História A Garota Perfeita - Capítulo 4


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Categorias Mark "Markiplier" Edward Fischbach, Seán "Jacksepticeye" William McLoughlin
Personagens Mark "Markiplier" Edward Fischbach, Personagens Originais, Seán "Jacksepticeye" William McLoughlin
Tags Antisepticeye, Antiseptiplier, Darkiplier
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Palavras 2.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorou muito mas eis aqui o capítulo.
Ele ainda está passando por algumas revisões e mudanças, então fiquem atentos por que algumas coisas podem mudar.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Preparação


Mesmo sentindo uma vontade muito grande de poder bedochar do outro, Anti apenas engoliu o sorriso sinico e acenou com a cabeça, concordando com ele para evitar a continuação de uma maior discussão boba e sem objetivos.
"...Até que não é uma má ideia. Eu tenho te julgado e te criticado muito, sem te dar um descanso... Mas acho que é a hora de te dar uma chance, amigo... Bem, sou todo seu. À partir de agora, você é quem manda, você é quem dita as regras... Prometo que eu vou te respeitar e te obedecer, como um verdadeiro chefe. O que me diz?..."
Dark encarou Anti com um rosto totalmente desconfiado das palavras dele, não dá para enganar um enganador, mas o jeito com que o outro lhe falava que lhe ia dar respeito pelo primeira vez parecia muito inacreditável, pois não dá para ensinar um cachorro velho novos truques, porém podia lhe tratar do mesmo jeito, se ele confiava em Dark, iria confiar em Anti reciprocamente, mesmo sabendo que talvez fosse esfaqueado pelas costas por um homem traiçoeiro, preparando -se para revidar se caso acontecesse. Era como sua mãe lhe dizia: 'Mantenha seus amigos por perto, e os inimigos ainda mais perto.', nunca havia entendido o significado daquela frase, mas agora que estava trabalhando com um inimigo, e dos mais perigosos, sinta o significado se gravando na sua pele bem devagar.
"Perfeito!! Assim eu espero. Bom, então, por que nós não começamos, tipo, agora mesmo, uh?... Eu tenho toda a certeza do mundo que a minha mãe vai querer dar uma festa e eu vou levar você junto."
Anti logo não demorou muito para contestar.
"...Certo, mas eu tenho uma grande pergunta-... Honestamente, várias perguntas!!... Primeiro, que tipo de festa? Segundo, sua família não se incomodaria em ver alguém como eu no meio de tanta gente rica e chique como você? E se perguntarem o que eu estou fazendo na festa? E se me expulsarem?... E se eu arrumar briga com alguém? E as minhas roupas? E-Eu nem gosto de ternos!! Posso levar minha mãe?... E se-..."
E logo Dark levantou as duas mãos, implorando para que o outro parasse de falar sem dar um tempo para respirar.
"...Okay, intervalo!!! Já deu!!... Primeiro, como eu já disse antes, minha mãe tende a dar festas muito, muito, mas muito luxuosas, coisa de rico, realmente. Segundo, você é convidado meu; ninguém ousaria em me questionar sendo eu o herdeiro do trono, não é mesmo?... Se lhe perguntarem o que faz na festa, diga abertamente que veio conhecer a minha família, e desfrutar do luxo das nossas festas. Ninguém irá te expulsar enquanto estiver ao meu lado, não será necessário arrumar brigas e eu posso te arranjar um terno e cuidar da sua aparência, não se preocupe. E á respeito da sua mãe..."
Dark se virou para contemplar o rosto do seu novo protegido, e viu nele a curiosidade de uma criança, seus olhos atentos brilhando com muita emoção, feliz em ter alguém para dar as respostas das suas perguntas, e Dark pensou por um minuto que tudo aquilo que o outro lhe disse era verdade. Logo continuou:
"Sinto muito, mas não creio que você vai poder levar a sua mãe. Espero que entenda."
Anti se exaltou.
"Mas-... Por que eu não posso levar a minha mãe? Qual é o problema nisso? Quero dar a ela o melhor também!!!"
Dark respirou profundamente, seus olhos revirando procurando uma resposta para aquelas perguntas, mesmo que tivesse que apelar para uma leve mentira, uma ocultação de informação que não seria nada conveniente.
"Conhecendo a minha mãe, seria um evento muito intimo. Só posso convidar uma única pessoa."
Anti retrucou.
"Mas sendo sua mãe a dona da festa, você não poderia conversar com ela á respeito-..."
Dark se aproximou com uma sobrancelha erguida, entortando a mandíbula para o lado frustradamente.
"Está me contestando?"
E percebendo que estava saindo do controle de novo, Anti concordou pela primeira vez com um argumento do outro, e então, sorriu.
"Não era o que eu queria, me desculpe. Eu entendo perfeitamente. Então... Qual atitude devemos tomar primeiro, Dark?"
O homem de terno começou á andar em círculos, demonstrando que estava pensando realmente no que fazer, e chegou á uma conclusão inteligente e rápida.
"Vamos para Elisium, vou te ajudar á escolher um terno que combine com você e se você quiser, algum acessório também. Vou te ajudar á formular uma aparência mais elegante e asseada, desse jeito, as pessoas não vão te tratar de maneira diferente ou desrespeitosa... Mas para isso, você vai ter que confiar em mim. Cegamente."
O outro olhava para ele claramente desconfiado, e Dark não conseguia ler totalmente a linguagem corporal do outro, apenas sabia que havia colocá-lo em uma posição de possível submissão e dependência, e atingindo o pico da honestidade alheia com os olhos que tremiam, incertos, esperando uma ordem superior, e por mais que aquilo parecesse uma loucura, o irlandês lhe respondeu:
"...Sim, eu confio em você. Se você está dizendo que pode me transformar em alguém como você, é por que é verdade. Estou pronto."
E ele deu um sorriso, aguardando instruções feito um robô esperando um comando, e aparentando estar muito confiante, Dark não acreditava que foi muito fácil fazer o seu rival e arqui-inimigo se render ao seus desejos, provavelmente ele estava se fazendo de bobo, só para poder atacá-lo quanto vira-se as costas para ele, fazendo o engravatado pensar e repensar, estando no modo máximo de desconfiança com o outro, porém prosseguindo naturalmente.
"Certo. Vamos para Elisium."
E encostando a mão no ombro dele, teletransportou-o de volta para o outro plano, do outro lado da vida, e assim que Anti piscou seu par de olhos, estava parado com Dark na frente de uma gigantesca loja de roupas muito chique, o letreiro de um pastel rosa dizia o nome 'Carmen Chiq' bem grande, e os olhos de Anti brilhavam reluzentes como pisca-piscas no Natal, e com suas pernas tremelicando de euforia, virou-se para lado para ver o homem rico com um sorriso de hiperdontia alucinante na boca, exibindo-se demais.
"N-Não!! Não brinca!! 'Carmen Chiq'??... Só os mais podres de rico do inferno compram aqui!! E... Em Elisium? Aqui é a sede da loja!! A loja mãe!! A única e original!!... Não posso crer!!"
Dark deu um sorriso, e ajeitou o seu próprio terno.
"Vê esse veludo negro no qual estou vestido? Carmen Chiq. Vê esse anel de diamante branco no meu dedo? Carmen Chiq. Sabe o que eu estou usando por debaixo dessa roupa?..."
Anti arregalou os olhos, ansioso.
"'C-Carmen Chiq?'..."
Dark aproveitou da situação para dar um leve beliscão na bochecha do inimigo, mas ele nem reagiu ao feito.
"Garoto esperto. Bem, vamos entrando, vamos escolher um terno excelente para você."
Anti ficou travado no lugar.
"...E-Eu... Me desculpe, mas eu não posso aceitar, tudo é muito caro, e eu não tenho nada para oferecer em troca-..."
Dark encostou no ombro do rapaz e levemente foi levando-o para dentro da mega loja.
"Isso nós veremos depois. Não quero nada de você por enquanto... Estou apenas sendo um cara bem gentil e bondoso, como eu sempre foi, mas desta vez, estou sendo um cara legal com você. Vem comigo."
E logo ele foi entrando na loja com Anti sendo gentilmente empurrado para frente mesmo morrendo de vergonha, e assim que passaram pela porta, os outros demônios dentro da loja começaram á encarar os dois, com Anti não se sentindo confortável com aquilo e começando a rosnar, mas Dark o puxou para trás.
"Não estão olhando para você, estão olhando para mim. Sorria, seja educado. Pessoas se aproximam de pessoas sorridentes."
E mesmo não concordando cem porcento com ele, Anti sorriu e se manteve com Dark, e as pessoas ainda mantinham os olhos vidrados neles, e foi quando uma mulher muito comprida e grã-fina saiu detrás do balcão principal da loja, contornando uma outra pessoa que trabalhava no caixa.
"Não, não, não... Dark. Estão olhando para mim."
E enquanto os dois se viraram para trás, observaram a silhueta da mulher enorme e magra, quase esquelética, vestida de uma vestido muito bonito e caríssimo, com um anel no dedo sobre a luva de cetim, e um sorriso estranho no rosto como o de um esqueleto, seus olhos castanhos eram fundos e suas secos, sem ter brilho algum, apenas da riqueza que a rodeava. Anti estava com os olhos aguados e a boca seca, escancarada e o grito de fã não saia da boca, e Dark apenas riu e estendeu sua mão para a mulher.
"Como vai, Carmen?... A senhorita está muito encantadora hoje... Perdão!! Está encantadora como sempre!!"
E ela o comprimentou com a mão, se inclinado para trocar beijinhos ao lado do rosto, e voltou -se para Anti, quase morrendo sem ar.
"Anti, está é Carmen Murochin, criadora da marca de roupas chiques 'Carmen Chiq'. Em carne... e ossos!!~"
E a mulher riu docemente.
"Ah, Dark... Vejo que você continua com seu censo de humor impecável!!... E quem é essa gracinha que está junto com você?"
Anti olhava para os dois com a boca travada, sem conseguir reagir, era tão fanático que simplesmente não conseguia abrir a boca.
"Eu estou com a impressão de que a mãe vai dar mais outra festa e vim aqui para comprar mais roupas... Ah!! Este aqui é o meu amigo Anti. Diga 'Oi', Anti."
E Anti vira-se perdido tentando respirar e não chorar ao mesmo tempo, se recompondo para poder manter uma conversa normal.
"...Muito prazer, Senhora Murochin!! Eu me chamo Antisepticeye!! É uma honra conhecer a senhora em pessoa!!"
E logo a senhora milionária se inclinou para ele com seu vestido decotado, não tendo quase nada para lhe mostrar ali que fosse avantajado.
"Que gracinha de rapaz!!~ Aposto que deve ter uma linda namorada!!"
Anti, instintivamente olhou para Dark, que olhou para ele de volta, fazendo -o desviar para longe com rubor, fingindo que não havia pensado naquilo que estava em segredo guardado no cérebro.
"Aaah... Não, senhora... Sou solteiro."
A mulher mais velha continuou.
"...Ah, que pena!! Um homem tão jovem e bonito como você já devia estar namorando!!... Por acaso está procurando alguém?"
E foi aí que Dark interrompeu.
"Lamento interferir no seu questionário, Carmen, mas acho que meu amigo estaria mais interessado em ver roupas no momento. Não é mesmo, Anti?"
E sem saber ao certo o que dizer, o irlandês apenas concordou com um movimento de cabeça, mas a mulher insistiu.
"Hhmm... O por que das algemas? É sinal de que alguém andou se comportando mal, não é mesmo?~"
E Dark fez um sinal para que Anti o esperasse longe, para não ouvir o que iria conversar com a famosa mulher.
"Carmen, escuta... Foi eu quem coloquei as algemas nele. Sabe o por que?... Por que ele é muito perigoso. Muito, muito perigoso... Imprevisível, até. Seria bom para a sua segurança se não flertasse com ele, para não desencadear uma reação maluca aleatória. Você entende, não é mesmo?~"
E percebendo que ele poderia estar falando a verdade, Carmen fez um biquinho de desapontada mas acenou a cabeça com um 'sim'.
"Coitadinho dele... Tão jovem e bonito, mas tão perigoso... É incorrigível?"
Dark acrescentou.
"Muito, muito incorrigível. Acho que estou pensando em colocar uma coleira também. E um equipamento de dar choques..."
A mulher suspirou.
"Coitadinho... Espero que ele fique civilizado em breve. Mal posso esperar para sair da seca. Você sabe como é, não é? No inferno, não tem gente tão bonita."
Dark suspirou e acenou para a mulher, demonstrando que já estava indo procurar roupas com o jovem rapaz, que parecia olhar para tudo com olhos de cachorro perdido, e vendo Dark se aproximar, Anti logo tagarelou.
"...Eu não acredito que conheci a Carmen Murochin!! A verdadeira e única Carmen Murochin!! Eu estou surtando!!! Não acredito... O que ela falou de mim?~"
Dark nem olhou para ele.
"Ela não disse nada sobre você."
Anti insistiu.
"...Ela me chamou de 'gracinha'!! Você acha que eu tenho alguma chance com ela?"
Dark logo encarou-o com as sobrancelhas franzidas.
"...Você não vai ficar com ela."
Anti remedou.
"Ora, por que não?... Ela é não é casada, pelo que eu sei. É viúva, o marido morreu atacado por um grupo de anjos. Posso muito bem-..."
Dark parou de andar.
"Não!! Você não pode ficar com ela!!"
O tom de sua voz foi tão alto que as pessoas pararam em volta, olhando feio para o ocorrido, e Anti se revoltou, gritando na mesma altura.
"Por que não? Acha que eu não sou bom o suficiente para ela? Acha só que por que eu não nasci em berço de ouro que eu não posso ficar com alguém?... Quer saber... Acho que não está tentando me ajudar de verdade... Está mentindo para mim!!"
E vendo a grande situação que se meteu, sendo observado por todos, Dark notou que precisava agir e de maneira muito sorrateira.
"...Não, eu não disse isso!! Pare de supor coisas que não sabe... Você não pode ficar com ela ainda. Você está subindo devagar nos degraus. Se saísse com uma mulher como ela, dona de uma marca quadrilhonária, ficasse subitamente famoso, e você sabe que isso chamaria muita atenção, e isso poderia lhe causar muitos problemas. Você não quer isso, não é?"
Anti parou e ficou intrigado, pensando naquilo.
"Mas eu-..."
Dark reagiu.
"Você me disse que confiaria em mim, Anti. Eu suponho que seja um homem de cumprir o que fala. Não se esqueça... Eu é quem estou no comando."
Anti ficou perplexo com o uso de palavras, havia algo de muito bizarro no jeito em que estava sendo tratado, talvez por que maliciosamente o outro quisesse algo em troca. O jeito com que vibrou negativamente ao ouvir que o outro estava sendo flertado, o jeito com que não queria que o outro ficasse com aquela mulher era tudo muito estranho, mas era péssimo em decifrar o que os outros tinham em mente, apenas podia ir na maré que o outro estava criando para ele, e no âmago do vazio que morava em si, gostava de ter alguém tomando as decisões por ele, gostava de ser redigido, gostava de ser guiado, gostava de estar sendo controlado como um mero brinquedo na mão de uma criança, gostava de não ter o controle. Gostava de ser dominado. 


Notas Finais


Espero que estejam gostando.


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