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História A god in my life - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá pessoal, sentiram saudades? Eu devo dizer que esse mês foi bem difícil, tentei trazer o capítulo diversas vezes, mas estava sem inspiração e quando pensei que tudo ia melhorar KATIAU, minha cidade entra em quarentena kkkkk por sorte aproveitei esse tempo para escrever com calma e trazer algo novinho para vocês. Espero que aproveitem e gostem.

Lembrem de lavar as mãos u.u e usem álcool gel. Sem mais enrolações, vamos lá.

PS: ESSE CAP TEM UM SEME HOT KKKKKKKKK POR ISSO FICOU ENORME, PERDOEM A AUTORA AQUI!

Capítulo 4 - Hot and new


Fanfic / Fanfiction A god in my life - Capítulo 4 - Hot and new

                                 
                   HOT AND NEW

 

   Dizem que quando você está excitado todo seu corpo recebe um choque e você não consegue assimilar direito acontecimentos. Bem, Xian não tinha muita certeza sobre isso julgando que sua única experiência sexual era com sua mão, mas seu coração palpitava em uma velocidade absurda enquanto Lan Zhan segurava seus pulsos com firmeza. Diferente do Wei que ofegava e tentava a todo custo controlar seu coração, ele parecia calmo e seus olhos cor de jade brilhavam com intensidade no escuro do quarto. Ele aproximou os lábios e sussurrou no ouvido de Wuxian.

 – Ainda dá tempo de correr.

O hálito quente fez o corpo de Xian arrepiar, por uns instantes Lan Zhan esperou que ele lhe desse permissão. Mesmo que os motivos fossem “profissionais”ele queria que Wuxian deixasse claro que realmente queria aquilo.

– Não me trate como criança  – Falou tentando normalizar a respiração  – Você só precisa chupar meu pau não é?

Lan Zhan revirou os olhos.

– Vocês humanos não entendem nada de prazer.

Ele abriu seu robe com delicadeza e deixou que pendesse sobre os ombros, revelando seu corpo perfeitamente esculpido. Wuxian enrubeceu e tentou desviar o olhar. Ao ver essa reação Lan Zhan sorriu malicioso, era adorável e excitante até mesmo para um deus. Suas mãos adentraram a camisa do Wei, lhe oferecendo um toque suave e quente, ele acariciava o como uma joia preciosa.

– Isso é mesmo necessário? – Wuxian perguntou.

Seu corpo estava rígido, Lan Zhan retirou sua mão da cintura de Xian e acariciou seu rosto. Era como um feitiço, ao sentir os dedos lhe acariciarem, primeiro em sua bochecha e suavemente descendo para seu queixo, levantando-o, com um toque de surpresa Xian recebeu um beijo familiar e doce, dentro de si ele tentava comandar seu corpo e se afastar, afinal de contas beijos não estavam incluídos nisso, mas antes que percebesse seus lábios se entreabiram e deram passagem para a língua de Lan Zhan, ele ainda segurava o queixo de Xian quando aprofundou o beijo, pressionando seu corpo contra o do garoto que nem sequer tentava resistir. Suas mãos novamente desceram para borda da blusa que Xian usava e com um movimento rápido ele a tirou, voltando a beijá-lo em seguida. Xian não conseguia pensar, sua mente estava abalada com os movimentos da língua de Lan Zhan, como um deus podia saber tanto sobre isso? Ele se recusou a pensar. Lan Zhan se afastou e olhou no fundo dos olhos de Xian e naquele momento aquela sensação era indescritível, Xian sabia que não fazia nem um dia que os dois haviam se conhecido, que ele nem sequer era humano e que talvez ele não devesse estar fazendo isso, mas ao olhar nos olhos de Lan Zhan de alguma forma ele sentiu seu coração se encher com uma doce dor e ele decidiu aproveitar aquilo. O rosto de Lan Zhan se iluminou com um sorriso e depositou um selinho doce nos lábios de Xian, devagar ele desceu para o pescoço do rapaz que não conseguiu conter um gemido rouco.

– Parece que você está gostando  – Falou Lan Zhan  – Vamos deixar isso melhor.

Ele desceu sua mão até a intimidade do garoto e, ainda sobre a calça, pôde sentir o membro dele pulsar. Ele acariciou aquele local, honestamente até mesmo um deus tinha dificuldade de se controlar nessa situação, Lan Zhan usava toda sua força de vontade para proporcionar uma sensação agradável a Xian. Com um movimento rápido ele retirou a calça do garoto deixando-o apenas de cueca, seus dedos tocaram suavemente a superfície do tecido e notaram o quão molhado aquele local estava.

– Você tá assim apenas por alguns beijos? – perguntou Lan Zhan.

Xian não conseguia responder, ele estava inebriado com o prazer e detestava admitir que a ansiedade tomava seu corpo, apenas pelos beijos ele podia imaginar a boca de Lan Zhan chupando seu pau. Com os dedos grandes e ainda sem tocar diretamente o membro duro de Wei ele fez movimentos lentos para cima e para baixo. Embora Xian achasse que tudo era um simples oral, como os vistos inúmeras vezes em vídeos pornô, Lan Zhan sabia que precisava criar um clima e estimula-lo até a borda. Mesmo que tudo fosse para beneficiá-lo, ver Xian disposto a ajudá-lo fazia com que ele desejasse tornar aquela experiência prazerosa.

– Awn – gemeu Xian.

Lan Zhan havia mordido sua orelha, ele não podia suportar mais.

Embora parecesse tortura, era algo necessário. O deus a sua frente era perturbadoramente experiente e desceu os beijos por seu pescoço, peito e ao chegar em seus mamilos lambeu devagar, sua língua quente era como um interruptor para seu corpo e se ele não fosse tão orgulhoso poderia gozar apenas com isso. Ele desejava que Xian sentisse isso, mas ao levantar seus olhos teve uma visão digna de sonhos, o garoto estava ofegante, com os olhos fechados e a cabeça pendia para trás, era um sinal. Ele desceu sua boca até a barriga de Wei e lá depositou beijos molhados, a reação inocente e tremula do garoto inexperiente era adorável e satisfatória e Lan Zhan precisava admitir que saboreava cada uma delas, impaciente ele desceu até a cueca de Xian e lá pode ver o quão dura e pulsante era sua ereção, ele estava impaciente e resolveu que era a hora de tirar aquele tecido irritante que os separava, foi um movimento rápido e preciso e a pele branca de Wei contrastava com o membro avermelhado.

– Por favor – implorou Xian.

Lan Zhan não esperava por isso.

– “Por favor” o que?

Ele beijou o canto da virilha de Xian.

– Não me faça implorar....

Ele falava com dificuldade.

– Não farei nada que você não queira.

Ele beijou de forma sensual o mais próximo possível do local pulsante. Xian precisava urgentemente daquilo, ele nunca havia se sentido tão excitado, nunca imaginou que pudesse ser assim, mangás não te preparam para coisa real e ele decidiu apenas ser levado por sua inexperiência.

– Me chupa – pediu.

Era como a harmonia angélica, uma deixa para Lan Zhan saborear. Sua língua traçou o caminho pela base quase timidamente, deixando todo local molhado para que pudesse deslizar de forma fácil, ele tomou seu tempo antes de subir e com sua língua quente ele experimentou o gosto salgado do pré-sêmen que saia da ponta do pênis de Xian, apenas aquilo já lhe dava um pouco mais de energia e ele se sentiu tentado a continuar. Seus lábios tomaram a glande, causando uma sensação fervescente em Wei, Lan Zhan não parou, sua língua fez movimentos circulares naquele local e em certo momento acariciou a pequena fenda na ponta, naquele instante os dois soavam como um jovem casal tendo sua primeira experiência.

– A CARALHO – gemeu Xian um pouco alto demais.

Lan Zhan moveu sua cabeça, abocanhando toda extensão, seus movimentos se tornaram intensos e ritmados, Wei podia sentir seu coração acelerar e uma sensação de prazer lhe tomar.

– Puta que pariu.

Ele se agarrou as cobertas e tentou mover sua pernas, numa tentativa falha de fecha-las uma vez que com suas mãos firmes, Lan Zhan conseguia facilmente mantê-las abertas. Ele aumentou a velocidade e com sua das mãos tocou os testículos de Xian, era um toque macio e circular, e fez com que o tesão do garoto transbordasse.

– Para, por favor – implorou esquecendo completamente o objetivo daquilo tudo.

Lan Zhan ignorou o pedindo e com um movimento forte levou o pau até sua garganta e moveu sua cabeça para que ele acariciasse aquele local.

– Eu vou gozar!

Foi um aviso em cima da hora, mas como diziam os provérbios chineses “melhor chegar na hora do que cedo demais”. Xian gozou com um jato grosso e forte, Lan Zhan sentiu aquele liquido escorrer por sua garganta, era quente, salgado e cheio de vida. Ele lentamente tirou o pênis de Xian da boca e limpou o canto dos lábios.

– Você foi bem. – falou sorrindo.

Nessa altura Xian já havia se sentado e o olhava indignado.

– Você... – tentou falar – Você é um pervertido!

Lan Zhan o olhou ainda divertido, ele repousou seus braços ao lado de Wei e se aproximou.

– Foi bom, não foi?

Wei corou e o empurrou.

– Com isso você pode ir embora?

Ele olhou para o peito de Lan Zhan e notou que a ferida em um único instante havia desaparecido.

– Na verdade… Não.

Xian arregalou os olhos.

– VOCÊ SÓ QUERIA ME ASSEDIAR? SEU MANIACO.

Ele jogou um travesseiro em Lan Zhan que com um movimento de mão fez com que ele parasse no ar.

– Como você fez isso?

– É magia simples, qualquer deus pode fazer.

Ele notou o quão nervoso o garoto estava, tentando esconder seu corpo em meio aos lenções.

– Olha... Eu posso te explicar, mas acho que você devia se vestir antes.

Um tomate ambulante era o que Xian parecia, seu rosto queimava de vergonha.

– Vou deixar você sozinho.

Lan Zhan saiu pela porta em direção a sala. Wei esperou sua respiração normalizar, ele havia acabado de ter sua primeira experiência sexual com um deus que aparecera na sua casa a menos de um dia, se Huaisang escutasse isso com certeza acharia que era um roteiro de alguma obra BL fantástica, mas tudo isso era real, e ele não sabia como lidar com nada nesse momento, então a melhor solução era: Fingir que nada aconteceu e não pensar muito. Era o que ele sempre fazia desde a morte de seus pais e até o momento tinha funcionado.

 

 

A sala de uma velha casa nas montanhas não é a coisa mais glamorosa de se ver, mas na noite em questão estava aconchegante, na mesa de centro entre o sofá e a Tv estava uma tigela de sopa de lótus e uma panela ainda fervente, ele não lembrava de onde aquele utensilio tinha saído, estava tão acostumado a comer comidas da loja de conveniência que acreditava não ter tais coisas. Lan Zhan havia vestido seu robe branco novamente e seu cabelo permanecia perfeitamente alinhado. Wei olhou para ele por alguns segundos enquanto casualmente o deus mexia na sua geladeira.

– Você tem uma alimentação deplorável, entendo por que a Yanli se preocupa tanto.

Xian arregalou os olhos ao ouvir o nome de sua amiga.

– O que você disse?

Por um instante Lan Zhan pareceu confuso.

– O que eu disse? Que você come muito mal, entendo a vida curta que humanos tem.

Ele levou uma jarra com um liquido amarelado e sentou-se do outro lado da mesa.

– Não, você claramente disse “Yanli” onde escutou esse nome?

Lan Zhan revirou os olhos.

– Eu sou um deus, Wei Wuxian... Saber o nome de alguém próximo a você é um mero detalhe.

Em teoria era um argumento plausível, a parte do "homem" a sua frente ser um deus eram algo que Wuxian não tinha como contestar, mas ...”por que ele estava ali” essa era a questão.

Xian ainda não havia tocado na comida, ele remexia o prato inúmeras vezes, mas a sua mente era um turbilhão.

– Coma – ordenou Lan Zhan.

– Além de ficar na minha casa e fazer aquelas coisas comigo você também quer me dar ordens?

– Se você não comer eu não vou te explicar nada.

Embora ele usasse um tom autoritário para falar, Xian viu um pouco de diversão na sua voz. Ele pegou sua colher e experimentou um pouco da sopa.

Por um instante ele pode sentir uma familiaridade, não era de um lugar especifico, mas de alguma forma o sabor lhe trazia memorias que dentro de sí ele não conseguia visualizar.

– Agora você pode falar? – Perguntou assim que engoliu o alimento.

Lan Zhan sorriu satisfeito.

– O que você deseja saber?

– Quem exatamente é você?  Por que está aqui?

Lan Zhan puxou sua longa manga para um lado e apoiou seu cotovelo na mesa.

– Bem... essas são perguntas um tanto quanto difíceis de responder.

Xian deu outra colherada no prato e continuou a observa-lo.

– Tente – encorajou – Se você pretende ficar devo ao menos saber o por que está aqui.

Lan Zhan suspirou.

– Não faz muito tempo desde que me tornei um deus... E mesmo dentro do nosso mundo existem hierarquias.

Ele parou por um instante como se tivesse buscando as palavras certas.

– Cada deus cuida de uma parte da civilização e não é permitido para nenhum de nós interferir na vida humana.

– Saquei.

Wuxian pegou a tigela com as duas mãos e bebeu a sopa rapidamente.

– Tá, e o que te trouxe aqui?

– Eu precisei interferir em algo que não devia, isso ocasionou uma “briga familiar”.

Ele fez aspas com os dedos e Wei não pode deixar de rir ao ver aquela criatura pomposa com gestos tão humanos.

– Então você basicamente fugiu de casa e se refugiou aqui?

Lan Zhan o olhou com desprezo.

– Não, eu vim para interferir diretamente sem que meus irmãos possam atrapalhar.

Wei já havia notado que ele não diria exatamente o que ele deveria “impedir”, então se concentrou no que realmente importava.

– E por quanto tempo você pretende ser meu hospede?

Com um breve movimento de mãos, um brilho branco cintilou no ar e um pergaminho envelhecido apareceu a frente de Lan Zhan.

– VOCÊ PODE PARAR DE FAZER ISSO? – Gritou Wei.

– Pare de ser histérico.

Enquanto Lan Zhan olhava o papel atentamente Wei tocava seu peito esperando seu coração normalizar, ele talvez fosse um pouco histérico mesmo.

– Ok – Falou o deus fazendo o pergaminho desaparecer com um estalo de dedos – Eu devo ficar por dois meses.

Xian levantou.

– DOIS MESES? EU VOU TER QUE DEIXAR VOCÊ CHUPAR MEU PAU POR DOIS MESES?

Lan Zhan revirou os olhos.

– Como você consegue ser tão barulhento?

Ele se aproximou de Xian ao ponto de sua respiração ser sentida na pele do garoto.

– Além do mais... Você parece ter gostado bastante.

Xian corou e isso arrancou um sorriso malicioso de Lan Zhan.

– Apenas dois meses.

Xian apontou o dedo.

– Nem mais um dia, e você não deve interferir na minha vida, nem chamar atenção, só saia de casa se for necessário e vai dormir no sofá.

– Sofá? Mas... Você pareceu gostar da minha companhia ontem.

– Porque você era um coelho fofo, não um cara enorme.

– Eu posso resolver isso.

Ele começou a iniciar outro feitiço, mas foi impedido por Xian que segurou suas mãos.

– Mais uma coisa: SEM FEITIÇOS.

Lan Zhan suspirou e abaixou os braços desistentes.

– Ok, Sr. histérico.

No fundo Wei sabia que não devia fazer isso, ele era um completo estranho, mas tinha feito sopa de lótus para ele e lhe ajudado em meio a uma crise, dar abrigo não devia ser um problema.

– Para que você não me ache folgado, quando tudo acabar posso conceder um desejo a você.

Xian que a esse ponto estava levando os pratos para cozinha se virou rapidamente.

– Você o que?

– Sou uma criatura magica, é comum ajudarmos humanos solidários como você.

Ele sorriu irônico, Xian apenas se limitou a assentir.

 

Os dias que se passaram se tornaram comuns, não era tão difícil conviver com Lan Zhan, ele estranhamente sabia muito sobre o mundo humano e era capaz de cozinhar perfeitamente, era como ter um colega de quarto meio esquisito, e Xian não queria admitir, mas ter companhia era reconfortante.

As noites sempre foram algo difícil de lidar para Wei, ele não lembrava ao certo como tudo começou, mas em certas madrugadas ele sonhava com algo que não podia lembrar embora tentasse ao máximo e a única coisa que ficava era a sensação de perda, nesses momentos sua mãe sempre entrava no quarto para acalma-lo, ela colocava sua cabeça no ombro e acariciava até que ele dormisse, mas... Desde sua morte tudo havia ficado mais difícil, ele lembrava que o estopim de tudo foi logo após o acidente. Ele acordou na madrugada completamente em pânico e sozinho e saiu sem direção, quando acordou estava congelando na casa de Yanli e Jiang Cheng, e podia escutar os dois discutirem.

– Por que você trouxe ele pra cá? – Falou Jiang Cheng.

– Ele é nosso amigo, A-Cheng!

Apenas escutando a voz de Yanli Wei sabia que ela estava irritada.

– Por que ele é nosso amigo temos que aturar isso o tempo todo?

Jiang Cheng havia elevado a voz e estava quase gritando.

– Nem eu, nem você temos uma vida mais, tudo que o Wei Wuxian faz é choramingar pelos cantos e surtar a noite.

O suspiro de Yanli foi tão alto que mesmo do quarto pode ser ouvido.

– É fácil para você falar, nós temos o papai e a mamãe aqui, o que o A-Xian tem?

Essa pergunta foi como um tiro certeiro no peito de Xian, o que ele tinha? Mesmo antes de perder os pais ele já pensava nisso.

Xian despertou com lagrimas nos olhos, ele piscou algumas vezes para que seus olhos parassem de arder e passou a mãos nos longos fios emaranhados, fazia um tempo que ele não sonhava com esse dia em questão, já havia esquecido como era doloroso.

Xian se arrumou rapidamente e prendeu seus cabelos com uma fita vermelha, estava calor e nesses momentos ele cogitava a ideia de cortá-los. Ao chegar na sala o cheiro de baozi estava incrivelmente forte, e delicioso, na cozinha Lan Zhan cozinhava tranquilamente.

– Bom dia – Falou Wei encostando-se na parede.

– Bom dia, você acordou cedo.

Xian assentiu.

– Toma – Lan Zhan estendeu uma colher com o bolinho brilhante para Wei – Experimenta.

Ele abocanhou a colher e saboreou o baozi.

– E então?

Lan Zhan era como uma criança cheia de expectativa.

– Você tem certeza que não é um deus da culinária?

Ele sorriu.

– Não, esse é o Yao, e ele nem chega a ser um deus.

Wei não sabia quem era Yao, mas já estava acostumado a ouvir nomes de conhecidos de Lan Zhan, ele sempre mencionava nomes desconhecidos quando se distraia.

Wei tomou o café da manhã rapidamente, Lan Zhan sempre fazia a quantidade exata para uma pessoa, nessas semanas que se passaram ele descobriu que deuses não comem, ele apenas cozinhava por “diversão” . Quando terminou de comer ele pegou sua mochila e olhou para o relógio.

– Estou atrasado, merda!

Seu telefone tocou, era Huaisang.

– Eu já tô chegando – falou antes mesmo que seu amigo perguntasse.

– Ok, eu tô com saudades.

Ao escutar isso Xian sorriu de forma doce, era aniversário de Huaisang e eles haviam combinado de sair durante todo dia. Wei não notou que por algum motivo Lan Zhan o olhava fixamente, ele desligou a chamada e foi em direção a porta.

– Não precisa fazer jantar hoje. – Falou antes de sair.

– Espera!

Lan Zhan segurou seu braço e o puxou para um beijo, Xian tentou resistir, mas quando sentiu o toque suave em sua cintura abriu passagem para que a língua do deus acariciasse a sua. O beijo não durou muito e logo Lan Zhan o soltou.

– Já disse para não fazer isso – Falou Wei corado – Já te dei energia ontem.

Pronunciar essas palavras tão naturalmente era assustador, mas depois de um tempo sentir prazer com outra pessoa havia se tornado fácil.

Lan Zhan viu Wei sair pela porta e por um instante quis impedí-lo de sair, mas… Isso não era assunto dele, ao menos não mais...

Dentro de casa ele sentou-se no sofá, seus cabelos estavam presos e ele agora usava roupas ocidentais um pouco curtas demais, tendo em vista que Wei era bem mais baixo que ele.

Com um breve feitiço ele fez um instrumento aparecer, um guqin de sente cordas, desde que ele chegara ao mundo humano não havia tocado nem uma vez, quando seus dedos dedilharam as cordas, as notas formaram uma musica familiar que tomou todo cômodo. Ele suspirou.

– Espero conseguir te proteger... – Pensou em voz alta.

 

 

O happy park Chengdu não ficava muito longe, ele conseguiu chegar em 30 minutos, um tempo record.

Xian pegou o telefone e ligou para Huaisang.

– Onde você está? – Perguntou.

Uma voz doce pode ser escutada ao seu ouvido.

– Atrás de você.

Ao se virar uma figura baixinha e sorridente o observava com olhos brilhantes, Nie Huaisang tinha uma aparência adorável, seus cabelos eram curtos e negros, seu rosto era como um coração e ele estava sempre sorrindo, ele e Wei haviam se conhecido na faculdade a dois anos e desde então não se desgrudavam mais.

Xian o abraçou de forma calorosa e a cabeça do garoto repousou em seu peito.

– Você demorou – Falou Huaisang.

– A qual é? Foram trinta minutos só.

Huaisang revirou os olhos.

– Sua noção de tempo é ridícula, Xian.

Os dois riram, e Wei não pode deixar de pensar o quão boa era aquela sensação de conforto, ele não conseguia se sentir assim nem mesmo com Yanli.

– Vamos, quero ir em todos os brinquedos hoje.

Ele puxou Xian pela mão e o levou para dentro do parque.

Chengdu era um local grande e Huaisang era enérgico, eles conseguiram em tempo recorde ir em todos os brinquedos ao menos duas vezes.

– Olha – Falou Huaisang apontando para uma barraca – Vamos jogar.

Era um tiro ao alvo.

– Você quer jogar isso? – Perguntou Xian.

Antes mesmo de responder, Huaisang já estava com a arma em mãos, ele tentou todas as três vezes e nem sequer passou perto.

– Merda – Falou colocando a arma na mesa – Será que eu não consigo fazer nada direito?

Xian riu.

– Me dá isso.

Foi rápido e certeiro e em menos de um minuto todas as latas foram derrubadas.

– Uau – Sussurou Huaisang – Você é incrível, Wei.

– O que você quer?

– Eu posso escolher o prêmio?

Os olhos de Huaisang brilharam.

– É seu aniversário.

Depois de um tempo ele optou por um leque tradicional com estampa de dragão.

Os dois andaram até um local isolado, onde fogos de artifícios eram tocados a noite.

– Não tinha nada melhor pra escolher não? – Perguntou Wei sentando na grama.

Huaisang sentou ao seu lado.

– Eu coleciono leques, você sabe.

Xian sorriu.

– Obrigado por hoje...

Ele acariciou o cabelo do seu amigo.

– Eu que tenho que agradecer, esses dias tem sido loucos para mim.

Huaisang virou-se para Wei.

– Eu notei, você tem chegado no horário nas aulas.

– Há há há, engraçadinho.

Um silêncio gritante tomou o lugar e por algum motivo Wei sentiu seu coração palpitar, ele não entendia o por que, mas... era uma sensação de “ser observado”.

– Sabe... – Começou Huaisang a falar – Eu queria te pedir uma coisa hoje, ou melhor fazer.

Xian estava concentrado em normalizar seus batimentos.

– Hoje é seu dia, pode fazer o que quiser.

Talvez ele não devesse ter dito isso. Talvez, só talvez, ele devia ter prestado um pouco mais de atenção.

– Olha pra mim – Pediu o garoto.

Wei se virou, ele nem sequer teve tempo de raciocinar, Huaisang havia encostado os lábios nos seus de forma doce e cálida, a mente de Xian não conseguia assimilar aquilo, seu melhor amigo estava o beijando? Enquanto tentava entender tudo aquilo, seus olhos permaneceram abertos e ele mesmo de longe viu uma figura alta, com um jeans curto demais para sua altura e uma blusa branca que parecia desconfortável, naquele instante seu coração se desesperou. Xian separou seus lábios dos de Huaisang e levantou-se rapidamente.

– Espera! – Falou NIE segurando-o.

Wei não queria parar, dentro de si um desespero familiar o tomava, ele precisava correr.

– Me desculpa, eu...

– Não precisa se desculpar... – Falou  retirando a mão de Huaisang de forma rude.

Ele não olhou para trás, por sorte não pode ver seu amigo chorar enquanto caia na grama. A mente de Xian estava ocupada demais pensando no deus que a alguns segundos o olhava com decepção e tentando entender o porque estava se importando tanto com tudo aquilo.

Ele não entendia, mas pretendia descobrir naquela noite.

 

          CONTINUA....

 

 

 


Notas Finais


E É ISSO AI kkk perdoem pelo Nie, foi necessário. Nos próximos capítulos teremos a chegada de uma duplinha nova kkk quem será?

Obrigado por todos que tem acompanhado, vocês são minha motivação para continuar escrevendo, quando comecei estava extremamente insegura com o público, me emociono cada vez que leio os cometários e vejo os favoritos. Até a próxima amores!


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