História A Grande Dama - Capítulo 25


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Briga De Mulheres, Gravidez, Guerra, Morte, Passando Fome, Plantas, Segredos, Tapas
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Palavras 1.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Para quem resolver escrever comentários, podem me chamar de Belle😘

Capítulo 25 - O corpo do homem


               P.O.V AMÉLIA


— Resfriado? — a Grande Dama pergunto.

— Eu creio que sim — o médico disse — O Senhor Bonneville deve ter pegado ao ficar exposto a uma chuva.

Engoli seco.

Me lembrei do dia em que estávamos vindo da taberna e começou uma tempestade. Se me lembro bem, ele ficou muito mais exposto a chuva do que eu.

— Exposto a uma chuva! — ela repetiu irritada — Ele deve ter ido aquele lugar outra vez. Se bem que ele não ia lá desde que o Gabriel morreu.

Percebi que ela estava começando a falar da taverna, então virei o rosto para a janela. 

Fingir que não se escuta algo, evita confusões desnecessárias.

Antes de pedir para chamarem um médico, passei rapidamente pelo meu quarto e Matilde e Flor me puseram um vestido com uma gola até o pescoço. 

Eu fiquei completamente vermelha. Elas disseram que esse é um segredo nosso.

O médico passou um remédio para Spencer tomar duas vezes por dia. A Grande Dama voltou estressada para o seu escritório. 

Será que eu devo ver como ele está? Afinal, ele estava queimando de febre. 

Mariana nem se importou em saber se ele já havia melhorado. Será que ela sempre foi assim? Talvez seja por isso que as vezes ele pareça tão carente de atenção.

Não. Não. Eu estou tirando conclusões precipitadas. Ele parecia bem o bastante para tentar fazer aquilo.

Senti meu rosto esquentar ao me lembrar de que não tentei nem resistir a ele. Quer dizer, até me dar conta do que estava acontecendo. Foi como se eu estivesse perdida naquele momento, nas mãos de Spencer, em seus beijos, em seu corpo, em sua respiração e naquela bendita sensação quente em meu estômago.

Ah! Isso só prova que eu não posso ir até lá! Se bem que eu realmente quero sentir aquela sensação novamente.

Ele parecia bem mal.

Acho que como sua noiva, eu deveria ao menos fazer companhia a ele quando estiver doente.

Ah! Que confusão!

Eu já me decidi!

Dei passos rápidos até a porta de seu quarto. Como ele disse é exatamente em cima do meu. Bati nervosamente na porta.

Está tudo bem! Essa não a primeira vez que eu venho aqui afinal!

Logo ele disse um "entre". Abri a porta e a fechei timidamente me encostando na mesma.

Acho que eu estou vermelha já que ele está com aquele sorriso.

— Oi.

— Oi — ele respondeu.

Ele está sentado na cama. Seu rosto ainda está vermelho, afinal não faz muitas horas desde a última vez que nos vimos. Sua camisa branca, agora está totalmente aberta mostrando todo o seu abdômem.

— Como você se sente? — perguntei.

— Melhor agora.

Mais uns minutos de silêncio.

— Você pode sair daí — ele disse com um sorriso galanteador — Eu não vou te atacar.

Caminhei até a janela mordendo os lábios. Dela da para ver a sacada do meu quarto. Isso faz sentido agora.

— Foi por aqui que você me viu, não é?

Ele se levantou e caminhou até o meu lado se encostando na janela. 

— Foi. Eu vi você subir na sacada. Achei que ia se matar.

— Eu só ia pegar uma coisa — disse me lembrando do bordado, ele ainda está lá. Olhei mais uma vez para Spencer e desviei o olhar em seguida — Você não tem vergonha estar com a roupa assim?

Ele deu de ombros.

— Estou no meu quarto — ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou — Você escondeu bem.

Senti meu corpo arrepiar. Me afastei dele.

Isso não é bom. Não é certo.

— Você tem papel e caneta? — perguntei tentando mudar de assunto.

— Sim.

Ele andou até uma escrivaninha, onde pegou um caderninho e uma caneta e me deu.

— Eu preciso estudar uma coisa. Você se importa se eu estudasse aqui? Aproveito e lhe faço companhia.

— De forma alguma. O que seria essa coisa? — ele perguntou voltando a se sentar na cama.

— Corpo humano — respondi a primeira coisa que me apareceu na cabeça.

— Masculino ou feminino?

— Isso importa? — eu estou nervosa.

— Faz diferença. — ele sorriu, daquele jeito — Não é o corpo feminino já que você pode estuda-lo apartir do seu. 

Entendi onde ele queria chegar.

— Então se for o corpo masculino — Spencer continuou levantando a mão — Eu me ofereço.

Semi-serrei os olhos.

— Seu tarado — disse.

Ele, mais uma vez, deu de ombros e me chamou para mais perto.

Andei timidamente até o lado de sua cama. Spencer segurou minha mão e me puxou para si fazendo com que eu caísse em seu colo.

Relaxe — ele sussurrou pondo minha mão em seu peito nú — Pode me explorar a vontade.

Meu coração está a mil. Nós estamos fazendo outra vez. Tentei relaxar o máximo possível. Se ele quer brincar, vamos brincar, mas só isso.

Me ajeitei em seu colo. Passando a mão pelo seu peito, logo juntei as duas mãos, contando suas costelas. Tenho certeza de que estou igual a um tomate, mas mesmo assim tenho que manter a calma. Regra número 2, se não me engano.

Passei as mãos até o seu umbigo. O treinamento de defesa fez muito bem para o corpo dele, muito bem mesmo.

— Meus serviços não são de graça — ele disse de repente.

— Ah! Não são? — respondi e ele negou com a cabeça — E o que você quer, Senhor Bonneville?

Ele se aproximou do meu rosto, quase tocando meus lábios, mas não me beijou. Ele é tão bonito. Olhei fixamente para dentro de seus olhos negros, adivinhando o que ele queria.

Dei um leve beijo nele, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele puxou minha cintura e me beijou ardentemente. Colou nossos corpos ainda mais, tanto que eu pude sentir meus seios se apertando contra seu peito. Tentei acompanhá-lo o máximo que pude. 

A língua de Spencer se movia rapidamente com a minha. Ele mordia meus lábios vorazmente. Puxei de leve seus cabelos e arranhei um pouco suas costas.

Ele de repente parou o beijo e me tirou de seu colo. Rapidamente pegou um travesseiro e pôs no lugar onde eu estava.

— O que foi? — perguntei confusa.

Ele me olhou meio chocado e aliviado ao mesmo tempo.

— Não. Nada — ele respondeu — Droga!

Dei uma risadinha. Ele estava se amaldiçoado internamente. 

— O que foi? — sorri — Você está agindo estranho.

— Não é nada — ele insistiu — Você deveria estudar mais sobre o corpo do homem. Ainda não sabe de certas coisas, eu tenho certeza.

— Você é meio doidinho.



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