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História A Guarda-Costas - Capítulo 5


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Novo Capítulo!

Capítulo 5 - Jogos de Sedução (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction A Guarda-Costas - Capítulo 5 - Jogos de Sedução (Parte 1)

_Sexta-feira 3:21 PM_

Pov's Alice Smith:

Totalmente paralisada, essa é minha condição no momento. A cena do beijo, ainda fresca na minha mente, me impede de me mover.

Confesso que estou com vontade de simplesmente ir ao quarto e agarrar a mulher que lá está, mas meu corpo não reage a nenhum dos meus comandos.

Há diversos pensamentos passando pela minha mente agora, mas confesso que nenhum deles é decente para se dizer em voz alta.

O que será que pessoas com poderes de telepatia iria dizer sobre? Aposto que algo não muito bom.

Minha respiração ainda não voltou ao normal, meu peito sobe e desce, e meu coração, bem, ele está quase saindo de mim.

O sorriso em meu rosto só prova o quão bom foi esse pequeno momento. O lugar a minha volta continua pegando fogo.

Me sinto uma imunda por está tendo pensamentos perversos com a minha guarda, mas, não é como se eu conseguisse simplesmente parar de tê-los.

Temos uma tarde inteira livre ainda, certo? Eu poderia tentar aproveitar ela da melhor maneira possível. Só que, algo me diz que eu não devo nem me atrever.

Um possível problema que possa ter ocorrido... Como posso explicar? Entre as minhas pernas. Deus! Por que estou sentindo isso? Deveria me punir por estar desse jeito com um simples beijo?

Parando para pensar melhor agora. Como vou olhar na cara de Tzuyu depois desse momento? Pelo menos pelas duas últimas semanas? Será que vou controlar meus instintos?

Como se apaga o fogo de alguém? Talvez com um belo banho, mas temos mais um problema, tenho que passar pela mulher causadora desse fogo que está em mim agora.

Devo simplesmente ignorar a presença dela e sair correndo para o banheiro? Minha cabeça não para de processar diversos pensamentos sobre a situação em que me encontro.

Ainda instável, fraca e um com um certo incômodo, eu me levanto do chão, pego o prato e as duas xícaras e vou em direção a cozinha.

Deixo as coisas lá e vou para a sala, meu nervosismo aumenta. Ainda estou um pouco tonta pelo acontecido, mas minha mente já está recuperando sua sanidade.

Começo a me senti um pouco envergonhada, sinto até mesmo minhas bochechas queimarem. Apesar de que não tem ninguém aqui com o poder de ler mentes (eu espero), me bate a vergonha de ter tido aqueles pensamentos impróprios.

Realmente! Não deveria esta me culpado por algo incontrolável, algo natural do ser humano e que pode acontecer com qualquer um que já tenha um certo entendimento, mas é um tanto vergonhoso pra mim.

Depois de breves minutos me culpa e criando coragem, finalmente resolvo subir para o quarto.

Minha mente está clareando cada vez mais, o que me faz ficar ainda mais envergonhada e me questionando se alguém viu ou ouvir.

Eu literalmente joguei tudo pro ar e parti para a ação, mas devo ter plena consciência de que isso não afeta diretamente a mim. Se meu pai souber desse acontecido, talvez ele queira mandar Tzuyu embora.

A culpa está começando a bater na porta da minha consciência e isso tá começando a pensar pra mim.

Finalmente a porta do meu quarto, respiro fundo mais uma vez e dou duas batidas na porta. Um buraco seria a melhor escolha pra mim agora, enfiar minha cabeça nele e fingir que nada aconteceu.

Talvez seja isso! Fingir que nada aconteceu. Devemos esquecer e voltar a relação de profissionais.

Foi tão difícil conquista a Tzuyu. Ela sempre cria uma barreira em sua volta. Eu consegui quebrar ela e coloquei tudo a perder com o maldito desejo. 

- Você tá bem? - A mulher pergunta.

Eu sai totalmente da realidade. Agora ela está na minha frente, me vendo com uma cara de patética.

- É... - Tento formular alguma frase, mas nada além de grunhidos saem da minha boca.

Tzuyu solta uma risada alta, me pegando de surpresa. O sentimento de estranheza me invade. Como ela pode agir assim depois do que aconteceu.

- Você é muito engraçada - Ela fala depois da crise de riso.

- Já disse que seu senso de humor é estranho? - Apesar de ter estranhado o seu comportamento, estou mais aliviada.

- Diversas vezes. Quase nunca te vejo ficar envergonhada ou nervosa, consegui essa rara cena duas vezes hoje. Posso dizer que meu dia está ganho - Comenta e se encosta no batente lateral da porta.

- Gosta de me deixar envergonhada? - Pergunto e ela sorri em confirmação.

- Você fica fofa - Aperta minha bochecha.

- Não fico não! E você não me deixou nervosa - Falo e ela revira o olho.

- Pare de tentar ser a garota alto confiante perto de mim Alice Smith. Eu sei como te deixar bem nervosa - Ela fala e aproxima seu rosto do meu. 

Acabo de descobrir que todas as minhas suspeitas sobre ela fazer de propósito foram confirmadas.

- Duvido! - Falo tentando manter minha posse.

Quem eu quero enganar aqui? É óbvio que só sua presença me deixa desconcertada. Tzuyu sabe muito bem disso e agora eu acabei de dar bandeira branca para ela esfrega na minha cara de todas as formas possíveis, o quanto ela me tem em sua mão.

- Posso te provar em alguns minutos, mas, parece que você me lançou um desafio, proponho um mês tentando te deixar envergonhada de todas maneiras possíveis - Estende a mão.

Proposta tentadora lançada. Só ignorar é a melhor escolha, mas eu sou a pior pessoa para fazer escolhas corretas, principalmente em relação a Tzuyu.

- Aceito! - Aperto sua mão.

Já que a burrada já tá feita, vamos só aproveitar e esperar um milagre divino, que eu acho pouco provável que aconteça.

Que os jogos de tortura comecem e já fiquem avisados que eu vou me ferrar bastante na mão da Tzuyu.


[1° Dia da Aposta]

_Sábado 08:05 AM_

Infelizmente, Tzuyu não esqueceu de sua promessa e o mais impressionante é que meu pai concordou que eu deveria ficar em casa no sábado.

Ontem, depois de "celarmos" a aposta, ela me deixou em paz, mas não posso contar com sua bondade hoje.

O dia está insolarado e todos muito ocupados ajudando o meu pai com a festa na empresa.

A casa está mais vazia e silenciosa do que o normal. Meu pai não confia em qualquer um, então levou alguns dos empregados para ajudar na empresa.

Confesso que tô com um certo medo do que pode acontecer. Aquela mulher com certeza vai aproveitar da situação para fazer sei lá o que.

Ainda é cedo e eu não tomei café. Então aqui estou na cozinha, colocando cereais em uma tigela, junto ao leite.

Tudo tranquilo e na paz por enquanto. Quando sai do quarto, Tzuyu ainda estava dormindo, me dando um tempo para o meu preparo psicológico.

Como o cereal é sem açúcar, vou até o armário para pegar o "tempero" final.

Tudo bem! Algo deveria dar errado, porque estamos falando de mim e da minha pouca altura. A droga do pote está longe de mais do meu alcance.

- Sério? - Falo frustada - Eu consigo! - Volto a me colocar na ponta dos pés.

Força de vontade! É assim que deveríamos nomear esse momento ou só falta de inteligência, também serve.

- Não deveria ficar assim - Aquela voz inconfundível fala ao meu ouvido, levemente rouca e arrastada.

Todos os pelos do meu corpo se levantaram de uma vez, um calafrio percorre toda a minha espinha, minhas pernas ficam bambas. 

Certeza que minha alma saiu do corpo e voltou. Se Tzuyu não tivesse me segurado, eu cairia no chão.

- Que foi? Não está se sentindo bem? - Pergunta cínica.

- Tá tudo bem - Sorrio sem olhar para o seu rosto. Aposto que meu rosto está vermelho agora.

Ela pega o pote e me entrega, depois passa por mim e vai até a geladeira.

Volto a respirar. Não estava prepara para essa versão de Chou Tzuyu em minha frente. Quente, sedutora e extremamente gostosa eu devo dizer.

Coloco o açúcar na tigela e me sento à mesa. Me permito finalmente encarar a mulher.

Ela está com o cabelo solto levemente bagunçado, uma camisa longa, cobrindo até metade de sua coxa e a cara ainda de sono.

Ela termina de preparar um sanduíche, enquanto espera o café ficar pronto.

Meus olhos estão vidrados na cena, ela parece bem distraída e pensativa, enquanto olha em direção a máquina de fazer café.

Apesar dela ter feito, claramente, minha pressão abaixar de uma vez só. Agora ela parece ter voltado ao normal por um breve momento.

Assustador a maneira com em segundos ela mudou sua personalidade. Será que está acontecendo uma espécie de batalha em seu cérebro?

- Não vai comer? - Ela pergunta se sentando na outra ponta da mesa.

- Claro! - Falo e começo a comer.

Ela faz o mesmo e a cozinha fica em silêncio. Não sei bem como explicar, eu estou incomodada com a presença dela, principalmente porque ela está me olhando fixamente, mas não é como se eu quisesse que ela saísse.

- Planos para hoje? - Pergunta descontraída. Não sei definir se sua pergunta é apenas isso, uma pergunta ou se tem uma intenção por trás dela.

- Minha vida é tediosa, dificilmente vai ter algo legal pra fazer. Estou pensando em ficar o dia todo jogando no meu quarto - Respondo.

- Legal - Fala e volta a comer em silêncio.

Tudo normal até agora. Tzuyu voltou a apenas perguntar ou falar pequenas frase e logo depois ficar em um silêncio quase eterno.

Um motivo para mim ficar tranquila? Nada disso! Não vou abaixar minha guarda perto dessa mulher até a aposta acabar.


[2° Dia da Aposta]

_Domigo 2:25 PM_

Estranhamente, depois de ontem de manhã, o dia foi tranquilo, sem provocações da parte da Tzuyu.

Até o momento, tudo ocorrendo normalmente. Agora, estou na aula de francês. Querendo morrer talvez? Uma das aulas mais entediantes na vida.

Tzuyu preferiu ficar fora da sala. Eu estranhei, óbvio, mas não contextei. Chego até a pensar que ela tenha desistido da aposta.

É claro, não posso deixar totalmente de lado a ideia dela esta tramando algo maior para me atacar.

- Terminou os exercícios senhorita Alice? - A professora pergunta e eu assinto - Ótimo! Liberada! - Fala.

Suspiro aliviada. Pego minha mochila e saio do local de tensão e tédio.

Eu espero que Tzuyu não pegue pesado demais comigo. Quem mandou também? Tinha que ser tão competitiva e aceitar a aposta boba?

Não encontro com a mulher do lado de fora da sala. O medo me invadiu nesse momento.

Não posso me deixar abater. Então respiro fundo e sigo para a saída desse lugar. Algumas pessoas passam pela recepção.

Apenas continuo a andar para a saida. Quase chegando no carro, Tzuyu surge do chão e segura os meus ombros.

Poderia mentir e dizer que não tomei um susto daqueles com o ato, mas para que mentir? Além disso, a mulher quase rolou de tanto rir da minha reação.

- Está muito assustada para o meu gosto Lice - Ela fala próximo do meu ouvido.

Isso tá virando uma mania muito recorrente. E até esse presente momento, minha reação é a mesma, pressão abaixando e arrepio até os fios inexistentes do meu corpo.

- Você ainda me mata um dia desses - Falo respirando fundo e com o coração socando o peito de tão forte e rápido que ele está batendo.

- Gosto da suas reações com as coisas que faço e falo - Ela fala e vai em direção ao carro.

Não sei se gosto dela ou apenas estou aturando sua presença.


[3° Dia da Aposta] 

_Segunda-Feira 8:32 PM_

Como uma festa pode ser tão cheia de glamour e tão sem graça ao mesmo tempo?

Olhando pelo lado bom. Faz mais de 24 horas que Tzuyu não me ataca com sua sensualidade e cinismo.

Meus amigos vieram comigo, o que pode me dar uma chance de não ser provocada pela mulher. Que por sinal sumiu a alguns minutos.

- Você tá tão quieta Alice. Isso não é normal - Jimin comenta.

- Quer que eu traga algo pra você? - Dahyun me questiona e se levanta.

- Não precisa Dah - Falo e ela sorri antes de sair.

- Como tá indo com a Tzuyu? - Rosé pergunta.

- Estamos nos dando bem - Respondo.

- O quão bem? - Jimin questiona.

*O suficiente para ela sair me envergonhando em diversos lugares*

- A gente tá se entendendo melhor e conversando mais, ela até me apresentou os amigos dela - Falo.

Olho em direção a mesa de comidas e avisto Dahyun conversando com Tzuyu. A mulher sorridente fala algo no ouvido da Kim, que olha na minha direção logo em seguida, depois volta a encarar a Chou.

*O que está aprontando Tzuyu?*

Contínuo a observar a conversa que elas estão tendo. Parece que Tzuyu está passando instruções a Dahyun. Isso me deixa bem nervosa e com medo do que pode acontece.

- Olha! Dahyun está conversando com a Tzuyu - Rosé fala.

Um papel é entregado na mão da Dubu e ela confirma com a cabeça antes de pegar o prato com algumas comidas, e voltar para a mesa onde estamos.

- Gente! Trouxe comida - Ela fala e coloca sobre a mesa. Jimin e Rosé logo atacam o prato.

Dahyun se abaixa um pouco e me entrega o papel discretamente. Ela me encara por breve segundos antes de se sentar ao lado de Jimin.

Abro o que me foi entregue e leio a mensagem escrita: "Quando a música alta começar, dê uma desculpa qualquer e venha ao meu encontro no 2°andar".

O que ela quer comigo no segundo andar que não pode ser tratado aqui? Curiosidade e preocupação me invadem de imediato.

Posso simplesmente ignorar sua mensagem e seguir a noite aqui, sentada com os meus amigos ou ir até lá e descobrir o assunto a ser conversado.

Então, sem tempo para raciocínio, a música alta começa a tocar e as pessoas vão para a pista de dança.

Jimin se levanta da mesa e puxa Dahyun para dançar. Rosé me encara, esperando uma reação minha.

- Eu vou no banheiro - Falo alto por conta da música. Ela concorda com a cabeça e segue para a pista de dança junto dos outros.

Respiro fundo e tomo coragem para seguir em direção ao elevador. Passo por algumas pessoas no meio do caminho e chego em frente a grande caixa metálica.

Uma mistura de sensações e sentimentos me invadem. Ignorar sua mensagem ou ir ver o que ela quer?

O desejo de ir é grande, mas o medo do que pode acontece também está presente.

*Tzuyu não vai me fazer mal. Ela foi contratada pra me proteger*

Com o pensamento de que Tzuyu é uma pessoa boa eu aperto o botão, e espero o elevador subir. Não posso conviver com a curiosidade.

Em alguns segundos a porta se abre. Entro com presa e pressiono o botão 2. As portas se fecham e logo sinto o elevador se mover.

O nervosismo em mim é tão visível que qualquer pessoa que me ver pelo caminho me entregará ums água com açúcar.

Minha mãos estão trêmulas e as pernas bambas, minha respiração falha e o coração pulsando mais do que nunca.

Começo a bater os pés no chão enquanto aguardo chegar no andar esperado. Alguns segundos na caixa até que a porta se abre e eu saio.

Olho para os dois lados do longo corredor que tenho. Começo a puxar e soltar o ar para tentar me acalmar pelo menos um pouco.

Sinto braços rodarem a minha cintura e me puxarem, meu coração acelera mais do que nunca. Olho pelo canto do olho e vejo que é apenas Tzuyu, meu corpo relaxa.

- Você vai acabar me matando de susto - Falo e coloco a mão no peito.

- Não acho, sua morte será de outra maneira - Fala no meu ouvindo. Usando a merda da voz provocativa.

Ela aproxima o meu corpo do seu. Posso sentir sua respiração no meu pescoço e seu doce perfume.

- Esse vestido em você tem me feito imaginar coisas muito eróticas, sabia? - Ela fala ainda próxima a mim.

Os arrepios no meu corpo são incontroláveis, a tensão no local é criada rapidamente. Impressionante como em poucos dias isso vem se tornando cada vez mais comum.

- Você está muito séria essa noite. Suas expressões concentrada e alerta te deixam muito mais atraentes - Fala e se separa de mim.

- Por que me chamou aqui? - Pergunto e ela sorri de uma maneira safada.

- Você verá - Segura a minha mão e me puxa pelo corredor.




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