História A guerra de Corona - Temporada 2 - Capítulo 21


Escrita por: e BionezZ

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Beemoov, Games, Ma_bimbo, Princesa_pop, Reino_pop_unido
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Palavras 2.343
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Khaled é um nome árabe que significa, basicamente, "imortal"

Capítulo 21 - O imortal e seu golpe colmeia


Fanfic / Fanfiction A guerra de Corona - Temporada 2 - Capítulo 21 - O imortal e seu golpe colmeia

O clima em Corona era tenso, mas havia alegria no ar. Taured era um forte símbolo de esperança e havia uma ansiedade generalizada pela escolha da nova conselheira-chefe da imperatriz de Sunna que havia concedido a aposentadoria tão almejada pela antiga conselheira. Testes seriam feito com os melhores magos e sacerdotes de Corona que desejassem concorrer ao cargo, fossem eles já conselheiros da rainha e quisessem uma promoção, ou alguém que nunca havia servido como conselheiro em lugar nenhum. Claro, havia a remota possibilidade de um homem ser escolhido para o cargo, mas em Sunna isso era raro por mero preconceito de que um homem não podia aconselhar a imperatriz tão bem quanto uma rainha. Não era uma lei, mas era um costume difícil de perder. A escolha do conselheiro se dava por meio de um teste de grupos de magos que lutavam entre si. O grupo vencedor devia demonstrar sabedoria individualmente dando conselhos para possíveis problemas do reino. No final os três melhores se apresentavam à rainha que escolhia qual mais lhe agradava levando em conta o desempenho nos testes e aquele que ela mais se sentisse unida. Isso podia ser adiado, mas Rubi não queria adiar a aposentadoria merecida de sua antiga conselheira.

O evento era uma sensação. Todo mundo queria ver magos e sacerdotes duelando e saber quem seria o braço direito da rainha. Dali a cinco dias, todos saberiam quem seria a segunda pessoa mais importante de Sunna. Quem quer que fosse a escolhida para chefiar o conselho teria muito trabalho pela frente com todas essas batalhas em Corona.

 

Em Vögel as coisas não eram nada tranquilas. Rebeca usava o poder das pedras de Ovembeo, combinadas com sua pouca magia, para aterrorizar os vogeanos e suprimir qualquer tentativa de revolta. Os portais para outras regiões de Corona foram fechados, as fronteiras do reino eram fortemente vigiadas. Amai havia contado para Rebeca que os Cinco Reinos só pretendiam bolar um plano de ataque depois da escolha da nova conselheira-chefe de Sunna. Isso só fez a sensação de poder e vaidade da ex-serviçal se tornar muito maior. Em duas semanas de governo, Rebeca já havia mostrado o quão perigosa e ambiciosa ela era e os conselhos de Benoit soprando em sua mente não amenizavam em nada a situação.

Mas a vaidade é uma conselheira perigosa e Benoit sabia bem disso. A arma roubada em Taured tinha um longo alcance e uma precisão digna de um atirador de elite. Era a arma mais poderosa que já havia criado nesse estilo. Rebeca resolveu então que não havia motivos para se contentar com Vögel quando podia ser simplesmente a maior rainha de todas. E ela tinha o momento perfeito em mente. Durante os testes para o conselho a rainha daquele reino ficava o tempo todo assistindo de seu trono posicionado no melhor local na plateia, cercada por seus guardas e qualquer possível convidado. Ela só precisaria atirar na cabeça da rainha de Sunna com aquela poderosa arma e pronto. Ela seria a nova rainha de todo mundo, incluindo da odiada Salander. Ela mesma cuidaria disso. Não ia dar essa honra para qualquer soldado. Afinal, ela havia treinado tanto que era uma ótima atiradora agora.

- É a melhor ideia que já tive! – Rebeca disse alto se olhando no espelho, sozinha no quarto, cuidando de sua pele que ela achava a coisa mais perfeita do universo. – Claro que não posso contar pra ninguém. Esse bando de invejosos sempre querem o que é meu... Minha beleza, meu poder, minhas ideias.

Benoit ouvi tudo calado. A hora estava chegando. Finalmente Rebeca não era mais útil, não da mesma forma.

Você não vai contar nem pro seu pai? Sabe que ele te apoiaria e até ajudaria você sem pensar duas vezes. Benoit jogou a isca.

- Você tem razão, escravo. Meu pai vai ficar orgulhoso. Sabe que você até que não é totalmente inútil. – Rebeca disse ainda alisando sua pele perfeita.

Naquela tarde Kobalos apareceu do nada, como sempre, para ver sua filhinha maluca e, depois de mostrar à ele todo o progresso de seu novo reino, ela o levou para seu quarto. Amai chegou no castelo e foi atrás de sua amiga para trazer informações úteis. Como sempre fazia, subiu para o quarto de Rebeca, mas estacou no corredor ao ouvir uma voz masculina que ela conhecia já muito bem. Kobalos.

- Filha, você está agitada demais hoje. O que você tem? – Kobalos perguntou e sentiu de novo aquele arrepio que vinha sentindo desde que reencontrara sua filha pessoalmente a duas semanas. Tem algo errado. Mas o que?

Ele é pai dela??? Amai pensou no corredor.

- Querido papai. Eu decidi que esse lugar é pouco para mim. Eu mereço mais, pais. – Rebeca disse.

- Claro que sim, querida. E você terá muito mais, eu prometo.

- Na verdade, eu já sei o que fazer. – Ela disse e olhou com orgulho pro pai. – Eu vou matar a rainha de Sunna e assumir seu lugar durante a escolha da conselheira daqui a cinco dias! Não é perfeito, paizinho?!

Amai cobriu a boca para conter o grito que ameaçava surgir com o susto e saiu silenciosa e rapidamente dali. Ela precisava cumprir seu trabalho antes que fosse tarde.

- Filha, você precisa ser cautelosa. Não subestime o inimigo.

- ELAS É QUE NÃO DEVEM ME SUBESTIMAR! – Rebeca disse levantando da cama num rompante de arrogância. Mas procurou se acalmar e disse: - Olha pra mim pai. Eu sou poderosa, inteligente, forte, guerreira e linda. Não posso me contentar com pouca coisa. O senhor mesmo disse que nós, por direito, devíamos governar este mundo. Então eu vou fazer isso, pai. Eu vou pegar esse mundo pra gente.

- Filha, é um plano arriscado. Eu já subestimei a força de vontade do povo de Sunna uma vez, não posso fazer isso de novo. Além do mais, matar a rainha por sí só não vai fazer de você a rainha. Eu sei que você quer isso. Eu também desejo o poder mais do que tudo. Mas temos que ser espertos.

- Mas, papai... – Rebeca disse como uma criança mimada triste por não ter seu brinquedo preferido em mãos.

Ver sua filha triste sempre fazia o coração de Kobalos amolecer. Nesses momentos até suas barreiras mágicas, que o tornavam tão difícil de atingir, caíam. Ele então se levantou e abraçou a filha. Em uma fração de segundos, algo em Kobalos gritou “perigo!”, mas não dava mais tempo. Ele havia sido pego de surpresa com as barreiras mágicas enfraquecidas. Um círculo de fogo surgiu sob os pés de pai e filha e logo se tornou uma esfera avermelhada. Aquilo era magia de Sunna, mas não era uma magia normal. Sunna era a força da vida. Aquilo se parecia mais com a morte.

- Finalmente vocês serão úteis para alguma coisa.

Uma voz fantasmagórica fora da esfera disse. Uma voz que Kobalos achou que nunca mais ouviria na vida.

- Isso é impossível! Benoit?

- Olá, Kobalos. Ou devo dizer.... Olá falsa Rubi Sunna. – O rosto fantasmagórico de Benoit surgiu do lado de fora da esfera com um sorriso cruel, olhos de fogo puro e pele semelhante ao chão rachado com lava vulcânica abaixo.

- Calma, pai. Ele é meu escravo. Vou ordenar e ele vai me obedecer. – Rebeca disse saindo do choque momentâneo de surpresa.

Mas Kobalos sabia bem que sua filha não tinha forças ou experiência suficiente para controlar um ser tão poderoso.

Como ele ficou tão poderoso? Ele não era tão forte assim...

- Sugando a energia de várias pessoas que sua filha trouxe pra mim. Mas, principalmente, dela. – Benoit disse apontando para Rebeca que estava vermelha de raiva.

- Até sua telepatia está muito forte.... – Kobalos disse assombrado.

- Tem razão numa coisa, Kobalos. – Benoit pronunciou o nome como se fosse a coisa mais nojenta que já vira. – Você subestimou a força de Sunna.

- Seu verme! Como ousa me fazer passar vergonha na frente do meu pai? Solte a gente e vou te mostrar quem manda aqui! – Rebeca explodiu de raiva.

- Boa ideia. – Com um sorriso que mostrava pura maldade, Benoit fez Rebeca sair da esfera e cair a seus pés. – Você queria sentir meu poder não é. Pois eu vou te mostrar meu poder. –Benoit ergueu a cabeça de Rebeca com ambas as mãos. Ela abriu a boca para dizer algo e ele aproveitou. Benoit abriu a boca a pouca distância da de Rebeca e uma energia amarela começou a sair da menina, sendo sugada para ele.

Kobalos tentou gritar para atrair a atenção dos guardas no castelo, mas a energia da esfera parecia sufoca-lo.

Larga ela, seu desgraçado! Ele pensou, sabendo que Benoit o ouvia.

Me obrigue. Benoit enviou a resposta mental com um tom divertido.

Quando Benoit terminou e Rebeca caiu no chão, fraca demais para mover até mesmo as pálpebras, ele se levantou e cutucou ela com o pé.

- Eu poderia estar satisfeito. E estou. Sério. Sua energia me tornou muito forte. Mas, temos um outro assunto para resolver. – Ele disse e chamas avermelhadas surgiram em suas mãos. Ele tocou no rosto dela com a ponta da unha. Apenas o simples toque fez surgir buracos na pele do rosto tão fundos que, em alguns pontos se via até o osso. Rebeca gritava de dor, mas o som não saía do quarto.

Uma barreira mágica de som. Quando ele aprendeu isso? Kobalos pensou.

- Quando sua filhinha burra aqui me trouxe um mago de Irises que eu devorei. – Benoit respondeu sem se afastar de sua diversão sádica.

Quando terminou, o corpo, principalmente o rosto, de Rebeca tinham tantos pequenos buracos próximos que parecia uma colmeia de abelhas.

- Gostei do efeito disso... Acho que vou chamar de “benocolmeia”. Isso é por tentar matar minha rainha. Sua vermesinha insignificante. Você nunca foi e nunca será mais bonita que minha Rubi. Agora sua aparência é tão ridícula quanto você. – Benoit voltou sua atenção para Kobalos. – Eu poderia matar você por ter mentido pra mim me fazendo acreditar que era a minha adorada e por ter causado tantos problemas para ela. Mas eu tenho coisas para resolver antes. Por enquanto...

Dizendo isso ele abriu a boca que se rasgou de um lado a outro da orelha, fazendo sua cabeça inclinar um pouco para trás junto com a mandíbula superior, e drenou rapidamente uma parte gigantesca da energia de Kobalos. Não houve tempo para resistir e Kobalos desmaiou com a dor e a fraqueza. Benoit pegou uma capa de um vermelho escuro do baú que Kobalos mantinha para possíveis necessidades no quarto da filha, colocou nos ombros e saiu sorrateiramente pela escuridão. A uma boa distância do castelo, em um beco escuro, ele abriu um portal fraco, mas eficaz, e foi para um sub-reino de Sunna onde seu alvo estava. Um antigo conhecido de sua família, um comerciante cujo filho havia se tornado mago alguns anos antes da morte de Benoit. Era um homem competente, não levado muito a sério pelos colegas de profissão porque era calmo demais, com memória de peixe e um pouco inseguro. Seria perfeito. Ele conhecia a infância e os amigos do rapaz e, qualquer problema seria atribuído à sua memória fraca. Até o nome do rapaz parecia um sinal divino.

Benoit encontrou o homem de cerca de 40 anos saindo de casa para um passeio noturno. O coitado sofria de insônia a anos. Com uma pancada na nuca, o coitado morreu quase imediatamente. Benoit abriu a boca daquele jeito estranho e sinistro, um vento forte surgiu dela e devorou o resto de energia do rapaz e o corpo também com uma velocidade assombrosa.  O corpo de Benoit foi se tornando mais forte, mais claro, mais físico. Depois de um tempo seu corpo etéreo não era mais etéreo e nem seu corpo. Não o corpo do conhecido Benoit. No lugar da antiga forma física, seu corpo agora era a do pobre mago recém devorado.

Cinco dias depois...

Em Sunna o teste do conselho seguiu normalmente. O público vibrava com o show de magias para todos os lados. Mas um jovem, o último que havia se inscrito no evento, se sobressaiu em todas as etapas e se tornou um dos favoritos rapidamente. No final, para alegria do povo, ele estava entre as três opções da rainha. Rubi se aproximou das duas mulheres de meia-idade e o jovem mago, falou com todos, apertou a mão de todos secretamente testando o quão unida se sentia a cada um. Todos eram fortes candidatos... Seria impossível escolher se não fosse um pequeno detalhe. Quando a rainha conversava e olhava nos olhos dos candidatos, houve união com as duas mulheres igualmente. Mas quando olhou para o mago de cabelos negros, rosto quadrado e olhos dourados, foi quase como reencontrar um amigo de infância, alguém muito importante, alguém de quem ela não poderia se afastar calmamente. Ela nunca o tinha visto antes, então isso só poderia significar uma coisa...

É ele. Ela pensou e se virou tranquilamente e voltou para seu lugar no trono.

- Quero parabenizar a todos os participantes da nossa escolha do conselho. Vocês foram maravilhosos e nos proporcionaram um show de poder, sabedoria, força de equipe e individual. Mas, como sabem, preciso escolher quem estará ao meu lado durante meu reinado me aconselhando sempre que preciso. Então, sem mais delongas, meu amado povo de Sunna, tenho o orgulho de lhes apresentar, Khaled, nosso novo conselheiro-chefe.

Khaled se ajoelhou ouvindo os aplausou, a euforia e o choque de algumas pessoas pela escolha de um homem para o conselho de Sunna, e prestou o juramento de fidelidade à rainha. Rubi não sabia porque, mas sentia que aquele era o ser vivo mais leal à ela que já vira.

No final daquele dia, Benoit estava em seus novos aposentos no castelo Sunna com a maior alegria que já sentira.

Eu sabia que daria certo. Meu novo nome não poderia ser mais perfeito, afinal Khaled significa “imortal” e é o que eu sou... O imortal que os inimigos da MINHA Rubi temerão.


Notas Finais


Gente que capítulo mais.... VIXI
Sabem... Tipo....UAU
Vou aqui fazer um pouco de meditação pra acalmar os ânimos ne.
Até a próxima, povo da Terra!


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