História A Guerra do Abismo (Interativa) - Capítulo 8


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui mais um capítulo. Espero que agrade.
Qualquer erro, desculpem-me e avisem-me.

Capítulo 8 - VI - Vingança


Fanfic / Fanfiction A Guerra do Abismo (Interativa) - Capítulo 8 - VI - Vingança

Em pouco tempo o Quinjet já estava no ar.

Os heróis, uniformizados (Billy transformado em Shazam), já estava a bordo. Até Katherine resolvera utilizar o seu. O de Luna era um bem semelhante a da espia Russa, Natasha Romanoff; mas ao invés de um cinto possuía apenas pequenos compartimentos onde guardava facas.

-Para combinar. -A garota declarara, quando aparecera vestida em seu traje cinza com adereços metálicos.

Dos vingadores, eles só receberam desejos de boa sorte. Diferente de Luna é claro, que recebeu diversos beijos de Pietro.

Com todos a bordo e a nave em curso de voo, o sistema de comunicação ativou-se e Fury apareceu no visor:

-Espero que tenham tido uma boa noite de sono! -Sua voz era grave, como sempre. -Essa missão será simples, é hora da S.H.I.E.L.D. testar vocês.

-Achei que tínhamos sido escolhidos porque éramos os certos, careca. -Katherine o interrompeu.

-Mas isso não quer dizer que não possam se aprimorar. -Respondeu-lhe. De fato, este é um dos objetos da equipe.

Sem mais espaços para interrupções, o diretor pode explicar.

Como dito antes, seria uma coisa simples; a S.H.I.E.L.D. teria descoberto uma base de contrabando num pequeno país da Europa Oriental. O objetivo era se infiltrar silenciosamente e, a partir de dentro, adquirir arquivos e provas do crime e assim desmantelar a base. Alguém já os esperava nas proximidades do local, tendo já conhecimento das plantas externas da base inimiga. Alana, porém, como a mais velha, estava encarregada de liderar a missão.

E com isso, Furry desligara. A todos um comunicador tinha sido entregue.

-Então. -Nyashia, como Pantera, dirigiu-se à Alana. -Como vamos fazer?

-Não tenho cem por cento de certeza, ainda quero conhecer a pessoa que nos espera no local da missão. -Explicou. -Mas eu já tenho umas certas ideias...

Segundo as orientações de Alana, Superboy e Shazam (para o desgosto deste) deveriam esperar até o momento do ataque para agirem. A mulher justificou a decisão baseando-se nos poderes dos dois, que acabariam chamando muita atenção numa missão de infiltração.

Ficou resolvido que Nicolle, graças aos seus poderes, seguiria na frente numa rápida missão de reconhecimento.

Com isto, o resto da viagem foi calma. O Quinjet estava em modo automático, pilotando-se furtivamente. Chegaram com quarenta minutos de viagem; a tecnologia do futuro era incrível.

O quinjet, que já estava programado com as coordenadas, pousou perfeitamente no solo e liberou passagem para que os seus tripulantes descessem.

Ordenadamente, eles desceram. Era uma clareira no meio de uma floresta. Fazia um pouco de frio, havia também o som dos animais e outros habitantes daquele local; nada preocupante, porém.

Havia outro quinjet pousado próximo ao local, e, perto do mesmo, outra pessoa aguardava. Podiam ver de longe que era uma mulher, de pele branca e de cabelos loiros. Seu uniforme era claramente de influência gregas-clássicas. Era de um puro branco, adornado com detalhes em dourado; assim como o era as sandálias que usava. Entretanto, não era como uma das longas túnicas usadas pelas mulheres da antiguidade; terminava antes dos joelhos e era claramente uma roupa leve para dar bastante movimento*. Para alguns a jovem pareceria uma musa, descida diretamente do parnaso.

-Vocês devem ser a equipe. -A loira proferiu, calma, à Alana, que vinha na frente da comitiva, assim que se aproximou.

-Sou Alana Jones, a líder. -A mulher estendeu a mão, em um cumprimento amigável.

-Candy Foster Rogers. -Placidamente, a jovem apertou a mão da Jones. -E antes que perguntem, sim, é Rogers de Steve Rogers. Longa história. Mas como estamos em missão, me chame de Elecktra.

Alguns já sabiam o que ela queria dizer. Outros não, mas contiveram o desejo de perguntar. Não era a hora nem lugar. Limitaram-se somente a se apresentarem, os que não a conheciam. Não esqueceram de usar os codinomes, aquilo era uma missão.

A Foster já possuía tudo em mãos, reproduzindo arquivos das plantas externas do local através de um pequeno cartucho holográfico.

-Falando nisso... -Beatriz começou, inquieta. -Onde está a base?

Candy meramente moveu-se, apontando por entre as árvores para o que parecia ser uma formação montanhosa há muitos quilômetros de distância.

-Fica lá, no meio daquelas formações.

-Está bem longe... -Shazam observou.

-Isso é óbvio. -Cortou Beatriz, um tanto rude. -Se pousássemos mais perto comprometeríamos a missão.

-Mas pelo o que parece... -Notou Jonathan, olhando as plantas de perto. -É um castelo?!

-De fato. -Confirmou Candy. -Um castelo abandonado.

Para quem observasse de perto, poderia dizer que os olhos de Luna se iluminaram. Contudo, quem poderia culpá-la? Ela não seria a primeira e nem a última a se deslumbrar na perspectiva de conhecer um castelo, mesmo na perspectiva de o destruir em um possível confronto.

-Não parece haver nenhuma entrada aparente que possamos usar. -Nicolle indagou. -O que faremos?

-Seguiremos com o plano inicial. Você deve ir primeiro e checar o local. -Alana respondeu. -Luna, você deve copiar as habilidades dela e acompanhá-la, certo?

-Certo! -A jovem respondeu, decidida.

-Mas como vamos chegar lá? -Nyashia questionou. -Não há como ir andando até lá...

-Eu posso ajudar com isso. -Informou Beatriz. -Um feitiço de teleportação deve bastar. Só precisam que cheguem mais perto, tudo bem?

O time assentiu, e todos se aproximaram da garota.

-Ei! Não exagerem! -A loira avisou. Alguns estavam ansiosos, visto que nunca tinham lidado com magia antes. Nyashia e Peter eram um tanto descrentes em relação à magia, mas tampouco duvidavam claramente.

Beatriz começou juntou as palmas abertas das mãos e fechou os olhos. Quando os abriu, seus olhos brilhavam numa luz clara e azul. Alguns sons de surpresa se ouviram quando a garota flutuou alguns centímetros no ar.

- In castellum nos leva*. -Pronunciou, numa voz ecoada.

Com as palavras de Beatriz, um círculo mágico brilhante surgiu no solo abaixo do grupo. A paisagem em volta deles começava a mudar, borrar-se, transformar-se. Quando deram por si, estavam entre outras árvores. O castelo agora era bem mais próximo, alguns metros.

A construção era imponente. Grandes torreões ligados por uma imensa muralha de granito esbranquiçado circulavam o castelo, não havia nenhuma passagem aparente por aquela muralha. O castelo em si detinha uma aparência clássica, cercado por vitrais coloridos e grandes janelas. A disposição de vitrais contrastava com o branco marmóreo do palácio.

Com o fim do feitiço, a loira cambaleou um pouco. Jonathan a segurou para que não acabasse caindo.

-É isso. -Finalizou.

-Todos prontos? -Alana perguntou. Todos concordaram em resposta. -Lembrem do plano, Luna e Nicolle devem ir primeiro. A missão não deve ser difícil, mas não quero riscos desnecessários. Usem os codinomes* de agora em diante. Não usem os comunicadores agora, só em caso de emergência; podem ser interceptados.

-Hmmm... -Luna parecia inquieta. -Mas como vamos passar das câmeras? -E apontou inocentemente para a parede próxima da antiga construção: havia duas câmeras próximas, se fossem diretamente seriam vistos.

-Isso deve ajudar. -Alana levantou os braços em direção aos aparelhos, que começaram a tremer. A mulher usava sua telecinese para forçar os aparelhos para o alto. -Não posso demorar. Luna! Nicolle! Vão!

Com isso as duas garotas foram em disparada em direção à base inimiga.

-Luna, eu vou primeiro. -Nicolle avisou. -Espere que eu te chame, então me siga. -A outra jovem concordou.

Nicolle atravessou a parede, Luna aproveitou e copiou os poderes da Nowak. Alguns segundos depois um braço atravessou a parede novamente, indicando um sinal de “siga-me”. Luna aproveitou o sinal e atravessou também.

Voltaram alguns poucos minutos depois, gesticulando para que o grupo viesse. Aproximaram-se enquanto Alana repetia o truque que fizera alguns minutos mais cedo. Seguindo o plano, Superboy e Shazam ficaram para trás. Esperariam a hora certa.

-Quando chegaram mais próximos a parede do local, Beatriz repetiu o feitiço de antes -agora numa escala menor. Logo, os que estavam do lado de fora se encontraram do lado de dentro.

Estavam em um longo e branco corredor, artificialmente iluminado. Não parecia um castelo por dentro. Não havia câmeras naquela parte, Nicolle e Luna tinham se certificado disso.

-E agora? -Luna perguntou em tom baixo.

-Ali. -Nyashia apontou para a grade da tubulação, alto na parede. -Não podemos sair andando por aí.

-Bom trabalho, -Katherine gratificou. -Pantera.

Com cuidado, as sete mulheres e o único garoto conseguiram remover a grade e subir pela tubulação. Candy ia à frente, seguida por Luna, Beatriz, Nicolle, Katherine, Nyashia, Peter e por último Alana, que havia usado sua telecinese e reposto a grade.

Estavam indo bem.

-Devemos procurar por provas agora. -Candy informou. -Mas por onde?

-Siga em frente. -Katherine sugeriu. -Devemos achar alguma coisa.

Todos concordaram com o plano e seguiram. As coisas não estavam indo rápido, era difícil todas se esgueirarem pela tubulação. Foram aproximadamente trinta minutos quando Candy parou de súbito.

-O que foi? -Katherine indagou.

-Ouço vozes. -Todos se calaram em resposta, buscando ouvir também.

Entre as respirações baixas do grupo, puderam ouvir ao longe o som de vozes ecoando pelos tubos. Instintivamente seguiram, havia algo de estranho acontecendo. Ao fim do percurso, chegaram a outra grade de tubulação.

-Então, o que está acontecendo aí? -Nyashia perguntou, quando Candy pôs-se a olhar pelas grades.

-Parece ser uma sala de comando, há telas enormenas paredes e computadores. Tem homens neles. Não parece haver câmeras. -Descreveu Candy. -Tem um homem de pé. Espera aí...

-O que foi? -Foi a vez de Luna perguntar, curiosidade acima de tudo.

-Não pode ser... -Candy estava surpresa. -É Helmut Zemo!

A revelação chocou a todos. Estavam a poucos metros do grande vilão que causou uma guerra civil entre os heróis. O mesmo homem que deveria preso em uma cela.

-Mas o que ele faz aqui? -Katherine questionou. -Era pra ser uma missão simples, apenas acabar com uma base de contrabando.

-Ele estar aqui muda tudo. -Nicolle concordou. -Quais são as ordens.

-Temos que capturar ele! -Decidiu-se Nyashia. -Ele é um assassino, ele matou o meu avô!

-Por mais que me agrade a ideia, não podemos simplesmente atacar assim. -Katherine respondeu. -Devemos contatar a S.H.I.E.L.D.

-Eles vão querer provas. Não vão simplesmente acreditar em nós!

-Pantera está certa. -Alan ponderou. -Se não notaram que ele sumiu até agora é porque não sabem que ele não está mais preso, de alguma forma; precisaremos de provas. Aí contataremos a S.H.I.E.L.D.

Nyashia queria protestar, teimaria na ideia de enfrentar Zemo. Foi interrompida antes mesmo que pudesse dar voz à sua teimosia.

-Estão deixando a sala. -Candy informou as outras. -Acho que é a nossa chance. Eu tenho um drive aqui, podemos acessar os computadores; vamos descobrir o que querem e teremos provas.

-Deixe que eu vá primeiro, posso usar meus poderes e chegar mais rápido. -Nicolle sugeriu. A ideia foi aceita pelas demais. Com esforço, o moderno pen drive foi passado para Beatriz que o passou para Nicolle.

Quando o último dos homens saiu da sala, foi a deixa de Nicolle. Com seus poderes a jovem descera pela tubulação e logo atravessava a parede para a sala. Sem demora fechou a porta de metal da sala, e dirigindo-se para um dos computadores começou a vasculhar.

Para as outras levou um pouco mais de tempo. Mas em pouco tempo conseguiram abrir a grade e descer. Alana resolveu vigiar próxima a porta. As outras acercaram-se de Nicolle para observar o que ela procurava.

-Estranho, não parece haver nada. -Nicolle declarou, enquanto vasculhava as páginas e pastas. -Está limpo.

-Droga! -Katherine exclamou. -Temos que sair! É uma armadilha!

Subitamente as luzes se apagam na sala, luzes de emergência reacenderam-se. As garotas trocaram um olhar, sabiam o que significava.

-Vamos voltar pela tubulação? -Luna perguntou.

-Não dá tempo. -Alana respondeu. -Vamos ter que abrir caminho. Contatem os garotos, peçam que criem uma distração.

E assim foi feito pelos comunicadores.

Enquanto isso as garotas se reuniram em formação de ataque, voltadas para a porta metálica. Alana, invulnerável, vinha a frente.

No momento que ouviram uma forte explosão em outro lado do castelo, a porta se abriu. Homens armados vinham a frente, miravam as garotas.

-Hydra! -Luna exclamou surpresa, observando os uniformes dos homens. Aquilo trazia a ela e Candy péssimas lembranças.

Detrás dos soldados, surgiram duas figuras diferentes. A primeira, Zemo, fez Nyashia apertar os punhos. A segunda era desconhecida as garotas, era um homem já passado da meia-idade, de cabelos brancos. Seu jaleco sugeria que fosse um cientista; era provavelmente da Hydra.

-Não sabia que trabalhava com a Hydra, Zemo. -A pantera vociferou entredentes.

-Bem, nós temos um... benfeitor em comum. -O criminoso respondeu, desdenhoso. -Dessa vez não vou falhar.

-Ah, Magnífico! -O cientista que estava com ele pronunciou, depois de dar uma boa olhada nas intrusas. Ele tinha um forte sotaque alemão. -Dois dos nossos experimentos retornaram!

A maioria das garotas ficou sem entender as palavras do velho. Luna e Candy, por outro lado, sabiam muito bem do que ele falava.

-Acharam mesmo que iam entrar tão facilmente aqui? -Zemo perguntou. -Todos vão morrer.

-Espere! -O cientista o interrompeu. -Poupe os experimentos, serão úteis quando assimilados à Hydra.

-Não podemos ter testemunhas! -Retorquiu. -Minha fuga esteve encoberta por meses, e quero que continue assim. Atirem!

-Nos protego*. -Beatriz proferiu, conjurando um grande escudo de energia dourada em volta de todos; os braços estendidos.

O feitiço viera a tempo de salvá-los de uma saraivada de tiros; entretanto, Zemo e o cientista haviam se retirado.

-Não mesmo! -Nyashia proferiu antes de saltar por cima dos soldados e ir atrás de Zemo.

-Pantera! -Peter gritou antes de imitar o gesto da companheira e correr atrás dela.

-Droga! -Foi a única coisa que Alana disse, vendo a situação que tinha sido formada.

-Pessoaaaaal! -Beatriz lembrou-lhes. O feitiço logo acabaria.

-Lutem! -Alana ordenou, antes de passar pelo escudo e investir em alguns soldados. Luna puxou duas facas e as atirou, conseguia cortes precisos usando as lâminas menores. Candy sacou uma pequena pistola que havia guardado nas vestes, seus disparos eram precisos. Katherine sorriu ao ver o chão tingido de sangue. Não era muito, mas era o suficiente.

-Perfeito. -E com isso, o sangue começava a mover-se e a flutuar, tomava forma de pequenas esferas em volta das mãos da garota; ela as atirava como munição.

Com todos os soldados no chão Beatriz pôde desativar o escudo.

***

As panteras são formidáveis predadores. Nyashia é a prova disso.

A garota sempre fora teimosa, mas esse era um assunto diferente. Ela tinha que pegar Zemo.

Logo após deixar seu time na sala, a perseguição levou-a a um outro corredor. Haviam três soldados, eles atiravam inutilmente contra o uniforme da garota. Ela meramente passava os nocauteando; sua verdadeira presa era outra.

Pôde ver o aranha a seguindo, ele passava prendendo os soldados nocauteados em teias.

-Nyashia...! Espera...! -O Homem-Aranha pedia.

-Não tente me impedir, eu não vou parar! -Gritou de volta. -E é Pantera, aranha.

O jovem ficou surpreso com o tratamento da menina, ela devia estar realmente irritada.

-Eu quero te ajudar!

-Então não atrapalhe! -retorquiu no ponto de virar o corredor e ver o homem que perseguia entrar num elevador que logo em seguida fechou-se. A garota dirigiu-se a grande escada que havia ao lado. Não subia, mas saltava pelo corrimão com grande destreza. Peter a seguia de perto.

Já no segundo andar, a garota viu uma grande porta dupla de metal. Ela tinha certeza que os dois estariam lá.

Correu; Peter ainda próximo. Com as duas mãos conseguiu forçar a porta.

Era um grande salão redondo, ela estava numa “sacada” que circulava o cômodo. Nas paredes em torno dessa sacada, circundavam-se grandes janelas de vidro. Havia uma escada que levava para a parte debaixo do salão.

Lá um enorme caixão metálico estava de pé, no centro do piso. Próximo ao objeto estavam o cientista e Zemo. Haviam computadores e monitores em volta do salão redondo, encostados nas paredes. O cientista digitava arduamente em um dos computadores.

-Zemo! -Nyashia gritou, ao passo que saltava em direção ao criminoso.

Antes que a Pantera pudesse atingi-lo, acabou sendo acertada por um grande pedaço de metal e arremessada em uma das paredes.

-Nyashia! -Peter gritou, prestes a pular; parou quando notou que o que havia acertado a garota fora um pedaço do caixão metálico. Uma figura saiu em passos lentos de dentro do objeto. Tinha a pele branca e cabelos pretos. Usava uma roupa branca, como se fosse uma paciente em um hospital. No pescoço, o que parecia uma apertada coleira eletrônica. Lenta ela foi em direção à princesa caída no chão.

Nesse momento Peter agiu; atirou duas teias nos pés da garota, prendendo-a no chão. Com outra teia e usando sua força conseguiu puxar a pantera de volta para cima.

-Nyashia! -Exclamava, dando leves tapas no rosto da garota; a menina despertou de súbito, ofegante.

-O que houve? -Levantou-se.

-Aquilo. -Peter apontou para a recém-chegada; Nyashia olhou imediatamente.

A estranha encarou-os de volta, imediatamente dois pares de garras metálicas saíram de suas mãos; ela as utilizou para cortar as teias. Uma nova garra surgiu de cada um de seus pés descalços.

-Cuidado! -Nyashia gritou, empurrando o aracnídeo e saltando para o lado. O movimento permitiu que escapassem do salto que a estranha tinha dado em sua direção.

Ela era rápida. Em pouco já estava próxima a princesa, prestes a desferir dois golpes com as garras das mãos. Nyashia impediu-os segurando a garotas pelos pulsos. O Homem-Aranha aproveitara a distração e atirou teias reforçadas nas pernas e pés da inimiga; aquilo impediria que ela usasse suas pernas e as garras em seus pés.

Pantera aproveitou a chance e empurrou a garota ao chão com todas as suas forças. A inimiga caiu e o aranha repetiu os disparos de teia reforçada, prendendo de vez ela no chão.

Com a inimiga temporariamente derrotada, a princesa pode voltar sua atenção aos dois que tinham ficado no andar debaixo.

-Droga! -O cientista alemão exclamou vendo o resultado da batalha, antes de voltar para um dos computadores.

Nyashia não esperou, saltou novamente em direção ao segundo andar.

­-PANTHERA, DISCEDE TE!* ­-Uma cruel voz soou. Nyashia não chegou ao seu alvo, ao invés disso seu corpo foi empurrado, no ar, por uma força invisível até que estivesse imóvel e imprensada na parede. Da porta que se abria, surgia Samael em seu uniforme.

-Você... -O aranha exclamou, surpreso. Stark o havia informado sobre toda a situação com o demônio; situação essa que levou à formação do time.

-Olá, aranha. -O demônio meramente ergueu a mão direita, mexendo os dedos em um tipo de aceno.

Peter queria pular lá e ajudar Nyashia, mas foi impedido por um urro de dor. A garota presa em suas teias se contorcia om força e logo rompia as teias. Numa agilidade sobre-humana a garota estava de pé e logo desferiria um golpe em Peter, que meramente teve o reflexo para se defender.

Antes que a desconhecida ministrasse o golpe, um forte raio irrompeu por uma das janelas destroçando-a no processo e acertando em cheio a menina. Pela janela quebrada, Shazam apareceu voando.

-Muito forte? -Perguntou, ao observar o corpo desmaiado da garota no chão. Ela parecia já estar se curando, apesar de desmaiada.

-Parece que a coleira fritou. -O cientista alemão notou, através de um dos monitores. -Droga! Perdemos outro experimento!?

-Ora, não tem essa importância toda. Não achas? -Samael inquiriu-lhe. No mesmo instante o homem calou-se. -Foi o que pensei. Mas devemos ir, estamos em desvantagem aqui. -E com isso olhou para o andar de cima do cômodo redondo.

Nesse momento a porta se abria com o corpo arremessado de um soldado atravessando-a. Por ela, o resto da equipe atravessava, junto do Superboy.

-Mas e os experimentos? -O cientista começava a se inquietar. -Não podemos simplesmente deixá-los aqui, não depois de termos recuperado eles.

Samael simplesmente o encarou nos olhos. Os do “garoto” demônio agora brilhavam, foi o suficiente para silenciar o cientista. Com isto, Samael voltou sua atenção para os heróis. Ele esboçava um estranho e falso sorriso que falhava em mascarar o ódio.

-Acho que vós vencestes essa. Porém, nós nos veremos novamente. -E declarando isso, levantou os braços. Sob ele, Zemo e o cientista três círculos mágicos brancos de energia surgiram.

-Não! -Nyashia tentou, uma última vez, saltar em direção a Zemo. Conseguiu, mas infelizmente ele havia desaparecido antes que ela o atingisse.

***

Estavam todos de volta ao quinjet. Agora, aeronaves da S.H.I.E.L.D circulavam o castelo; agentes estavam por todo local vasculhando a antiga base inimiga. Agentes da S.H.I.E.L.D. levavam os soldados da Hydra sob custódia, a fim de interroga-los. Alguns dos vingadores também foram chamados ao local.

-O que diabos foi aquilo? -Alana questionou a princesa.

-Eu já disse: eu tinha que pegar aquele assassino.

-Mas simplesmente abandonar o seu time desse jeito? -A Jones exasperou-se. -Alguém poderia ter morrido. VOCÊ poderia ter morrido.

As palavras da mais velha não tiraram a ideia de capturar o criminoso da cabeça da mais jovem, mas fez surgir uma parcela de culpa no coração da garota. Um de deus companheiros poderia ter se machucado, e teria sido culpa dela.

-Que isso não se repita. -Pontuou Alana, aproximando-se da jovem princesa. -Por favor. -Nyashia simplesmente assentiu.

Por sorte, a única pessoa que tinha sido machucada foi a garota misteriosa que tinha sido acertada por um raio de Shazam. O próprio herói a carregara para o quinjet.

Aparentemente, após as garotas contatarem os meninos e pedirem uma distração, eles atacaram e chamaram a atenção dos inimigos. Não foi nada difícil, porém, somente soldados e alguns tanques. Enquanto voava, porém, Shazam avistou os amigos lutando num dos torreões do castelo (o salão redondo) o que resultou no nocaute da inimiga misteriosa.

-Agora? Já podemos ir? -Beatriz perguntou.

-Ainda não senhorita. -A tela do quinjet ligou-se, revelando o diretor Nick Fury. -Eu preciso de explicações agora.

-Nós é que precisamos de explicações aqui careca! -Katherine cruzou os braços. -Disseram que era uma missão simples.

-Ela tem razão, ninguém disse que havia a Hydra no meio.

-Nem aquele garoto. -Luna disse quietamente, abraçada ao seu namorado.

-Que garoto, Luna? -Pietro encarou-a.

-Aquele Samuel.

-Samael, você quis dizer? -Natasha lançou-lhe um divertido olhar, ainda que fosse uma situação séria; Luna assentiu.

O rosto de Fury endureceu com a confirmação; a seriedade expressou-se no rosto dos vingadores presentes.

-Preciso dos vingadores comigo, aqui e agora! -O diretor ordenou. -Senhoria Jones, quero um relatório completo mais tarde. -Alana assentiu, com um aceno leve de sua cabeça. Com isto, Fury desligara.

-Pronto, agora podemos ir. -Informou para sua equipe.

***

Poucas horas depois estava a maioria reunida nos sofás da sala de estar do dormitório. Estavam cansados.

Luna tateava o controle da T, entediada. Nem Candy nem Nyashia estavam a vista. Billy estava na enfermaria, ou ao menos esperava do lado de fora. Estava curioso sobre a condição da nova garota, que estava presa ao seu leito, e ali era o máximo que deixaram ele se aproximar.

Beatriz e Kent estavam de mãos dadas no sofá de dois lugares. O resto estava pensativo, no grande sofá. Nicolle conversava com Katherine:

-Será que ela vai ficar bem?  -Nicolle estava curiosa.

-A garota na enfermaria ou Nyashia? De qualquer forma não achei que se importasse...

-E por que não me importaria? -Arqueou uma das sobrancelhas.

-Não sei. -Deu de ombros. -Você tem esse jeito...

-Confesso que não me aproximo tão fácil das pessoas, tenho meus motivos. Talvez eu não me importasse antes, mas agora...

Katherine não a interrompeu, estava curiosa pela resposta da morena. Entretanto, esta não concluiu seus pensamentos: Candy acabara de entrar no dormitório acompanhada de Steve Rogers.

-Boa tarde a todos. –O soldado cumprimentou formalmente. Os jovens responderam com fracos e quase mudos cumprimentos. Estavam, entretanto, ansiosos por novidades sobre o caso. -Antes de mais nada, eu gostaria de me desculpar em nome da S.H.I.E.L.D. ; foi um equívoco manda-los nessa missão. Não sabíamos que aquilo possuía envolvimento com a Hydra.

-Mas e quanto aquela garota? -Luna estava especialmente curiosa sobre a outra menina. Ela sabia na pele o que era ser um experimento da Hydra.

-Seu nome é Michelle, Michelle Gonzáles. Ela foi parte do experimento X, o que explica os poderes. -Explicou. -Infelizmente é só o que a S.H.I.E.L.D. sabe.

-Então precisaremos dela para saber mais? -O Kent ajeitou-se em seu assento.

-Exato.

-E quanto ao Zemo? -Peter perguntou. Sabiam, é claro, que ele não perguntava aquilo por interesse próprio no vilão.

-A S.H.I.E.L.D. checou a cela dele. Adivinhem? O Zemo que estava lá era “falso”.

-Como? -Katherine deu voz a curiosidade geral.

-Disseram que só havia um ser humano feito de barro em tamanho real.

-Deve ter sido um golem. -Beatriz respondeu, inconscientemente. Todas a olharam, sem entender o que dizia. -Um golem é um servo mágico artificial, geralmente se faz usando barro mas podem ser feitos de diversos materiais. -Concluiu, como se aquilo fosse algo óbvio.

-Se foi mágico então com certeza foi Samael. -Candy notou calmamente. -Sabemos que ele está com Zelmo e que usa magia.

-Bem, agora a S.H.I.E.L.D. está checando as gravações dos últimos meses. -Steve suspirou profundamente. -Sabe se lá desde quando aquele assassino está a solta.

-Só que se nem a S.H.I.E.L.D. sabia sobre as proporções dessa missão, as coisas devem ser sérias. -Katherine levantou-se. -O que faremos agora?

-Por enquanto vocês não farão nada. Já fizeram o bastante por hoje, não haverá treinamento amanhã. -E com isso, o Soldado deu meia volta e caminhou em direção à saída. Candy o acompanhava. -A propósito, fizeram um bom trabalho. -Parabenizou-os antes de sair.

O silêncio voltou à sala. A únicas conversas eram simples, feitas por trocas de olhares entre eles.

***

Desde o banho a princesa permanecera deitada em seu quarto. O cabelo solto e esparramado por sua cabeça, encostada no travesseiro.

Muitas lembranças vinham a sua mente no momento. Sua infância, o abuso que sofrera, seu treinamento; as coisas já há muito não era as mesmas.

Depois de tudo o que aconteceu hoje ela não estava certa sobre o futuro, só sabia de uma coisa: precisava prender Helmut Zemo, e precisava parar Samael...

 


Notas Finais


Glossário:
*Leve-nos para o castelo.
*Nos protejo.
*Panthera, afasta-te.

Links dos uniformes:
Candy: https://goo.gl/images/WXvmRQ
Katherine: https://imgur.com/rm1UVsI
Base do uniforme da Luna: https://imgur.com/UXVSuAg

É isso, dúvidas, críticas, elogios e sugestões, deixem nos comentários.


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