História A Grande Dama - Capítulo 33


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Briga De Mulheres, Gravidez, Guerra, Morte, Passando Fome, Plantas, Segredos, Tapas
Visualizações 33
Palavras 1.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigada a

Soukepopera

Mimi213

NadjaDo7

Leitora_fantasm

Por favoritarem a fic.

As imagens estão disponíveis no Pinterest.

Capítulo 33 - Apartir de agora, você é...


Fanfic / Fanfiction A Grande Dama - Capítulo 33 - Apartir de agora, você é...

Acordei com uma latejante dor na minha cabeça.

Até abrir os olhos parecia ser o maior dos esforços, mas ainda assim, eu abri.

Me vi em um quarto sujo.

Olhei para mim mesma e percebi que estava apenas com meu vestido de baixo.

Me abracei em uma tentativa falha de me cobrir.

A lateral da minha cabeça estava pintada com sangue seco.

De repente, ouvi o barulho de uma porta enferrujada se abrindo um pouco mais distante do quarto em que eu estava.

Passos foram se aproximando mais e mais até alguém abrir a porta de ferro.

Uma mulher gorducha entrou no quarto com um ramo de vestidos brancos que mais pareciam camisolas.

— Ah! Você acordou — disse ela — Isso é bom. Eu estava prestes a jogar um balde d'água em você.

A mulher levou a mão ao peito e deixou a mostra um cordão aparentemente valioso.

— Você gosta? — perguntou — Comprei com as jóias que estavam pregadas no seu vestido. É incrível como vocês, nascentes em bom berço, gastam sua riqueza colocando-a como meros enfeites.

Tentei me cobrir ainda mais.

Alguém havia me despido!

— Ah! Não se preocupe. Fui eu quem a despi. Sei como a reputação de uma jovem é importante, e como administradora desse lugar, não poderia deixar que acontecessem tais libertinagens.

Ela jogou os vestidos na minha cara.

— Vista um desses — falou — Bata na porta quando estiver pronta.

A mulher fechou a porta me deixando sozinha no quarto outra vez.

O que está acontecendo?!

Onde eu estou?!

O que aconteceu?!

Peguei um dos vestidos e me vesti o mais rápido que pude.

Calma Amélia! Recapitula!

— Eu... Eu estava no baile — falei baixinho e ofegante — Então alguém me apontou uma faca e me tirou de lá... E... E...

Levei a mão a boca.

— Eu fui sequestrada!

Passei a mão pelo pescoço.

Roubaram meu cordão. Todas as minhas jóias.

Ou quase todas.

Olhei para meus dedos. E lá estava a aliança que Spencer me...

" Do seu querido noivo Spencer... "

Spencer.

Me deixei cair de joelhos no chão.

Senti as lágrimas descerem pelo meu rosto.

É mesmo. Foi ele quem... Foi ele quem...

Droga! Eu fui enganada!

Me amaldiçoei. As lágrimas estavam caindo descontroladamente agora.

— Ele... Ele me enganou — solucei — Ele disse que me amava. Mas por quê? Por que ele fez isso?

Olhei para a aliança novamente.

A tirei nervosamente do dedo. Levantei o braço para joga-la longe, mas... Eu não consegui.

Droga! Por que não consigo me livrar disso!

Se eu deixar no meu dedo vão me roubar e — Que inferno! — eu não quero que isso aconteça.

Peguei um mecha de trás do meu cabelo e enrolei a aliança nela dando um nó e a escondendo.

A porta se abriu. A mulher novamente, dessa vez acompanhada de dois homens.

— Que bom que você já está pronta — ela fez um sinal com a cabeça e os dois homens entraram e me puxaram para fora — Nós precisamos fazer uma coisa com você antes de te enviar para o trabalho.

Os dois homens seguravam meus braços, meus pés quase não tocavam no chão. Eles estão praticamente me arrastando.

— Trabalho? — perguntei — Onde eu estou?

Eles ficaram em silêncio. Por um segundo.

— Você está no interior da região leste — ela disse.

— Ah!

Eu já ouvi isso antes.

— O que vocês querem de mim? — perguntei trêmula.

A mulher se virou e sorriu diabolicamente.

— Você vai descobrir.

Os homens me levaram para uma sala e literalmente me jogaram no chão.

Na sala havia uma mesa, uma cadeira, uma escrivaninha e outras coisas.

Imediatamente me arrastei para um canto.

A mulher olhou para os homens como se eles fossem retardados.

— O que estão fazendo idiotas? Segurem ela?! — ela rugiu — Eu só trabalho com incompetentes!

Eles suspiraram e, novamente, me seguraram. Um deles pegou um pano e o amarrou na minha boca. Olhei para ele com olhos suplicantes.

— Desculpe mocinha — o homem disse — Mas a última coisa que queremos é alguém gritando.

O que vão fazer comigo? — minha pergunta saiu um pouco errada pelo pano.

A mulher se virou com um tipo de grampeador nas mãos.

Ela se abaixou na minha frente e puxou minha orelha.

— Oh! — ela disse — Ela já é furada.

Assenti freneticamente.

Ela sorriu.

— Parece que vamos ter que fazer outro buraco.

Neguei.

— Não, por favor!

Ela aproximou o grampeador da parte de cima da minha orelha e...

Crack!

Soltei um arquejo.

Senti lágrimas e sangue escorrendo.

— Ora! Não doeu tanto assim! — ela tirou o pano da minha boca e limpou o sangue do meu rosto — Isso é drama!

A mulher pegou um espelho e me mostrou meu próprio reflexo.

Eu estava suja de terra e sangue seco e agora sangue fresco.

Na minha orelha havia um preço. Bastante alto.

— Apartir de agora, Amélia Eglington, você é uma escrava.

Minha visão ficou turva. Senti minha pulsação aumentar.

Aproveitei que a mão do homem estava perto e a mordi. Em seguida, dei um chute na mulher na minha frente a fazendo cair no chão sem ar.

Me soltei e sai correndo de perto deles. Atravessei a porta, corri por todo o lugar.

— PEGUEM ELA!

Gritou a mulher.

Os dois homens me alcançaram rapidamente e me derrubaram no chão.

— ME-

A mulher colocou o pano na minha boca outra vez.

— Não pode dar uma ordem assim Eglington — ela sussurrou no meu ouvido.

Sua voz bateu de encontro com a ferida fazendo ela latejar.

— Levem ela para solitária.

Ainda segurando meus braços, os homens me levaram até um pequeno quarto e me acorrentaram.

Depois saíram do quarto e o trancaram.

Tirei o pano da boca.

— Me tirem daqui! — gritei — Vocês são loucos!

A mulher pôs o rosto na grade da porta.

— Essa sua ordem foi bem fraquinha — ela riu — Deve ser uma vergonha para a família.

— Você é louca!

Foi a última coisa que eu disse antes dela ir embora.

Senti novamente as lágrimas me invadirem.

O que foi que eu fiz de errado?

O que eu fiz para merecer isso?

Me abracei.

Não. Eu não fiz nada.

Eu não.

Se foi Spencer que me pôs aqui, então tudo bem, ele vai pagar por isso.

Eu vou sair daqui, nem que seja a última coisa que eu faça.

E quando eu sair. Eles vão ver.



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