História A Grande Virada - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Minato "Yondaime" Namikaze, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Rin Nohara, Sakumo Hatake, Yamato
Tags Asuma, Decepção, Drama, Gai, Itachi, Kakashi, Kakashi Hatake, Konoha, Kurenai, Kushina, Minato, Naruto, Obirin, Personagem Original, Romance, Sakura, Sasuke, Shiita, Tragedia
Visualizações 72
Palavras 2.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora em postar pessoal, mas andei bem ocupada! Escrevi este capitulo com muito carinho e ao som de muita musica triste do ed sheera.

Espero que gostem. ^^

Capítulo 3 - Atitudes impensadas em uma noite sem fim


Fanfic / Fanfiction A Grande Virada - Capítulo 3 - Atitudes impensadas em uma noite sem fim

Kakashi não gostava de festas. Na realidade, elas o deixavam extremamente desconfortável.

Mas ali estava ele, á pedido de Rin, chegando na casa de Asuma Sarutobi e Kurenai para o aniversário da filha deles. Ele percebeu grande agitação na casa, por causa dos convidados e por causa disso, entrou sem ser notado, á primeira vista e como o ninja habilidoso que era, colocou-se na posição de observar o ambiente a sua volta.

Haviam balões para todos os lados, assim como uma mesinha na sala com um bolo e vários docinhos. Não era comum para uma família em Konoha comemorar aniversários tão abertamente e isto era realmente estranho para o Hatake. As crianças corriam de lado para o outro e dentre elas a própria Mirai, que era um pequeno furacão. Ria e falava alto. Kakashi se sentia bem desconfortável com crianças por perto. Isto por que sabia o quanto elas eram abobadas em sua maioria e mimadas pelos pais. Nem mesmo na infância entendia esta devoção dos pais para com seus filhos. Principalmente pelo quadro que se instalou á respeito de seu próprio pai.

No meio da sala, sentados no sofá, estavam o próprio Asuma, assim como Gai, Genma, Obito e Hayate, bebendo cerveja, rindo e falando alto. O ambiente estava bem alegre e seria mórbido para qualquer pessoa se soubesse que aquela mesma manhã, Kakashi havia matado quatro homens a sangue frio com seu Chidori, durante uma missão da Anbu e que havia chegado á Konoha ainda com o sangue deles impregnado em suas roupas. Reportou a missão ao Hokage, Namikaze Minato e ainda levou as roupas para a lavanderia. Era nisto que ele era bom: assassinato. E era tolice para ele estar ali.

Na cozinha, Rin ajudava Kurenai e Anko a prepararem os lanches á serem servidos, totalmente alheias a presença do Hatake. Falavam sobre seus relacionamentos e da gravidez da antiga Nohara e ela contava o quanto Obito estava bobo em ser papai. Kurenai falava enquanto contava de como foi o parto de Mirai e Anko somente escutava, por não ter sido mãe ainda e nem desejar isto. Ainda assim, era um papo descontraído e alegre. Foi quando Rin comentou:

- Eu chamei Kakashi ontem para vir aqui.

Nesta hora, Kurenai quase engasgou com a sua bebida e Anko arregalou os olhos:

- Rin, você está louca?

A mulher de Asuma falou baixo e perplexa para a amiga que pareceu desejar se desculpar, ainda que soubesse que isto não mudaria o passado. Kurenai havia sofrido muito em seu casamento de início, por causa de Kakashi e não desejava encontra-lo na rua, que dirá tê-lo dentro de sua casa:

- Não se preocupe. Eu sei que ele não vem.

- Ah Rin, lógico que sim... – Kurenai deu um suspiro como se fosse óbvia a afirmação – Ele iria até a lua pegar uma pedra por você se quisesse...

Rin corou com a afirmativa. Pois não gostava de pensar nisto e sequer de ter estas coisas sugeridas. Era incrível com como o clima ficou pesado pela simples menção de Kakashi ali:

- Não diga estas coisas, Kurenai. Acha mesmo que o Kakashi viria aqui só por que pedi?

- Olha só florzinha... – Anko, que se recostou na saída da cozinha com sua taça de vinho na mão, entrou na conversa ao ver Kakashi – Se tivéssemos feito uma aposta, você perderia. Falando no diabo...

As outras duas foram até Anko e arregalaram os olhos ao perceber Kakashi ali. Irritada, era isto o que Kurenai sentia. Como se pudesse ir até ele e esbofeteá-lo só pelo fato de ele ter ousado pisar ali dentro, provocativo. Também sentiu tristeza por Rin ter tomado aquela atitude sem nem lhe consultar. Do outro lado da sala, porém, já havia uma pessoa tão desconfortável, quanto irritada pela presença do grisalho:

- O que ele faz aqui? – Asuma comentou entre dentes, tirando seu cigarro da boca e soltando toda a fumaça com um ódio crescente, que somente olhar para Kakashi lhe trazia a vontade de quebrar aquela postura arrogante e mandar o homem para o inferno:

- Asuma... Relaxa. O Kakashi é um shinobi como nós. Não faz sentido sentir tanta raiva de um companheiro de vila e destruir o vigor e a paixão que está sentindo hoje!

Gai respondeu estufando o peito e com um sorriso enorme no rosto. Ele por si, não achava Kakashi tão ruim quanto todos falavam, mas podia ver que ele era uma pessoa que por dentro era bem quebrada. E mesmo que por anos tenha tentado firmar uma rivalidade com o mesmo, sabia que ele não lhe dava ideia. Obito sorriu sem jeito para o Sarutobi e tocou o seu ombro:

- Eu conheço bem o Kakashi e sei que ele não veio para provocar. A Rin me contou que chamou ele?

- Rin? – Asuma levantou uma sobrancelha e voltou a tragar o seu cigarro – Tome cuidado com ele. Sabe muito bem o motivo. Não deixe nem Rin sozinha com ele.

Obito ficou ainda mais desorientado:

- Não diga isto, fomos do mesmo time por anos. Ele nunca faria isto...

- Nunca? – Genma riu – Todo o mundo sabe que o Kakashi ainda gosta dela, Obito. Acha que se fosse você pedindo ele teria vindo?

Obito não gostava de pensar em Kakashi desta maneira, mas sabia que até para os padrões de Kakashi isto seria baixo demais. Enquanto os homens e as mulheres se distraíam, uma pequena e sorridente Mirai se aproximou do Hatake:

- Brinca comigo, tio?

O olhar de Kakashi era de frieza para aquela pequena criaturinha que por um breve momento deu um passinho para trás, antes de sorrir novamente em sua inocência. Kakashi se abaixou para perto da menina e no mesmo instante, toda a festa se armou com a tensão de que ele fosse fazer algo com a garotinha e antes que ele piscasse os olhos, Asuma já havia voado até ele e o prensado na parece pela gola da blusa:

- Não chegue perto da minha filha! Escutou bem?

O Sarutobi espumava pela boca e Mirai se assustou com aquela situação começando a chorar. Kurenai saiu da cozinha apavorada com a confusão, pedindo para que Asuma ficasse calmo. Kakashi não esboçava nenhuma reação:

- Vai... Me bate. É isto o que você quer, certo? – Kakashi provocou, calmamente, sem alterar seu tom de voz – Faça o que quiser, mas se não fizer certo, quem vai lhe bater sou eu...

- Como é que?!

- Asuma, chega!

- Pessoal, fiquem calmos!

Kakashi percebeu Rin aflita em um canto, e se desarmou ao ouvir sua voz. Outros se aproximaram tentando tirar Asuma de perto dele e Kurenai correu até a filha tentando acalmá-la:

- Não! Eu não quero você aqui, entendeu? Ninguém quer você aqui, Kakashi! Não percebe que todos detestam você? Por você ser este babaca e escroto? Acha mesmo que alguém te quer aqui?! Acha mesmo que eu ia permitir que fizesse qualquer coisa para Mirai? Pode ser este filho da puta com todo o mundo nesta sala, mas não com a minha filha!

Asuma despejava tudo como se cada palavra significasse um punhal que era cravado no coração cheio de espinhos do Hatake, que ouvia tudo em silêncio. Como se precisasse que Kakashi se ferisse de alguma maneira, como ele feriu a ele e sua família uma vez. Quando ele acabou, Kakashi tirou as mãos do homem de suas roupas e abriu a sua própria mão, revelando dois sinos amarrados em uma linha vermelha.

Kakashi tinha um olhar mortal e sabia que aquilo desarmou não somente Asuma mas todos que acreditavam que ele seria um idiota com uma criança. Aqueles eram os sinos que foram usados por várias gerações para testarem os times dignos de se tornarem ninjas:

- Eu só ia mostrar isto para ela.

E em dizer mais nenhuma palavra, Kakashi deixou a casa, assim como também havia deixado todos em um silêncio sepulcral, antes que caísse para as ruas de Konoha...

**

Ele sabia que era uma pessoa desprezível, mas nem mesmo quando tentava ser gentil, conseguia. Sempre falhava. Estava cansado de crianças e se visse mais uma, seria capaz de entrar em uma briga com um adulto para extravasar aquela raiva. Ele não queria admitir o quanto aquelas palavras o deixaram puto. Ele não queria admitir que era tudo aquilo. Kakashi somente queria se enfiar em algum buraco e desaparecer.

Aquilo foi um erro e seu sentimento por Rin o havia levado a aquela situação embaraçosa.

Caminhou pelas ruas, frustrado, mas quando se aproximou de casa, percebeu que havia alguém na varanda de sua casa. Era tudo o que ele precisava: invasores.

Do jeito que estava, acabaria com eles em segundos. Estava escuro e ele não podia ver quem era. Mas foi se aproximando que a pessoa se levantou e abaixou o capuz de seu manto, se revelando uma mulher negra, muito bonita. Ela parecia aflita, mas parou no mesmo lugar, ao perceber o olhar daquele que se aproximava:

- Quem é você? – Kakashi deu um ultimato para a mulher se aproximar:

- Você é Kakashi, certo? – A voz dela estava embargada, em desespero:

- Se não sair do meu caminho agora, eu acabo com você! O que quer aqui?

- Eu preciso da sua ajuda! Por favor, me escute! Não se lembra de mim?

Os olhos negros da mulher se encontraram com os dele e a mulher se aproximou:

- Eu deveria? – Kakashi suavizou sua voz, ainda que a frase saísse com desprezo – Escuta, eu não tenho tempo para besteira, certo?

- Eu sei. Você não se lembra... Eu já esperava...

- Devo lhe avisar que você invadiu Konoha e que posso lhe prender por isto.

Kakashi passou por ela, ignorando-a, indo até a varanda da casa e a mulher foi atrás. Sentada nas escadinhas, o grisalho percebeu uma figura um pouco menos, com as mãozinhas no rosto e olhando para o mesmo, como se olha para uma nuvem no céu. Era uma garotinha negra, de cabelos acinzentados. Mas Kakashi a ignorou também:

- Ela é minha filha! Está em perigo! Querem matá-la! Eu não tinha mais á quem recorrer!

- Então veio ao lugar errado, moça. Eu não tenho o menor jeito para salvar ninguém e nem obrigação.

- Ela é só uma criança! Tem homens maus atrás da minha filha, eu não quero que ela morra! – A voz da mulher era cada vez mais apavorada e as lágrimas escorriam de seu rosto, mas ela se mantinha firme – Eu só posso contar com você para protege-la, por que eu não posso...

A menina estava em silêncio, enquanto via a mãe chorar na frente daquele homem, que parecia não querer ela ali. Ela puxou a roupa da mãe, com os olhos grandes arregalados, chorosa também:

- Você não se lembra de mim... Ela... Ela é sua filha, ok?

Kakashi riu por trás de sua máscara, com ironia:

- Isto agora é apelação...

- Acha que eu colocaria a minha vida e a dela em risco se isto não fosse verdade? – A mulher o confrontou – Se lembra da sua missão? Nós... Ficamos juntos e eu...

- Escuta, eu fiquei com muitas mulheres... – Ele não sabia quem era aquela mulher, mas do jeito que estava, somente queria entrar para dentro de casa e já que ela não lhe permitia, teria de receber tudo – Acha que eu me lembraria de você em especifico? Logo uma estrangeira e sua filha muda? -  A mulher segurou as lágrimas se mantendo firme. Aquela era a pior coisa que Kakashi poderia ter dito:

- Ela é sua filha também... E é uma estrangeira. Você aceitando ou não... Ela vai morrer...

O mascarado olhou bem para a mulher com seu olhar caído:

- Cai fora... Antes que eu chame a Anbu para vir cuidar de você.

E entrou para dentro de casa, trancando a porta, deixando as duas ao relento na noite fria de outono. Ele havia sido legal demais para uma noite e foi pessimamente recompensado. Somente queria tomar um banho e dormir...

 

**

 

Quando amanheceu, Kakashi acordou com o som dos pássaros e um gosto amargo na boca... Sua cabeça estava pesada e sentia uma dor absurda. Ele se levantou, desejando esquecer a noite anterior e a maluca que apareceu em sua porta. Jogou um pouco de água no rosto e desceu as escadas até a cozinha. Onde preparou um chá forte, tomando-o em seguida. O silêncio de sua casa era quebrado somente pelos barulhos externos e estava acostumado com o silêncio e no momento, era tudo o que desejava.

Mais tarde, leu um pouco e se preparou para a sua próxima missão, vestindo o seu uniforme de jounin normal. Saiu pela varanda e ouviu um ganido baixinho, como um gatinho...

Foi quando olhou para o lado e se assustou com o que viu.

A garotinha da noite anterior ainda estava ali, mas sem a mulher por perto. Ela estava sentada na varanda, com a cabeça entre os joelhos escondida e tinha as pernas nuas tremendo, apesar de estar com um casaco de frio. A garotinha foi deixava ali na sua porta ao relento, pela própria mãe...

- O que faz aqui? – Ele indagou sério, ainda se reação, apenas incrédulo por baixo de sua máscara. Foi quando a menina levantou a cabeça, e ficou assustada em ver ele e se afastou, com os olhos arregalados. Neste momento, Kakashi viu um pequeno papel preso embaixo da mochila gasta da pequena e se aproximou lentamente para pegá-lo.

Era uma carta.

Aparentemente da mãe da menina. Conforme lia o seu conteúdo, Kakashi sentia uma angustia crescente dentro de si:

“ Eu sabia que você não iria ajudar e não irei lhe pedir nada para mim, como nunca havia feito. Mas por favor... Cuide da Rose. Eu não suportaria que ela morresse como eu. Meu destino vai estar selado no momento em que eu retornar para o nosso país, mas minha filha precisa ficar a salvo... Ela é tudo o que tenho. Meu bem mais precioso... Ela é sua filha. Não peço que seja um pai... Mas ao menos um protetor.

Adeus Kakashi Hatake.

 

Lore.”


Notas Finais


Confesso que foi dificil terminar de escrever este capítulo, mesmo que esta cena estivesse na minha cabeça, focada.

O que acharam?

Até a próxima! Beijinhos


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