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História A governanta - Capítulo 28


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Notas do Autor


Voltei amores
espero que gostem desse capítulo
E obrigada pela aceitação de "Meus dias com Julieta" ...
Amo vocês.

Capítulo 28 - Sã e Salva


 A sensação de desconforto se fazia presente no corpo de Julieta, os olhos doíam na tentativa de abri – Los para enxergar o que acontecia ao seu redor, seus ouvidos tentavam escutar a mesma voz que ela escutou antes de desmaiar e ela rezava para que tudo aquilo não tivesse sido um sonho, ela desejava que realmente tivesse sido resgatada. Sem forças ela tentou sentar, mas suas costas doeram de uma tal forma que não aguentou e se deitou novamente, a sua mente saiu daquele transe quando uma voz a repreendeu.

- Deite – Se meu amor, descanse – Falou carinhosamente

- Aurélio? – Ela sorriu – Aurélio? – Julieta abriu os olhos.

- Sou eu meu amor, eu estou aqui – Ele passou a mão sobre o cabelo dela.

- Obrigada – Ela chorou – Obrigada meu amor – Segurou na mão dele fortemente – Obrigada por me salvar.

- Eu jamais desistiria de te procurar – Depositou um beijo na testa dela – Você é a minha vida.

- Eu estou no hospital? – Perguntou curiosa, sua mente ainda estava confusa por conta dos remédios para dor.

- Sim, meu amor, você está muito machucada – Julieta sentiu um tom de dor em Aurélio -Precisa ficar no hospital até que melhore.

- Eu estou aqui desde que dia? – Tentou novamente sentar.

- Desde ontem a noite, estamos esperando seus exames para ver se está tudo certo – Ele a deitou novamente.

- Como conseguiu me achar? – Julieta estava impaciente – Ema como está? E Tibúrcio? Mercedes?

- Calma Julieta, eu irei te responder, todas as perguntas que quiser, apenas tenha calma.

Julieta respirou fundo esperando Aurélio iniciar as respostas que ela tanto queria.

- Bom, Todos estão bem, passamos por momentos de angústia mas graças a Deus te encontramos, Ema está bem e Tibúrcio está preso, Mercedes está nesse hospital também, mas passa bem.

- Graças a Deus – Ela se aliviou.

- Não se preocupe meu amor nunca mais ele te fará mal – Sorriu segurando a mão dela.

- E o que mais? – Julieta sentia que Aurélio estava lhe escondendo algo.

- Quando você estiver recuperada eu lhe conto.

- Eu quero saber agora – Cruzou os braços – Não me esconda nada.

- Tudo bem Julieta, mas por favor não se altere.

- O que houve? – Seu coração se angustiou

- Camilo descobriu como foi concebido – Fechou os olhos.

- O que? – Julieta colocou a mão no peito – Como? Quem contou a ele?

- Eu e meu pai, ele estava fazendo perguntas e meu pai decidiu que já era a hora dele saber, mas Julieta ele está bem, ele não está com raiva de ninguém, ele entendeu – Segurou na mão dela lhe dando forças.

- Está bem? Como ele estará bem sabendo que foi fruto de um estupro? Me diz Aurélio? Era para eu contar a ele – Chorou – Meu filho deve estar se sentindo um nada, meu Camilo não merecia saber dessa forma.

- Me desculpe Julieta, a conversa fluiu e não podemos evitar, Camilo precisava saber.

- Mas não por vocês – Limpou as lágrimas – Eu quero ficar sozinha, com licença.

Julieta colocou sua mão no rosto, não querendo ver ninguém, estava magoada pelo ocorrido, seu filho não merecia aquela verdade. Aurélio saiu da sala de Julieta e foi até a recepção, sentou e respirou fundo entendendo a mágoa de sua noiva, ele nem teve tempo de falar que Camilo estava no Rio de Janeiro para visita – la, seria melhor assim, se não eram bem provável que ela não aceitaria vê – lo.

No presídio do Rio de Janeiro, Tibúrcio estava sentado em sua cama, esperando para que fosse chamado para uma conversa com o Delegado. Sua cela se abriu e quem entrou foi Aurélio com sangue nos olhos para terem uma conversa.

- Veio me cobrar por ter sequestrado sua dama? – Sorriu Sarcástico

- Eu vim saber o porquê disso tudo? – Aurélio pegou uma cadeira e sentou a frente do homem – Comece.

- Você acha que chegará aqui mandando em mim? Aurélio Cavalcante? – Cruzou os braços.

Aurélio sem Tibúrcio esperar lhe deu um soco no rosto.

- Eu disse pra você começar – Gritou

Tibúrcio que tinha caído no chão se levantou limpando o sangue que escorria no canto de sua boca.

- Nossa pra um Cafeeiro você é bom de braço – Deu risada – Mas como você insiste em saber eu vou lhe contar – Osório como muitos pensam não é meu primo, ele é meu tio, irmão da minha mãe, ele era como um pai para mim, ele cuidava de mim, enquanto o desgraçado do meu pai tinha fugido depois de engravidar minha mãe, ele que cuidou de mim – Respirou fundo – Quando eu soube de sua morte, eu e minha mãe ficamos sem ninguém, mas Osório nos deixou sua herança e eu prometi me vingar de sua morte, mas quando eu vi Julieta pela primeira vez eu me encantei, e quis ela para mim, já que meu Tio não conseguiu tê – la - Apontou o dedo na cara de Aurélio

- Vocês são uns doentes, Isso que você diz sentir por Julieta não é amor, eu irei perguntar para Julieta se você a tocou e se ela confirmar, eu irei te matar com minhas próprias mãos – Falou firme.

- Eu não sou como meu tio, eu amo Julieta, eu não abusei dela, e se eu fiz, não estava em meu juízo – Se amedrontou – Eu só me recordo de ter batido nela.

- O que? – Aurélio se aproximou – Não Estava em seu Juízo? – Lhe deu outro soco – Seu desgraçado – O pegou pelo colarinho – Aqueles machucados foi você quem causou nela? – O empurrou no chão – Eu vou te matar – Aurélio lhe deu vários chutes na barriga e socos, mas os policiais o interviram .

- Acalme – Se senhor Aurélio – O policial o segurou .

- Eu espero que você apodreça nessa prisão – Aurélio gritou

- Em breve eu serei solto, meu amigo, e eu espero que tenha cuidado com Julieta solta pela cidade – Gargalhou, enquanto estava no chão e todo machucado.

Aurélio saiu contra sua vontade daquela cela e tentando se recuperar, voltou ao hospital para ver Julieta e o resultado de seus exames.

Na sala de Julieta se encontrava ela e Camilo frente a frente, A mulher já tinha lágrimas nos olhos e o menino como uma criança não aguentando foi até a mãe abraça – la.

- Não chore Camilo – Ela passou a mão sobre o cabelo dele – Por favor meu filho não chore.

Julieta tentava ser forte naquele momento de fragilidade do filho.

- Eu estou me sentindo estranho mamãe – Ele falava angustiado.

- Não se sinta, você é tudo para mim meu amor, eu te amo mais que tudo na vida – Olhe para mim – Se eu não te amasse, eu não teria lutado durante 21 anos para te encontrar, você é a minha vida, meu menino – O abraçou novamente – Me corta o coração te ver assim.

- Mamãe, porque a senhora nunca me contou? – Camilo se encontrava com os olhos já inchados.

- Porque eu estava tão feliz em te encontrar que eu não queria estragar os nossos momentos com isso – Passou a mão sobre o rosto dele – Meu filho saiba que você é doce, é um homem maravilhoso, e seu pai verdadeiro é Aurélio, não se martirize por favor – Chorou.

- Tudo bem mamãe, eu irei tentar esquecer isso, eu prometo – Ele sorriu – Mas eu lhe peço que não fique com raiva do vovô e de meu pai, eles não queriam que fosse assim, mas aquele momento era o certo.

- Eu queria ter te contado meu filho, eu imagino a sua dor ao saber disso, bem no momento em que eu não estava com você – Ela limpou as lágrimas – Mas já passou e a raiva também – Sorriu – Agora vamos apenas viver tudo o que perdemos, como estávamos fazendo.

- Tem razão mamãe – Camilo a abraçou e soltando o abraço, Julieta viu Aurélio na porta.

- Vem, se junte ao nosso abraço – Julieta o chamou.

Aurélio logo se aproximou sorrindo e foi abraça – Los.

O médico bateu na porta, e eles separaram do abraço, se afastaram de Julieta para que ele a examimasse.

- Como se sente Julieta? – O médico pergunta

- Dolorida – Foi sincera.

- Irá passar, os remédios que estou lhe dando irá amenizar a dor.

- Obrigada Doutor – Agradeceu.

- Bom, os seus exames já saíram, você está com uma pequena fratura nas costas por conta da queda, então preciso que tenha repouso absoluto, Sua amostra de sangue está tudo correto e sua gestação também, seu bebê não sofreu nada, Isso é um milagre.

Julieta engoliu em seco, Sua ficha mais uma vez tinha caído que ela estava grávida, Aurélio e Camilo a olhavam surpresos e o médico sorria vendo a tensão do momento.

- Pela sua feição você não sabia que estava grávida – Arqueou a sombrancelha.

- Eu tinha minhas dúvidas, enquanto estava em cárcere, mas a minha mente não queria acreditar, mas enquanto eu estava em uma luta corporal, eu senti necessidade de proteger minha barriga, mas agora todos os meus medos foram embora – Julieta chorou – Eu estou grávida.

- Sim, você queria? – O médico pergunta

- Muito, mas eu não conseguia ter, ou já estava grávida, mas por não sentir nenhuma diferença eu achei que nunca poderia ter um filho.

- Julieta, você está grávida de quase 4 meses – O médico ficou surpreso.

- Como assim? – Julieta ficou ainda mais surpresa – Mercedes tinha razão, meu Deus.

- A sua mente não quis colocar expectativas em uma gravidez como uma forma de defesa, você engravidou e seu corpo não mostrou sintomas, por você não acreditar que poderia ter um filho – Sorriu – A nossa mente ela tem poder para muitas coisas Julieta, tome cuidado.

- Sim doutor, eu irei tomar cuidado – Sorriu.

- Mas agora comemore, você está grávida e precisa de cuidados – Alertou.

- Farei tudo o que me pedir.

O doutor saiu da sala, Camilo e Aurélio continuavam paralisados com a notícia.

- Como assim, você está grávida e não me fala nada? – Aurélio pergunta.

- Eu posso explicar, na verdade eu nem sabia – Julieta se angustiou.

- Eu vou deixar vocês a sós, parabéns Mãe – Ele sorriu.

- Obrigada meu filho.

Quando Camilo saiu Julieta olhou para Aurélio, ela respirou fundo e começou.

- Eu descobri que estava grávida há alguns dias, na verdade foi Mercedes que percebeu, porque nem eu sabia que estava grávida, o meu corpo não fez mudança alguma, só a barriga cresceu, mas eu achei que estava engordando – Sorriu – Não fique bravo

- Eu bravo? – Ele sorriu – Eu estou tão feliz que não cabe no meu peito – Aurélio se aproximou pegando na mão de Julieta – Meu amor você está grávida – Seus olhos encheram de lágrimas.

- É eu estou grávida – Chorou – Meu Deus, eu estou grávida – colocou a mão sobre sua barriga – Estou muito feliz – Deu um selinho em Aurélio – Agora serão duas crianças em casa, Ema e o nosso filho – Julieta fez uma cara triste – Josephine queria tanto esse bebê.

Aurélio vendo o semblante de Julieta, preferiu não esconder mais nada do que estava acontecendo.

- Julieta, eu preciso te contar algo – Fez uma cara séria.

- O que foi? – Se pôs tensa

- Josephine não morreu – Falou sem rodeios

- O que? – Julieta se indignou

- É Isso o que ouviu.

- E você não me contou nada, que mania de me esconder as coisas, porque isso agora Aurélio? – Se frustrou – Eu sabia que estava escondendo algo.

- Meu amor, eu não podia contar – Ele a interrompe – Foi uma operação policial, eu não podia contar.

- Eu quero uma explicação agora – Falou brava.

- Eu irei explicar – Seguiu falando.

Naquele dia no Hospital...

- O que aconteceu ? – Julieta não deixou que Rômulo fizesse as formalidades.

- Se acalme, a criança passa bem, mas sobre Josephine – Julieta não deixou que o doutor continuasse e chorou abraçando Aurélio.

- Eu não quero ouvir – Ela apertou Aurélio que pediu silêncio para Rômulo.

- Então Senhorita Sampaio, eu gostaria que você fosse ver a criança, já que Josephine deixou por escrito que o bebê é de sua responsabilidade.

- Sim, eu irei – Ela falou sentida.

Depois que Julieta foi ver Ema, Aurélio se encaminhou juntamente com Rômulo para o Necrotério onde ele achava que Josephine estaria, mas ao chegar lá ficou surpreso. Josephine estava deitada em uma cama depois do parto, ela estava sob medicamentos.

- O que está acontecendo aqui? – Aurélio olhou para Rômulo.

- Josephine pediu que te chamasse, ela quer que chamem alguém da Polícia também para escutar o que ela tem a dizer – Rômulo explicou.

- Tudo bem – Aurélio olhou para o rosto da mulher que se encontrava fraca.

Aurélio chamou o delegado, para saber o que estava acontecendo com a mulher, o olhar dela era assustador, era de sofrimento e medo. Quando o delegado chegou ela iniciou.

- Primeiramente eu quero ter a certeza de que eu ficarei segura, após os relatos, e que por favor Julieta não saiba que estou viva, por enquanto, é pela segurança de nós duas – Josephine limpou as lágrimas que já desciam dos seus rostos.

- Prossiga Josephine – O Delegado pediu

- Como todos sabem, Tibúrcio era o meu advogado quando eu queria pegar dinheiro de Aurélio, mas ele depois começou a abusar de mim, eu aceitava porque eu queria o dinheiro que ele me prometeu que conseguiria, mas quando eu conseguisse eu iria fugir – Respirou fundo – Quando ele finalmente conseguiu o dinheiro, que eu juro que não sei como ele conseguiu, eu fui pegar e ele me bateu e matou o meu companheiro Xavier Vidal, e colocou a culpa sobre mim, foi ele quem ordenou o disparo contra Camilo na festa dele – Chorou sem parar – Foi ele quem me agrediu na prisão, e ele me disse que irá sequestrar Julieta.

Aurélio olhou para o delegado alarmado.

- Dona Josephine, eu queria muito poder acreditar em tudo o que está me falando, mas você mesmo acaba de confessar que se deitou com ele apenas por dinheiro – Arqueou a sombrancelha – Mas como posso acreditar em uma mulher assim?

- O que? Você está ficando maluco? Olha como ela está? – Aurélio se alterou – Você deve ao menos averiguar os fatos para depois dizer se é mentira ou não – Se levantou alterado – Se o senhor não iniciar uma busca, eu acionarei outros investigadores, outros policiais.

- Tudo bem, acalme – Se – O Delegado interviu – Eu irei fazer o que posso, mas Josephine continuará presa.

- Por favor não deixe que ninguém sabia que estou viva, até que Tibúrcio Esteja preso, se ele souber ele virá atrás de mim – Se amedrontou.

- Tudo bem, esse assunto ficará aqui, é confidencial, iremos te transferir para outra prisão, e quando tudo estiver sobre o controle e provarmos que tudo que fala é verdade, revelaremos seu paradeiro.

Aurélio depois de sair daquela reunião, saiu com medo, do que Josephine falou e faria de tudo para Julieta ficar segura.

***

- Então quer dizer que Josephine está viva – Sorriu esperançosa – Fico muito feliz em saber disso, mas ainda estou brava porque não me contou.

- Julieta, você ficaria em casa se eu te falasse que Josephine estava viva? – Arqueou a sombrancelha – Você saiu sem saber e olha no que deu, se eu te contasse você iria querer visita – la e Tibúrcio iria pegar as duas.

Julieta ficou em silêncio sabendo que era verdade, a sua teimosia era algo que ela teria que trabalhar muito para mudar isso.

- Tudo bem, você tem razão – Pegou na mão de Aurélio e se assustou – O que foi isso em sua mão?

Aurelio afastou a mão e tentou disfarçar

- Não é nada meu amor.

- Vai esconder as coisas de mim de novo? – O olhou séria.

- Eu bati em Tibúrcio.

- Você é maluco? – Passou a mão no rosto – Você não deveria ter feito isso.

- Ele te machucou e isso eu não aceito – A olhou terno – Você é como uma flor Julieta, delicada, merece apenas o amor e esse desgraçado ousou te tocar, eu deveria ter matado ele.

- Não diga isso, meu amor, você não é assim – Seus olhos marejaram – Você é um homem Bom, um homem maravilhoso, um homem que odeia violência e o homem da minha vida.

Aurélio se aproximou de Julieta e a beijou, sem reservas, sem medo, aliviado de tê – la sã e salva.

- Eu te amo – Ele falou após o beijo

- Eu também te amo – Ela sorriu.

Naquele mesmo dia no presídio do Rio de Janeiro, Tibúrcio recebia uma visita.

- Boa noite Tibúrcio – A mulher se apresentou

- Boa noite, você deve ser a minha advogada, quando eu saio daqui? – Ele se aproximou da grade, olhando a mulher de cima abaixo.

- Meu nome é Elisabeth Maldonado Benedito, e se depender de mim, você não sairá nunca daqui – Ela sorriu – Nos vemos no tribunal. 


Notas Finais


Até a próxima ❤


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