História A Guerra dos Mortos-Vivos, Interativa - Capítulo 7


Escrita por: e SaatieW

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Palavras 6.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Chegaaaay!!!
Demorei? Demorei de novo, mas cheguei e é o que importa.
(Meu primo vai provavelmente me xingar por não estar esperando pela sua capa, mas o cap n tem uma capa em si mesmo)
Esse cap, como eu tinha dito antes, iria tentar abranger uma boa parte dos personagens. E bom, consegui até. Tiveram suas participações aqueles aos quais vi que se encaixavam.

E mais, tentei dar uma açãozinha pra esse cap, q n fiquei muito pra lá de satisfeita, pq meu foco mesmo foi mais na "felicidade", na "positividade" dos personagens. Isso por motivos de que eu realmente quero criar imagens 'marcantes' com os entrelaços dos personagens, maaaas muita coisa vem pela frente acima de tudo.
E VAMO LOGO PRO CAP Q DPS A GENTE CONVERSA

Tenham uma boa leitura e me desculpem por qualquer erro tosco ou berrante!

Capítulo 7 - Quarto capítulo - A proeza da felicidade.


Fanfic / Fanfiction A Guerra dos Mortos-Vivos, Interativa - Capítulo 7 - Quarto capítulo - A proeza da felicidade.

 A nevasca vem chegando, dessa vez com tudo, para os dois reinos, que agora se mantém em suas casas, bem agasalhados, fugindo de um dos piores frios que eles já tiveram desde oito anos atrás. Já outros, preferem se enfiar em tabernas, onde supostamente há uma alma um tanto inusitada. Uma importante alma.

 -Z, me vê um copo de vinho - um homem robusto pede ao bater com as suas mãos na bancada, metendo moedinhas de pratas a qual a mulher recolhe com muito cuidado, guardando-as em um pote de vidro que se esconde atrás das bancadas, onde há uns vinte homens bem agasalhados, batendo papo e se embebedando com vinho quente.

 -Pode deixar, Jack.

 A mulher dá uma piscadela, e o homem barbudo retribui com um sorriso amarelo.

 -Como está se sentindo nessa nevasca?

 Ela questiona ao lhe entregar um enorme copo cheio de vinho.

 -Hum...está meio ruim, confesso. Mas acho que estou com sorte! - Jack diz, tomando um gole. - Sabe, os veados amam sair na nevasca - ele continua, parando de falar para beber mais um pouco. - ...e eu cacei um enorme, V! Acredita? Com chifre e tudo, lindo!

 Os homens ao seu redor ouviram e levantaram o copo em comemoração, rindo bastante em seguida.

 -E onde ele está? - ela continua o papo com o seu amigo, que já se distraia pelas comemorações dos enormes homens já bêbados.

 -Lá amarrado em meu trenó, arrancarei a cabeça assim que chegar em casa. Será um ótimo enfeite, Elise irá amar, não acha?

 Z riu da euforia de Jack, confirmando com a cabeça, mas logo negando ao pensar melhor.

 -Acho que ela é mais fã de flores, Jack - ele faz uma careta triste e a mulher se apressa a continuar. - Mas bom, a carne do veado dará uma boa refeição, disso sim ela vai gostar!

 -Hum, verdade, verdade - Jack abre um sorriso espontâneo ao ouvir isso, acariciando sua enorme barba com os pensamentos nas nuvens.

 Com isso, eles encerram o assunto, pois um novo homem entra na taberna a fim de beber como os outros, sendo atendida por uma V sorridente que trabalha a todo vapor.

 Sim, esse será um longo dia para a mulher muito pequena, comparada com os homens que há por ali.


 [...]


 -Alexandra, afaste mais os pés, cabeça erguida! Vamos!

 Ordena uma voz grossa aos gritos, enquanto a garota faz esforço para se permanecer equilibrada ao tronco a qual está em pé. Seu corpo está trêmulo, e sua respiração descompassada. Já faz mais ou menos meia hora de que ela está ali, na mesma posição, lutando contra o vento que fazia questão de tentar derrubá-la junto da tremedeira violenta causada pela neve que cai em sua cabeça.

 Ela pode jurar que estará mais do que gripada quando terminar, já que nem com casaco está. Somente uma camisa sem manga rasgada e sua calça feita de lã de ovelha, e claro, as suas faixas das mãos até aos seus ombros que vivem ali, como se fosse pele, ou até mesmo membro da garota.

 -T-T-Tondra… - ela resmunga para a mulher que acaba de chegar ao local onde ela se encontra junto com um homem, observando-a se enrolar cada vez mais em seu casaco de pele para se esquentar melhor enquanto procura a voz fraca que a chamou.

 -Falta mais dois minutos.

 O homem diz com tom autoritário, ficando ao lado de Alexandra para a impedir de não completar as suas ordens.

 -E-E-Eu sei…m-mas eu real… - ela espirra, saindo de sua posição. - ...realmente estou com frio - continua, fechando os olhos com força, buscando se esquentar ao menos internamente.

 -Castiel, mas que merda é essa? - Tondra grita preocupada, tentando intervir, mas o homem solta um grunhido balançando a cabeça negativamente, enquanto a empurra para longe. - Cretino, se toca! - a mulher irritada, soca a face de Castiel que logo se afasta para analisar o seu nariz ensanguentado, se aproximando de Alex em seguida e tirando o seu casaco bruscamente para envolvê-la melhor em um forte abraço em tentativa de esquentá-la.

 -O-obri…

 Tondra a calou esmagando Alex em seus braços. Ela carrega uma feição preocupada, pois sua amiga está pálida, e quando a toca é como se tocasse em puro gelo.

 -Você é muito besta para seguir as ordens desse imbecil - ela continua ainda enfurecida, colocando o seu casaco por cima dela, esfregando as suas costas. - Por quê?

 -Era m-m-melhor do que eu me esforçar para socar ele, ainda está c-cicatrizando - Alex responde, apontando para sua barriga. - D-D-Depois dessa acho que já até cicatrizou - continua sorrindo, fazendo Tondra rir negando com a cabeça.

 -Vamos, eu vou te levar.

 Não se passou nem um segundo para que Tondra se transformasse em uma enorme leoa, esbanjando suas runas em seu traseiro até as suas costas onde Alex se agarra com força e esfrega o seu rosto. O pelo ralo era quente e é tudo de que ela mais precisa.

 Deixando Castiel ainda tentando conter sua ferida em seu nariz para atrás, Tondra corre o mais rápido possível para até a vila chegando uns cinco minutos depois perto de uma cabana, acendendo bruscamente a lareira da casa, observando Alex ainda fungando com os variados cobertos de lã que há envolta de seu corpo, e do mesmo jeito dá para se perceber que ela ainda treme violentamente.

 -D-De quem é essa c-casa?

 Alex questiona olhando ao seu derredor, esbugalhando os olhos em seguida ao ver uma ruiva adentrar o cômodo ao qual as duas estão. Uma coincidência totalmente estranha.

 -Hey, Mad.

 Tondra se levanta abruptamente. Parece meio sem jeito, e isso assusta um pouco Alex, pois ela tem quase certeza que entraram sem permissão.

 -O que estão fazendo aqui?

 A mulher questiona, analisando Tondra dos pés a cabeça. E Alex pode jurar que a viu sibilar a palavra “sexy”, corando logo em seguida.

 “Eu definitivamente não deveria estar aqui!” pensa enquanto tampa o seu rosto com os cobertores.

 -Bem, o babaca do Castiel fez Alex ficar sei lá por quanto tempo no frio congelando, e ela não podia fazer nada por causa da ferida…

 -Não precisa terminar - Madison interrompe, acariciando o rosto de Tondra que logo beija as suas mãos carinhosamente.

 -Sua casa era mais perto para acolhê-la, então… - ela continua do mesmo jeito, se aproximando da ruiva.

 -Vai estar me devendo algo… - ela sussurra em seu ouvido, fazendo Tondra arrepiar-se.

 Mas o clima meloso logo foi desfeito quando ouviram Alexandra espirrar, vendo-a corar instantaneamente quando percebe de que interrompeu algo.

 -Está melhor? - Tondra se larga de Madison e se aproxima para colocar a mão na testa de Alex, que infla as bochechas por vergonha.

 A mulher ruiva ainda permanece de pé, só analisando a cena calmamente, mas é, Alex sabe de que na verdade é a bunda de sua amiga a qual ela tanto admira.

 -Estou, é só eu beber um pouco de água que fico melhor de verdade.

 Alexandra resmunga, tirando as mãos da sua amiga de perto.

 -Eu vou ir pegar então… - ela ri, se levantando para ir à cozinha para apanhar um copo d’água, deixando o cômodo totalmente silencioso.

 A ruiva no entanto reluta em segui-la, e no final decidiu por observar Alex que se esforça ao máximo para não olhá-la.

 Ela sabe muito bem quem é essa mulher alta de cabelos avermelhados, já a pegou observando a si e o seu grupo várias vezes quando passavam pela sua vila. Isso só a fez pegar medo de Madison, principalmente com a sua capa. Acha que só não fugiu ainda, pois a mulher se encontra sem ela neste momento.

 -Aqui está a sua água, meu bebê - Tondra aparece novamente pelo cômodo, quebrando o clima tenso que já se aglomeravam pelo teto.

 -Obrigada.

 Alex diz, tomando tudo em um gole, o suficiente para usar da água como sua poção de cura. Sim, é como mágica. A garota já não treme mais, muito menos está com a sua pele gélida como antes. Isso faz os olhos de Madison se encantarem, até mesmo abriu a boca pela surpresa que observara.

 -E-Eu pensei que Lendários da Água só podiam curar feridas.

 A mulher diz com a voz um pouco pasma, parecia estar fazendo uma conta matemática totalmente complexa em seus pensamentos, enquanto fazia feições para lá de exageradas.

 -Meu irmão diz que na verdade todos os Lendários podem fazer isso. Controlar o catabolismo, sabe? Isso após “tomar” de seu elemento. Assim como podemos proporcioná-lo - Alex diz com um sorriso em rosto, enquanto agora, não só Madison mas também Tondra fazem feições totalmente surpresas.

 -Cara, que doideira. Nem eu sabia disso… - sua amiga suspira, olhando para Madison. - Na verdade nem sei o que esse “cabolismo” significa.

-Catabolismo! - Alexandra corrige, soltando uma boa risada que fez Tondra rir também um pouco envergonhada. - O catabolismo é diferente do anabolismo. Ele atua fornecendo energia para movimentação, respiração, controle de temperatura e ação do sistema nervoso - ela continua em um tom decorado.

 -Uau...aprendeu isso tudo com seu irmão? - Madison questiona com um sorriso, que logo ela desfaz para possuir uma feição mais séria.

 Alex estranhando, abre um sorriso tímido, se ajeitando para começar a falar.

 -Na verdade só como controlar isso, fiquei tão curiosa que procurei nos livros o que era que tanto nós conseguimos controlar quando nos alimentamos de nosso elemento, e cheguei à resposta: catabolismo!

 -Que palavrão! - Tondra exclama, fazendo Madison soltar uma bela risada enquanto a sua amiga observa a ruiva com os olhos brilhando. “Ela não é tão medonha como aparenta…” pensa, enquanto esfrega as suas mãos em seus braços.

 -Não tanto como Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico.

 -QUE PORRA DE LÍNGUA É ESSA, MADISON?

 E dessa vez todas as três caíram nas gargalhadas, rindo uma da outra graciosamente. Alex até mesmo perdeu o seu medo de Madison e nem se importa mais com isso, a considerando como uma amiga um tanto engraçada se não fosse por seu jeitão de durona.


 “Divertida, não?”

 

 [...]

 

 O dia para Fleurieys e Athena está mais do que perfeito. As duas, nesse exato momento, guerreiam com bolas de neves, aproveitando os seus últimos momentos a sós.

 -Te peguei, pirralha!

 -Injusta, para de usar o vento ao seu favor…

 -Não estou usando nada, ora. Vai chorar?

 Athena abre a boca para rebater, mas a fecha, negando com a cabeça e avançando em seguida para esganar Fleurieys que corre para longe. Porém, Athena também é famosa pelo reino por ser uma boa corredora, o que traz o fato de que nesse exato momento, as duas estão literalmente aos socos. Não...acho que socos são mais fortes do que elas estão realmente fazendo.

 -Ai, sua babaca, isso doeu… - Athena geme de dor, franzindo a testa ao ouvir a risada debochada de Fleurieys que se aproxima para verificar o braço de sua amiga a qual ela socou com uma força fora das regras impostas desde que começaram a brincar de lutinha juntas.

 -Desculpe, me empolguei.

 -Sei, sei…

 -É, sério. Me desculpa! Está doendo ainda? - Fleur diz com um tom mais insistente, buscando a famosa compaixão de Athena.

 -Na verdade não, é só drama.

 Athena pega a neve do chão abruptamente, esfregando no rosto de sua amiga, que agora só se permanece parada, incrédula com o que acabou de acontecer.

 -Mano… - ela resmunga, com um semblante nada agradável enquanto olha para Athena que está se mijando de rir. - está frio, sabia?

 -Ai, dramática! Você é uma das Trevas, pode muito bem se esquentar com o seu fogo.

 -Eu vou é queimar teu… - Fleur respira profundamente, revirando os olhos para impedir-se de dizer asneiras.

 -Meu cu? É, ele anda desejado - ela brinca, se aproximado mais de sua amiga ao ver que oficialmente pararam de brincar.

 -Anda é?

 -Literalmente. Estou até estranhando - diz, dando de ombros.

 -Se gabando também, pelo jeito.

 As duas riram, sentando juntas no banco do parque onde estão, agora em silêncio.

 -Hum...ei.

  Fleur encara a sua amiga para prestar mais atenção. Athena está realmente tensa repentinamente e isso a preocupa um pouco.

 -O que foi? Aconteceu algo? Me conte.

 -Você volta daqui uma semana no máximo, certo? - sua amiga questiona repentinamente, apertando as suas mãos e mordendo os seus lábios. Aquilo notavelmente não é o que iria dizer.

 -Sim, vou. Mas o que é? Sei que não é o que quer falar.

 -Eu acho que a vila que vocês vão destruir, é a vila de um bom amigo meu.

 Nesse momento, Fleurieys ficou paralisada. Não sabe muito bem o que dizer, muito menos o que fazer.

 -Ele se chama Avel, um cara alto, usa bastante maquiagem e tem tatuagens para lá de radicais. Um cara bacana, de fato. Voltou para a sua vila já faz uma semana, deve estar lá ainda quando vocês chegarem.

 -O que quer que eu faça?

 -O salve, ao menos ele. Por favor…

 Esse pedido espontâneo fez a cabeça de Fleur virar de cabeça para baixo, além de ter que se preparar para atacar inocentes, deve montar um plano para salvar o amigo de Athena. E pelo jeito que dizia, ela realmente parece gostar dele.

 -Olha, isso é complicado. Mas vou tentar - Fleur diz depois de um tempo, fazendo um enorme sorriso surgir no rosto de sua amiga. - Porém não sei se vou conseguir, então não encha o seu peito de esperanças, ok?

 -Eu sei que vai dar um jeito. Você sempre dá aquele jeitinho… - Athena ainda continua com o seu mesmo sorriso, e isso faz Fleur ficar boba, sorrindo junto.

 -Irei dar o meu máximo, Athena.

 

 “Sempre irei dar o meu máximo…”


  ° ° °


     Depois de Fleurieys passar o seu tempo com Athena no parque, logo partiu com a sua tropa de mais sete jovens, uma garotinha mandada como escrava e o seu Comandante, começando a sua viagem para até a vila refugiada, se passando treze horas em duras caminhadas pelas montanhas de Thanagar desde então, com o céu já dominado pela mais imensa escuridão, onde o que só se pode ver são alguns pontinhos brilhantes das estrelas, junto da lua ofuscada pelas nuvens.

Todos agora permanecem sentados e exaustos dentro de uma caverna um tanto inusitada a qual encontraram no meio do caminho, decidindo pôr início a um descanso, já que todo o trajeto termina somente daqui mais um dia.

 -Eu acho que peguei algum resfriado… - um jovem albino, qual se nomeia como Hans, suspira ao falar, desabafando-se para a sua amiga Eva, uma morena com os olhos bem esverdeados, a qual sorria carinhosamente para o mesmo, oferecendo a sua sopa quente.

 -Pelo jeito anda pegando bem gostoso a Eva também! - um outro jovem, nomeado como Louis, diz com um sorriso para lá de travesso, chegando perto do casal que o olha desconfiado. - Aceita aquele ménage à trois, Evazinha? Aposto que vai amar mais um atrás de você…

 Todos o restante do grupo riram, exceto Fleurieys, Gadriella e Lily, que permanecem sentadas se esquentando no fogo a qual a suporte de fogo às proporcionou, tentando ao máximo ignorar os babacas dos garotos.

 O Comandante da tropa, chamado Frederic, no entanto, está ausente já faz cinco minutos, e a previsão é de que ele chegue daqui duas horas no mínimo, pois disse que iria caçar uma boa quantidade de comida para todos. Com isso, Eva já estava sendo forçada a ir para o fundo da caverna com o resto do quatro homens todos “alegres”. Porém, por mais que esteja sendo forçada, Fleurieys que já se levantava para impedir, percebe que ela mesmo estampa um sorriso safado, já tirando suas roupas no meio do caminho, o que de fato significa que ela queria aquilo e estava em consentimento. Fleur então se senta novamente, revirando os olhos por nojo, voltando a se esquentar no fogo até que ouve algo nada agradável:

 -Chame a nossa escrava também, vou amar ver ela toda fodida - um dos jovens disse, fazendo a garota de doze anos já ficar desesperada ao ouvir aquilo e dar alguns passos para trás, um pouco confusa pelo pânico que alastra pelo seu peito ao ouvir os passos do fundo da caverna voltarem para até ela.

 -Venha, você com certeza ouviu. É nossa escrava e tem que fazer o que nós mandarmos, garotinha - Louis diz já se aproximando, sendo interrompido por Fleurieys que se levanta rapidamente para se colocar em sua frente.

 -Eu ordeno que ela fique.

 Louis ria da cara de Fleurieys e tenta a empurrar para ela sair de seu caminho, mas algo de errado estava acontecendo com o seu corpo nesse exato momento.

 Uma dor espontânea em sua barriga começa a se alastrar, como se seu estômago, ou qual for o órgão, estivesse sendo torcido tão forte, ao ponto de fazê-lo cuspir sangue e se desesperar lentamente, pensando em somente uma coisa: “morte”. Uma morte lenta e desesperadora, que te obriga a apreciar cada segundo da sua dor agravar de uma maneira indecifrável e incontrolável. Sua respiração? Não existe nesse momento, e o seu esforço de gritar por ajuda só se faz esvair o ar de sobra de seus pulmões, tendo agora não só lidar com a dor terrível que sente em sua barriga, mas também com o sufocamento feito por si mesmo.

 -Dói, não dói? - Fleur debocha, se agachando para observar Louis deitado ao chão com os olhos esbugalhados e a boca aberta como se estivesse querendo gritar aos vestígios de sangue, mas nenhum som ousa sair de sua boca, muito menos gemidos de dor. - Eu ordeno que ela fique, seu desgraçado. E eu só não te mato agora, porque o Comandante não vai gostar nada disso.

 De imediato, o corpo de Louis parou de se contrair e um longo gemido e suspiro feito ao mesmo tempo saiu de sua boca.

 -Ah, e mais: conte para o Comandante o que eu fiz e você um dia vai acordar desse mesmo jeito. Gosta da ideia?

 Louis, já se arrastando para longe em desespero, nega com a cabeça freneticamente, limpando o sangue de sua boca com a respiração ofegante.

 -Vai lá transar com a sua puta.

 E sendo assim, não demorou para que tudo isso acontecesse, o esperando para ver sumir entre a escuridão do fundo da caverna. Porém dava para ver as sombras pela tocha iluminada no outro extenso da caverna, podendo ver todo o ato erótico dos jovens que já tinham começado antes de Louis.

 Fleur, já tranquila, volta a se sentar perto da fogueira acompanhada do olhar penetrante de Gadriella que a observa um tanto curiosa, ignorando isso totalmente, pois não deseja ainda uma conversa com a mesma.

 -Obrigada - a garota a qual tinha protegido, chega mais perto para sentar-se em seu lado.

 -Se ele te provocar de novo, me conte, ok? - Fleur estampa um sorriso carinhoso ao vê-la, abraçando-a de lado com a intenção de aquecê-la, pois possui uma pele pálida e a boca trêmula.

 -Duvido muito que ele chegue a me olhar depois dessa - a garotinha brinca, se aconchegando mais ao abraço de Fleurieys, agradecendo mentalmente por isso, algo que a mulher entende perfeitamente.

 Com isso, ignorando todos os sons eróticos, as duas acabam por se distrair com conversas sobre as constelações, tendo uma mínima participação de Lily estragando o prazer da garota ao dizer que estrelas cadentes não existem e são somente meros meteoros, conquistando uma risada um tanto abafada de Gadriella, que está do outro lado da caverna em comparação a Lily e as duas garotas abraçadas.

 Logo depois disso, os jovens terminaram as suas travessuras, acabando por dormir no fundo da caverna onde já estavam, deixando finalmente o silêncio permanecer dentro do local e fazendo com que as quatro jovens consigam dormir em paz e em conforto.

 O resto da viagem a partir deste primeiro dia, se tornou mais calma. A nevasca parecia ter ouvido as orações e acabou-se por acalmar, trazendo menos frio. O que, de fato, facilita a visão do Comandante que permanece camuflado entre os arbustos da beira do penhasco, observando a vila calma onde alguns de seus habitantes já saiam para caçar. Frederic fez os outros jovens se aproximarem para analisar a vila junto dele, e com isso, Fleurieys aproveitou para procurar pelo tal amigo de Athena. Mas nada havia. Somente os cinco homens conversando entre si, até que um outro homem alto, cheio de maquiagem, apareceu na porta da igreja a qual acabara de sair.

 “É ele!” Fleur sorri, observando cada traço do grande homem que está ali em pé, estampando um grande sorriso.

 -Nós iremos orar agora, vamos - Avel chamou os cinco homens para dentro da igreja, tendo o convite aceito de imediato.

 -É um costume deles, o informante nos disse que são religiosos.

 O Comandante cochicha para os jovens, sem tirar os olhos dos supostos caçadores que entram dentro da igreja junto de Avel, e por um momento, Fleurieys pôde jurar que o viu olhar para ela e dar uma piscadela, antes de entrar pela porta e a fechar. Ou será que só foi a sua imaginação?

 -E agora?

 Louis pergunta impaciente, parece ansioso para começar a atacar.

 -Esperem eles começarem as orações.

 -Orações? - desta vez todos os jovens falaram juntos, inclusive a escrava que estava um pouco mais distante, agasalhada, ouvindo toda a conversa.

 E não precisou de respostas para tal pergunta. A voz do povo da vila repentinamente começa a entoar um canto, um canto qual fez todas as peles dos jovens se arrepiarem, começando a apreciar, de certo modo, todas as vozes graves e calmas que entoam uma canção curiosa e cativante.

 Seriam suas crenças? Suas histórias? Ninguém sabe ao certo, o que sabem é que deverão atacá-los de imediato após o término da oração que ainda cativa os corações dos jovens.


“Far over the Misty Mountains cold

To dungeons deep and caverns old

We must away, ere break of day

To find our long-forgotten gold


The pines were roaring on the height

The winds were moaning in the night

The fire was red, it flaming spread

The trees like torches blazed with light”


 ...

 -AGORA!

 Foi tudo o que todos ouviram, após se depararem com o Comandante pulando do penhasco e aterrisando bruscamente no telhado de uma das casas para que um estrondoso barulho fosse ouvido. E assim foi feito, fazendo as vozes da igreja se cessarem, deixando um silêncio absoluto dominar o local.

 Os jovens, receosos, também desceram já com as espadas empunhadas, observando a igreja ainda silenciosa, como se estivessem escondidos. Ou seria uma emboscada?

 -Lily, coloque fogo nas casas. Louis, ajude-a.

 O mandato foi sucedido sem gritos de ninguém, ou gemidos de temor. E isso está estranho demais para os olhos de Fleurieys, que somente observa a igreja, pensando em incansáveis planos para salvar todos, ou ao menos Avel, como havia pedido Athena. Mas nada havia em sua mente, nenhuma ideia, nenhuma reação.

 -O que foi, vermes? Acham que não sabemos que estão aí dentro? - o Comandante fala aos gritos, deixando uma risada sarcástica ressoar, enquanto se aproxima lentamente da porta da igreja. - Acham que rezando, vão sobreviver? - continua, cuspindo no chão. - Refugiados covardes. Isso que vocês são, esses são seus ancestrais. Bando de covardes!

 Abruptamente, e praticante arrombando, abre as portas da igreja, estampando um enorme sorriso no rosto de pura maldade ao observar todos os civis ajoelhados e em silêncio.

 -Não me surpreende que vocês também sejam - Frederic debocha mais uma vez, analisando um a um dos homens ajoelhados.

 -Myrphis o mandou para alimentar Anarallath. Mas não se preocupem, irmãos, Poena irá nos salvar dessa desgraça.

 Um homem com voz rouca, e aparentemente muito frágil, disse, se levantando para encarar o Comandante que agora esboça um sorriso maior ainda.

 -Não me leve a mal, velhote, mas ninguém vai os salvar.

 O homem no entanto, não responde, pois está ocupado tentando se desvencilhar das mãos de Frederic, que o puxa para até o centro da vila, sendo acompanhado pelos restos dos civis já apavorados.

 -Cadê o seu Poena? Huh?

 O Comandante debocha mais uma vez, pegando a sua adaga.

 -Não temam Anarallath! Não se apavo…

 Não houve mais o que ouvir da boca do velho. Este foi cruelmente degolado e sem “mas”. Porém além de gritos de terror, risadas são ouvidas dos civis que observam Frederic agora confuso, estranhando toda aquela reação repentina e inimaginada.

 -Poena nos dá força contra ímpios como você, iludido - Avel aparece entre a multidão, e ao seu lado há duas garotas, uma jovem albina e uma mulher com roupas folgadas, cabelos negros e soltos ao vento, todos ainda olhando para Frederic com um semblante sarcástico. E este só se foi dar conta do porquê, quando viu que acabara de sofrer uma ilusão. O velhote, na verdade era uma bomba que logo, logo iria explodir.

 -Grifa, agora! - Avel olha para a mulher dos cabelos negros, que afirma com a cabeça ao se colocar à frente e logo socando o chão com sua mão direita, criando uma enorme muralha de gelo abruptamente.

 Tudo o que Frederic consegue fazer é olhar para trás, observando os jovens apavorados e se afastarem de si. Depois disso uma forte explosão que faria qualquer pessoa próxima se destroçar. Mas não Frederic, que consegue reagir um pouco antes, jogando a bomba para longe e criando uma barreira de terra em sua volta, mas não rápido o suficiente.

 -Desgraçados… - o homem resmunga, enquanto observa o seu braço direito destroçado e largado ao chão.

 -Comandante!

 Eva é a primeira a chegar, observando Frederic com suas vestes rasgadas e ensanguentadas. A sua boca que ousa mais uma fala, sai sangue, fazendo-o começar a tossir.

 -Ataquem esses desgraçados, o que estão esperando? - Eva grita enfurecida para os jovens assustados, enquanto segura o rosto de Frederic, tentando o fazer ficar lúcido.

 Louis no entanto foi o primeiro a agir, aliás, Frederic é seu primo. Com um soco em chamas, quebra a barreira feita de gelo para proteger os civis da explosão, observando então que a maioria já fugia por uma ponte de gelo criada a pouco tempo.

 -Filhos da puta, vocês não vão fugir, não mesmo! - Louis grita enfurecido, correndo para até eles, sendo atrapalhado por um grife que quase consegue capturá-lo com as suas garras.

 -Nino, volte! Muito perigoso! - uma mulher o chama em cima do telhado de uma casa, fazendo com que o grifo a obedeça e lhe ajudando a fugir pelos ares.

 -Hoje não, vadia!

 Hans impede abruptamente que o grifo fuja com a mulher ao conseguir acorrentá-lo em suas garras, a qual lançou momentos antes dele começar a voar.

 Enquanto isso, Lily já tinha chegado na ponte de gelo e a destruído, fazendo com que muitos civis caíssem penhasco abaixo, já Louis com a ajuda de seu outro amigo, Kevin, captura os que conseguiram passar pela ponte. Todos bem sucedidos.

 -Fleurieys, você pode fazer algo para ajudá-lo? - Eva pergunta, enquanto segura o Comandante que ainda se mantém acordado, se contorcendo pela dor que sente.

 -Posso fazer para que durma, assim você consegue estancar o sangue e cuidá-lo melhor.

 Com o aceno de cabeça de Eva em concordância, ela o fez sem pestanejar, voltando a observar toda a luta.

 Algo que ela percebe é que Gadriella também está fazendo nada, somente coloca fogo lentamente nas casas ao seu redor, como se estivesse se impedindo de ajudar na batalha, o que intriga mentalmente Fleurieys.

 -Você tem algum medicamento? - Eva volta chamar a atenção de Fleur, que acena com a cabeça e pega um frasco dentro de seu bolso.

 -Isso é como anestesia, pode ajudar, eu acho?

 -Sim, vai ser bom para ele parar de sentir dores durante a nossa viagem na volta - ela responde, pegando na mão de Fleur o frasco e agradecendo. - Eles estão conseguindo?

 -Bom, é Lily e o Louis, eles são considerados uns dos melhores, não me surpreende que estão conseguindo - Fleur diz, tentando manter um tom sereno ao observar Avel ensanguentado como todo o seu povo, voltando acorrentado para até o meio da vila. Assim como as duas mulheres que o acompanhavam. Já o Grife da mulher de cabelos negros tinha fugido e não há mais algum sinal dele.

 -Gadriella, por que ficou parada? - Louis enfurecido, questiona apontando o dedo para ela.

 -Por que reclama? Não conseguiram pegar todos? Pensei que fossem merecedores de tal título que recebem - Gadriella retruca com tom autoritário, empurrando Louis para longe ao perceber que se aproximava demais e o fazendo torcer a cara em descontentamento, olhando dessa vez para Fleurieys, mas logo abaixando a cabeça. Pois bem, ele não vai ser o louco que irá confrontá-la novamente.

 -A sua sorte é que eu e Lily somos sim merecedores de tal título. Maior parte deles caíram no penhasco. O resto capturamos.

 -Não é minha culpa se a maioria escolheram se suicidar… - Lily levanta as mãos, com um pequeno tom de deboche em sua voz, enquanto guia Avel, as duas mulheres e mais alguns homens, todos acorrentados e ensanguentados para se ajoelharem em silêncio.

 -Então não encha meu saco, idiota.

 Gadriella continua, revirando os olhos para Louis que se ofende, mas não revidando. Isso por motivos de que ela também já lhe deu uma bela surra nos jogos de batalhas do Reino.

 -O que faremos com eles? - Hans pergunta mudando de assunto, apunhalando a sua adaga em seu bolso com um enorme sorriso enquanto se aproxima dos civis.

 -Vamos levá-los como escravos - Fleurieys diz abruptamente, atropelando a fala de Lily que já ordenava que os matassem.

 Todos a olham um pouco desconfiados e pensativos em sua opção.

 -E-Eles têm que aprender a não serem covardes, certo? Poderão ser escravos no Reino! - ela continua, tentando convencê-los.

 -Gostei da ideia. Covardes tem que aprender a sofrer - Kevin diz, com um sorriso malicioso. - Posso pegar a albina para mim? Vou amar fazer ela sofrer…

 A garota qual ele se direciona fecha os olhos, começando a chorar silenciosamente, tentando abafar o seu choro ao morder os seus lábios.

 -Não, ela é uma Lendária do Gelo… - Lily responde com um certo desejo em seus olhos, observando as runas na perna esquerda da frágil garota. - Uma Lendária, logo aqui. Como é seu nome, garota?

 -W-Wendy… - a albina responde trêmula, impedindo-se de encarar Lily que agora está em sua frente.

 -Wendy, você é uma garota de sorte sabia?

 Todos riram, exceto Gadriella e Fleurieys, que continuam observar a cena com um certo remorso.

 -Meu pai vai amar a notícia de ter mais uma Lendária em mãos. Vai te tratar muito bem.

 -Olha, mas se você quiser, te trato melhor ainda na minha cama - Kevin comenta, fazendo Wendy soluçar.

 -Cale a boca, idiota.

 Lily diz enfurecida, olhando com ódio para Kevin que logo abaixa a cabeça envergonhado.

 -Vamos levá-los, então? - Fleurieys chama a atenção mais uma vez, contendo a sua alegria ao ver que estavam cedendo ao seu pedido.

 -Sim, nós precisamos de mais escravos acima de tudo. Uma boa ideia, Fleurieys - a filha do Rei consente, fazendo os poucos sobreviventes se levantarem novamente e começarem a se mover lentamente. Avel que ainda permanece em silêncio, não tira os olhos de Fleur, a fazendo ficar intrigada quando percebe tal ato do rapaz.

 Enquanto os novos escravos são guiados por Lily, Kevin, Hans e Gadriella, a Eva e Fleurieys ficam para trás, observando e tentando ajudar de alguma forma Louis que carrega o seu primo adormecido em suas costas.

 -Relaxa, ele é leve para mim. Podem continuar - o jovem tranquiliza as duas, que oferecem seus casacos para aquecer Frederic inconsciente, já que suas vestes foram todas queimadas.

 -Certo, se ele acordar no meio do caminho, vamos dar uma parada, ok?

 Eva alerta a todos, que confirmam com as suas cabeças e se esfregam em seus agasalhos, pois mais uma vez a nevasca volta a atacar os céus de Thanagar.

 O resto da viagem para até a caverna onde tinham acampado da primeira vez, foi de certa forma tranquila. Os escravos oravam e cantavam a mesma canção ao qual ouviram dentro da igreja no meio de quase todo o trajeto, e Frederic ainda permanecia inconsciente, mas vivo.

 -Ei, primo. Conseguimos, ok? Estamos levando os que sobraram como escravos e cuidando de você - Louis diz, quando percebe de que ele acabara de acordar quando o colocaram deitado no fundo da caverna, onde está mais aquecido.

 -C-Conseguiram?

 -Sim, primo. Conseguimos.

 Frederic estampa um enorme sorriso de alívio, voltando a observar o seu braço direito, qual não tinha mais entre seus membros do corpo, se decepcionando um pouco.

 -Sinto muito pelo seu braço…

 -Tudo bem… - ele tosse um pouco, bebendo a água oferecida por Eva que está em seu lado esquerdo. - São marcas de uma batalha.

 -As mulheres vão amar, com certeza - Louis sorri, fazendo com que seu primo começasse a rir, tossindo novamente. - Volte a descansar, logo, logo vamos chegar em nosso Reino. Não se preocupe.

 Com isso, Frederic voltou a fechar os seus olhos e tentar descansar enquanto ouve mais uma vez a famosa oração dos escravos. Porém, para Frederic isso não é irritante, lhe traz uma paz interior a qual ele se incomoda em perceber, pois bem, ele destruiu os seus lares. E um tempo depois das orações se encerrarem, o silêncio dominou o lugar, fazendo com que todos dormissem profundamente e em conforto.

 -Psiu

 Fleurieys ouve um som incômodo vindo de um dos escravos, enquanto tenta dormir abraçada com a garotinha que tinha protegido antes.

 -Fleurieys, não é?

 Dessa vez ela abre os seus olhos, observando Avel com um sereno sorriso estampado no rosto.

 -Obrigado.

 -Huh?

 -Estou agradecendo. Obrigado - ele diz mais uma vez, fazendo a loira corar um pouco confusa. - Athena te pediu isso, certo?

 Fleur olha ao seu redor, para verificar se todos estavam dormindo, e o único de sua tropa que está acordado, no entanto, está muito distante e disperso, deixando Fleur um pouco mais tranquila para comunicar-se aos cochichos com Avel.

 -Sim, ela me pediu.

 O homem mais uma vez abre um sorriso, encostando sua cabeça na parede enquanto solta um longo suspiro de alívio.

 -Como sabia? - Fleur questiona repentinamente, ansiosa, referindo-se ao ataque.

 -Ela mandou um suporte do vento para me avisar, ele se chama…

 -Harry?

 -Este mesmo.

 Os dois sorriram, observando os homens que ainda permaneciam adormecidos e o jovem a qual está de guarda ainda disperso, para verificar mais uma vez se estavam a salvos.

 -De nada, Avel - Fleur diz, mandando-lhe uma piscadela e abraçando mais forte a garota que se remexe em seus braços. - Boa noite.

 -Boa noite…

 Com o encerramento da curta conversa dos dois, mais um dia se passa tranquilamente, partindo logo de manhã com a nevasca ainda mais violenta do que antes, chegando só de noite ao Reino de Mond des Todes que os receberam aos gritos de comemorações. Já Frederic foi imediatamente para o hospital, com Louis o acompanhando tranquilamente junto de uma multidão curiosa.

 -Fleurieys! - Athena aparece espontaneamente para abraçar a sua amiga dispersa ao meio de todo o povo que cerca toda a tropa.

 -Desculpa, esse foi o único jeito de manter Avel vivo, eles iriam matar todos… - ela já ia dizendo preocupada, e se sentindo um pouco culpada por ter dado para o amigo de Athena a escravidão para o resto da vida.

 -Mas foi o que te pedi, para deixá-lo vivo, Fleur. Muito obrigada! - ela agradece mais uma vez, apertando sua amiga mais forte em seu abraço enquanto ela estampa um sorriso de alívio.

 -Agora podemos só ir para casa, comer e dar um ronco? - Fleurieys diz já bocejando de sono, fazendo Athena rir e a puxar para começar a caminhar.

 -Com certeza, vou fazer uma boa comida para gente. Estou morrendo de fome também.

 -Estava pensando em algo menos saudável na verdade, como uma pizza.

 As duas riram, enquanto continuam a caminhar para até suas casas.

 -A gente pode comprar então e ir visitar Howaito, que tal?

 -Com certeza! - Fleur diz animada, já se despertando do sono que antes sentia. - Preciso mesmo ir falar com esse babacão.

 Sendo assim, o resto da noite para as duas garotas foi totalmente divertido, acabando-se por decidir dormir na barraca de Howaito onde ele permanece em repouso, pois Athena ficou com dó ao ouvi-lo dizer que se sentia solitário. Com isso, após terminarem as suas últimas partidas do jogo de cartas, dormiram em risadas e totalmente confortáveis, por mais que o colchão que os escravos recebiam era como se dormissem no chão, sem diferença alguma. Mas o fato de que estavam dormindo felizes e em harmonia já era o bastante. Pois como alguns filósofos dizem no mundo de Thanagar:



 “A felicidade é algo que muitos poucos tem a proeza de percebê-la”.



Notas Finais


Yaaaay
Agora só falta dois personagens que eu amei, de fato, para vcs conhecerem no próximo cap que estarei escrevendo. E antes de tudo, me dizem aí nos coments o que pretendem ver durante o prox cap, que farei o possível para atender os seus pedidos u.u

No entanto, vamos sentar pra conversar sobre esse cap, "vamo"?
Bom, como vocês viram, a Wendy, que antes estava com sua família na vila de Alexandra fugindo quando toda aqueles imprevistos aconteceram, acabou aparecendo na vila de Avel, um personagem cativante e que vai ter muito de falar mais pra frente, assim como nossa famosa Soladed com o seu Grife Nino. Todos os seus personagens na verdade vão ter MUITO do que falar, e aposto que irão amar...
Anyway, continuando: esses três personagens acabaram por se unir na vila de Avel e logo em seguida escravos por Mond des Todes. Bom, ao menos estão vivos e Fleur cumpriu a sua "promessa" com Athena. E isso mais para frente provavelmente vai pegar fogo, podem apostar.
E sobre Gadriella? O que cês acharam dessa muié "quietona"? Ah, e lembram? Eu comentei sobre os jogos de batalhas que tem dentro do Reino de Mond des Todes e aposto que vão amar se aprofundar nisso, porém sóó, SÓÓ mais pra frente hehe.

Agora encerrando sobre...eu n sei se perceberam, mas qro mt passar algo pra vcs nesse cap. E n sei se vcs tao tristes, tao depre, eu sla...mas só quero falar pra vocês que vocês não estão sozinhos e a vida não é sem graça!
A felicidade está nas mínimas ações, feições, reações, etc, por mais que tudo ao seu redor esteja todo errado e ruim. É só vocês pararem e verem com outros olhos!
Ent n fiquem tristes e sempre procurem se alegrar, pois a vida é curta demais pra gente ficar chorando e se estressando, beleza? ;3


E como dizem os filósofos de Thanagar:

"A felicidade é algo que muitos poucos tem a proeza de PERCEBÊ-LA"


Vejam a vida com outros olhos <3

Kissus de Cookies e até a próxima!!!


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