História A geração mais importante (Interativa) - Capítulo 5


Escrita por: e Keisrinna

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Eijirou Kirishima, Fumikage Tokoyami, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Momo Yaoyorozu, Personagens Originais, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might)
Tags Interativa
Visualizações 151
Palavras 4.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo! Como esperado, não vai dar pra mostrar todos os vilões (ao menos por enquanto), mas já temos uma base para saber das tretas que irão ocorrer e já estão ocorrendo por debaixo dos panos.

Espero que gostem!

PLUS ULTRA

Capítulo 5 - Problemas familiares


Fanfic / Fanfiction A geração mais importante (Interativa) - Capítulo 5 - Problemas familiares

 

Tokyo, 18:00 horas, área periférica.

 

Dizem as más línguas que vilões jamais param, estão sempre cometendo crimes ou planejando sequestros, roubos e tudo de ruim. O problema é que as más línguas, acima de tudo, são más. Ou seja: nem sempre é assim. Por mais que seus pensamentos destoem do bem, o melhor vilão é aquele que sabe se disfarçar de herói.

E aqui estamos, em uma confeitaria qualquer da periferia de Tóquio, uma sem qualquer motivo em especial, daquelas que você pode comer ali mesmo, como uma lanchonete. Vazia por causa do horário, somente duas figuras perambulavam por seu interior; com exceção dos funcionários, obviamente. Pedindo três pães doces, uma xícara de café e uma de chá gelado, as atitudes do mais alto eram observadas de perto pelo afiado olhar da mais baixa.

—São mil ienes, senhor. Dinheiro ou cartão? - O simpático atendente sorriu bobamente, provavelmente com pensamentos distantes dali.

—Dinheiro - O mais alto estendeu a mão na direção do homem- uma mão vazia- e, por algum motivo doentio, o atendente pegou o “nada” que estava estendido, guardou no caixa, puxou algumas notas e devolveu ao comprador, junto com os devidos pedidos.

—Aqui está seu troco! - Disse ele, a menina, mais uma vez, se vê boquiaberta diante daquilo. O mais alto pegou os itens e saiu de perto tranquilamente, caminhando até uma das mesas próximas e se sentando, em pouco acompanhado por ela, que tirou o casaquinho e apoiou no banco, encostando nele em seguida.

—D-d-dois mil ienes? - Os olhos gananciosos da jovem brilharam diante do montante de dinheiro que conseguiram sem qualquer dificuldade; seria isso roubo? - Mas, mas... Você... - De supetão a expressão dela se alterou para uma de indignação, como se atingisse o fim da linha - Ok! Está na hora de falar o que você faz, isso é muito estranho! - Ela cruzou os braços, logo sendo tentada a usá-los para comer os deliciosos pães doces.

—Vou te contar uma história, loli - Kaiki pegou da mesa redonda somente metade de um pão e, após tomar um gole de seu café, pigarreou - Definitivamente não é uma para ser recitada enquanto comemos, então entenderei se preferir outrora - Misaki rosnou, está realmente impaciente.

—Pare de ser falso! Não esquive da minha pergunta - Ela deu algumas batidas na mesa, como se estivesse de pirraça. A confeitaria é pequena, no formato de um paralelepípedo, com seis mesas dividias em três à direita e três à esquerda; nossa dupla está no meio, sentados na direita, com Kaiki de costas para o corredor central e Misaki em sua frente.

—Saberá mais sobre mim em breve, pois somos companheiros agora, quer queiramos ou não. Agora, já que não recusou minha proposta de conto, iniciarei - Ele disse, abocanhando o pedaço de pão de uma só vez e bebendo mais café - Na esquina mais próxima, ao norte, há uma casa simples, como qualquer outra. Nela mora, ou morava, um conhecido meu que atende pelo nome de Owen Walsh e, assim como eu, possuía uma Individualidade que aumentava sua inteligência. Algum tempo atrás, por um motivo misterioso de acordo com as autoridades, um clarão vindo da casa dele terminou por deixar todo o quarteirão sem luz. Owen alegou que foi sua culpa e se desculpou perante seus vizinhos e, quando a poeira abaixou, o cientista desapareceu de nossa sociedade por completo - Misaki ouvia atentamente à história, comendo seu pão e estando verdadeiramente entretida, por pouco não se esqueceu de sua pergunta inicial - A polícia e os heróis arquivaram a história da casa 274, mas o mundo do crime não. Com algum esforço, tempo e muita paciência eu descobri que aquela casa ainda está habitada, mesmo que Owen não mais apareça em seu jardim ou sequer saia dela para fazer qualquer coisa. O filho de Owen estava morto há muito tempo e seu neto desaparecera tão misteriosamente quanto o próprio avô, então o que era aquilo? Alguém seria louco o suficiente para invadir uma casa “assombrada”?

—O criminoso sempre volta ao local do crime - Ela terminou de comer o último pão, em seguida bebendo o chá - Está insinuando que...

—Não disse nada. São somente fatos - Kaiki terminou seu café, olhou no relógio, a hora está chegando - No mais, não parei por ai. Observei por mais algum tempo a rotina daquele homem, daquele ser. Alto, pude comparar nossas alturas uma vez ao “esbarrar” com ele na rua e tenho certeza de que possui 1,90; sua aparência é estranha, a pele é ainda mais pálida que a minha, seus olhos verdes com pupilas similares às de um gato, seu olhar sereno... E, principalmente, suas manchas abaixo dos olhos, como lágrimas negras tatuadas em seu rosto. Todo santo dia ele vem aqui, as 18:15 da noite, comprar pães, leite e, as vezes, pó de café. Sai da casa 274, vem aqui e volta até ela sem olhar para ninguém, como se fosse um robô programado a isso.

18:15, um frio percorreu a espinha de Misaki quando a porta da confeitaria fez barulho ao ser aberta. Kaiki manteve sua postura reta e olhar fixo no rosto dela, que disfarçadamente fitou o novo cliente da loja.

É ele.

Ela engoliu seco, sem saber bem o que fazer. Como dito pelo mais alto, aquele ser entrou na loja com olhar impenetrável, vestindo roupas normais demais para alguém de sua aparência. Pegou leite, pó de café e se dirigiu ao caixa. Seria aterrorizante se não fosse cômico.

“Quero que o siga e intercepte-o na rua, com alguma conversa fiada”.

???

Misaki balançou a cabeça de um lado para o outro, tentando saber de onde vieram tais palavras. Kaiki não disse nada, mas definitivamente era o som macabro de sua voz, o que é isso?

Percebendo a aflição de sua dupla, ele tentou outra vez.

“Sim sou eu, apenas faça o que pedi sem perguntar. É crucial. Não te trouxe aqui para comer pão doce, loli”.

“Que desagradável” - Ela pensou, tendo esperança que ele ouvisse.

Misaki levantou-se, pegou o casaquinho e saiu da mesa sem dizer nada, agora é a parte dois do plano que Kaiki nem mesmo contou para ela.

—Oh, já está de saída, Misa-chan? - Ele perguntou, deliciando-se no último gole de café, virando somente seus olhos na direção da menina ao seu lado.

—Misa-chan? - Murmurou indignada, mas em pouco percebeu- com certa sorte- de que era uma encenação, afinal de contas Kaiki perguntara em um tom muito mais alto que o seu habitual - Estou sim, Iki-kun! Te vejo amanhã? - “Boa garota”, pensou o mais velho; revelar seus nomes nessa situação seria um erro grave.

—Sim. Mesma hora, mesmo lugar - Ele voltou a fitar a mesa, pegou um potinho de dentro de seu terno e ingeriu uma das pílulas que estava dentro, deixando Misaki sair.

Por ter saído cedo demais, ainda teve que enrolar um pouco pela loja, observando os produtos, esperando o alvo se mover. O homem nem mesmo se abalou pela troca de palavras que os dois tiveram em voz alta, só continuou seu trajeto sem ligar. Finalmente pagou suas compras e saiu de lá, dando brecha para a menina segui-lo quase imediatamente.

Os dois foram para trajetos diferentes; enquanto o homem se virou à esquerda e seguiu na mesma calçada da loja, Misaki atravessou a rua e o acompanhou distante. Não faz ideia de como interceptará ele, só sabe que deve fazer isso antes que o mesmo chegue à esquina, pois é onde “mora”. Casa 274, ao menos disso ela se lembra. Pensou por alguns segundos e, sem qualquer opção, decidiu ir diretamente; esperou alguns passos, voltou para a mesma calçada, aproximou-se suavemente e puxou a manga do casaco dele de forma delicada.

—Boa noite moço, pode me dar uma informação? - A rua está vazia, mas não deserta, então não é anormal que ele tenha sido escolhido para dar a informação. O homem se virou para a anã de jardim ao seu lado, com um olhar mais frio que o de Kaiki, um que a deixou com uma sensação de indefesa, temeu que ele estivesse junto de sua dupla e, agora sim finalmente, o homem das árvores mortas mataria ela.

—Sim - Foi o que ele disse, com uma voz tão... Triste? Na verdade, Misaki finalmente percebeu que ele não é neutro ou frio, ele só é muito triste, tudo nele.

No mais, sua sensação de medo ainda é a mesma.

—Você sabe onde mora o Sr. Owen? Me esqueci do sobrenome dele, uh... - Ela estava somente fingindo, óbvio, quer arrumar o máximo de tempo possível.

A expressão dele não se alterou, deu uma piscada lenta, aparentemente tentando pensar em algo. Antes de sua resposta vir, ouviu-se outra voz.

—Misa-chan, seu casaco - Kaiki, com a roupa da menina na mão, vindo de suas costas. Ela olhou para si mesma brevemente, percebendo que esqueceu a peça lá, mas logo indagou, tem certeza de que a pegou antes de sair - E acho que está indo para o lado errado, eu disse que o Owen mora para lá - Indicou para o sul, de onde veio - Se demorar muito o Yan vai ficar chateado com você.

É, ele conseguiu, tocou na ferida.

Estando pouco atrás de Misaki, não foi difícil para que o longo braço do misterioso homem alcançasse Kaiki. Com seu raciocínio avançado servindo de calculadora de probabilidades, desviar da dupla tentativa de agarrar foi fácil e, ao perceber que o seu oponente de terno é mais astuto do que parece, ele foi na que se assustou com a situação. Pegando-a pela nuca com certa força, virou a garota de frente para sua dupla, não obtendo qualquer diferença emocional no rosto ou corpo de Kaiki.

—É melhor começar a se explicar, lixo. Por que estão me seguindo? Diga logo, não terei piedade da garota - Disse o homem, ainda sem mudar sua triste expressão. É uma batalha de quem fica mais tempo sem se abalar.

—Seu erro foi achar que eu ligaria caso ela se ferisse - Kaiki disse com toda sua indiferença, conseguindo arrancar um olhar desesperado de Misaki. O homem apertou-a mais, tirando um gemido de dor.

A cena subsequente se divide em dois pontos de vista. Para Misaki, Kaiki passou livremente pelo seu lado e dirigiu-se até seu ponto cego, sem que o homem que a segurava reagisse de qualquer forma. Já ele sentiu algo tocar sua nuca, algo sendo pressionado contra ela, fixou-se em Kaiki e viu o corpo dele desaparecer bem diante de seus olhos. Desesperou-se internamente, sem saber o que acontecia.

—Porém, ainda preciso dela para terminar meu objetivo, então sugiro que abaixe as mãos e a liberte de suas garras - *Click*, ouviu o homem, o barulho de um revólver sendo destravado.

Sem hesitar ele largou Misaki, que se atirou para frente e, em dois tempos, abriu os braços. Como gloriosas lâminas saindo de suas costas, revelou duas grandes asas que poderiam cobri-la por inteiro caso quisesse. Abertas, elas mostram suas penas afiadas e brancas, miradas para os dois como um muro da morte. Misaki também percebeu que Kaiki estava atrás do homem, parado, sem nada nas mãos; continua, assim, sem entender como conseguiu rendê-lo sem reações.

—Não lhe faremos mal algum, mas tenho algumas perguntas, e uma proposta - Kaiki falou, ainda mantendo o homem rendido com a falsa sensação de um revólver em sua nuca.

—Desembucha, não possuo uma alternativa - Foi direto e sensato, algo que agradou o mais alto.

—Quem é você e porque mora na casa de Owen, que está desaparecido há anos?

—Sou Caim, filho adotivo de Ryan, o falecido filho daquele velho maldito.

—Se mora lá, sabe o que aconteceu com o velho e o neto dele...

—Os dois morreram de câncer. Uma doença que atormente a linhagem deles - Duas palavras: Papo furado.

—Olha aqui, Caim. Não somos policiais e muito menos heróis, se é que me entende. Então pode dizer a verdade, todos nós temos nossos podres - Misaki viu que, por incrível que pareça, Caim hesitou, estava em sua face.

—Eu matei o velho. Depois que Ryan morreu ele começou a tratar eu e Yan, seu neto, muito mal. Um dia eu estourei de vez e o matei. Infelizmente, não menti sobre o câncer de meu meio-irmão - Com isso, Kaiki “retirou” o revólver da cabeça dele, indicando para que Misaki abaixasse as assustadoras asas; que, obviamente, rasgaram as costas de sua blusa e até mesmo sua pele.

—Não sou Deus para julgar seus pecados, mas sou o vilão que julga sua maldade - Kaiki pegou o cartão e empurrou contra o peito do mais novo - Você não tem nenhuma, ainda - Quando ele o pegou, se afastou caminhando na direção de sua dupla.

—O que é isso? - Caim perguntou, olhando os números no cartão.

—A esperança de uma nova vida. Para você e para seu filho - Sem olhar para trás ele seguiu seu rumo, deixando um perplexo Caim para trás, um temoroso, que não gostou nem um pouco do jeito daquele homem.

A assombração de terno sabia demais de sua vida, e o Menino Triste não poderia deixar isso passar.

Mas deixou.

Kaiki Yume, 30 anos, Individualidade: Fake Feelings - Pode alterar os sentidos de um alvo, fazendo-o ver, ouvir ou sentir qualquer coisa, mesmo que esta não exista. O alvo pode ser ele mesmo. Sanity’s Eclipse - A mente dele funciona várias vezes mais veloz que a de um humano normal, podendo calcular trajetórias ou probabilidades, ou desvendar teorias pensando em diversos resultados ao mesmo tempo.

Misaki Fuyumi, 17 anos, Individualidade: Anjuss - Ela possui asas retráteis que não só permitem-na voar, como são afiadas iguais às lâminas e resistentes como o ferro.

***

Você

Isso mesmo, você que lê isso;

Já pensou em como a justiça é injusta?

Um policial que mata um bandido vai preso, mas um bandido que mata qualquer pessoa demora para ser preso e, quando é, não fica mais do que poucos anos na prisão. Por que há tantas restrições para os heróis que só querem proteger a população? Por que tantas regras, tantas leis? Um anti-herói não é menos herói do que o guerreiro “da justiça” que faz tudo conforme o “certo”.

No fim, salvar uma vida é o que importa, sem ligar para a forma.

Regras e mais regras, tantas que o grande herói Crimson Riot foi morto sem qualquer piedade por um grupo de meliantes. De certo que eles foram presos, mas isso não poderia ter sido evitado?

No submundo do crime, o moleque prodígio do lado escuro do Japão chegara para mais uma reunião. O ponto de encontro era no topo de um mirante, com vista para a cidade central de Tóquio, bem isolado e sem acesso por métodos comuns; ou seja, civis desinformados só chegam ali atravessando a floresta. A noite está mais escura que o habitual, bem mais, algo que o garoto de cabelos negros ama.

—Fez um ótimo trabalho na cidade, matar o Crimson Riot... Isso é para poucos - Disse um dos homens, referindo-se ao garoto citado anteriormente.

Havia cerca de dez pessoas ali, com diferentes formas e vestimentas, a maioria de máscara ou outra forma de cobrir o rosto. Alguns conversavam entre si, outros elogiavam a morte de Crimson. O centro das atenções é o garoto de cabelos negros e olhos roxos, que está usando um terno de mesma cor, com detalhes em dourado e uma grande capa negra, com seu interior avermelhado.

—Agradeço Herick. Foi um pouco mais difícil do que o esperado, mas o tolo decidiu me seguir até a parte escura de um beco - Ele se gabou, fazendo alguns gestos de autoglorificação com as mãos.

—E ainda deixou aqueles idiotas pegarem o crédito! Se tivesse ficado e lutado com o Lord of Cinder, teria problemas sérios - Comentou outro homem se aproximando - Isso é um grande passo para nossa ascensão ao topo da criminalidade, o próximo alvo deve ser o Shredder, ou quem sabe o Golden Warrior? - Ele ponderou.

—Nah, aquela vadia da Human precisa ser a próxima, nem que todos nós lutemos contra ela. Está ficando muito forte nos últimos meses! - Sugeriu outro e, aos poucos, eles se aglomeraram ao redor do garoto.

—Por hora, meu alvo é o Sun Knight por... Motivos pessoais. Depois podemos escalar o ranking, matando um por um desses vermes.

—Isso! Desde que mais um herói profissional famoso morra em pouco tempo, o clima nos noticiários vai esquentar demais e a população vai começar a pressão! O primeiro passo já foi dado! - Eles comemoraram e, ao terminarei o alvoroço, pode-se ouvir palmas vindas da floresta. Imediatamente se prepararam para pior, com o garoto chegado a colocar seu capacete/máscara. Quem saiu de lá foi ninguém mais ninguém menos que... Vocês sabem quem, eu tenho certeza.

—É um ótimo plano, sem dúvidas. Mas tenho certeza de que Lance Von Blackwood tem algo melhor em mente - O nome do garoto puxou para si os olhares de seus aliados.

—Von Blackwood? O que você é, um infiltrado? - Perguntou um deles, todos começaram a hesitar, mas Lance tratou de acalmá-los com as mãos.

—Claro que não! Por que um infiltrado mataria heróis? Eu só estou em busca de vingança - Lance não se abalou com o dedo duro e sua companheira baixinha, na verdade, Lance sorriu com a presença do mais alto, que continuou se aproximando sem temor do grupo; logo ele tirou o capacete - Eu já deveria esperar que o Dead Tree apareceria no meio da floresta - Kaiki parou na frente dele, olhando-o de cima graças à suas diferenças de tamanho.

—Podemos conversar a sós? Sabe que me sinto incomodado na presença de tantos - Ele disse, olhando de soslaio para os outros bandidos. Alguns sabem quem ele é, e trataram de ficar calados.

—Ouviram o homem, senhores! - Lance falou, sem tirar os olhos dele. Aos poucos os outros se afastaram até uma distância segura - E a garotinha? Está trazendo familiares para o trabalho?

—Que desagradável - Misaki bufou.

—Não. Estou aqui para dizer que cumpri minha missão, ao menos parcialmente - O garoto entortou o olhar, desacreditado que o louco realmente conseguira - É hora de trazer sua força para a Liga dos Vilões, hora de se tornar o nosso ás.

—Olha Dead, eu só quero me vingar dos heróis, não sei se estou apto a seja lá o que você planeja. Tenho certeza de que há melhores do que eu por ai - Ele fez certo drama, colocando a mão no rosto e tudo - E também, não gosto de trabalhar com holofotes, algo que você provavelmente vai querer - Kaiki sorriu. Sim, ele SORRIU. Não um sorrisinho bobo, um que expôs seus dentes surpreendentemente bonitos.

—Estou há vinte anos nessa empreitada e a mídia não sabe nem mesmo meu codinome de vilão. Acha que eu sou de colocar meus companheiros em frente às câmeras? No mais, ao meu conhecimento, se você não é o vilão mais poderoso do submundo no momento, sua idade ainda te faz ter um futuro promissor - O mais alto estendeu a mão, esperando uma resposta - Está na hora do mais poderoso e do mais influente se unirem para uma causa maior, Black Knight.

Lance pensou por um momento, já conhece Kaiki faz algum tempo e sabe que, por mais desonesto e manipulador que ele seja, quando o assunto é sobre serviços o cara não mente. Além disso, sabe que Kaiki se pôs em risco indo ali somente com uma menina, de noite, contra o próprio Lance, sabe que, se quiser, pode matar os dois sem dificuldades grandes. Com isso tudo em mente, ele apertou a mão estendida, devolvendo o sorriso macabro.

—Tudo bem, ajudarei para pagar minha dívida com você. Mas sabe que ainda tenho meu objetivo principal, certo?

—Todos temos - E assim Kaiki se virou, indicando para que Misaki o seguisse. Ela estava incomodada em ficar ali no meio de tantas figuras perigosas e desconhecidas, completamente preparada para puxar suas asas e dar o fora. Aos poucos, porém, começava a confiar em Kaiki, mesmo que ele só a queira viva para usá-la.

—Meus amigos! - Lance abriu os braços e exclamou, facilmente fazendo com que os outros se reunissem em sua frente, esperando um discurso. Kaiki e Misaki, já mais próximos das árvores, observavam o ator em ação - Foi uma honra servi-los nesses meses que passamos juntos, agora iremos nos encontrar do outro lado, com toda nossa glória - Eles não entenderam bem, duvidaram das palavras do homem que nem sequer é seu líder.

—Ei Black, está bêbado? - Herick, o verdadeiro líder, falou, tirando risadas dos outros membros e até mesmo de Lance, porém o último parou sua risada subitamente.

—Ainda não. Pilum Murialis - Ao dizer isso, as sombras abaixo dos pés do Black Knight foram rápidas como a luz, precisas como um laser, mortais como espadas e frias como o gelo. Uma fileira de estacas negras, feitas de sombras, perfurou cada um dos homens de baixo para cima, empalando-os e desaparecendo, deixando com que os corpos, já desfalecidos, caíssem ao chão em um baque uníssono.

—Este, loli, é o vilão capaz de controlar as sombras. Seu sonho era se tornar um herói, mas o mundo de heroísmo não é para ele. Ele é Lance Von Blackwood, o Black Knight - Kaiki disse, fitando a assustada garota ao seu lado.

—Seus amigos são estranhos - Ela disse somente isso, porém, no fundo tinha certeza de que Shigaraki ficaria feliz com o resultado de somente um dia de serviço - Agora, se me permite fazer um pedido a você, é sobre o meu irmão...

*** No mesmo dia, de volta às 12 horas... ***

Hora do intervalo! Segundo dia de aula, e poucos alunos fizeram amizade entre si; para ser sincero, eles só falava com suas duplas do exame de admissão. A maior parte deles é composta por adolescentes tímidos ou sem qualquer capacidade social, então ainda demoraria algum tempo para a turma 1-C, definitivamente, “se enturmar”.

Isso não se aplica, entretanto, às rivalidades. É claro que a declaração de Hiro ao fim das apresentações de ontem revoltou tanto os alunos que entraram por recomendação quanto os outros alunos, por inveja da pontuação do garoto, ou por raiva de sua personalidade tão soberba.

Nos corredores, Aya caminhava a esmo, sozinha, sem saber onde exatamente é o refeitório. Não que isso importe, pois tem seu próprio lanche então pode comer em qualquer lugar que consiga se sentar. Com certa pressa, ou hiperatividade, passou “voando” pela menina de cabelos loiros, que se encontra sentada em um dos diversos bancos espalhados pelo grande colégio. Sem hesitar, a jovenzinha voltou imediatamente, parando em frente à sua colega de classe.

—Yo! Seu nome é Konoa, certo? Sou Aya, da mesma classe! - A baixinha exibiu o maior sorriso de seu arsenal, mas a loira sentada em sua frente não foi tão receptiva assim, mantendo-se na retaguarda.

—Yo! Sou eu sim, é um prazer... - O tom de voz mais sereno da loira destoa completamente da agitação de sua companheira grisalha - Aconteceu algo? - Não é normal as pessoas falarem com ela, a não ser que seja para elogiar sua beleza; entretanto, ela sabe por que Aya veio até aqui.

—Oh, não! É que eu te vi sozinha, quero chegar até à quadra para comer lá, vamos juntas? Tem cobertura em alguns pontos da arquibancada, e com certeza aquele loiro idiota vai estar lá para nos distrair - Aya deu uma risadinha, mas a outra manteve-se na retaguarda, era realmente necessário convidá-la?

Konoa ponderou sobre a situação, ficaria ao lado de Aya e mais 14 seres humanos pelos próximos três anos, então o mínimo que deve fazer- para sua própria sanidade mental- é conseguir alguma amizade; há as fáceis, como a de Nero e Natsumi, e as impossíveis, como as de Elizabeth e a do Macbeth.

Ainda assim, Aya parece ser uma menininha honesta e “gente boa”, afinal ninguém chamaria Nero de “loiro idiota” com tanta naturalidade, mesmo que seja o sentimento de outros alunos. Konoa então tomou sua decisão, levantou-se, pegou sua mochila e acenou com a cabeça, indicando que ela sabia o- para Aya desconhecido- caminho para a quadra.

—Certo, acho que posso te acompanhar - A mais baixa deu um pulinho de alegria, e as duas seguiram lado a lado, com Aya ainda saltitante.

Com não mais do que 144 alunos em todo o ensino médio, e com a maioria estando no refeitório ou no pátio, é comum ver os corredores da U.A. vazios. O clima hoje está muito mais agradável que o de ontem, o que deixa Konoa alegre, pois prefere o sol ao frio. A interação entre as duas havia parado ali mesmo, mas Aya- que murmurava uma canção qualquer- decidiu continuar a conversa; já que falar é o melhor meio de prosseguir um diálogo.

—Ei, no teste prático estávamos na mesma cidade, mas você me pareceu tão distante e sozinha, quem foi sua dupla lá?

—Fiz com aquele garoto, uh... - Ela levou o dedo à boca, pensando sobre - Hiro, creio que esse seja o nome dele - Aya se surpreendeu, sabia que aquela besta também havia feito a prova em sua cidade, mas nem mesmo o viu lá- só no placar - Mas nem nos falamos muito, ele saiu fazendo tudo sozinho e eu preferi me separar depois de um tempo, se não ficaria sem pontos.

—Ele parece ser do tipo que faz isso, não vejo a hora de ver o que ele sabe fazer em combate - Aya deu uma risadinha - Fiz com o William, ele é meio rude, insensível, e ficou zombando minha altura... - Ela balançou a cabeça, afastando tais pensamentos - Mas conseguimos passar, é isso que importa.

Sem muito andar elas alcançaram a quadra de basquete e, como esperado, Nero jogava; mas não sozinho, estava em um mano a mano com Alexandre, outro aluno da 1-C. Ignorando o intenso “combate” entre os dois, Aya tomou a frente e se dirigiu para as arquibancadas, na parte coberta para evitar o sol, e sentou-se ao lado de Natsumi e Elizabeth. A primeira foi quem chamou Aya para lanchar ali, já a segunda é tímida demais para fazer amizades rapidamente, e Natsumi quer mudar isso.

—Yo! Eu encontrei com a Konoa-chan no caminho e a chamei também, sem problemas, certo? - A loira ficou ao lado da baixinha, cumprimentando as outras duas logo em seguida. Aya, mais do que depressa, puxou seu lanche da mochila, tendo um celular na mão livre.

—Claro! Quanto mais, melhor! - Natsumi sorriu e voltou a observar os dois jogarem - Quem será que ganha?

—O Nero - Aya foi direta. O placar está 6x4 para o loiro, quem chegar em dez primeiro vence; em um relance, ele olhou para elas e deu uma piscada. O alvo foi incerto, mas reação das quatro foi exatamente esta: Konoa virou o olhar com raiva, Aya nem viu, Natsumi corou e Elizabeth não entendeu - Oh! Tem algo rolando no centro de Tóquio, parece sinistro - As meninas olharam a tela do celular, com uma transmissão ao vivo de um policial dando a notícia de que Crimson Riot estava morto. Os criminosos ainda não foram descobertos - Pobre herói...

—Quem será o monstro que fez isso? - Natsumi ficou indignada, ela sabe sobre o Crimson Riot, sabe quão forte ele... Era.

—Com certeza é alguém que não quero encontrar, alguém muito perigoso! - Pobre Elizabeth, inocente Elizabeth.

—Bom, se queremos nos tornar heroínas algum dia, temos que nos acostumar ao perigo de nossa profissão - Konoa opinou e as três concordaram.

—Sim... É que, bem, minha vida sempre foi muito residencial, ainda fico chocada com esses tipos de coisa - A garota coçou a nuca e corou um pouco, mas no fundo sabe que o que a loira disse é somente a verdade.

—Oh, sim! Você vem de uma família famosa, certo Elizabeth-chan? Junto com Nero dos Vonderhoff, Alexandre dos Deveraux e aquele Hiro dos Sakayanagi? Acho que esqueci alguém... - Natsumi levantou o olhar, lutando para lembrar-se e falhando miseravelmente.

—Está certa, Natsumi-san. Venho da família Von Blackwood, mas minha mãe não é mais viva, meu irmão desapareceu e meu pai... Bem - Ela abaixou a cabeça, claramente incomodada com o assunto.

—Eh, perdão! Eu não sabia que era assim - A garota ao seu lado levou uma mão confortante até suas costas, dando um sorriso único e sincero.

A cena seria linda.

Seria.

Com uma força bruta absurdamente mais alta do que o necessário, Nero bloqueou um arremesso de Alex estapeando a bola ao lado, voltando ao chão com boa destreza e levantando os braços em comemoração.

—Yeah! Ninguém passa da muralha! - Ele gritou, Alexandre estaria rindo se não estivesse aterrorizado. Nero seguiu o olhar ele para a arquibancada e...

Com a velocidade, a bola quicou em um dos bancos abaixo de onde as garotas estavam e pegou pressão para cima, atingindo em cheio Natsumi em um local impossível de identificar para os dois ali. O loiro levou as mãos à cabeça e logo a dupla foi na direção da atingida.

Assim se inicia uma bela amizade entre os seis.

Ou não.

***


Notas Finais


Yeeeeeeeeeeeeeeeeau

sou doente

nao sei quando o próximo sai, mas adianto que vai ser focado nos alunos, deixa os malvados para lá por hora!

ponderações finais:

1 - Espero que tenham entendido a Individualidade do Kaiki e como ele usou até agora XD
2 - O Lance é o lance, o Lance é foda
3 - Queria muito por o Caim pra lutar mas já teve luta demais KKKKKKKK
4 - Natsumi tomou um headshot e desmaiou
5 - Aya pra mim é o ápice da fofura
6 - Ó o link com bonecos novos: https://docs.google.com/document/d/19TRXNS3hHOA5HoNCrlVxPmbRqy8bFs94e8Bpk9vHvu4/edit?usp=sharing

ATÉ O PRÓIXIMOOOOOOOOOOOOOO AAAAAAAAAAAA NAO SEI SE ESQUECI DE ALGO


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