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História A governanta - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oi amores
eu voltei
desculpe a demora, mas eu estou passando por umas lutas, e umas das piores para mim, essa pandemia tem pegado muito a minha mente e tem vezes que não fico bem.
Mas aqui eu estou com esse capítulo simples,mas necessário.
prometo que irei voltar rapidamente...
até porque ja tenho outra fic em mente hehe 💖...
então desfrutem desse capítulo meus amores e me desculpe qualquer coisa.

Capítulo 18 - Decisões


Camilo estranhou a aparição daquele homem em seu quarto e temeu, estava vulnerável, se aquele homem tentasse algo contra ele. Mas se recompondo e tentando demonstrar que estava tudo bem ele prossegue na conversa.

- A que proposta se refere? – Camilo pergunta, vendo o olhar do homem fixo em seu rosto.

- Vou ser direto, você já deve saber que Julieta é sua verdadeira mãe e que Josephine está presa – Arqueou a sombrancelha – E você também sabe que é impossível ela sair da cadeia.

- Ela tem que pagar pelo que ela fez – Camilo se manifestou

- Você fala assim da mulher que cuidou de você todos esses anos? – Foi sinico

- Você só pode estar brincando – Camilo sorriu irônico – Devo dizer que Josephine não lhe contou a história verdadeira – deu uma pausa – Aliás quem é você que sabe de todas essas coisas?

- Sou o advogado de Josephine – Ele sorriu – E eu quero que a minha cliente seja solta e você irá me ajudar.

- Eu não vou ajudar – Foi direto – Até por que o advogado aqui é você, não eu .

- Gostei de você garoto, se parece muito com Julieta, só tem a cara de inocente, mas é duro na queda – Respirou fundo – Mas sinto lhe dizer que você irá me ajudar, sim .

- Você poderia sair do meu quarto? – Camilo se irritou

- Sim, Claro, mas só depois de resolvido nossas questões – Ele sorriu se levantando e ficando em frente a cama de Camilo – Você irá pedir pra sua querida mãe retirar a queixa contra Josephine.

- Nunca – Ele o olhou sério – Agora saia do meu quarto

- Deixa eu esclarecer uma coisa, aqui quem manda sou eu, e se você não fazer o que eu quero, sabe o que vai acontecer? – Ele cruzou os braços – A sua querida mãe irá morrer – Sorriu

Camilo ficou tenso com as palavras do homem, o olhar de terror que aquele homem transmitia deixava claro sua verdade nas palavras.

- Você é maluco – Camilo sentiu seu coração se apertar.

- Pense bem Camilo, já pensou bem agora que você reencontrou sua mãe ela morrer? – Fez uma cara triste – Seria muito triste, e eu sei que você a ama muito, a dor seria dilacerante, e então o que me diz? – Arqueou a sombrancelha.

- Tudo bem – Ele olhou para o lado segurando o choro – Mas se acontecer algo a ela, saberei que foi você – Ele fala entredentes.

- Perfeita escolha garoto, sabia que você não iria me decepcionar, porém tem mais uma coisa, convença seu pai a liberar o dinheiro de Josephine, ela irá sair da cidade e deixará vocês todos em paz, vivendo felizes para sempre – Ele pegou a maleta – As condições são as mesmas.

- Tudo bem – Ele engoliu o choro – Eu farei.

- Ótimo, eu estarei de olho, então não tente nenhuma gracinha, é só eu fazer uma ligação e sua mamãe vai para os ares - Tibúrcio foi até a porta e se virando ele diz – Essa conversa nunca existiu, foi bom fazer negócios com você – E saindo ele deixou Camilo angustiado.

Camilo começou a chorar pensando se um dia sua mãe morresse, suas lágrimas escorriam sobre seu rosto, como se aquilo estivesse acontecendo, ele faria o que aquele homem lhe pediu, por amor , por amar sua mãe e querer viver com ela o resto de seus dias.

A visita tinha começado e Camilo ainda tinha o olhar vago e pensava em várias maneiras de como iniciar a conversa com Julieta, ele estava com medo, muito medo, ele estava tão distraído que não viu quando sua mãe entrou.

- Bom dia meu filho – Julieta chegou contagiando o quarto e o abraçando carinhosamente.

- Bom dia minha mãe – Ele retribuiu o abraço e chorou.

- O que foi meu filho? Te machuquei? – Ela se afastou.

- Não – Ele enxugou as lágrimas, é apenas saudades e a alegria de saber que você é minha mãe – Ele sorriu .

- Ah meu filho, confesso que também fiquei morrendo de saudades de você – Ela alargou o sorriso, e Camilo a observou e seu peito se apertou – Bom eu trouxe algo pra você, mas você precisa comer escondido – Ela falou baixo.

- Você trouxe bolinho branco – Ele sorriu pegando a vasilha com os pães de queijo.

- Sim – Ela sorriu travessa – Estou me sentindo uma mãe desnaturada – Colocou a mão na testa olhando Camilo comer.

- Pare com isso Mãe, é apenas bolinhos – Colocou um na boca.

Julieta observou seu menino comendo e ela não sabia como agradecer por tê – lo em sua vida, era tudo muito bom saber que ele agora era dela e que viveriam para sempre juntos, nunca mais iria ver seu garoto sofrer com a ausência e o desamor de Josephine, ele agora sabia o que era uma mãe de verdade.

[...]

Na cadeia Josephine andava de um lado para o outro, ela queria falar com Xavier mas não tinha como, precisava planejar com ele sua fuga caso desse certo o plano de Tibúrcio, ela precisava sair do vale o quanto antes, mas antes ela iria se vingar daquele advogado.

E sentando na cama vazia ela respirou fundo tentando arrumar um jeito de avisar Xavier, mas não pensava em nada, o que restava era esperar.

No Hospital, Julieta sentada na poltrona ao lado do leito de Camilo, eles conversavam sobre Jane, a mulher sorria vendo o brilho nos olhos do rapaz ao falar da mulher que conquistou o coração dele.

- Ela aceitou mãe, meu pedido e eu estou muito feliz – Ele juntou as mãos – Jane é uma mulher que eu nunca vi na minha vida, ela transborda calma e amor, ela é tão delicada.

- Se nós não soubéssemos da verdade, jurava que era o filho biológico de Aurélio, tão iguais na fala – Ela sorriu.

- Meu pai me ensinou tantas coisas, as vezes não entendia, ele me aconselhava a ser um homem bom, carinhoso, mas era tão frio com Josephine – Ele sorriu – Mas hoje entendo que ele se referia a você, quando falava de amor .

- Seu pai é um homem bom, ele me faz muito feliz, eu sou muito realizada – Se emocionou.

- Tenho certeza que sim, parece que sua vida está mais colorida – Pegou na mão da mãe.

- Em falar de colorida, acho que já está na hora de sumir com essas roupas negras – Ela se olhou.

- Eu sempre tive essa curiosidade, do porquê você andava sempre de preto – Camilo a olhou atentamente.

- Desde que te pegaram de mim, eu vivi esse luto, naquele dia a minha vida foi ceifada covardemente, essas vestes apenas mostravam o quanto eu estava triste e amargurada – Ela abaixou a cabeça – Mas agora – Julieta respirou fundo sorrindo – Eu estou tão feliz que não me cabe no peito.

- E você nem imagina o quanto eu também estou feliz – Camilo sorriu, mas logo se desfez lembrando do que tinha que fazer – Mãe eu precisava que você fizesse uma coisa para mim.

- O que quiser meu filho – Ela se endireitou na poltrona.

- Eu queria que a senhora tirasse a denúncia contra Josephine – Camilo falou e se assustou com a forma abrupta como ela se levantou.

- Meu filho – Julieta estranhou o pedido – Você viu o que acabou de me pedir?

- Mãe, por favor – Camilo segurava suas lágrimas que queriam descer.

- Camilo ela te roubou de mim, ficamos 20 anos pensando ser outras pessoas e agora você quer ela livre? – Em frente a cama Julieta colocou a mão na cintura – Por que Isso Camilo?

- Eu sinto um apreço por Josephine; eu não gostaria de vê – la sofrer naquela cadeia, por favor mãe – Ele insiste.

- Camilo isso é uma loucura, eu fiz a queixa e simplesmente vou ir lá e tirar? – Julieta estava nitidamente incomodada com a atitude do filho – Meu Deus Camilo, não sei se farei isso.

Camilo sem pensar se levanta da cama e vai até a mãe e a olha nos olhos, e novamente pede.

- Mãe, por favor faça isso por mim – Ele implora.

Julieta observa o olhar de assustado de Camilo e vê desespero, ela o acalma e o coloca novamente na cama e respirando fundo ela pega sua bolsa e beijando a testa de seu filho ela se despede claramente chateada.

- Eu preciso pensar – Ela beija a mão dele e sai do quarto.

Camilo ficou angustiado com a reação da mãe, ele encostou a cabeça no travesseiro e respirou fundo, e logo viu quando Jane entrou com o olhar confuso.

- O que houve que Julieta saiu do quarto tão rápido? – Jane perguntou colocando sua bolsa em um armário dos acompanhantes.

- Ela deve estar atrasada para algum compromisso – Camilo mentiu se sentindo mal, mas ele não queria colocar a vida de Jane em risco – Sente – se quero lhe contar algo – Ele sorriu.

[...]

No meio do caminho Julieta estava pensativa com o pedido de Camilo, ela por um lado entendia o carinho que Camilo tinha por Josephine, mas a ponto de querer impedir que a justiça fosse feita, por ela que perdeu o filho e ainda mais por ele que achou ter uma mãe, sendo que era outra, a justiça era pelos dois, mas Camilo não queria. Sua mente estava confusa, seu peito se encheu de tristeza e ela não sabia o que fazer, apenas uma pessoa poderia passar a calmaria que necessitava e lhe dar conselhos a respeito.

E chegando na Mansão Julieta foi direto para o escritório, onde encontrou Aurélio revisando uma papelada, ela o olhou aflita e ele se levantou preocupado.

- O que houve? – Ele se aproximou

- Camilo – Ela fechou os olhos

- O que houve com ele? – Aurélio se desesperou

- Não se preocupe, não tem nada a ver com a saúde dele – Ela o olhou nos olhos – Ele me pediu uma coisa que me entristeceu, e eu estou dividida entre a vingança e o desejo do meu filho.

- O que ele lhe pediu que te deixou tão aflita?

- Ele me pediu que tirasse as denúncias contra Josephine – Ela chorou.

- O que? – Aurélio ficou confuso – Como isso?

- Ele simplesmente me pediu, disse que não queria ela na cadeia, eu vi o medo nos olhos dele – Ela sentou no sofá – Ele está com medo que ela seja maltratada, sabemos que Camilo é um menino bom.

- Camilo é um menino bom, mas é justo, ele nunca aceitou a atitude de Josephine mesmo quando não sabíamos da verdade, essa história está estranha Julieta – Aurélio sentou ao lado dela e segurou em sua mão – Mas o que você decidir eu lhe apoiarei, mesmo que eu seja contra.

Julieta sorriu fraco para o homem da sua vida e os dois selaram os lábios com ternura e amor .

- Obrigada por sempre me acalmar – Ela sorriu

- Eu te amo – Aurélio passou a mão na bochecha dela – Porque não vai descansar?

- Eu preciso me distrair, eu irei preparar o almoço hoje, assim eu tento esquecer um pouco o assunto – Julieta pegou a mão de Aurélio e colocou sobre seu rosto.

- Tudo bem meu amor, faça o que achar melhor – Ele depositou um beijo em seus lábios.

Julieta se levantou e foi diretamente para a cozinha, ela começou a preparar o almoço pensando em qual decisão tomar.

No Hospital Jane se encontrava surpresa com a revelação de Camilo.

- Meu Deus Julieta é sua mãe – Ela colocou a mão no peito – Isso é maravilhoso né?

- Sim, eu estou completamente feliz, tenho uma mãe maravilhosa, que cuidou de mim muito bem, sem ao menos saber – Camilo parou e analisou o que acabou de falar – Isso é uma loucura.

- Não é loucura, o destino foi generoso com vocês, eu estou muito feliz por você, eu confesso que fiquei até feliz em saber que sua mãe é Julieta e não Josephine, ela é uma pessoa vazia.

- Muito vazia – Camilo falou incomodado em falar de Josephine, pois lembrou do que pediu a mãe – Mas mudando de assunto, como está o estágio aqui no hospital?

- Eu não estou fazendo o estágio ainda – Ela abaixou a cabeça – Eu decidi não começar agora para poder ficar com você.

- Jane, porque fez isso? – Camilo se indignou

- Porque eu queria ajudar, eu queria ficar perto de você – Ela sorriu tímida – A vaga é minha posso começar quando eu quiser.

- Você tem certeza que isso não está lhe prejudicando? - Ele segurou na mão dela

- Tenho, pode ficar tranquilo – Ela sorriu.

Camilo ficou agradecido com o cuidado de sua namorada, e se sentiu sortudo, por tê – la naquele momento de fragilidade, apesar dela não saber o que o afligia. E continuando a conversarem eles foram interrompidos pelo médico que foi examinar Camilo.

- Com licença – O médico entrou

- Veio me dar alta? – Camilo perguntou brincando

- Não, você ficará aqui ainda hoje, farei mais exames e se tudo sair corretamente, você terá alta amanhã – O médico examinou Camilo e anotou algo em sua prancheta e depois saiu.

Camilo estava feliz que iria sair amanhã, se os exames dessem certos.

- Está entediado né? – Jane pergunta

- Digamos que preocupado, mas isso não vem ao caso – Ele tentou sorrir.

[...]

À noite tinha caído e dentro do quarto Julieta se encontrava deitada com Aurélio, ela não conseguia dormir, seu corpo estava rodeado pelos braços fortes dele, ela percebeu que ele dormia e saiu devagar e foi para a janela, onde ela sempre gostava de ficar para pensar, sua mente vagou por tantas coisas que teve que passar, coisas boas e ruins. Ela sorriu ao se lembrar de Camilo pequeno, da criação dele e respirando fundo ela tomou sua decisão.

Julieta voltou a se deitar e pegou o braço de Aurélio para abraça – la novamente, e adormeceu.

No dia seguinte na parte da manhã, o telefone tocou e Aurélio atendeu e sorrindo foi entregar a notícia para Julieta que estava na cozinha preparando café. Ele chegou silenciosamente e a virou lhe dando um beijo intenso. Aurélio colocou sua mão na nuca dela intensificando o beijo, suas línguas se mexiam lentamente, os braços de Julieta estava se apoiando na pia, enquanto sua cintura estava por posse do braço direito de seu amor.

Aurélio separou do beijo e sorriu para sua amada que estava ofegante e com os olhos arregalados, ainda sentindo a sensação que aquele beijo lhe causou.

- O que foi isso? – Ela coloca a mão no peito

- Um beijo – Aurélio sorri

- Eu sei, mas o porque do beijo? – Ela alargou o sorriso

- Porque eu te amo e também porque Camilo teve alta e vim lhe chamar para irmos busca – lo.

Julieta alargou o sorriso e abraçou Aurélio, ela ficou feliz em saber que teria seu filho em casa novamente, ela fechou os olhos e inalou o perfume de Aurélio fazendo ela cheirar mais profundamente o pescoço dele, o homem ficou surpreso mas não comentou nada, apenas deixou. A mulher apertou o ombro de Aurélio e continuou a apreciar o delicioso perfume que ele tinha, seus lábios tomaram o lugar e beijou o local, arrepiando Aurélio.

Julieta quando se deu conta que estava praticamente atacando o homem, se afastou e o olhou constrangida, ele apenas sorriu a acalmando.

- É...é claro que vamos busca – lo – Ela tentou se acalmar – Eu só vou passar esse café e iremos.

- Tudo bem, meu amor eu te espero – Aurélio lhe depositou um selinho e saiu.

Julieta se virou olhando para a janela, e passou a mão no pescoço fechando os olhos, se recordando das noites que teve com Aurélio, dos beijos, das carícias e descobertas. Uma quentura se apossou de seu corpo, e um desejo enorme também, ela sentia seu rosto corar, e colocando a mão na testa em um desespero confessa a si mesmo.

- Ai Aurélio o que você fez comigo? – Respirou fundo – Meu Deus isso não é hora de pensar nessas coisas – Julieta pegou água e bebeu e logo saiu da cozinha e se recordou do que tinha que fazer.

Aurélio desceu para chamar Julieta, mas viu uma carta em cima da mesa dizendo que ela não iria, ele estranhou, mas depois conversaria com ela.

***

Em frente a delegacia Julieta estava segurando sua bolsa, e decidida ela entrou.

- O que posso lhe ajudar? – Perguntou o Delegado

- Eu vim retirar uma denúncia – Ela engoliu em seco

- Quem seria a pessoa? – O delegado colocou o óculos

- Josephine – Diz abaixando a cabeça.


Notas Finais


Ate a proxima 💞


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