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História A Granger Diary - Capítulo 40


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Notas do Autor


Oi gente!!
Tô meio sumida porque ando ocupada demais escrevendo o final de New Horizon, trabalhando e pensando em novos projetos. Mas vou tentar atualizar algumas fics minhas essa semana.
Então boa leitura e divirtam-se com nossa sabe-tudo.

Capítulo 40 - Capitulo 40


GD cap 40

Querido Diário,

Eu seria a última pessoa no mundo a admitir isso. Mas eu realmente estou fora do controle. Meu estresse,meu nervosismo, eu estou perdendo o controle sobre a minha mente. Exausta é uma palavra muito pequena pra expressar o quanto eu estou cansada desse ano. Só quero que ele termine. E de preferência que Black seja preso de novo.

Semana que vem são os exames finais e tenho medo de confundir uma matéria com a outra na hora das provas. São 11 matérias pra estudar. É coisa demais pra eu absorver. Estou com medo. E no meio do furacão ainda tem a história do Bicuço, que provavelmente será assassinado na nossa frente.

Só quero que termine logo. Até…

E a semana de provas começou… 

A semana dos exames começou e um silêncio anormal se abateu sobre o castelo. Os alunos do terceiro ano saíram do exame de Transfiguração na hora do almoço, na segunda-feira, cansados e pálidos, comparando respostas e lamentando a dificuldade das tarefas propostas, que incluíra transformar um bule de chá em um cágado. 

Hermione irritou os colegas ao comentar que seu cágado parecia mais uma tartaruga, o que era uma preocupação mínima diante das preocupações dos demais.

 – O meu tinha um bico no lugar do rabo, que pesadelo... 

– Era para os cágados soltarem vapor? 

– No final, o meu continuava com uma pintura de salgueiro estampada no casco, vocês acham que vou perder pontos por isso? 

Ainda assim, Mione ficou preocupada. 

Depois de um almoço apressado, os garotos voltaram direto para cima para fazer o exame de Feitiços. Hermione estava certa; o Prof. Flitwick realmente pediu feitiços para animar. 

“Ainda bem que consegui aprender a tempo…”

Depois do jantar os alunos voltaram às salas comunais, não para relaxar, mas para começar a estudar Trato das Criaturas Mágicas, Poções e Astronomia.

E a semana foi passando bem para hermione até chegar o penúltimo exame, de DCAT. O Prof. Lupin preparara o exame mais incomum que eles já tinham feito; uma espécie de corrida de obstáculos ao ar livre, debaixo de sol, em que tinham que atravessar um lago fundo o suficiente para se remar, onde havia um grindylow; em seguida, uma série de crateras cheias de barretes vermelhos, depois um trecho de pântano, desconsiderando as informações enganosas dadas por um hinkypunk, e, por fim, subir em um velho tronco e enfrentar um novo bicho-papão. 

Mione fez tudo com perfeição até o bicho-papão surgir à sua frente,transformado em Minerva McGonagall, com olhar muito decepcionado. 

_ Rid..- ela começou a dizer, mas o bicho papão não deixou. 

_ Você falhou, Hermione- disse o bicho-papão- Tomou bomba em tudo.

A menina olhou com os olhos cheios de lágrimas para a varinha, sem saber o que fazer com ela, e saiu correndo. 

– Hermione! – exclamou Lupin, assustado. – Que foi que aconteceu! 

– A P... P... Profa McGonagall! – ofegou Hermione apontando para o tronco. – Ela disse que eu levei bomba em tudo! 

_ Hermione, acalma, é um bicho papão, lembra?

Demorou um tempinho para Hermione se acalmar. 

Quando ela finalmente se recuperou do susto, os três amigos voltaram ao castelo

Mione ficou furiosa ao ver que Ron se esforçava para não rir. 

_ Mione, você tomando bomba… que seria de nós, pobres mortais então…

_ Olha aqui seu…- disse enquanto subiam as escadas, mas parou tão logo viu o que estava no topo. 

Cornélio Fudge, um pouco suado sob a capa de risca de giz, se achava parado ali contemplando os terrenos da escola. Assustou-se ao ver Harry.

 – Olá, Harry! – exclamou. – Acabou de fazer um exame, suponho? Chegando ao fim?

 – Sim, senhor – disse Harry. 

Hermione e Rony, que nunca haviam falado com o Ministro da Magia, pararam sem jeito um pouco afastados.

 – Belo dia – comentou Fudge, lançando um olhar ao lago. – Que pena... que pena…

O ministro soltou um profundo suspiro e olhou para Harry. 

– Estou aqui em uma missão desagradável, Harry. A Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas exigiu uma testemunha para a execução do hipogrifo louco. Como eu precisava visitar Hogwarts para verificar o andamento do caso Black, me pediram para cumprir esta tarefa.

 – Isso quer dizer que já houve o julgamento do recurso? – interrompeu Rony, adiantando-se. 

– Não, não, foi marcado para hoje à tarde – respondeu Fudge, olhando, curioso, para Rony. – Então, talvez o senhor não precise testemunhar nenhuma execução! – disse Rony corajosamente. – O hipogrifo talvez se salve! 

Antes que Fudge pudesse responder, dois bruxos saíram pelas portas do castelo às costas do ministro. Um era tão velho que parecia estar murchando diante dos olhos deles; o outro era alto e forte, com um bigode negro e fino. Harry concluiu que deviam ser os representantes da Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas, porque o velho bruxo apertou os olhos na direção da cabana de Hagrid e disse com voz fraca: 

– Ai, ai, estou ficando velho demais para isso... Duas horas, não é, Fudge? 

O homem de bigode mexia em alguma coisa no cinto; Harry olhou e viu que ele passava um dedo largo pela lâmina de um machado reluzente. 

Rony abriu a boca para dizer alguma coisa, mas Hermione cutucou-o com força nas costelas e indicou com a cabeça o saguão de entrada.

 – Por que é que você não me deixou falar? – perguntou Rony, aborrecido, quando entraram no saguão para ir almoçar. – Você viu? Já prepararam até o machado! Isso não é justiça! 

– Rony, o seu pai trabalha para o Ministério, você não pode sair dizendo essas coisas para o chefe dele! – respondeu Hermione, mas ela também parecia muito contrariada. – Desde que hoje o Hagrid mantenha a cabeça no lugar e defenda o caso direito, eles não terão possibilidade de executar o Bicuço... 

Mas Hermione não acreditava realmente no que estava dizendo. À volta deles, as pessoas falavam excitadamente enquanto almoçavam, antegozando o fim dos exames àquela tarde, mas Harry, Rony e Hermione, absortos em suas preocupações com Hagrid e Bicuço, não participavam das conversas. 

Depois do almoço a menina foi para seu último exame, estudo dos trouxas. 

Depois da prova, Mione foi para o salão comunal, onde esperou Ron e Harry. Ron apareceu primeiro. 

_ Oi.

_ Oi. Fez bom exame de estudo dos trouxas?

_ Uhum, e voce?

_ A Sibilia é uma charlatã. Só falar um monte de bobagens que ela aceita. Nunca vi nada numa bola de cristal. 

Mione deu uma gargalhada, mas parou ao ver uma coruja deixar cair um bilhete na mão dela. 

Perdemos o julgamento do recurso. Vão executar Bicuço ao pôr do sol. Vocês não podem fazer nada. Não desçam. Não quero que vocês vejam. Hagrid 

Pouco depois, Harry apareceu na sala. 

– Bicuço perdeu – disse Rony com a voz fraca. – Hagrid acabou de nos mandar isso. 

Harry leu o bilhete. 

– Temos que ir – disse Harry na mesma hora. – Ele não pode ficar lá sozinho, esperando o carrasco!

 – Mas é ao pôr do sol – disse Rony, que estava espiando pela janela com o olhar meio vidrado. – Nunca nos deixariam... principalmente a você, Harry... 

Harry apoiou a cabeça nas mãos, pensando. 

_Se ao menos tivéssemos a Capa da Invisibilidade... 

– Onde é que ela está? – perguntou Hermione. 

Harry lhe contou que a deixara na passagem da bruxa de um olho só.

 – ... se Snape me vir por ali outra vez, vou entrar numa fria – terminou ele. 

– É verdade – concordou Hermione, se levantando.– Se ele vir você... Como é mesmo que se abre a corcunda da bruxa? 

– A gente dá uma pancada e diz: “Dissendium” – disse Harry. – Mas... 

Hermione não esperou o resto da frase; atravessou a sala, empurrou o retrato da Mulher Gorda e desapareceu de vista.

 – Ah, não acredito que ela tenha ido buscar! – exclamou Rony, acompanhando-a com o olhar. 

Dito e feito. Hermione voltou quinze minutos depois com a capa prateada dobrada com cuidado sob suas vestes. 

– Mione, não sei o que deu em você ultimamente! – exclamou Rony, espantado. – Primeiro você mete a mão em Draco Malfoy, depois abandona o curso da Prof a Sibila... 

Mione corou e sorriu. Pra ela, aquilo era um elogio. 

Depois do jantar, se esconderam sob a capa e desceram. Chegaram à cabana de Hagrid e bateram. O amigo levou um minuto para atender e, quando o fez, ficou procurando o visitante por todos os lados, pálido e trêmulo.

 – Somos nós – sibilou Harry. – Estamos usando a Capa da Invisibilidade. Deixe a gente entrar para poder tirar a capa. 

– Vocês não deviam ter vindo! – sussurrou Hagrid, mas se afastou para os garotos poderem entrar.

 Depois fechou a porta depressa e Harry arrancou a capa. Hagrid não estava chorando, nem se atirou ao pescoço deles. Parecia um homem que não sabia onde estava nem o que fazer. Seu desamparo era pior do que as lágrimas. 

– Querem um chá? – perguntou aos garotos. Suas mãos enormes tremiam quando apanhou a chaleira.

 – Onde é que está o Bicuço, Hagrid? – perguntou Hermione, hesitante. 

– Eu... eu levei ele para fora – respondeu Hagrid, derramando leite pela mesa toda ao tentar encher a jarra. – Está amarrado no canteiro de abóboras. Achei que ele devia ver as árvores e... e respirar ar fresco... antes…

 A mão de Hagrid tremeu com tanta violência que a jarra de leite escapuliu e se espatifou no chão. 

– Eu faço isso, Hagrid – ofereceu-se Hermione depressa, correndo para limpar a sujeira. 

– Tem outra no armário de louças – falou Hagrid, sentando-se e limpando a testa na manga. Harry olhou para Rony, que retribuiu seu olhar com desânimo.

 – Tem alguma coisa que se possa fazer, Hagrid? – perguntou Harry inflamado, sentando-se ao lado do amigo. 

– Dumbledore... – Ele tentou. Mas não tem poder para revogar uma decisão da Comissão. Ele disse aos juízes que Bicuço era normal, mas a Comissão está com medo... Vocês sabem como é o Lúcio Malfoy... imagino que deve ter ameaçado todos eles... e o carrasco, Macnair, é um velho conhecido dos Malfoy... mas vai ser rápido e limpo... e eu vou estar do lado do Bicuço... Hagrid engoliu em seco. 

Seus olhos percorriam a cabana como se procurassem um fio de esperança ou de consolo. – Dumbledore vai descer quando... quando estiver na hora. Me escreveu hoje de manhã. Disse que quer ficar... ficar comigo. Grande homem, o Dumbledore... 

Hermione, que andara vasculhando o guarda-louça de Hagrid à procura de outra leiteira, deixou escapar um pequeno soluço, rapidamente sufocado. 

Ela se endireitou com a nova leiteira nas mãos, lutando para conter as lágrimas. 

– Nós vamos ficar com você também, Hagrid – começou ela, mas o amigo sacudiu a cabeça cabeluda. 

– Vocês têm que voltar para o castelo. Já disse que não quero que assistam. Aliás, vocês nem deviam estar aqui... Se Fudge e Dumbledore pegarem você fora do castelo sem permissão, Harry, você vai se meter numa grande confusão. 

Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto de Hermione, mas ela as escondeu de Hagrid, ocupando-se em fazer o chá. 

Então, quando apanhou a garrafa de leite para encher a leiteira, ela soltou um grito. 

–Rony!... Eu não acredito... é o Perebas! 

O queixo de Rony caiu. 

– Do que é que você está falando? Hermione levou a leiteira até a mesa e virou-a de boca para baixo. 

Com um guincho frenético, e muita correria para voltar para dentro da jarra, Perebas, o rato, deslizou para cima da mesa. 

– Perebas! – exclamou Rony sem entender. – Perebas, que é que você está fazendo aqui? Ele agarrou o rato que se debatia e segurou-o próximo à luz. Perebas estava com uma aparência horrível. 

Mais magro que nunca, perdera grandes tufos de pelos que deixaram pelado seu corpo, o rato se contorcia nas mãos de Rony como se estivesse desesperado para se soltar. 

– Tudo bem, Perebas! – tranquilizou-o Rony. – Não tem gatos! Não tem nada aqui para te machucar! 

Hagrid se levantou de repente, os olhos fixos na janela. Seu rosto, normalmente corado, estava da cor de pergaminho. 

– Aí vem eles…

 Harry, Rony e Hermione se viraram depressa. Um grupo de homens descia os distantes degraus, à entrada do castelo. À frente vinha Alvo Dumbledore, a barba prateada refulgindo ao sol poente. 

Ao seu lado, caminhava, a passo rápido, Cornélio Fudge. Atrás dos dois vinha o membro da Comissão velho e fraco, e o carrasco, Macnair. 

– Vocês têm que ir embora – disse Hagrid. Cada centímetro do seu corpo tremia. – Eles não podem encontrar vocês aqui... Vão agora... Rony enfiou Perebas no bolso, e Hermione apanhou a capa. 

– Eu vou abrir a porta dos fundos para vocês – disse Hagrid. Os garotos o acompanharam até a porta que abria para a horta. 

Harry se sentiu estranhamente irreal e mais ainda quando viu Bicuço a poucos passos de distância, amarrado a uma árvore atrás do canteiro de abóboras. O hipogrifo parecia saber que alguma coisa estava acontecendo. Virou a cabeça de um lado para o outro e pateou o chão nervosamente. 

– Tudo bem, Bicucinho – disse Hagrid com brandura. – Tudo bem... – E se virando para Harry, Rony e Hermione. – Vão. Andem logo. Mas os garotos não se mexeram. 

– Hagrid, não podemos... – Vamos contar a eles o que realmente aconteceu... – Não podem matar Bicuço... 

– Vão! – disse Hagrid ferozmente. – Já está bastante ruim sem vocês se meterem em confusão! 

Os garotos não tiveram escolha. Quando Hermione jogou a capa sobre Harry e Rony, eles ouviram as vozes na entrada da cabana. Hagrid ficou olhando para o lugar de onde os garotos tinham acabado de sumir. 

– Vão depressa – disse, rouco. – Não fiquem ouvindo…

 E Hagrid tornou a entrar na cabana no momento em que alguém batia à porta. Lentamente, numa espécie de transe de horror, Harry, Rony e Hermione contornaram a cabana de Hagrid sem fazer barulho. 

Quando chegaram do outro lado, a porta de entrada se fechou com uma batida seca. 

– Por favor, vamos nos apressar – sussurrou Hermione. – Não posso suportar, não posso suportar…

 Os três começaram a subir a encosta gramada em direção ao castelo. O sol ia se pondo depressa agora; o céu se tornara cinzento, sem nuvens, e tinto de púrpura, mais para oeste havia uma claridade vermelho-rubi. Rony parou muito quieto.

 – Ah, por favor, Rony – começou Hermione. – É o Perebas... ele não quer... parar... Rony se curvou, tentando segurar Perebas no bolso, mas o rato estava ficando furioso; guinchava feito louco, virava e se debatia, tentando ferrar os dentes nas mãos de Rony. 

– Perebas, sou eu, seu idiota, é Rony. Os garotos ouviram a porta fechar às suas costas e o som de vozes masculinas.

 – Ah, Rony, por favor, vamos andando, eles vão executar o Bicuço! – murmurou Hermione. – OK... Perebas, fique quieto... 

Eles avançaram; Harry, como Hermione, estava tentando não escutar o ruído surdo das vozes às costas deles. Rony parou mais uma vez. 

– Não consigo segurar ele... Perebas, cala a boca, todo mundo vai nos ouvir... 

O rato guinchava alucinado, mas não alto o suficiente para abafar os ruídos que vinham do jardim de Hagrid. Ouviu-se um rumor indistinto de vozes masculinas, um silêncio e então, sem aviso, o som inconfundível de um machado cortando o ar e se abatendo sobre o alvo. Hermione vacilou. – Executaram Bicuço! – murmurou ela para Harry. – Eu n... não acredito... eles executaram Bicuço!

Ron então delicadamente passou a mão livre pelos cabelos de Hermione, e ela não o afastou. 

E por um ou dois segundos, apenas queria ficar ali, sendo consolada.

 


Notas Finais


Mione, a gente sabe que você quer ser consolada pelo ruivo, nós todas queremos rsrsrs
Em breve tem mais!!


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