História A Garota Impossível - Capítulo 8


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Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma, Regina, Swanqueen, Swen, Viagem No Tempo
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Palavras 2.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - A Verdade


Morte. A palavra flutua pela atmosfera, ela está entre nós. Ela vem de fora para dentro de nós, como o oxigênio.

Morte. Para os religiosos monoteístas, ela é apenas uma consequência. Um fato. Uma herança do pecado. “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo, e a morte por meio do pecado (...)”. Foi essa a explicação de Nora, quando aos três anos de idade perguntei a ela o que era a Morte.

Para o filósofo Epicuro: “A morte é uma quimera: porque enquanto eu existo, ela não existe; e quando ela existe, eu já não existo". Essa era uma forma de diminuir a morte: “Ela não é tão importante assim, fique tranquila”. Eles diziam.

A Morte. É a narradora de uma das minhas histórias favoritas de quando éramos crianças. A Menina que Roubava Livros. Eu gostava dessa definição da Morte. Um anjo da guarda. Uma amiga que visita em horas inoportunas. Ela está ali, apenas esperando. Ela é uma deusa. Um ser próprio. Amiga dos mortais. Desventurados os que são intimidados por ela. Ela não é nada, você é mais forte. Os filósofos como Epicuro tem razão sobre isso, para aqueles que foram, ela não é nada. O vazio apenas. Quem iria querer o vazio? Alguns de nós talvez. Almas mortais.

Eu já sofri com essa palavra antes. Quatro vezes, por enquanto. A primeira: a morte do hamster Skinner. Aos três anos. Meu primeiro contato com ela, a Morte. Skinner era o hamster de Rebecca, acho que isso explica o hamster ter o nome de um dos maiores psicólogos behavioristas. A segunda: a morte de tia Berta. Nesta eu já tinha idade o suficiente para entender todo o ocorrido. Berta Caliman, a filha do meio. Tinha uma guerra com a filha mais velha, Nora, e a guerra se findou com a sua morte. Berta deixou quatro filhos muito jovens: Serena, doze anos. Isaac, nove anos. Nathaniel, cinco anos. E a pequena Marissa, com apenas três anos. Sim, Marissa Caliman Aguilera. Nossa prima, filha de tia Berta. Marissa também teve seu primeiro contato com Ela aos três anos. Mas no caso dela, foi devastador. O meu caso devastador foi apenas aos treze anos. A terceira morte: Celine Mills. Dois anos depois da morte de tia Berta. Foi aí que o nosso mundo caiu. O meu e o de Nora. Claro, os meus irmãos sofreram muito obviamente, mas se recuperaram rápido. Mas a ferida no meu peito e no peito de Nora nunca se curou. Digo, no dela se curou dez anos depois. Eu tinha vinte e três. A quarta morte: a queda de Nora Caliman. Fazem cinco anos, um pouco mais. Eu sigo firme, mas sinto sua falta. Principalmente nessas horas. Nessas horas em que se apresenta a Morte.

Esta morte em específico, não é tão significativa para mim. Eu mal conhecia a criança, Caitlyn o nome dela. Era um nome irlandês, o significado: castidade. Prefiro uma palavra melhor, uma palavra que combine: inocência. Gostava de dar um significado para as coisas. A morte dessa criança? Crueldade humana. Isto é, um novo significado para a palavra humanidade.

Eu sempre odiei funerais, isso é um fato. Mas o funeral de Caitlyn teve sua singularidade, o seu modo de justiça. Em meio a promessa de guerra, um ato de resistência. Ela teve um funeral judeu. O mais breve possível, como manda a crença judaica. O seu pequenino caixão era de madeira simples, forrado com um tecido preto contendo um dos símbolos que levou a sua vida. A Estrela de Davi, com as iniciais da criança, CS. Observei a mãe e o pai da menina rasgarem o tecido de suas vestes, simbolizando o coração partido. Emma Swan fez o mesmo, imaginei que ela já estava acostumada com a tradição judaica, pela naturalidade de seu comportamento.

Emma estava no mesmo estado de espírito que os dias anteriores, palavras mal saíam da boca dela e quando faladas eram algo como “sim" ou “não”, raro era quando saía um “pode ser" ou “tanto faz". Em uma das vezes ouvi um “obrigada”, me senti privilegiada. Foi doloroso ver o meu alvo daquele jeito, preferia que ela continuasse sendo misteriosa para mim, que ela continuasse sendo um enigma. Assim, desolada como estava ela parecia apenas humana, apenas mortal. Eu não gostei de vê-la tão vulnerável. Ela passou vários dias assim, esses dias se tornando semanas. Nós da ARCIT não iríamos conseguir descobrir muita coisa com ela de luto, poderíamos nos aproveitar da fragilidade dela, mas eu não seria esse tipo de pessoa. Eu não queria fazer algum mal a Emma Swan, ao que tudo indicava ela ainda continuava sendo uma pessoa inocente. Um meio de descobrir os planos de Alonso Montanari. Então os detetives do caso decidiram dar um tempo, eles sabiam que Emma precisava dele para se recuperar da perda.

Era um conceito engraçado detetives que utilizam as leis do tempo de modo geral darem um tempo a algo. Nós não tínhamos esse privilégio, nós tínhamos que controlar o tempo e não sair distribuindo ele. Se pudéssemos fugir de nossas obrigações e manipular o tempo a nosso favor, seria algo extraordinário com certeza. Mas o ministério defensor das leis temporais logo estaria correndo atrás de nós. Prisão perpétua, ou algo assim. Eles eram muito rigorosos com a gente, infelizes somos nós detetives. Nem podemos brincar um pouquinho.

Mas veja bem eu estava presa no séc. XX condenada a esperar a hora certa de agir, lutando para me manter de pé na missão sem dar vestígios de quem eu era e o quê fazia ali, ao contrário dos outros detetives confortáveis e quentinhos em suas casas com horas livres para fazer o que quisessem. Embora eles ainda fossem meus “parceiros”, se é que podem ser chamados assim, esses crápulas. Tudo estava devidamente sob controle, até ali. Era começo do mês de novembro, o clima natalino já chegava em toda a cidade de Londres. Ah, esse é o poder da Saturnália! A senhora Rosewood já estava a todos os vapores preparando uma festa que começaria dali a um mês. Essa gostava de festas. Mesmo com a promessa de festa, Emma continuava em seu estado de atimia, desamparada. Apenas depois de algumas semanas conseguia soltar uma frase inteira, ao invés de palavras. Ela tinha parado de dar aulas, não estava em condições obviamente. Um médico tinha ido até ela, disse que era para ela descansar por um breve período, que era melhor ficar em repouso. Foi a única vez que vimos Emma sorrir desde a morte de Caitlyn. Ela deve ter achado irônica a palavra “repouso” naquelas circunstâncias. E eu como era benevolente e grata por ela ter cuidado de mim e ter se mostrado tão atenciosa teria que retribuir a altura, estava indo levar o jantar para ela no quarto, como de costume desde que ela entrou naquele estado. Dei duas batidas em sua porta e esperei, ela pediu para entrar.

Anne May estava deitada com ela na cama, Emma continuava a ler alguma história infantil que não reconheci no momento, mesmo depois da criança já estar apagada no sono. Até chegava a babar nos braços de Emma, pobrezinha. Emma voltou o rosto para mim e assentiu, como se fosse um breve cumprimento ou agradecimento, não sei ao certo. Deixei seu prato na mesinha ao lado e me virei para sair, mas ouvi sua voz se dirigir a mim de forma suplicante.

- Poderia ficar esta noite, senhorita Mills? – ela sussurrou.

- Ficar esta noite? – repeti um tanto desconcertada.

- Sim. Me fazer companhia, talvez conversar. – ela disse sorrindo.

Ela estava mesmo sorrindo para mim? Aquela mulher era uma caixinha de surpresas. Isso me deixava afoita demais, eu queria mais que tudo desvendar o mistério que era Emma Swan.

- E sobre o que vamos conversar? – perguntei curiosa, sentando na beirada de sua cama.

- Você pode me contar mais sobre você. Sobre as suas mães, sobre os seus irmãos. – ela dizia em um tom casual. – Essas coisas que as pessoas fazem para fortalecer a amizade sabe?

- Então quer ser minha amiga? – indaguei.

Aquilo estava sendo fácil demais. Emma não deveria se entregar fácil assim. Eu não poderia vencer tão fácil assim.

- Bom. Eu sou a terceira filha de Celine Mills e Nora Caliman. – eu iniciei. – Minha irmã mais velha e eu não nos damos muito bem desde crianças, a que eu disse sobre o casamento, Agatha. Talvez seja o nosso gênio, ela é teimosa e orgulhosa. E eu? O mesmo. A segunda mais velha, Rebecca, eu me dou melhor com ela. Costumava contar histórias para mim, ela foi uma boa irmã. Mas nos afastamos bastante depois da morte de minha mãe Nora, ela tem a família dela para cuidar agora. Já Arthur, ele sempre foi muito difícil de lidar. É três anos mais novo do que eu apenas. Nora não tinha muita paciência para lidar com ele e Celine era boazinha demais, então eu passei a minha infância toda aprendendo a ludibria-lo, moldando ele a sociedade talvez. Hoje ele trabalha com leis. Sempre foi o tipo dele, controlar tudo. Eu sempre fui muito mais apegada a minha irmã caçula, Lauriana. Quando Celine morreu ela tinha apenas seis anos, ela mal se lembra da nossa mãe. Acho que foi mais um instinto protetor que fez eu me apegar demais a Laurinha, já que não somos parecidas em nada.

Enquanto eu falava, Emma apenas me encarava, me avaliando. Óbvio que eu tive que ocultar várias coisas como o nosso trabalho, os tipos de leis que Arthur trabalhava. E sobre Rebecca ser historiadora. Por que eu estava contando aquelas coisas para Emma? Sendo pessoal demais? Bom, as vezes é necessário. Mostrar emoção, deixá-la a vontade. Fazer ela falar.

- E a sua família Emma? – eu perguntei.

Ela encarou o rosto da criança que dormia nos seus braços e deu um suspiro longo.

- A única pessoa que me resta ainda é Anne May. O meu destino é estar sozinha, Regina.. Todos vão embora e.. – ela se calou.

- E então? – eu incentivei ela a continuar.

- Posso te fazer uma pergunta pessoal? – Emma indagou, talvez eu tenha demorado alguns segundos para responder. Ela sorriu.

- Ah. Claro. – eu respondi um tanto receosa.

- Você já se apaixonou? Sabe, apaixonou de verdade? – ela perguntou e eu pisquei um tanto encabulada.

- Bom. Acho que o termo “se apaixonar de verdade” é um termo bem forte. – eu disse, ainda procurando as palavras certas.

- Então nunca se apaixonou. – ela constatou.

- Eu já quase casei. – respondi e ela me encarou surpresa. – Mas é uma longa história. E eu definitivamente não estava apaixonada por ele.

- Como você poderia cogitar casar sem estar apaixonada? – ela perguntou incrédula. O julgamento de uma puritana.

- Por conveniência. – respondi sorrindo e ela me encarou por longos segundos.

O silêncio foi quebrado por Anne May resmungando o nome de algum doce famoso da época, provavelmente sonhando com a guloseima. Emma sorriu.

- Me ajuda com ela? – ela perguntou apontando para a cama da criança no canto da janela.

Assim como ela pediu, ajudei a colocar Anne May deitada na cama, enquanto ela ainda resmungava sobre um castelo de doces e diamantes de chocolate.

- Talvez você deva cortar o açúcar dessa criança. – eu sugeri.

- Eu já tentei mas a senhora Rosewood não ajuda em nada. – ela respondeu com um suspiro impaciente.

Realmente. Os doces que Mary Rosewood fazia eram irresistíveis. Acho que sentiria falta das sobremesas quando tudo aquilo acabasse.

Nós voltamos a nos sentar na cama, dessa vez Emma pediu para eu sentar ao lado dela porque segundo ela a beirada da cama não era nada confortável e ficamos as duas olhando para frente, em direção a porta.

- Você já se apaixonou de verdade, Emma? – eu lhe fiz a mesma pergunta.

- Um pouco difícil de responder. – ela disse pensativa.

- Tente responder da maneira mais fácil. – aconselhei.

- Sabe quando você pensa que algo é algo. E então aquilo não é exatamente algo? – ela tentou, eu não pude deixar de rir. – Certo. Isso foi um desastre.

- Tudo bem. Eu entendi. Você já chegou a pensar que amava, mas na verdade não era exatamente isso. – eu concluí.

- Vai um pouco além disso. Devido as circunstâncias. Quando acontece muitas coisas na sua vida, a percepção de mundo e sentimentos não é mais a mesma coisa de antes. – ela declarou.

Levei aquilo mais como uma confissão do que outra coisa. Será que ela queria me dizer algo nas entrelinhas? Ela estava me ajudando a desvenda-la?

- Na festa de Sam, você disse que já perdeu muitas pessoas. Uma delas foi uma criança? – eu fiz a pergunta que tanto queria fazer desde a morte de Caitlyn.

Emma não demonstrou surpresa ou qualquer outra coisa. Ela já esperava aquela pergunta. Eu tomei essa conclusão sobre a morte de uma outra criança pelo estado dela, a atimia e desolação em que ela ficou com a morte da filha dos Smith, só podia trazer de volta experiências traumáticas.

- Meu irmão, Albert. Foi um acidente. – ela respondeu de maneira breve, a voz estava embargada mas não caía nenhuma lágrima.

Eu quis perguntar mais, porém fiquei com medo que ela desabasse no choro.

Eu deveria perguntar mais, era o meu trabalho, descobrir coisas. Mas constatei que a morte do irmão de Emma não poderia ter nenhum envolvimento com Montanari. Era apenas algo pessoal. Algo dela que ela queria compartilhar. Ela estava depositando confiança em mim. E eu me sentia mal com isso. Não queria me apegar a Emma e no final disso tudo ter que deixar ela para trás. Ou pior, não queria que Emma se apegasse a mim e no final ter de trair sua confiança e magoar ela. Por deus! Como eu era sentimental. Esse era o meu trabalho, eu tinha que fazer aquilo. Agora entendia porque nós detetives não podíamos entrar em contato com as pessoas da época. Criava laços. Intimidade. Coisas que não podíamos ter se iríamos apagar a mente deles depois. Eles poderiam não se lembrar de nós, mas ainda sim ficariam na nossa memória. No nosso histórico de crimes resolvidos ou não. Seriam parte da gente. Emma Swan ainda seria parte de mim ao final daquilo tudo. Eu não queria isso, era a minha catástrofe disfarçada de benefício outra vez.

- Eu queria saber o que significa essa sua expressão. – ela disse me pegando de surpresa.

- Que expressão?

- Essa que você usa quando está pensando assim. Quando fala das suas mães, dos seus irmãos, principalmente da Lauriana. – ela respondeu. – É uma expressão diferente. Como se eles não existissem. Como se fossem algo da sua cabeça.

Ah não, Emma. Ótimo. Por que logo você tinha que ser inteligente demais para isso? Praguejei apenas no pensamento. Ela estava captando coisas, ela estava vendo nas entrelinhas, isso era o quê eu deveria fazer. Mas ela estava me decifrando.

- Acho que está equivocada, senhorita Swan. – eu respondi, tentando ao máximo colocar firmeza nas minhas palavras.

- Você quer que eu pegue um espelho, senhorita Mills? – ela debochou.

Eu apenas sorri. Era impossível que ela estava fazendo isso comigo. Eu conhecia aquela técnica, eu usava aquela técnica. Ela estava me provocando, mexendo com a minha mente, me manipulando de leve para tentar arrancar algo de mim. O quê ela queria arrancar de mim?

- O quê você quer de mim, Swan? – perguntei esperando que ela demonstrasse alguma surpresa.

Nada. Ela continuou impassível. Com a cara estampada com a vitória, o sorriso de quem está vencendo o jogo. Ela estava literalmente fazendo o quê eu fazia para conseguir informações dos “inimigos”.

- Eu quero a verdade. – ela suspirou e eu pisquei.

- A verdade? – repeti.

- Quem é você? – ela perguntou.

- Regina Mills, exatamente essa pessoa que você está vendo. Quer ver minhas credenciais? – eu debochei.

- De onde você é? – ela continuou.

- Da América, Emma. – eu respondi com tanta convicção que até eu acreditei.

- O seu sotaque não é americano. É indistinto. É novo. – ela dizia vidrada em meu rosto, procurando alguma reação. – E você tem uns aparelhos incomuns. Aliás, desculpa ter mexido nos seus pertences, eu estava curiosa.

- Você vasculhou as minhas coisas? – indaguei incrédula.

- Eu disse. Eu estava curiosa. – ela deu de ombros.

- Isso é crime, sabia? Eu posso processar você.

- Espionar alguém sem o consentimento da pessoa também é crime. Eu posso fazer o mesmo, senhorita Mills. – ela se defendeu.

- Isso não é necessariamente crime, você sabia?

- Então você admite a espionagem? – ela perguntou com um sorriso.

- Eu.. O quê? – perguntei levando alguns segundos para entender. – Você está me manipulando Emma?

Ela me encarava, ainda com a expressão vitoriosa. Ela achava que ia me ganhar? O quê ela estava fazendo comigo? Não tinha como eu sair dessa de uma maneira rápida. Tentei pensar mas ela era mais inteligente do que eu pensava, ela sabia observar. Sabia que estava pensando sobre alguma maneira de despista-la. Tentei virar o jogo ao meu favor.

- Tudo bem, Swan. O quê você quer saber? – eu perguntei esperando algo que eu pudesse contornar.

Mas Emma já estava muito a frente de nós. Por deuses, como ela podia ter decifrado aquilo tão rápido? O quê aquela mulher era? Religiosos dos séculos passados a chamariam de bruxa. Nora Caliman talvez teria a chamado de pequeno demônio, como o habitual. Eu diria que ela era avançada, sua mente estava acima de seu tempo. E ela tinha me enganado por todo aquele tempo, me fazendo acreditar que era um anjo. Agora ela me encarava. E a sua pergunta ecoava na minha mente, se repetindo. As mesmas palavras zumbindo:

- De que parte do futuro você é, Regina Mills? – ela perguntou, muito séria para ser deboche.



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