História A garota que jogava Basquete - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Esporte, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente saiu o capitulo 10. Boa leitura meus bolinhos! E perdoem a tia Viih, que anda estudando muito rs

Capítulo 10 - Lembranças, reencontros e paixões


Foi maravilhoso rever meu pai após esses meses, mesmo ele não tendo feito uma ligação se quer para saber como estavam as coisas e, nem perguntar se eu gostei da cidade nova mas não posso reclamar de muita coisa. Meu pai nunca foi muito carinhoso então, não haveria motivos para mudar. Minha mãe sempre foi mais atenciosa, quando briguei na escola pela primeira vez, ela me entendeu enquanto meu pai apenas gritava.

Acordo às 7:30 manhã. Não fiz nada de interessante no meu dia. Eu e Lilly cozinhamos juntas como antigamente nós fazíamos, sentia saudades de estar com ela. À tarde passamos vendo The Flash, o que não é nenhuma novidade. 
Agora de noite estou vendo as atualizações do Whatsapp conversando com Lilly, sou tão retardada a ponto de conversar por celular com uma pessoa que está do meu lado .

- Maryn - chama-me

- Oi - respondo

- Vamos em uma churrascaria ou algo do tipo - Propôs

- Vamos, claro - confirmo

Visto um vestido preto com listras brancas e um salto preto, Lilly põe um vestido vermelho e um salto da mesma cor.

- Tá querendo ser mais alta do que já é - Cruzo meus braços e minha expressão torna-se séria.

- Você sabe que eu adoro salto!

- Então não reclame, é estranho ver você com mais de 1,80 com esse seu salto

-Desculpa então dona Baixinha, quer que eu ponha uma sapatilha?

- Vai assim mesmo - Diz.

Chegamos no local, fomos sozinhas, o senhor Stones não estava se sentindo muito bem. A churrascaria era bem chique, enorme e cheia de pessoas que aparentavam sempre frequentar o local. Nos sentamos em uma mesa próximo à janela o que dava uma vista linda para o lado de fora.

- O que desejam pedir? - Perguntou o garçom

- Um Creme de alho-poró, por favor!

Estava indecisa quanto a que prato escolher.

- E você Maryn?

- Garçom, ensopado de vitela!

- Ótimas escolhas! - Ele se retira do local e ficamos conversando

- Lugar chique né - Ela fita tudo a volta

- Concordo - Reparo no lugar. Pessoas muito bem vestidas, um contrastre de luzes e sons espetaculares.

- Maryn olha para a mesa à direita, que homem gato é aquele?! - Ela aponta para um homem alto e moreno e de olhos claros.

-É bonitinho - Bebo um gole do meu vinho, que por sinal estava delicioso.

- Bonitinho? Licença amiga, eu já volto!

E lá vai mais uma vez Lilly atrás de garotos enquanto eu como o que pedi, mais tarde voltamos para casa.

Mexo no celular e vejo uma mensagem da minha mãe.

GRACE- Como está tudo por aí minha filha?

MARYN- Bem

- Arrumou um namorado?

GRACE - Já falou com seu pai?

MARYN- Já sim, ele está bem

GRACE- Que bom para vocês e a Lilly?

MARYN - Quem? Sua segunda filha, bem louca eu diria

GRACE - Sei, tenho que ir embora amor sua mãe precisa fazer o almoço

MARYN- Ok, beijos te amo!

Após a conversa me retiro de casa e caminho pela rua. Avisto o parque em que eu e Lilly acostumávamos brincar quando éramos crianças, nós sempre quebravamos a janela da vizinha jogando futebol. Os comércios, lembro do dia que enganamos um senhor mexicano que não sabia nada de português no mercado.

Flashback on

- ¿Hola niñas, donde estoy?

- Bom senhor leite ninho tem no mercado aqui do lado

- ¿No, tu eres niña

- Não senhor eu não sou um leite ninho, já falei que tem um lá no mercado

- ¿Donde estoy?

-Bom está no Brasil

- ¿Brazil?

- Sim

- ¿Donde tiene uno telefono ahi?

- Mas senhor ninguém mas fala telefone e sim celular

- ¿Que eres isto?

- O senhor tá desatualizado em, tem na Magazine Luiza aqui perto

-¿Magazine, es EUA?

-Não senhor está no Brasil! É burro?

-¿Sabes donde puedo encontrar uno pínton?

- Que isso senhor, puteiro é do outro lado da cidade

- ¡No es isto!

- Sabia que não se deve dizer certas coisas pra qualquer um por aí né

-¡No hablo português !

- Mas tem uma escola bem aqui do lado que é aonde nós estudamos mas eu acho que o senhor tá um pouquinho velho pra estudar agora não acha

- ¡Yo voy partime!

- Não moço, morre não, os funerários tão de greve hoje em dia, vai ser enterrado como indigente

- ¡Brazil fucking !

-Ué não sabe falar português mas o inglês tá na ponta da língua né

- ¿Emprestame su telefono?

- Já disse que aqui se fala celular

- Maryn eu acho que ele é burro!

Um cachorro vem em nossa direção e cumprimenta o senhor mexicano, que faz um carinho no animal.

- Hola perro!

- Perro??? Aonde morro de medo de um

- Adios niñas!

- Já disse que leite ninho tem no mercado!

- Ele já foi embora

- Cara estranho

- Esquece esse maluco aí, vamos brincar!

Flashback off

Depois de uns meses descobri que ele era mexicano, foi muito engraçado esse dia, coitado do homem deve ter ficado todo perdido e encontrou justo duas malucas como eu e Lilly. Quando somos crianças aprontamos muita coisa. Ando um pouco mais e vejo minha escola, onde passei 10 anos, desde o 1 ano até o 9 .

Ela estava aberta, e entro, parece abandonada. O corredor estava escuro, as salas de aula, estudei em cada uma delas, sempre sentei-me no meio com Lilly, Thomaz e May. Dennis é um ano mais velho do que eu então sempre encontrava ele no recreio depois da aula.

Quando nos conhecemos eu tinha quatorze anos, eu estava no oitavo ano, sempre sentávamos no jardim atrás da escola onde ninguém podia nos ver e ficávamos ali apenas conversando da vida e de nossos planos futuros, faculdade, emprego, que tempos bons aqueles.

Na hora do recreio, por ser alta, eu sempre levantava o braço e entregava o lanche primeiro, ou seja, pegava meu lanche primeiro que os outros. Saio da escola e olho para ela pela última vez, vou sentir muita saudade.

Caminho de volta até a casa e Lilly está se arrumando .

- Onde vai bonita assim? - Reparo em seu vestido.

- Na festa da Carly, você vai né?

- Claro, vou escolher alguma roupa para ir rapidinho!

- Faz isso enquanto estou me maquiando

- Pode deixar madame

- Não perco esta festa por nada! Nada mesmo!

Tomo um banho e ponho minha roupa.

- Já estou pronta! - Ela bate palmas

- Uau, lacrou em amiga - Dou um sorriso

- Vamos logo baixinha - Abro a porta

- Não me chama assim! 

- Eu chamo você do que eu quiser irmãzinha

- Claro minha altinha

Andamos até a festa, era próximo de casa, quando chegamos estava uma decoração linda, tudo enfeitado e a dona da festa também com um vestido dourado e com um salto e enorme.

- Parabéns Carly - Lilly diz entregando seu presente

- Obrigada Lilly

- Essa é minha irmã de consideração, Maryn

- Prazer Carly - Ela estendeu as mãos

- Prazer Maryn - Nos cumprimentamos

- Agora que se conhecem vamos dançar logo! - Lilly se soltou na pista de dança e fiquei sem jeito.

- Você sabe que eu não levo jeito para dançar - cochicho em seu ouvido

- Aprende!

- Não - sento-me em uma cadeira e observo Lilly dançando. Eu não levo jeito algum para essas coisas, fora que todo mundo ia ficar me olhando na pista pelo fato da minha altura, as vezes ela me atrapalha um pouco.

Não conhecia muita gente, até que chegou Maysa e me deixou mais confortável.

- Mah - diz me abraçando

- Mas que diabos você cresceu tanto em - Ela olha para mim

- Na verdade não cresci nada durante esses meses

-Eu devo ter diminuído de tamanho então - ela ri e logo vai para a pista de dança também me deixando sozinha.

Fiquei utilizando o celular esperando o tempo passar, respiro fundo e olho para os lados. Sobe na escada um garoto não muito alto devia ter uns 1,76 então volto a mexer no celular mas quando olho para trás e quem vejo? Era meu baixinho de 1,76 com um lindo sorriso no rosto .
Eu fico olhando ele por menos de três segundos, como se fosse em câmera lenta aquele sorriso que nunca passava. 
Ele então olhou para frente e me reconheceu, o seu sorriso no rosto foi embora e ele me comia com seus olhos escuros castanhos. Ficamos nos encarando por um tempo de 10 segundos.

- Dennis... - Digo com a voz fraca

- Maryn o que você está fazendo aqui? - Ele gagueja um pouco 

- Eu vim te ver isso não é ótimo?

- Você vai ficar? - Ele estava mais triste do que o normal, não parecia tão feliz em me ver.

- Não, só vim passar o carnaval, e agora tenho a oportunidade de te ver de novo

- É tudo tão estranho depois do que aconteceu - Ele olhou para o chão e deu um sorriso de lado, era de costume fazer isso quando estava envergonhado.

- Depois daquele natal muita coisa aconteceu...

- Aqui também, várias coisas

- E a faculdade de engenharia? - Tento puxar assunto.

- Bem complicada por sinal

- Mas isso tudo vai ser bom no futuro, eu acho - Dou uma risadinha mas ele permanecia sério

- Eu sei disso... Maryn?

- O que foi?

- Vamos conversar em outro lugar?

- Claro

Fomos para um parque próximo a festa.

- Você não mudou muito - Ele olha nos meus olhos

- Foram apenas três meses Dennis

- Ah sim claro

- Você continua lindo - acaricio seu rosto

- Maryn, tá tudo estranho entre a gente, não sinto como se fossemos namorados - Ele tira minha mão de seu rosto

- Entendo - Minha expressão se mantém triste

- Mas eu não deixo de te querer - ele me puxa, põe a mão em meu queixo e me beija

-Dennis... - digo com falta de ar. - Faz três meses que não beijo

- Bom que você reaprende - ele me beija novamente e ficamos assim por alguns minutos

- Eu sentia tanta falta de você, da sua boca, do seu cheiro!

- Eu também minha baixinha - Ele acaricia meu rosto.

PS: Os dois são altos pra caramba e ficam se chamando de baixinhos, bem normal né.

- Ainda bem que hoje é domingo, quero ficar o dia inteiro com você!

-Eu também

-Vamos sair desse parque, vamos para a casa da Carly!

- Vamos!

Entramos e saímos correndo até um dos quartos, ele trancou a porta e ali ficamos apenas nos beijando, um com saudade do outro

-Maryn eu sou muito estúpido para dizer meus sentimentos - Ele entrelaça seus dedos em minhas mechas de cabelo

- Eu sei disso, sempre soube - Dou uma gargalhada mas ele continuava a me olhar com sua expressão séria no rosto

- Desde a primeira vez que a vi, eu queria beija-la, eu queria tê-la para mim - Ele me dá um selinho

- Não por paixão - Olho para a janela do quarto onde as luzes da festa refletiam na cortina.

- Você também não morena - Aparece um riso em meu rosto, amava que ele me chamasse desse jeito.

- Claro, dois loucos perdendo seu primeiro beijo naquela festa

- Melhor dia - Rimos juntos

- Sim, o melhor dia - Concordou comigo

A festa acabou e fomos embora. Despedir de Dennis foi um certa dificuldade, eu ainda teria oportunidade para vê-lo, era apenas questão de tempo. No momento apenas quero aproveitar estar aqui com todos que gostam me ter por perto, na próxima semana iria ver "meus garotos" novamente, como apelidei os meninos do grupo e, infelizmente, o meu líder por quem tenho uma certa implicância, não sei o certo ainda. Só sei que o dia que eu puder me ver livre dele, estarei saltando de alegria.

 

Vocês me perdoam por demorar tanto? Acho que sim né. Esse cap foi grande, espero que tenham gostado!



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