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História A Gêmea da Hermione - Capítulo 13


Escrita por: doninhabranca2007

Notas do Autor


Lumos!

Capítulo 13 - O Clube De Duelos


Fanfic / Fanfiction A Gêmea da Hermione - Capítulo 13 - O Clube De Duelos

Charli pov
 



       Lockhart não emenddou os ossos de Charli e Harry. Ele os removeu.


.........

 

Madame Pomfrey não ficou nada satisfeita



- Vocês deveriam ter vindo me procurar diretamente! – dizia furiosa, erguendo a lamentável sobra do que fora, meia hora antes, um braço útil. – Posso emendar ossos num segundo, mas fazê-los crescer outra vez...

- A senhora vai conseguir, não é? – perguntou Harry desesperado.

- Claro que vou, mas vai ser doloroso – disse Madame Pomfrey sombriamente, atirando um pijama para mim e Harry. – Vocês vão ter que passar a noite...


                       Enquanto Hermione me ajudava a vestir o pijama dentro da cortina que foi fechada em torno da minha cama,  e Rony também ajudava Harry a vestir o pijama. Levou algum tempo para enfiar na manga o braço mole e sem ossos.



-Como é que você consegue defender o Lockhart agora, Hermione, hein? – Rony perguntou através da cortina enquanto puxava os dedos inertes de Harry pelo punho da manga. – Se eles quisessem ser desossados teriam pedido.


-Qualquer um pode se enganar – respondeu Hermione. – E não está doendo mais, está gente?

- Não – disse Harry, entrando na cama. – Mas também não faz mais nada.

 

Quando me deitei, o meu braço balançou molemente. Hermione e Madame Pomfrey deram a volta à cortina. Madame Pomfrey vinha segurando um garrafão de alguma coisa rotulada Esquelesce.


- Vocês vão enfrentar uma noite difícil – disse, servindo um copo grande de boca larga e fumegante e entregando-o a mim e Harry. – Fazer ossos crescerem de novo é uma coisa complicada.



          
                     E tomar Esquelesce, também. O líquido queimou a minha boca e a garganta e desceu, fazendo eu tossir e cuspir. Ainda lamentando os esportes perigosos e os professores ineptos, Madame Pomfrey se retirou, deixando Rony e Hermione ajudar-nos a engolir um pouco de água.


- Mas ganhamos – disse Rony, um grande sorriso se abrindo no rosto. – Foi uma captura e tanto a que você fez. A cara do Malfoy... ele parecia que ia matar alguém...


- Eu queria saber como foi que ele alterou aquele balaço – disse Hermione sombriamente fazendo carinho no meu braço, eu não sentia nada,mais enfim né?

- Podemos acrescentar mais esta à lista de perguntas que vamos fazer a ele quando tomarmos a Poção Polissuco – disse Harry deixando-se afundar nos travesseiros. – Espero que tenha um gosto melhor do que esta coisa...


- Com pedacinhos de alunos da Sonserina dentro? Você deve estar brincando – disse Rony.
 

A porta do hospital se escancarou naquele momento. Imundos e encharcados, os demais jogadores da Grifinória chegaram para ver a gente.

 


- Incrível aquele voo, Charli – disse Jorge. – Acabei de ver Marcos Flint berrando com Draco. Estava falando alguma coisa sobre ter o pomo sobre a cabeça e nem notar. Draco não parecia muito feliz.

 


                       Os jogadores tinham trazido bolos, doces e garrafas de suco de abóbora que arrumaram em volta das cama, davam início ao que prometia ser uma festança, quando Madame Pomfrey apareceu como um tufão, gritando:


- Eles precisam de descanso, precisa fazer crescer trinta e três ossos! Fora! FORA!
 


                             E nós fomos deixados sozinhos, sem nada para distrairmos da dor horrível no braço inerte.



-Harry como está se sentindo? - perguntei fazendo uma careta de dor

-Bem - mentiu - e você?

-...Ah quem estamos querendo enganar? Está doendo muito!

-Pra caramba! - diz ele se contorcendo

-Eu vou tentar dormir pra ver se passa - disse

-Eu também, boa noite

-Boa noite Harry - digo e logo adormeço
 

 



..........

 

Acordei no domingo de manhã e me deparei com o dormitório iluminado pela luz do sol de inverno e meu braço curado, embora ainda muito duro. Sentei-me, e olhei para a cama ao lado era de Colin, mas tinham escondido com a cortina alta por trás da qual troquei de roupa no dia anterior, olhei pro lado e Harry já havia acordado.


-Bom dia Charli - disse Harry sorrindo

-Bom dia Harry, melhorou?

-Sim e creio que o seu também?

-Sim, novinho em folha - digo satisfeita

            

  Ao ver que nós havíamos acordado, Madame Pomfrey entrou apressada, trazendo uma bandeja com o café da manhã e então começou a dobrar e a esticar o nossos braços e os dedos.



- Tudo em ordem – disse enquanto comíamos mingau, desajeitados, com a mão esquerda. – Quando terminarem de comer podem ir.

 

Nós nos vestimos o mais rápido que pudemos e fomos à Torre da Grifinória, enquanto Harry me contava o que acontecera com Colin e Dobby, estão fomos encontrar Hermione e Rony, mas não os encontramos lá. Saímos a procura deles, imaginando aonde poderiam ter precisado ir, estava me sentindo um pouco magoada que não estivessem interessados se eles recuperaram ou não os ossos.

               Quando passamos pela porta da biblioteca, Percy Weasley ia saindo, com a cara muito mais animada do que na última vez que tinham se encontrado




- Ah, alô, Harry. Voo excelente ontem, realmente excelente. Grifinória acabou de assumir a liderança na disputa da Taça das Casas, você marcou cinquenta pontos Charli!



- Você não viu o Rony ou a Mione, viu? – perguntei.

-Não – respondeu Percy, com o sorriso desaparecendo do rosto. – Espero que Rony não esteja metido em outro banheiro de meninas..



                  Forçei uma risada, e esperamos Percy desaparecer de vista e em seguida rumamos direto para o banheiro de Murta Que Geme. Não conseguiamos entender por que Rony e Hermione estariam lá de novo e, depois de se certificar que nem Filch nem outros monitores andavam por ali, abrimos a porta e ouvimos vozes que vinham de um boxe trancado.

 


-Somos nós – disse, fechando a porta. Ouviu um estrépito, água se espalhando e uma exclamação no interior de um boxe e vislumbrou os olhos de Mione espiando pelo buraco da fechadura.


-Charli!, Harry! Vocês nos deram um baita susto, entre, como estão os braços?

- Ótimos – respondeu Harry e nos esprememos dentro do boxe.

 


                       Havia um velho caldeirão encarrapitado em cima do vaso e uma série de estalos me informarmei que Hermione e Rony tinham acendido um fogo embaixo. Conjurar fogos portáteis, à prova de água, era uma especialidade de Hermione.



- Pretendíamos ir ao encontro de vocês, mas decidimos começar a Poção Polissuco – explicou Rony enquanto Harry, com dificuldade, tornava a trancar o boxe. – Decidimos que este era o lugar mais seguro para escondê-la.

              Harry começou a contar aos dois o que acontecera com Colin, mas Hermione o interrompeu.



- Já sabemos, ouvimos a Prof a McGonagall contar ao Prof. Flitwick hoje de manhã. Foi por isso que decidimos começar...


- Quanto mais cedo a gente obtiver uma confissão de Draco, melhor – rosnou Rony. – Sabem o que é que eu penso? Ele estava tão furioso depois do jogo de quadribol, que descontou no Colin.

- Mas há outra coisa – disse, observando Hermione picar feixes de sanguinárias e jogá-los na poção. – Harry me contou que Dobby veio o visitar no meio da noite.


 

      Rony e Hermione ergueram a cabeça, espantados. Harry contou tudo que Dobby dissera – ou deixara de contar a ele. Os dois escutaram boquiabertos


- A Câmara Secreta já foi aberta antes?! – exclamou Hermione.


- Isso esclarece tudo – disse Rony em tom triunfante. – Lúcio Malfoy deve ter aberto a Câmara quando esteve aqui na escola e agora ensinou ao nosso querido Draco como fazer o mesmo. É óbvio. Mas eu bem gostaria que Dobby tivesse lhe dito que tipo de monstro tem lá dentro. Quero saber como é que ninguém reparou nele rondando a escola.

- Talvez ele consiga ficar invisível – disse Hermione, empurrando as sanguessugas para ofundo do caldeirão. – Ou talvez possa se disfarçar, fingir que é uma armadura ou uma coisa qualquer, já li a respeito de vampiroscamaleões...

- Você lê demais, Hermione – disse Rony, despejando os hemeróbios mortos por cima das sanguessugas. Amassou o saco vazio e olhou para Harry.


- “Então o Dobby impediu a gente de pegar o trem e quebrou o seu braço...” Ele abanou a cabeça. “Sabe de uma coisa, Harry? Se ele não parar de tentar salvar a sua vida vai acabar matando você.”
 

 

              A notícia de que Colin Creevey fora atacado e agora se achava deitado como morto na ala hospitalar espalhou-se pela escola inteira até a manhã de domingo. A atmosfera carregou-se de boatos e suspeitas. Os alunos do primeiro ano agora andavam pelo castelo em grupos unidos, como se tivessem medo de ser atacados, caso se aventurassem a andar sozinhos.


                            Gina que se sentava ao lado de Colin Creevey na aula de Feitiços, parecia atormentada, mas achei que era porque Fred e Jorge estavam tentando animá-la do jeito errado. Revezavam-se para assaltá-la pelas costas, cheios de pelos e pústulas. Só pararam quando Percy, apoplético, ameaçou escrever à Sra. Weasley e contar que Gina estava tendo pesadelos.


                              Nesse meio-tempo, escondido dos professores, assolava a escola um próspero comércio de talismãs, amuletos e outras mandingas protetoras. Neville Longbottom já comprou um cebolão verde e malcheiroso, um cristal pontiagudo e púrpura e um rabo podre de lagarto, quando os outros alunos da Grifinória lhe lembraram que ele não corria perigo; era puro sangue e, portanto, uma vítima pouco provável.



- Eles foram atrás de Filch primeiro – disse Neville, seu rosto redondo cheio de medo. – E todo mundo sabe que sou quase uma aberração.

 

 

                 Na segunda semana de dezembro a Prof a McGonagall veio, como sempre fazia, anotar os nomes dos alunos que continuariam na escola durante as festas de Natal. Charli, Harry, Rony e Hermione assinaram a lista; ouvimos dizer que Draco ia ficar também, o que achamos muito suspeito. As festas seriam o momento perfeito para usar a Poção Polissuco e tentar extrair do garoto uma confissão

                             Infelizmente a poção ainda estava na metade. Precisavam do chifre de bicórnio e da pele de araramboia, e o único lugar onde poderiam obtê-los era no estoque particular de Snape. Pessoalmente achaei que era preferível encarar o monstro lendário da Sonserina a deixar Snape apanhá-los assaltando sua sala



- O que precisamos – disse Hermione, eficiente, quando se aproximava a aula dupla de Poções na quinta-feira à tarde – é de uma diversão. Então um de nós pode entrar escondido na sala de Snape e tirar o que for preciso.

 

Eu, Harry e Rony olhamos para ela, nervosos.

 


-Acho que é melhor eu fazer o roubo propriamente dito – continuou Hermione num tom trivial. – Vocês dois vão ser expulsos caso se metam em mais uma encrenca, mas eu tenho a ficha limpa. Então Charli ajudem eles a causar bastante confusão para distrair Snape por uns cinco minutos.

 

              Dei um leve sorriso. Provocar confusão na aula de Poções de Snape era quase tão seguro quando espetar o olho de um dragão adormecido. A aula de Poções era dada em uma das masmorras maiores. A de quinta-feira à tarde transcorreu como sempre. Vinte caldeirões fumegavam entre as carteiras de madeira, sobre as quais havia balanças e frascos de ingredientes.

                         Snape andava por entre os vapores, fazendo comentários mordazes sobre o trabalho dos alunos da Grifinória, enquanto os da Sonserina davam risadinhas de aprovação. Draco Malfoy, que era o aluno favorito de Snape, não parava de mostrar olhos de peixe baiacu para Rony e Harry, que sabiam que se revidassem receberiam uma detenção mais rápido do que conseguiriam dizer “injustiça”.


                        A Solução para Fazer Inchar que Harry e Rony  preparou ficou muito rala, mas tinha coisas mais importantes em que pensar. Estava à espera do sinal de Hermione, e mal ouvi quando Snape parou para caçoar do ponto da poção deles. Quando Snape deu as costas para implicar com Neville, Hermione olhou para mim e fez um aceno com a cabeça.

 

         Me se abaixei depressa por trás do meu próprio caldeirão, tirei do bolso um dos fogos Filibusteiro de Fred e dei-lhe um leve toque com a varinha. O fogo começou a borbulhar e a queimar. Sabendo que só dispunha de segundos, me levantei, mirei e atirei o fogo no ar; ele caiu dentro do caldeirão de Goyle. A poção de Goyle explodiu, chovendo sobre a classe inteira. Os alunos gritaram quando os borrifos da Solução para Fazer Inchar caiu neles. Draco ficou com a cara coberta de poção e seu nariz começou a inchar como um balão;


                       Goyle saiu esbarrando nas coisas, as mãos cobrindo os olhos, que tinham inchado até atingir o tamanho de um prato – Snape tentava restaurar a calma e descobrir o que estava acontecendo. Na confusão, vi Hermione entrar discretamente na sala do professor.



- Silêncio! SILÊNCIO! – rugiu Snape. – Os que receberam borrifos, venham aqui tomar uma Poção para Fazer Desinchar, quando eu descobrir quem foi o autor disso...

 

 

       Procurei não rir ao ver Draco correr para a frente da sala, a cabeça pendurada por causa do peso de um nariz do tamanho de um melão. Enquanto metade da classe se arrastava até a mesa de Snape, alguns sobrecarregados com braços grossos como bastões, outros com os lábios tão inchados que não conseguiam falar, vi Hermione tornar a entrar, sorrateiramente, na masmorra, com a frente das vestes estufada.

 

      Depois que todos tomaram uma dose do antídoto e seus inchaços murcharam, Snape foi até o caldeirão de Goyle e pescou os restos retorcidos e negros do fogo de artifício. Fez-se um silêncio repentino


- Se eu um dia descobrir quem jogou isso – sussurrou Snape – vou garantir que esse aluno seja expulso.
 

 

      Tomei o cuidado de fazer cara de espanto. Snape olhava diretamente para Harry, e a sineta que tocou dez minutos depois não poderia ter sido mais bem-vinda.

 


- Ele acha que fui eu – disse Harry a mim, Rony e a Hermione enquanto corriam para o banheiro da Murta Que Geme. – Eu senti

 

 

          Hermione jogou os novos ingredientes no caldeirão e começou a misturá-los febrilmente.



- Vai ficar pronto daqui a duas semanas – anunciou alegremente


- Snape não pode provar que foi você – disse tranquilizando Harry. – Que é que ele pode fazer?


- Conhecendo Snape, uma maldade – disse Harry, enquanto a poção espumava e borbulhava.
 



...........

 


                                  Uma semana mais tarde, eu, Harry, Rony e Hermione iamos atravessando o saguão de entrada quando vimos uma pequena aglomeração em torno do quadro de avisos, os alunos liam um pergaminho que acabara de ser afixado. Simas Finnigan e Dino Thomas fizeram sinal para mim me  aproximar, com ar excitado.



-Vão reabrir o Clube dos Duelos! – disse Simas. – A primeira reunião é hoje à noite! Eu não me importaria de tomar aulas de duelo; poderiam vir a calhar um dia desses...


- Quê, você acha que o monstro da Sonserina sabe duelar? – perguntou Rony, mas também leu o aviso com interesse.


- Poderia vir a calhar – disse ele a mim, Harry e Hermione quando entramos para jantar. – Vamos?

 

 

      Eu Harry e Hermione fomos a favor do clube. Assim, às oito horas daquela noite nós quatros voltamos correndo para o Salão Principal. As longas mesas de jantar tinham desaparecido e surgira um palco dourado encostado a uma parede, cuja iluminação era produzida por milhares de velas que flutuavam no alto. O teto voltara a ser um veludo negro, e a maior parte da escola parecia estar reunida sob ele, as varinhas na mão e as caras animadas.



- Quem será que vai ser o professor? – disse Hermione enquanto nos reuníamos aos alunos que tagarelavam sem parar. – Alguém me disse que Flitwick foi campeão de duelos quando era moço, talvez seja ele.

- Desde que não seja... – comecei, mas terminei com um gemido: Gilderoy Lockhart vinha entrando no palco, resplandecente em suas vestes ameixa-escuras, acompanhado por ninguém mais do que Snape, em sua roupa preta habitual

                   Lockhart acenou um braço pedindo silêncio e disse em voz alta:



- Aproximem-se, aproximem-se! Todos estão me vendo? Todos estão me ouvindo? Excelente! “O Prof. Dumbledore me deu permissão para começar um pequeno Clube de Duelos, para treiná-los, caso um dia precisem se defender, como eu próprio já precisei fazer em inúmeras ocasiões, quem quiser conhecer os detalhes, leia os livros que publiquei. “Deixem-me apresentar a vocês o meu assistente, Prof. Snape”-  disse Lockhart, dando um largo sorriso. - “Ele me conta que sabe alguma coisa de duelos e desportivamente concordou em me ajudar a fazer uma breve demonstração antes de começarmos. Agora, não quero que nenhum de vocês se preocupe, continuarão a ter o seu professor de Poções mesmo depois de eu o derrotar, não precisam ter medo!"



-  Não seria bom se os dois acabassem um com o outro? – cochichou Rony ao me ouvido

 

  O lábio superior de Snape crispou-se. Fiquei imaginando por que Lockhart continuava a sorrir; se Snape estivesse olhando para mim daquele jeito,  já estaria correndo o mais depressa que pudesse na direção oposta. Lockhart e Snape se viraram um para o outro e se cumprimentaram com uma reverência; pelo menos, Lockhart cumprimentou com muitos meneios, enquanto Snape curvou a cabeça, irritado. Em seguida, os dois ergueram as varinhas como se empunhassem espadas


- Como vocês veem, estamos segurando nossas varinhas na posição de combate normalmente adotada – disse Lockhart aos alunos em silêncio. – Quando contarmos três, lançaremos os primeiros feitiços. Nenhum de nós está pretendendo matar, é claro.

- Eu não teria certeza disso – murmurei, observando Snape arreganhar os dentes

- Um... dois... três...

 

Os dois ergueram as varinhas acima da cabeça e as apontaram para o oponente; Snape exclamou


- Expelliarmus! – Vimos um lampejo vermelho ofuscante e Lockhart foi lançado para o alto: voou para os fundos do palco, colidiu com a parede, foi escorregando e acabou estatelado no chão.

 

   Draco e outros alunos da Sonserina deram vivas. Enquanto eu e Hermione dançávamos nas pontas dos dedos para ver melhor.


- Vocês acham que ele está bem? – guinchou Hermione tampando a boca com a mão.

- Quem se importa? – respondemos eu Harry e Rony juntos.

 

     Lockhart foi-se levantando tonto. Seu chapéu caíra e os cabelos ondulados estavam em pé
 


- Muito bem! – disse, cambaleando de volta ao palco. – Isto foi um Feitiço de Desarmamento, como viram, perdi minha varinha, ah, muito obrigado, Srta. Brown... sim, foi uma excelente demonstração, Prof. Snape, mas se não se importa que eu diga, ficou muito óbvio o que o senhor ia fazer. Se eu tivesse querido detê-lo teria sido muito fácil, mas achei mais instrutivo deixá-los ver...

 

Snape tinha uma expressão assassina no rosto. Lockhart possivelmente notou porque acrescentou:

 


- Chega de demonstrações! Vou me reunir a vocês agora e separá-los aos pares. Prof. Snape, se o senhor quiser me ajudar...


 
                     Os dois caminharam entre os alunos, formando os pares. Lockhart juntou Neville com Justino Finch-Fletchley, mas Snape chegou até mim, Hermione, Harry e Rony primeiro.


- Acho que está na hora de separar a equipe dos sonhos – caçoou. – Weasley, você luta com Goyle, Granger 1 luta com Finnigan......E Potter...

 

Harry virou-se automaticamente para Hermione.



- Acho que não – disse Snape, sorrindo estranhamente. – Sr. Malfoy, venha cá. Vamos ver o que o senhor faz com o famoso Potter. E a senhorita, pode fazer par com a Srta. Bulstrode.

 

 Draco se aproximou com arrogância, sorrindo. Atrás dele caminhava uma garota da Sonserina, que me lembrava uma foto que vi em Férias com bruxas malvadas. Era grande e atarracada, e seu queixo pesado se projetava para a frente, agressivamente. Hermione lhe deu um breve sorriso que ela não retribuiu.

Então vi Simas se aproximar de mim sorrindo.



-Eaí Simas - digo sorrindo - Tá pronto pra perder? - disse fazendo ele rir

- Vai sonhando Charli


-  De frente para os seus parceiros! – mandou Lockhart, de volta ao tablado. – E façam uma reverência!
 

Então obedecemos ele, e ficamos de frente um para o outro, e notei que ele era mais alto que eu (novidade kkk), mas logo fizemos uma reverencia. 


- Preparar as varinhas! – gritou Lockhart. – Quando eu contar três, lancem seus feitiços para desarmar os oponentes, apenas para desarmá-los, não queremos acidentes, um... dois... três...

 

    Sem perder mais tempo, apontei a varinha direto para Simas e gritei:
 


-Expelliarmus! - e um lampejo vermelho ofuscante e Simas foi lançado para o alto: voou para a parede.



                      E eu corri em sua direção para o ajudar a levantar.


-Você tá bem? - digo estendendo a minha mão

-Tó - diz ele segurando a minha mão - Você é bem rápida né?

-É...Tem certeza que não machucou? - digo preocupada

-Só minhas costas, estão doendo um pouco - diz ele fazendo careta

 

 

        Uma névoa de fumaça verde pairava sobre a cena. Simas estava se contorcendo de dor, enquanto eu tentava o acalmar,  Neville e Justino estavam caídos no chão, ofegantes; Rony estava segurando um Goyle branco feito papel, pedindo desculpas pelo que sua varinha quebrada pudesse ter feito; mas Hermione e Emília Bulstrode ainda lutavam; Emília dera uma chave de cabeça em Hermione, que choramingava de dor; as varinhas das duas jaziam esquecidas no chão.

 

     Eu e Harry demos um salto à frente e fez Emília soltar Hermione. Foi difícil: a garota era muito maior do que nós. E depois eu fui falar com o professor Lockhart para levar Simas a enfermaria, e ele deixou.
        

    Então saímos de lá, e Simas colocou seu braço envolta do meu pescoço, e eu passei meu braço pela sua cintura, pra poder o ajudar a andar melhor. Quando chegamos na enfermaria, madame Pomfrey examinou ele, e ele tinha feito um machucado muito feio nas costas, e deu uma poção á ele, e pediu para que ele ficasse lá, sob observação.
 

E eu fiquei ao lado da cama que ele estava deitado, num mini sofá


-Me desculpa Simas, não queria ter te lançado muito forte - digo meia envergonhada

-Tudo bem Charli, não precisa se preocupar. - diz ele sorrindo gentilmente

    
                 Então peguei um livro que havia na comoda ao lado da cama, e comecei a ler, mas senti que ele estava me observando.



-Oque que foi? - digo o vendo olhar pra mim sorrindo feito um bobo

-Nada....Além de ser inteligente, linda, boa em duelos e carinhosa


                 Nessa hora me senti virar um pimentão


-Obrigada? - digo meia sem jeito


......

 

 

Eu não sabia mas, nós tínhamos muito em comum, oque nós deu altas conversas e risadas. Quando ele recebeu alta, minha irmã, Harry e Rony já vieram me contar tudo oque aconteceu quando eu saí da sala



-Harry você é um ofidioglota! - digo surpresa - Você é capaz de falar com as cobras!

- Eu sei. Quero dizer, é a segunda vez que faço isso. Uma vez no zoológico açulei, por acaso, uma jiboia contra o meu primo Duda, uma longa história... ela estava me contando que nunca tinha estado no Brasil e eu meio que a soltei sem querer, isso foi antes de saber que era bruxo...

- Uma jiboia contou a você que nunca tinha ido ao Brasil? – repetiu Rony baixinho.

- E daí? Aposto que um monte de gente aqui pode fazer isso.

- Ah, não. De jeito nenhum. Isto não é um dom muito comum. Harry, isto não é legal.

-O que não é legal? – disse Harry começando a ficar com muita raiva. - Qual é o problema com todo mundo? Escuta aqui, se eu não tivesse dito àquela cobra para não atacar Justino...

- Ah, então foi isso que você disse? - disse Mione

- Que quer dizer com isso? Vocês estavam lá, vocês me ouviram...

- Ouvi você falar esquisito – disse Rony. – Língua de cobra. Você podia ter dito qualquer coisa, não admira que o Justino tenha entrado em pânico, parecia que você estava convencendo a cobra a fazer alguma coisa, deu arrepios, sabe...

                    Harry ficou de boca aberta.


- Eu falei uma língua diferente? Mas, eu não percebi, como posso falar uma língua sem saber que posso falá-la?



                     Rony sacudiu a cabeça. Tanto ele quanto eu e Hermione fazíamos cara de enterro. Harry não conseguia entender o que havia de tão horrível.



- Querem me dizer o que há de errado em impedir uma enorme cobra de arrancar a cabeça do Justino? Que diferença faz como foi que eu fiz isso, desde que o Justino não precise se associar ao clube dos Caçadores Sem Cabeça?


- Faz diferença, sim – disse, falando, afinal, num tom abafado –, porque a capacidade de falar com cobras foi o dom que tornou Salazar Slytherin famoso. É por isso que o símbolo da Sonserina é uma serpente.


               O queixo de Harry caiu.


- Exatamente – confirmou Rony. – E agora a escola inteira vai pensar que você é o tetra-tetra-tetra-tetraneto ou coisa parecida...

- Mas eu não sou – disse Harry.


- Você vai achar difícil provar isso – falou Hermione. – Ele viveu há mil anos; pelo que se sabe, você podia muito bem ser descendente dele.



 

 


 


 


Continua?.....


Notas Finais


Oque acharam? Acham que ela deve ficar com o Oliver ou Simas? Deem sugestões!

Fui....


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