História A Garota Rosa Choque - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Adolescente, Califórnia, High School, Naruhina, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Shortfic, Sorvete
Visualizações 160
Palavras 1.198
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Se depender de mim nesse momento, a história acabará rapidinho hihihihi
Gente, a passagem de tempo está clara pra vocês? Na minha humilde opinião dá pra entender, porque sempre coloco uma referência no texto corrido a respeito disso.
Enfim, divirtam-se :*

Capítulo 7 - Sumiu


— Suigetsu Hozuki, quero que você seja sincero. O irmão de Sasuke está aqui para ajudá-lo — o diretor com cara de buldogue entrelaçou os dedos em cima da mesa. 

A última coisa que Itachi Uchiha queria era ajudar a encontrar Sasuke, pelo menos não com tanta sutileza assim. Sabia pouco sobre a família do meu amigo retardado e atualmente desaparecido, a não ser que seu irmão era um médico famoso e o pai um policial aposentado com problemas alcoolicos. Com uma família assim também não teria tanto entusiasmo para falar deles. 

— Já disse, senhor Sarutobi, eu não tenho ideia de onde Sasuke possa estar — resumi de saco cheio, tudo o que escutei nos últimos dias foi “onde está Sasuke?”, era como se fossemos casados agora, inferno! 

— Mas vocês eram muito amigos, é improvável que ele não tenha contado nada — o velhote insistiu. 

— O que eu sabia, já contei. Levei o cara até um barbeiro no centro da cidade, depois ele me mandou catar coquinho — abri bem os olhos — e nada mais. 

— Tudo bem, já basta — Itachi se manifestou, se tinha alguém mais farto desse circo do que eu, este era o irmão mais velho de Sasuke. 

O cara devia ser bastante ocupado, pela forma como seu celular tocava de minuto em minuto. Mas ainda sim, estava sentado na sala do diretor devido o sumiço do inconsequente irmão, espera só até ele descobrir que foi tudo por causa de uma mulher. 

— Obrigado, Suigetsu, diretor — ele se levantou, muito mais alto do que nós dois — nesse caso, tenho que dar seguimento do meu jeito. 

Por alguma razão, isso soou bastante sombrio. Apesar das minhas farpas com Sasuke, gostava o suficiente dele para não ignorar o fato de que faz sete dias que não dá as caras. Podia estar dormindo num banco de uma praça, ou vendendo cd’s piratas, ou até mesmo atravessando a fronteira do país. Bem, são hipóteses horríveis. 

Já do lado de fora da sala do diretor — que ainda ciciou as variáveis de ter Sasuke expulso por excesso de faltas —, Itachi apressou o passo, tinha um blazer dobrado no antebraço e uma carranca azeda. 

Respirei fundo antes de chamá-lo. 

— Itachi — retesei o maxilar assim que ele me encarou por cima do ombro, possuía olhos tão endiabrados quanto os do irmão mais novo — tem alguém que pode saber do Sasuke. 

— Tem certeza? — perguntou em tom baixo, e tão somente assenti com a cabeça. 

Certeza eu não tinha não, mas não custava nada tentar. 

 

[...]

 

Itachi era bem mais sério que Sasuke, talvez a vida o tenha ferrado ainda mais. Perguntou poucas coisas no caminho que fizemos até a casa de Sakura Haruno, e se calou muito mais depois que observou as imagens de Tsunade Senju — a boxeadora — estampadas próximas a casa. 

— Chegamos — desci do carro com pressa, fatigado do silêncio constrangedor de Itachi. 

Ele veio em meu encalço, pisava cauteloso no gramado e olhava cada detalhe como se fosse uma aberração, totalmente discrepante do que conhecia por natural. 

Toquei a campainha e sorri amarelado para Itachi, o mínimo de conforto que podia dar. 

Só não esperava ser recepcionado pela lendária boxeadora em carne e osso. Muita carne, deus, muito osso. Essa mulher podia me desfazer só com um sopro. 

— Não dou autógrafos de manhã — com sobrancelhas expressivas e lábios curvados numa feição de desagrado, já me senti super bem recebido — o que querem? 

— Estou atrás de Sakura Haruno, senhora — respondi ao perceber que Itachi não diria nada. E caso abrisse a boca, soltaria um “que porra é essa?”. 

— Hum — me inspecionou dos pés a cabeça — não é do tipo que anda com a Sakura. 

— Tô meio fora de forma — engoli a seco. 

Tsunade fechou a porta com rispidez. Ergui o dedo indicador para Itachi, ficaria tudo bem, só aguardar um minuto. 

E como disse, Sakura abriu a porta dessa vez. Surpresa com o que viu, ela abaixou os ombros e não disfarçou seus olhos esbugalhados. Seu cabelo estava disforme, mais curto e repicado, havia um plástico lhe contornando o antebraço, protegia sua nova tatuagem pelo visto. 

— Suigetsu? — outorgou. 

— Sakura?! — Itachi supôs. 

— Itachi — apresentei o Uchiha com gestos educados — agora que já nos conhecemos, podemos conversar?

— O que quer? — se apoiou na porta fechada atrás de si. 

Ninguém vai nos convidar para entrar, aceitei esse fardo. 

— Itachi e eu estamos procurando Sasuke — expliquei de uma vez, e Sakura abriu ainda mais os olhos — o que sabe dele? 

— Vocês não eram amigos, um casal, sei lá o que?! — soergueu uma sobrancelha, bastante ácida. 

— Em primeira instância — me defendi olhando para Itachi — nós éramos colegas de trabalho. E se tem alguém culpado nessa história, é você. 

O doutor Uchiha a encarou, de braços cruzados, e minha barra estava limpa. Sakura balbuciou algumas coisas, completamente tensa. Revirou os olhos e enxerguei rasuras de tristeza em seu comportamento. 

— Não sei onde está Sasuke — assumiu embargada — eu o procurei, mas ele não me atende. 

— Claro, você beijou um cara na frente dele. 

Itachi estava cada vez mais surpreso. Coçou a nuca e interveio. 

— Você era namorada do meu irmão? 

— Nós só saímos por um tempo. 

— Ele estava vidrado em você — endossei. 

— Aí você beijou outra pessoa? Espera, relacionamento de adolescente não é mais o meu forte — Itachi pressionou as têmporas e deu alguns passos para trás. 

— Foi um erro — Sakura justificou nervosa — não era pra ele ter visto aquilo, nem pra ter acontecido. 

— Tá — suspirei — você é sem caráter, Sasuke é gado e eu só quero voltar a jogar meu videogame em paz — abri os braços — dá pra dizer aonde ele está? 

Itachi assistiu em silêncio, embora seu rosto estivesse torcido. Ele odiava Sakura agora, e concordo com ele. 

Em contrapartida, a rosada que tinha sequestrado o coração de Sasuke e depois pisado nele com um salto de quinze centímetros, maneou a cabeça e respondeu num fio de voz. 

— Oregon. 

— O estado? — cruzei as sobrancelhas. 

— Cacete — Itachi passou a mão pelo cabelo negro e espesso — é claro que está. 

— Sasuke saiu da Califórnia? — eu era o único que enxergava o quanto isso era um absurdo. O garoto tinha dezessete anos, sei lá. 

— Merda, não tenho tempo — Itachi saiu batendo os pés pelo gramado, estava obstinado. 

— Vou pegar meu casaco — Sakura refutou sem mais nem menos, e entrou em sua casa, saindo logo depois. 

— Caralho, ele não tá na Califórnia então?! — continuei estático. 

— Você come merda, Suigetsu?! — Sakura passou brava por mim. 

Contra minha vontade, fui arrastado até o carro de Itachi. 

— Como ele pode ter ido tão longe? — minha voz estava fina como a de um passarinho. 

— Não queria perturbar você, pensei que já soubesse — Sakura se dirigiu a Itachi, sentada no banco da frente. 

— Devia ter avisado — ele a respondeu grosseiramente e deu partida no carro. 

— Agora nós vamos a Oregon? — me coloquei entre os dois, no banco de trás — Minha mãe vai me matar — joguei as costas contra o estofado. 

— Sasuke… — pela primeira vez em vida, escutei o tom preocupado de Sakura.

Ela passaria todo o restante da viagem se culpando e remoendo lembranças, olhava para o lado de fora, mas o retrovisor estampava seu reflexo e não disfarçava as finas lágrimas que lhe cortavam o rosto. 

Estava enganado sobre seus sentimentos. 

 


Notas Finais


Ai cara, eu amo escrever essas histórias <333333333

Até a próxima :D


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