História A Gêmea da Minha Namorada - Capítulo 11


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camren, Drama, Fifth Harmony, Gêmea, Lauren, Lgbt, Romance, Suspense
Visualizações 268
Palavras 3.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Dorme comigo?


Fanfic / Fanfiction A Gêmea da Minha Namorada - Capítulo 11 - Dorme comigo?

 Suspirei novamente encarando a morena jogar a bola na cesta de basquete que tinha por trás do apartamento. Minha testa estava encostada no vidro da janela e eu torcendo para ela não está totalmente irada comigo.

Lauren me proibiu de chegar perto dela por motivos óbvios, mas que eu não queria aceitar. Quando chegamos, foi direto para o quarto e, quando desceu, saiu da casa. Clara me falou que tinha ido para a quadra e eu pensei em ir, mas, novamente, a minha ex sogra me falou que seria uma péssima ideia. Tudo que Lauren queria era provavelmente queria ficar só.

Aproximei-me da morena, que ainda encarava a lápide, apesar de eu saber que já tinha parado de chorar. Toquei seu ombro e ela me olhou. Abri um sorriso, tentando me desculpar nele e não parecer feliz ao mesmo tempo, mas ela apenas virou o rosto para a lápide de novo.

– Lauren...:

– Se veio se desculpar, não precisava. Todo mundo nos confunde mesmo, era totalmente compreensível que a namorada dela fosse fazer o mesmo. – Ela se ajoelhou, beijou o dedo indicador e o do meio, juntos, e depois os pôs na lápide. - Desculpe te incomodar, Anne.

A morena levantou e começou a caminhar para o fusca. Corri para alcançá-la.

– Desculpe, Lauren. Eu juro, não quero o que eu queria. Saiu sem eu perceber, mas eu prometo que não vai se repetir. Você e Lize são bem diferentes, eu não sei como confundi vocês. Por favor, me desculpe!

– Eu não acredito que acreditei que poderia ser melhor que ela. – Ela riu secamente ainda de costas para mim. – Você não me quer, Camila... Você a quer. Você age assim comigo, sendo às vezes gentil, porque pensa que eu sou ela e que eu vou substituí-la para sempre. Você só vê em mim uma versão viva, mas nós duas sabemos que eu nunca vou ser como ela. Desculpa por não ser tão boa como ela. Camila, eu amo ela, só nós duas sabíamos o quanto esse amor era gigantesco! Ela é minha irmã, mas eu odeio ser comparada a ela o tempo inteiro. Eu quero que me amem também, pelo o que eu sou, tanto quanto a amaram, mas quem eu quero enganar? Isso nunca vai acontecer. Eu cuidava tanto dela, as pessoas me achavam o máximo, ela me achava o máximo; mas sabe... as pessoas se esqueceram que eu também preciso de cuidado. – Ela se virou para mim, os olhos cheios de lágrimas de novo. – Por que nossos gostos não podiam ser diferentes em realmente tudo? Eu me pergunto. Por que nós não podíamos gostar de coisas diferentes em relação ao amor uma vez sequer? É, Camila... É difícil ter uma gêmea, principalmente quando ela é tão talentosa como Anne era; quando ela é tudo o que os outros amam ver em uma garota; quando ela não decepciona ninguém; quando, mesmo ela tendo pisado na bola várias e várias vezes, a pessoa ainda preferir ela. Principalmente quando você a ama e sabe que seu ciúme é idiota, que sua inveja não tem o menor sentido... Mas então todos começam confundir vocês ou usar ela como exemplo na MINHA cara. – ela trincou a mandíbula. – Não sabe como é, Camila. E eu realmente estou decepcionada comigo, não com você por ter nos confundido, mas comigo, por ter pensado que eu poderia finalmente ser alguém longe da sombra da minha irmã.

– Lauren... – murmurei vendo a dor nos olhos dela.

Ela enxugou os olhos marejados e me deu as costas.

– Vamos para a casa dos meus pais. Mais tarde nós voltamos para a universidade.

– Pensei que fossemos dormir.

– Não. Você precisa da sua cidade, vou lhe deixar e voltarei para Boston, onde é o meu lugar. – Nós entramos no fusca e ela suspirou. – Mais uma coisa... Não se aproxime de mim por um tempo, por favor. Pode parecer infantil, mas apenas respeite isso. Não consigo ter você tão perto de mim, desejar que você me olhasse com um pingo de carinho. Isso me quebra ao meio todo o segundo.

Suspirei.

– Me desculpe... de verdade. – Com isso, eu me calei.

Ouvi a porta do quarto se abrir e eu olhei. Era Clara, ela sorriu gentil para mim e entrou, fechando a porta atrás de si. A morena caminha na minha direção.

– Como ela está?

– Toda vez que erra, bufa. Mas quando acerta também não comemora. – Suspirei. – Ela parece muito mal.

– Ela vai demorar para ficar como sempre... – Clara suspira e me olha. – Ainda não me contou o que aconteceu.

– Se não se importar, prefiro não tocar nesse assunto.

– Não, claro, querida. Compreensível.

De repente Lauren pegou a bola e a jogou de modo irregular contra a cesta e se jogou no chão. Ela olhou para a minha janela, nossos olhares se cruzaram por alguns instantes, mas então ela sentou, encarando as próprias mãos.

Ouvi a senhora Jauregui sair.

Senti meu coração se apertar quando vi Lauren olhar para o céu e ver seu rosto com alguns vestígios de lágrimas. Eu estava fazendo aquilo com ela, como eu podia ser tão má? A morena ficou em pé, pegou a bola e caminhou de volta para o prédio. Dei as costas às pressas para a janela e corri para fora do quarto, parando no topo da escada.

Esperei.

Lauren entrou jogando a bola em qualquer lugar, ela começou a subir as escadas, foi aí que ela me viu. Eu poderia dizer que ficamos minutos assim, nos encarando, uma lendo a alma da outra. Poderia dizer que ela me deu um sorriso e que eu lhe devolvi esse, eu poderia até mesmo dizer que ela me deu um Oi. Mas eu estaria mentindo.

A morena passou por mim, me puxando pelo braço e murmurando algo como “Precisamos conversar”, isso sem me olhar na cara. Nós fomos até o quarto dela, ela pegou uma mochila e jogou para mim.

– Pegue o quiser da Anne, é seu. – Ela disse sentando na cama dela. – Depois lhe deixo na faculdade.

Joguei a bolsa para o lado e pus as mãos na cintura, encarando-a. Ela, por outro lado, se deitou na cama e pegou o celular, começando a jogar um jogo qualquer. Tomei o celular das mãos dela, que me olhou com raiva.

– Você disse “precisamos conversar”, que eu saiba me mandar fazer algo e ignorar minha presença não é conversar.

– Me chamar de Lize também não é um acaso. – Ela alfinetou.

– Ok. – Pus o celular no móvel e sentei na cama de Lize. – Está com raiva porque eu te chamei de Lize. Eu entendi que você não gosta e peço mil desculpas. Eu realmente não tinha a intenção. Só... Saiu. Perdoe-me por isso. E, por mais que eu diga que é o que você quer, eu sei que você não quer tomar o lugar de Lize. Eu não quero que você seja Lize, na verdade, eu quero te conhecer do jeito que você é. Eu sou uma pessoa difícil de lidar, isso já ficou claro, mas talvez... Nós possamos começar sendo amigas.

Lauren sentou na cama e me olhou.

– Amigas?

– Sim. Lauren e Camila, amigas. Não Camila e LizLau. Vamos esquecer que namorei sua irmã ou até mesmo que a conheci; esquecer tudo o que eu disse. Só me permita conhecer essa pessoa incrível que todos ao meu redor falam que você é.

– Prazer em conhece-la, sou Lauren, mas pode me chamar de Lau.- Ela fala abrindo aquele sorriso magnífico e estando a mão para mim.

- Prazer Lauren, sou a Camila. – Eu retribuo o cumprimento com a mão e deposito um beijo na bochecha delas.

– Tem outra coisa...

– O que? – Trouxe minha mão de volta para o meu lado.

– É que, naquela brincadeira, a gente se pegou no banheiro. Lembra?

– E tem como esquecer? – Ela riu e eu ri secamente.

– Pois é... Então, eu meio que gostei... Mais do que deveria. – Ela encarou o chão. – Não quero ser sua amiga e não poder... Você sabe, te beijar. Eu não sei se me conteria e você ficaria irritada.

Fiquei em silêncio.

Não era mentira que eu também tinha gostado além da conta daquele beijo... Daquele toque, daquelas mãos passeando pelo meu corpo, daqueles lábios tocando meu corpo. Dava vontade de repetir a dose só de lembrar, mas aquilo não certo. Não chegava nem perto de ser certo. Mas também não era errado. Então o que era?

- Lauren... Desculpa, mas eu não vou ser só mais uma em sua cama. – Eu falo e em seguida ela ri. – Deixo isso para a Ariel.

- Já que somos amigas podemos trocar confissões e segredos né?

- Claro, devemos. – Eu falo rindo.

- Na verdade, você está enganada.

 - Seja mais explicita Lauren. – Eu estava super confusa.

- Eu não fui para cama com tantas garotas assim... – Ela fala rindo. – Na verdade só fui para a cama com uma garota.

- Você está me dizendo que nunca teve nada com a Ariel? Ou com todas aquelas garotas que você flertava em todos os lugares?

- Falou certo. Eu gosto do flerte e da sedução, mas para uma relação intima a pessoa tem que ser muito especial. – Ela fala corando.

- Nossa. Estou chocada. Eu sempre achei que você tinha pegado meio mundo de gente.

- Eu disse Camz você não me conhece. – Ela fala chegando mais perto. Aqueles lábios rosados e cobiçosos, talvez estivessem macios como das outras vezes. Aquele corpo que eu estava ficando com vontade de explorar com minhas mãos e boca, conhecer cada cantinho daquela obra grega.

Quando me dei conta, eu já estava sentada no colo de Lauren com os joelhos cada um em um lado da sua cintura, sem tirar os olhos dos dela. Aquela imensidão esmeralda, aquelas belíssimas pedras verdes que tanto pareciam ter sofrido hoje mais cedo e agora só representavam desejo. Não exatamente dizer o porque, mas eu não me aguentei mais e colei nossos lábios em um beijo de desejo.

A língua dela explorava a minha boca cada vez mais, era como sentir o delicioso gosto de menta com o bombom que ela sempre comia. Minha língua, por outro lado, estava feliz em batalhar com a dela, em uma batalha que acabou mais harmoniosa que qualquer outra. Uma dança sem fim em perfeita sincronia.

Uma das mãos da Lauren foi para a minha cintura enquanto meus braços passaram ao redor do pescoço dela e, em instantes, as mãos dela, habilidosas, me deitavam delicadamente na cama ao passear por dentro de minha blusa. A morena ficou por cima de mim, ainda me beijando e ainda com as mãos por dentro de minha blusa. Eu estava ficando em desvantagem, então tratei de por minhas mãos dentro daquela blusa enorme dela. Logo senti o top velho e pus minhas mãos para dentro. Senti-a arfar por dentro o beijo quando minhas mãos tocaram seus seios.

Minhas mãos começaram a apertar os seios dela, mas não demorou para que meus dedos encontrassem algo mais interessante: os mamilos dela. E assim eu comecei a brincar com eles. Lauren, talvez insatisfeita por apenas eu estar brincando direito, desceu sua mão até minha coxa, desnuda por conta do short jeans, e os dedos entraram de leve na calça, apertando minha nádega esquerda.

Suspirei entre o beijo.

- Camz. – Ela fala tirando minhas mãos dos seios dela e jogando por cima da minha cabeça. – Aqui, assim, agora...  Não. Eu quero que seja especial. Eu quero que você só enxergue a mim. A Lauren sem a sombra da Anne. Entende? – Ela pergunta depositando um beijo quentinho na minha testa, meu corpo ainda tremia, minha respiração acelerada.

- Eu nunca imaginei que você fosse ser tão fofa assim. Bem que seu pai me disse que você era só um personagem, muito bem montado por sinal. - Eu falo acariciando as bochechas vermelhinhas dela. – Mas eu concordo com você.

- Meu pai sempre acabando com minhas aulas de teatro. – Ela ri, me dando um selinho calmo.

Nesse momento, a porta, antes entreaberta, foi aberta completamente por Chris. Lauren o olhou, nervosa, assim como eu.

- Você tem uma maneira muito estranha de tratar suas amigas maninha. – O menino fala rindo.

– Cala a boca. O que você quer pivete? – Lauren fala saindo de cima de mim e se sentando, mas não soltando nossas mãos entrelaçadas de jeito nenhum.

– Mamãe está perguntando se vão dormir. – Ele falou meio desconfiado.

Dissemos juntas.

– Vamos.

– Não.

Nos encaramos, eu confusa e Lauren sorriu sem graça.

– Mudanças de planos? – Ela riu.

Sorriu para ela.

– Ótimo. Bem, vou avisar a mamãe. – ele saiu.

Eu e Lauren suspiramos, bem quando ouvimos a porta se fechar. Quando olhei, vi que Chris tinha entrado e tinha um sorriso nos lábios.

Merda! , pensei.

Lauren olhou para o irmão com os olhos semicerrados.

– O que foi, pirralho?

– Oh, não se preocupem, o segredo de vocês está muito bem guardado comigo... Claro, se pagarem por meu silêncio. – ele riu.

– E do que está falando? – Lauren bufou.

Ele nos olhou como se dissesse “me acham com cara de idiota? ”. Riu, encostou-se a porta, cruzando os braços.

– Falo do pré-sexo de vocês aí.

Lauren ficou em pé, foi até o irmão e o puxou pela gola da camisa, jogando-o pelo ombro e logo depois sentando na barriga dele. Chris riu com dificuldade e ergue as mãos em sinal de rendição, mas eu não estava muito crente naquilo.

– O que você quer?

– Ora, mas eu nem disse que ia contar.

– Eu conheço você. Eu que te ensinei isso...

O garoto deu de ombros.

– Verdade. Tudo bem, para começar, saia de cima de mim. – A morena saiu de cima do garoto e eu tive certeza de que ela tinha revirado os olhos. O garoto ficou em pé e arrumou a roupa. – Bem, eu só quero que me cubra em algo.

Lauren cruzou os braços. Levantei-me e caminhei na direção deles, cruzando os braços também. Vi pela visão periférica que ela estava com uma sobrancelha arqueada, claramente estava desconfiando tanto quanto eu daquilo.

– Calminha, maninha, não é nada do que está pensando. – Lauren suspirou, parecendo mais aliviada. – Eu só quero ir para na faculdade visitar vocês por um fim de semana, bem... “faculdade”. – Ele fez aspas no ar com os dedos.

– Do que está falando, garoto? – Lauren se curvou um pouco para ficar cara a cara com o rapaz.

– Você sabe, desde aquele pequeno incidente, mamãe e papai não confiam tanto em mim e meus amigos querem fazer uma viagem nesse dia das bruxas, então eu pensei: Por que não pedir para Lauren me deixar fingir que vou para visita-la para na verdade ir para São Francisco.

– São Francisco?! – Bradou, o que fez o garoto se encolher. – Não vou fazer isso. Pode contar a eles.

– Lauren! – Me desesperei, segurando com força na mão dela.

– O que? Esse preço é alto demais, não vou deixar meu irmão ir para o outro lado do país só porque estávamos trocando beijos.

– Escute, podemos resolver isso. – Me virei para Chris. – Quer ir com seus amigos, certo? Por que não tenta falar para os seus pais?

– Está doida? – Ele ri e nega com a cabeça. – Minha mãe jamais deixaria.

– E por que não? – Questionei.

– Depois te explico. – A loira disse de braços cruzados.

– Bem, então... Eu tenho uma tia que tem um sítio em São Francisco, podemos ir com vocês e dizer que estamos indo com uns amigos e Lauren achou legal levar o irmão. O que acham?

– Então vocês iriam junto?

A loira sorriu.

– Gostei. Nós vamos com vocês, não conto aos nossos pais que você está na verdade com seus amigos e você não conta sobre nós aos nossos pais. É isso ou nada.

Ele bufou e assentiu.

– Fechado. – Estendi a mão para ele, que apertou, fechando o “contrato”. – Então boa noite. E, oh, quando é?

Ele sorriu.

– Daqui duas semanas.

– Certo. Compraremos as passagens e falarei com minha tia.

– Onde vão ficar lá? – Lauren se preocupou.

– O pai do Luke tem uma cabana lá, nós ficaremos por lá.

– Certo... Vaza daqui, pirralho encrenqueiro. – o garoto riu e saiu do quarto, fechando a porta. Voltamos a ficar a só. O silêncio nos atingiu por alguns instantes, então Lauren me olhou. – Hã... Sobre agora a pouco...

– Eu tive uma ideia.

Lauren franziu o cenho, confusa.

– Sobre?

– Nós. – ela respirou fundo e assentiu, esperando que eu continuasse. Segurei a mão dela e a puxei para sentar na cama, onde quase tivemos algo além do que deveríamos. – Não estou pronta para um relacionamento sério.

– E eu acho que não me dou bem com eles, mais. – Lauren disse rindo.– Mas nós podemos caminhar um passo de cada vez. – Ela fala piscando o olho e me dando um beijo na testa.

A morena fica em pé e tira a blusa.

–Vou tomar banho, quando sair será sua vez. Pode pegar roupas nos guarda-roupas.

Lauren entrou no banheiro e eu fiquei em pé. Abri um dos armários, a procura de algo para vestir ao invés da roupa imunda que eu usava. Peguei uma calça de moletom vermelha, uma regata cropped branca- parecia ter sido cortada, mas tudo bem-, sutiã que eu imaginei ser confortável e uma calcinha qualquer.

A porta do banheiro se abriu e dela saiu Lauren. Os cabelos estavam molhados, mas ela estava secando com um secador a bateria, ela estava com as pernas à vista, pois usava apenas um blusão- ou era uma camisola que parecia um blusão? - De um time de basquete qualquer.

Entrei no banheiro e fechei a porta. Suspirei.

Perguntei-me diversas vezes que merda era aquela que eu estava fazendo, mas eu também me perguntei porque eu estava tão assustada com aquilo. Eu não estava com medo, eu estava apavorada. Meu corpo inteiro desejava aquilo; minha mente parecia em guerra, um lado pró-Lauren e um lado contra Lauren; meu Coração estava no meio de tudo aquilo, ele não sabia para onde seguir. Esse talvez fosse meu grande problema: não conseguia ouvir meu Coração.

Entrei no banho, lavei os cabelos e saí. Tinha uma toalha lá, de patinhas de cachorrinhos, e eu me enxuguei com ela. Quando terminei, vesti as roupas de baixo e depois o resto. Saí do banheiro secando meus cabelos com a toalha.

A morena estava deitada na cama lendo algum livro sobre comportamento corporal. Pus minha toalha estendida em uma cadeira e me deitei, enrolando-me naquele edredom quentinho. Não demorou para Lauren parar de ler e apagar as luzes dela. Apaguei as minhas também, mas eu não estava conseguindo dormir. Estava me incomodando alguma coisa.

– Lauren! – chamei. A outra acendeu a luz e me olhou. – Eu não consigo dormir.

– Agora conte uma novidade.

– É sério. Algo está me deixando inquieta. – disse.

– Ok... E o que quer que eu faça?

– Dorme comigo? Por favor, da outra fez deu certo.

– E quer que eu cante também? – ela riu ironizando, mas seu sorriso sarcástico sumiu quando viu minha cara. Ela bufou, passou para a minha cama e eu me aninhei perto dela, deitando minha cabeça em seu ombro. – O que quer que eu cante?

– Qualquer coisa.

– Não conheço. – ela brincou.

– Eu não sei nenhuma música boa o suficiente.

– Ok, eu tenho uma. Quer ou não ouví-la? – Ela fala revirando os olhos.

– Quero.

– Então feche os olhos, assim o sono vem.

Assenti e fechei os olhos.

Logo a voz de Lauren invadiu meus ouvidos. Tão linda. Apesar de tudo, eu não entendia nada da música.

I met you in the dark
You lit me up
You made me feel as though
I was enough
We danced the night away
We drank too much
I held your hair back when
You were throwing up

Then you smiled over your shoulder
For a minute, I was stone cold sober
I pulled you closer to my chest
And you asked me to stay over
I said, I already told ya
I think that you should get some rest

I knew I loved you then
But you'd never know

Cause I played it cool when I was scared of letting go
I know I needed you
But I never showed
But I wanna stay with you
Until we're grey and old
Just say you won't let go

I wake you up with some breakfast in bed
I'll bring you coffee
With a kiss on your head
And I'll take the kids to school
Wave them goodbye
And I'll thank my lucky stars for that night

When you looked over your shoulder
For a minute, I forget that I'm older
I wanna dance with you right now, oh
And you look as beautiful as ever
And I swear that everyday you'll get better
You make me feel this way somehow

I'm so in love with you
And I hope you know
Darling, your love is more than worth its weight in gold
We've come so far my dear
Look how we've grown
And I wanna stay with you
Until we're grey and old
Just say you won't let go

I wanna live with you
Even when we're ghosts
Cause you were always there for me
When I needed you most

I'm gonna love you till
My lungs give out
I promise till death we part
Like in our vows
So I wrote this song for you
Now everybody knows
'Cause that is just you and me
Until we're grey and old
Just say you won't let go

Acabei pegando no sono com a música. Era linda.



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