História A Guerra do Abismo (Interativa) - Capítulo 3


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É isso, mais um capítulo. Mas agora chega de prólogos
Fiz uma capinha, algo bem básico. Faço a mínima ideia de como usar PS.
Começo também com um pouco de poesia.
Suas opiniões deixem nos comentários :v

Capítulo 3 - I - Pós-noite


Fanfic / Fanfiction A Guerra do Abismo (Interativa) - Capítulo 3 - I - Pós-noite

À Noite

Eis-me a pensar, enquanto a noite envolve a terra,
Olhos fitos no vácuo, a amiga pena em pouso,
Eis-me, pois a pensar... De antro em antro, de serra
Em serra, ecoa, longo, um requiem doloroso.

[...]

Francisca Júlia

Nessa noite que passou a jovem feiticeira sonhara.

Acordou sentindo a solidão e os beijos do sol na pele. Os olhos lentamente se abriram à medida em que se acostumavam à claridade. Quando pode, olhou ao redor: quase tudo se encontrava em ordem.

A escrivaninha repousava como havia deixado: alguns livros em ordem jaziam em cima; ela, a escrivaninha bege, encostada na parede do quarto, próxima à janela que dava para a rua. Na parede lateral, a estante de livros branca continuava a mesma. Ao lado, o mesmo guarda roupa de sempre. Também o mesmo piso de madeira e o mesmo papel de parede amarelo.

Estaria tudo normal, se não fosse por um quase. Estava sozinha debaixo daquele edredom laranja. Lembrava-se bem de que não tinha dormido sozinho. Sem dúvidas tinha dormido muito bem abraçada com seu namorado, os dois olhando como bobos para o teto.

Notou então o som do chuveiro e se acalmou.

Tão lentamente quanto abrira os olhos ela se levantou, sentando-se à cama. Passou a mão pelos cabelos e, dando último bocejo, dirigiu-se a porta do quarto e abriu-a; saiu, tornando a fechá-la em seguida.

Dirigiu-se para a cozinha. Dos armários brancos tirou uma embalagem de bolachas. Da geladeira, leite. De outro armário na parede, não muito alto, pegou um copo. Encheu o copo com o leite gelado e abriu o pacote com as bolachas. Colocou tudo em cima da mesa pequena mesa de mármore ao centro da cozinha.

Escutou quando o som do chuveiro cessou.

Sorriu e levemente estendeu a mão em direção ao copo antes de levemente pronunciar: “CALESCO¹”. Observou o líquido no copo de plástico começar a borbulhar.

Após poucos segundos ele aparecia na cozinha, ainda usando a toalha para secar os cabelos escuros. Vestia a mesma camiseta preta e jeans escuros que usou na noite passada.

-Cheirando bem, hein?! -Aproximou-se da loira, com um sorriso no rosto, a abraçando. – Falo do café da manhã. Você precisa de um banho.

-Talvez eu estivesse cheirando bem se alguém não tivesse usado meu banheiro sem a minha permissão. -Sorriu maldosa, o abraçando.

-Me desculpa? -Perguntou, aproximando seu rosto ao dela.

-Talvez... -Respondeu, fechando a distância.

Foi um beijo um tanto casto, mas não menos amoroso ou demorado. Seus lábios já estavam acostumados com aquela cadência de movimentos. Já haviam decorado os passos daquela dança.

-Tenho que ir. -Ele disse, pesaroso. -Meus pais encheram o meu celular de mensagens. Eu não voltei pra casa ontem à noite.

Ela estava pronta para retrucar quando se lembrou do leite fervendo. Virou-se de súbito para a mesa.

-Droga... -Murmurou para si.

Tinha esquecido do feitiço e o leite tinha esquentado demais. Estava agora fervendo e a espuma transbordava do copo para a mesa.

Já se encaminhava em direção da mesa para limpar a bagunça que tinha feito quando seu namorado tomou à frente da situação. Aproximou-se da mesa antes dela e rapidamente transferiu o copo para a pia.

-Ei! Eu já ia fazer isso! -Ela olhava-o contrariada.

-E iria acabar toda queimada, cabeça oca.

-É sua culpa, super-idiota! Você me distraiu.

-Minha? Você nem ao menos cancelou a sua magia!

O leite ainda espumava, agora na pia da cozinha.

-Cancellare². -Recitou, em alto e bom tom.

Em um instante o copo parara sua erupção. O leite, ainda quente, acalmara-se; a espuma diminuía de tamanho até desaparecer. Aquela palavra fora um simples feitiço de reversão.

A sujeira na mesa, porém, estava feita. Acercou-se do móvel ao centro da cozinha; havia um pano sobre ele. Com um rápido movimento, tudo estava limpo.

Ele a olhava. Ela, percebendo isso, virou o rosto, fingindo irritação.

-Achei que o super-bebê precisava ir para casa...

Rápido, já ele a abraçava; ela, um rápido beijo lhe dava. Sempre brigavam, isto que o que ocorrera agora nem fora uma briga sério.

Foram até a porta, ela destrancou-a e a abriu. Deram um último beijo, ele se despediu prometendo que se veriam mais tarde. Saiu fechando a porta.

Ele foi embora e ela ficou sozinha. Mas quem eram eles? Ela era Beatriz e ele, Jonathan Kent.

Estavam juntos já há um tempo, desde que os pais da garota foram cruelmente assassinados. Desde que ela descobrira seus poderes, sua magia. Desde então ele esteve com ela e juntos apoiavam-se.

Beatriz realmente não sabia o que teria feito sem ele, e ela tinha certeza que hoje ele ficaria do mesmo modo.

A família dele também muito a apoiou. O pai dele, Superman, tinha contatos com heróis. Alguns deles, heróis ligados às forças místicas e que a treinaram quando seus poderes despertaram. Porém, não pensava muito nesse assunto. Se o fizesse, logo vinham a saudade de sua família e a dor para fazerem companhia às lembranças de sua família.

Voltou para a cozinha, mas parou abruptamente na entrada. Respirou fundo e mentalmente contou de dez para zero; ele deixara a toalha molhada no chão.

Devagar, acalmou-se. Pegou a toalha do chão, foi até a pequena lavanderia de seu apartamento e jogou a peça usada no cesto.

Retornou para seu quarto, tinha o rumo travado em direção ao armário, e deste retirou uma toalha branca e limpa. Realmente precisava de um banho; poderia comer mais tarde.

Já no banheiro pendurou a toalha na parede. Abriu o chuveiro e com a mão testou rapidamente a água morna. “Perfeito.” Pensou para si mesma.

Então, despiu-se das roupas provocantes com as quais tinha dormido e passado a noite com Jonathan. Estas, caíram ao chão e lá ficariam, ao menos por um tempo.

Pensou em talvez se vingar mais tarde, quando se vissem; talvez perdoasse o namorado. Quem sabe?

Entretanto, talvez quem sabe não devesse tê-lo informado do estranho sonho que tivera?

***

Nem todos dormiram.

Ao menos, ela não conseguiu. O silêncio de sua casa era cruel, era um silêncio de solidão. E, com ele, passou a noite em claro.

A lua também tinha feito companhia. Sua luz descera em cascata e infiltrara-se pela janela por toda noite.

Agora, de manhã, era o sol o invasor; aquele não tinha sido convidado. Mas o silencia tinha ido embora e o som da TV o substituíra.

Na tela do aparelho eletrônico, um telejornal: um par, um homem e uma mulher, davam as notícias do dia. Falavam sobre um caso de vigilantes qualquer. “Besteira.” Pensou friamente a garota. A maioria das pessoas se maravilha com heróis; mas, não ela.

Trocou o canal com um ‘click’ no controle. Outro telejornal, falava-se agora de uma tragédia. “Não é problema meu.” Trocou novamente. Era outro telejornal, agora com uma notícia um pouco diferente.

Não sabia o que tinha chamado tanto sua atenção naquilo. Se tinha sido o local, uma catedral, ou as condições do crime, somente um punhado de ossos ainda em roupas encontrado, mas demorou-se um pouco mais com aquela notícia. Contudo, o interesse durou brevemente. Logo desligara a TV. “Não é problema meu.” Relembrou-se.

Mas o que faria agora? O café já havia tomado, assim como o banho. Estas tarefas tinham sido realizadas na ausência de sono.

Resolveu então que sairia. Talvez o sopro matinal de zéfiro ou o canto dos pássaros fizessem-na algum bem. Também faltavam horas antes de ir trabalhar.

Desligou a TV. Deixou o controle sobre mesinha de vidro em frente ao sofá e levantou-se.

Dirigiu-se para seu banheiro. Lá, foi em frente à pia branca. No armarinho de parede, fechado, havia um espelho. Olhou-se.

Ela era Nicolle Deawer Nowak. Era ela quem não confiava em heróis. Era ela que não se importava com o problema dos outros. “Já tenho o suficiente.” Era ela quem passou a noite sozinha e possivelmente passaria o dia também. E assim provavelmente seria seus outros dias.

A jovem tinha algumas leves olheiras por não ter dormido essa noite, mas de resto está bem apresentável. Usava um moletom cinza com um grande bolso frontal, uma peça bastante confortável, e uma calça preta também moletom bem ajustada ao seu corpo.

Abriu o pequeno armarinho. Retirou pasta e escova. Escovou com cuidado antes de limpar a boca e guardar tudo. Olhou-se uma última vez e saiu.

Foi até a porta de sua casa. As chaves à mão.

Ia destrancá-la, mas paro. Refletiu em talvez poupar-se do esforço e simplesmente atravessar a porta. Não seria necessário, destrancar, abrir, fechar, e trancar novamente.

Logo desistiu da ideia. Não era prudente arriscar-se desse modo. Isso poderia matá-la, assim como matou seu pai e matou sua mãe.

Além do que, tinha a certeza de que nenhum herói a salvaria desse destino cruel.

Dando adeus aqueles pensamentos imprudentes, destrancou a porta e saiu. Trancou-a novamente e afastou-se de casa.

Naquela hora da manhã, em Manhattan, o sol não estava forte e a manhã estava um pouco fria. Entretanto ela tinha estado certa: as frias baforadas do vento tinham realmente ajudado a garota. Também poucas pessoas perambulavam aquelas horas da manhã pelas ruas.

Apesar de tudo o que ocorrera ali, com ela e sua mãe, não se mudou.

Começou a andar. Não possuía uma direção certa, apenas andava.

Não demorou a colocar as mãos no bolso. Com uma tirou o celular, com a outra um par de fones de ouvido.

Conectou os fones aos ouvidos e ao celular. Do celular somente precisou destravar a tela e colocar a música, voltando a pô-lo no bolso novamente.

E foi assim. Somente ela e a música dando ritmo ao seu caminhar.

Já havia passado ruas e esquinas quando uma sensação estranha a atingiu. Uma vibração no ar, como uma estranha onda... Parou de súbito.

Não sabia o que era aquilo; tinha a certeza de que nunca havia sentido algo assim. Era surreal.

Tonteando levemente, recostou-se à parede mais próxima. Olhou para o onde se escorava: uma padaria.

“Fome?!....” Não, não podia ser. Ela estava muito bem alimentada e sabia disso.

Em pouco, outra onda daquela sensação a atingia. Desta vez estava preparada e conseguiu sentir a fonte de tudo aquilo.

Subitamente olhou para trás e pode ver somente o vislumbre do que parecia ser alguém, ou algo, dobrando a esquina passada.

“Seriam eles?” Ela refletia. Não sabia, porém, o que sentia diante daquela possibilidade.

Contudo ela sabia que, fosse o que fosse, manter-se-ia impassível diante da situação. Calma era uma de suas grandes vantagens.

Recompôs-se e afastou de seu escoro. Deu meia volta e foi em direção a esquina.Quando chegou, o mesmo de antes ocorria: via somente o vulto de algo a cruzar a esquina.

“Então ele quer brincar, hm?” Uma pena que ela não gostasse de brincar com estranhos.

Resolveu que cortaria caminho, um atalho seria de extrema utilidade.

Andou então até ter cruzado metade do quarteirão. Aproximou-se da parede mais próxima: um prédio de aparência abandonada.

Olhou uma, duas, três vezes para os lados. Tinha que ser discreta.

Estava pronta para dar prosseguimento à caçada quando parou. Talvez fosse melhor que ela não fosse. Era inegável o perigo que estaria correndo.

Logo, entretanto, resolveu continuar com a ideia. Se já estavam seguindo-a, de nada adiantaria fugir. Procurariam por ela mais cedo ou mais tarde. Quem garante que sua casa ainda fosse segura?

Respirou fundo, e, sem hesitações, num único paço atravessou, intangível, a parede do prédio abandonado.

Mas talvez ela não devesse ter ido; talvez desse só ter continuado seu caminho...


Notas Finais


¹Latim para 'Aqueço'
²Latim para 'Cancelar'
É isso. Comentem suas opiniões e continuem mandando fichas. Aguardo ansioso
Qualquer erro me desculpem. Eu tive que reescrever parte do capítulo pois apaguei metade sem querer.
OBS: Esse é o Jonathan Kent - > https://idolwiki.com/pics/NathanielBuzolic/1.jpg


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