, mas ele não o aceitou. Por que ele tinha que fazer tudo ser tão difícil?

– Não quero – ele falou.

– Não – falei alto o bastante para que praticamente todo mundo ouvisse. – Quero dizer que não dá. Não tenho como ouvir o CD. Pegue de volta, por favor.

Ele pegou. Cobrir meu rosto com minhas mãos. Estava cansada, triste por minha mãe, por nossa situação. Queria ter ficado em casa e tentado convencê-la a deixar ele ou denunciar ele. Qualquer coisa para que nunca mais a visse com aqueles hematomas no rosto ou a escutasse chorar. Aquele maldito. Logo sou tomada por uma melodia e logo depois versos de uma canção "Why do birds suddenly appear Every time you are near? Just like me, they long to be Close to you"

“Por que os pássaros de repente aparecem?... Toda vez que você está por perto, assim como eu, eles querem estar perto de você” – Sasuke diz quase num sussurro, olho para ele surpresa – É a tradução da música que você está ouvindo – explica apontado para o par de fones de ouvidos em minha cabeça.

Quando foi que ele os colocou?

Voltei a olhar para frente sem dizer nada, só aproveitando cada verso da música e sua melodia.

O ônibus fez sua ultima parada, tirei os fones e devolvi para ele. Descemos juntos do ônibus e ficamos juntos. O que foi esquisito. Geralmente, a gente se separava assim que pisava  na calçada. Seguimos o percurso para sala de aula juntos lada o lado sem dizer nada. Tinha olhares curiosos, mais Sasuke parecia não ligar. Assim que sentei em meu lugar ele disse:

– Bem, agora você conhece a música "The long to be, close to you" na voz de Michael Bolton.

E eu sorrir para ele. E ele sorriu de volta para mim.

Durante à aula do professor Asuma que estava entediante, afinal ele comentava sobre um livro antigo de literatura.

Sentir um leve toque gelado em meu braço. Olhei para Sasuke e ele segurava em sua mão um lado do fone de ouvido erguendo para mim e outro em seu ouvido. Aceitei e o posicionei em meu ouvido. Com seu celular em mão ele apertou play e a música iniciou. "Link Park, In the End".

Que na minha opinião é a melhor música que escutei até agora. 


Notas Finais


Então gostaram? Até breve beijos :-*


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