História A garota no café e o soldado de papel. - Capítulo 1


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Bucky, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Nick Fury, Peggy Carter, Steve Rogers
Tags Bucky, Bucky Barnes, Capitão América, Soldado Invernal, Steve Rogers
Visualizações 27
Palavras 2.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi oi gente!
Essa é a minha nova fic, um pouco mais independente do que a outra : I won´t leave you, you said.
Espero que vocês gostem muito e se tiverem dúvidas é só comentar!!!

Capítulo 1 - A garota no café


Fanfic / Fanfiction A garota no café e o soldado de papel. - Capítulo 1 - A garota no café

16/10/1936 

Tomei um gole do meu café que acabara de ser servido e ajeitei meu jornal na seção de imobiliárias enquanto brincava com uma caneta vermelha, girando-a entre os dedos. Eu estava à procura de um apartamento aqui em Nova York, para uma temporada na cidade grande.

Além dos assuntos de extrema importância, eu vim prestar condolências em nome da minha família a um rapaz, cuja mãe acabara de falecer. Eu não o conheço, mas meu pai era muito ligado àquela família, e pelo que sei, o pai desse garoto, Joseph, homenageara meu pai, dando ao seu filho o nome dele, Steve.  

Moro atualmente na cidade em que nasci, Winscounsin, mais precisamente, em uma sede do Campo de treinamento McCoy. Você deve estar se perguntando: porque ela mora em um campo de treinamento? Bem, a resposta é simples: eu sou uma McCoy. Toda a linhagem de homens da minha família lutou bravamente protegendo o nosso país, enquanto toda a linhagem de mulheres acabou se casando, tendo filhos e cuidado dos seus lares. Mas meu pai, o Coronel Steve McCoy, era um homem diferente, extraordinário, ele estava à frente do seu tempo e não queria que a sua garota vivesse como todas as outras mulheres da época. Ele queria eu tivesse uma vida, então desde cedo eu vivi nos campos de treinamento, cresci num ambiente militar até que tivesse idade para me alistar.  

Hoje em dia eu sou a Sargento-mor de comando, a pessoa no comando quando o Sargento-mor do Exército não está por perto, mas apesar da preparação física, eu também cuido dos interesses pessoais, administrativos e logísticos do campo. Muita gente me pergunta porque eu ainda trabalho, afinal, minha família é uma das mais importantes desse país, e eu poderia me aposentar agora, me casar, ter filhos e eles já nasceriam aposentados. No entanto... não foi assim que eu fui criada. Meu pai morreu para proteger o nosso país, para me proteger, então eu vou carregar seu legado adiante, e proteger minha nação enquanto viver.  

O sino da porta não para de tocar, tem gente entrando e saindo o tempo todo, essa cidade é uma loucura! Olho em volta e todas as mesas estão cheias, quase não posso mais ouvir o harmonioso jazz tocando ao fundo por conta das conversas histéricas. Tento me concentrar no meu jornal, quando uma sombra cobre a página. Levanto a cabeça para pedir para a pessoa se mover e me deparo com um rapaz. Alto, olhos azuis... lindo. Meu coração começa a bater mais rápido e tenho quase certeza de que minhas bochechas ficaram rosas. Ele está parado com as mãos nos bolsos e um olhar confiante no rosto.  

 

-Posso me sentar? Todas as mesas estão cheias. - ele pergunta e passa a mão no cabelo. Olho em volta e realmente, esse lugar está a personificação do caos.  

-Claro. - digo e puxo as minhas coisas dando-lhe espaço. Ele agradece e chama uma garçonete, que vem até ele piscando os olhos e mexendo os quadris. Reviro os olhos com a cena tosca e volto a ler meu jornal.  

A garota permanece ali por minutos, dando risadinhas para o rapaz e ao mesmo tempo, torrando a minha paciência. Sua voz era tão aguda que atrapalhava a minha leitura. Abaixei o jornal e empurrei minha xícara para ela.  

 

-Pode me trazer outro? O café esfriou. - digo sem enrolações e seu sorriso se desmancha. Ela me olha o torto e sai, mas não antes de jogar charme no moço em minha frente. Volto a procurar apartamentos, quando ouço-o dizer. 

-Sou James. - abaixo o jornal mais uma vez para encará-lo. - James Buchanan Barnes. - dá-me um sorriso galanteador que mais me deu vontade de socar. Eu já havia sacado a dele.  

-Elizabeth Lily. - minto meu nome, afinal, ele não me parecia muito confiável.  

-Nome bonito. - a garçonete volta e apoia as xícaras na mesa, eu empurro a minha assim que ela sai. - Não vai beber? - ele me pergunta dando um gole no seu.  

-Esse café estava do lado direito da bandeja. - digo.  

-E? - ele pergunta e eu sorrio.  

-Ela colocou do lado esquerdo da mesa. Ela queria que eu tivesse esse café. Porque? Porque ela pôs sal ou porque cuspiu nele? - explico circulando alguns anúncios.   

-Uau. - James diz boquiaberto. - Você é observadora... ou paranoica.  

-Eu diria que sou ambas. - respondo jogando meus pertences na bolsa.  

-Está procurando apartamento? - pergunta e apoia os cotovelos na mesa.  

-Estou me mudando de apartamento, trabalho em uma companhia telefônica e quero algum lugar mais próximo. Não é seguro para uma dama andar sozinha, especialmente a noite. - enrolo o jornal e guardo na bolsa também.  

-Com certeza..., mas me diga, como foi que nunca nos encontramos? - James pergunta.  

-Nova York é uma cidade grande. - levanto, arrumo o vestido, deposito uma nota de dez na mesa e saio do restaurante.  

Paro na calçada e abro meu guia de NY, eu estava procurando por 569 Leaman Place, o lugar onde Steve mora.  

-Senhor, pode me dizer para que lado fica... 569 Leaman Place? - pergunto para um senhorzinho que passava por mim na calçada. Ele balança a cabeça negativamente e segue seu caminho. - As pessoas são mais educadas em Winscounsin. - sussurro baixinho para mim mesma.  

-Não é muito longe. - ouço aquela voz outra vez. Me viro e lá está ele, James, com seu sorriso perfeito, seus olhos cristalinos e sua personalidade de mané.  

-Você está me seguindo? - pergunto voltando a olhar o mapa.  

-Não, só ouvi você perguntar. - ele chega mais perto, com as mãos nos bolsos e passos despreocupados. - Tenho um amigo que mora lá. Vai ser um prazer ter você morando por lá também. - James diz galanteador e puxa um par de óculos escuros do bolso, colocando-os em seguida.  

-Não vou morar lá. Estou indo visitar um velho amigo. Se puder me dizer onde é, eu agradeço. - respondo cortando seu barato.  

-Eu faço questão de te acompanhar, afinal, como você disse, não é seguro para uma dama andar sozinha. - ele fala sério e eu começo a mudar de ideia.  

-Mas não é noite. - guardo meu mapa na bolsa.  

-Apenas deixe-me acompanhá-la. Eu tenho que ir até lá de qualquer jeito. - James aponta para a esquerda, num movimento suave, então passamos a caminhar lado a lado. - Meu amigo acabou de perder a mãe... o funeral dela vai acontecer hoje à tarde. - ele diz e eu começo a juntar as peças. Será que estamos indo visitar a mesma pessoa?  

-Qual o nome do seu amigo? - pergunto um pouco antes de pararmos no sinal, abro a bolsa e pego meus óculos também, o sol estava queimando minhas retinas.  

-Steve. - James responde tranquilo.  

-Rogers? - ele se vira para mim, com as sobrancelhas arqueadas.  

-É... de onde você conhece o Steve? Porque eu o conheço desde sempre, e ele nunca te mencionou. - ele começa a parecer meio desconfiado.  

-Eu não o conheço pessoalmente, na verdade. - o sinal abriu e voltamos a caminhar. - Nossos pais eram muito amigos. Joseph colocou o nome dele em homenagem ao meu pai.  

-Ah sim, ele contou essa história. Mas... espera aí. - ele para de caminhar. - Você disse que seu nome é Elizabeth Lily, Steve foi uma homenagem ao Coronel Steve McCoy. - sorrio para ele.  

-Tudo bem, eu menti. - estiquei minha mão, num cumprimento. - Evangeline McCoy, Ava para os íntimos. - ele aperta minha mão e não a solta. Ficamos parados na calçada de mãos dadas por alguns segundos, até eu soltá-las e voltar a andar. - A gente nunca sabe quem se aproxima. - ele não diz mais nada por algum tempo, apenas volta a me guiar pelas ruas de Brooklyn.  

 

Chegamos em um prédio pequeno, não muito novo, com um pequeno estacionamento vazio.  

 

-Aquele ali. - James apontou para o apartamento no segundo andar, mais à direita. Subimos as escadas em silêncio e batemos na porta. Um rapaz baixo, magro e visivelmente abatido abriu, ele vestia uma camiseta branca e uma calça de alfaiataria marrom claro, obviamente, aquela calça não era sua a julgar pelo tamanho. 

-Steve! - James passou por mim a abraçou o rapaz, que retribuiu de maneira desengonçada. - Quero que conheça minha amiga. - ele disse apontando para mim.  

-Outra namorada? - Steve perguntou como se fosse a décima vez no dia.  

-Elizabeth McCoy. - ele arregalou os olhos e se soltou do amigo.  

-Ah.. Eu-eu me desculpe pelo jeito que eu- ele começou a se embolar nas palavras.  

-Tudo bem. - digo solidária. - Pelo visto isso acontece com frequência. - olho para Bucky, sabendo que, mesmo que eu quisesse, jamais ficaria com ele.  

-Steve Rogers. - disse o rapaz, esticando sua mão para me cumprimentar.  

-É um prazer finalmente conhecê-lo, Steve. - digo chacoalhando sua mão.  

-Aposto que está decepcionada, devia estar esperando por alguém mais forte, como o Coronel. - ele diz caçoando de si mesmo, como se tivesse medo de que eu o fizesse.  

-Sabe, não era a altura ou a força que fazia do meu pai o homem que ele era. - disse séria olhando para os dois. - A honra dele, foi o que fez dele Coronel. - fitei Steve e pude ver algo de diferente em seu olhar, algo como... esperança.  

O resto do dia foi mais mórbido, o funeral foi triste. Sarah era enfermeira, acabou pegando tuberculose e não resistiu. Joseph já havia falecido a algum tempo atrás, então ambos foram enterrados lado a lado.  

Horas depois, quando todos já haviam deixado o cemitério, estávamos apenas eu, Steve e James ou ¨Bucky¨, como Steve o chamava. Caminhávamos em silêncio de volta para o apartamento.  

 

-O que vai fazer agora? - pergunto chutando pedrinhas na rua, estranhamente silenciosa.  

-Não sei. - respondeu cabisbaixo.  

-Você pode ficar comigo, sabe disso. Só vai ter que tirar o lixo e engraxar meus sapatos. - disse James, e apesar da brincadeira, eu senti a lealdade em sua voz, como se eles fossem realmente muito importantes um para o outro.  

-Eu posso me virar sozinho. - respondeu Rogers.  

Eu sabia que ele poderia se virar sozinho, mesmo que não o conhecesse, eu sabia. Mas ao mesmo tempo, eu queria ajudá-lo.  

-Vou ficar aqui por uns tempos, Steve. Se precisar de alguma coisa, já sabe. - digo e ele sorri sem graça.  

-Obrigado. - respondeu se encolhendo no casaco. - Está tarde, se quiser ficar aqui essa noite... - diz com dificuldade, acho que ele não sabe muito bem como falar com mulheres.  

-Eu aceito. - sorrio, a verdade é que eu estava exausta e precisava muito descansar. - Acabei não tendo tempo de arrumar um hotel. 

-Bom, então, acho que eu já vou indo. - diz James, ele põe as mãos no bolso, como de costume, pelo o que me parece. - A gente se vê por aí? - me perguntou de um jeito diferente, sem toda aquela confiança arrogante de antes.  

-É, a gente se vê. - respondi, ele abraçou o amigo e deu as costas, saindo do prédio.  

 

2011 

 

Abri os olhos e encarei teto branco, manchado pela infiltração. Respirei fundo e rolei no colchão, deitando de lado. No chão, o metal reluziu em meus olhos, e junto com o meu punhal e um pedaço de papel dobrado, estava o colar. A plaquinha de identificação de Bucky, que ele deixara para mim naquele dia, foi como se ele soubesse que alguma coisa daria errado.  

Eu me lembro de ter acordado com frio, a cama bagunçada e vazia do outro lado. Bucky e Steve haviam partido para uma missão, ele devia ter saído bem cedo e não quis me acordar, então deixou sua placa de identificação sobre o meu criado mudo, junto a um bilhete.  

¨Vista a sua melhor roupa, boneca. Quando eu voltar, te levo pra jantar. Com amor, seu James. ¨  

Me encolhi no edredom fino, deixando uma lágrima quente escorrer pelo meu rosto. Como eu sinto saudades de você, amor. Estiquei a mão para fora do cobertor e peguei o colar, prendendo-o em meu pescoço e grudando as plaquinhas ao meu peito, como num abraço.  

Algum tempo depois, acordei com batidas suaves em minha porta, levantei com pressa, peguei meu punhal e corri até a porta. Me inclino para ver pelo olho mágico e Fury está lá fora, com seu tapa-olho e uma touca. Abri a porta e o vento frio invadiu minha cozinha, me fazendo encolher no robe.  

 

-Nick, o que você está fazendo aqui? - perguntei dando-lhe espaço para passar.  

-Eu não posso mais fazer uma visita a uma velha amiga? - disse humorístico. Nick entrou e puxou uma cadeira, enquanto eu colocava água para esquentar.  

-Não às três da manhã. E nem somos tão chegados assim. - abri os potinhos de chá. - Camomila?  

-Preto. - assenti e peguei outro potinho.  

-E então? O que faz aqui? Pelo que sei não houveram mudanças nos meus planos. - virei e apoiei a lombar na bancada.  

-Na verdade, houveram, senhorita McCoy. - abriu sua pasta preta e tirou de lá um arquivo recente, novo em folha. - Você vai querer voltar quando ver isso. - jogou a papelada mais próxima a mim. Olhei em seu olho, procurando respostas. A verdade é que toda a vez eu esperava ouvir a notícia de que meu James estava vivo, todos os dias eu esperava ele voltar da guerra e me levar para jantar.  

Peguei a pasta e abri, fitei Nick curiosa e confusa.  

-Nick... o que é isso? - voltei a folhear as páginas com pressa, sem me preocupar em ler as letras miúdas. - Nick...- minha respiração já estava ofegante.  

-Nós o encontramos, Ava. Depois de quase setenta anos, nós os encontramos. Vivo. - um sorriso brota em meus lábios depois de muito tempo.  


Notas Finais


EAI?
Comentem o que acharam!!! Se tiverem alguma sugestão de escrita ou dúvida é só me mandar!!


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