História A Guerra Dos Sete Clãs - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Lendas Urbanas
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Fantasia, Magia, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Missão


Andamos lado a lado, no caminho de volta para o acampamento onde os Seis Clãs Remanescentes estavam. Respirei fundo e segurei a mão de Jungkook com força. Ele parou e me encarou, os olhos inchados por ter chorado muito.

- O que foi, querida?

Franzi a testa.

- Pare de me chamar de “querida”.

Jungkook deu um sorriso fraco.

- Certo, querida.

Bufei.

- Você parece preocupada. – Jungkook segurou meu rosto. – O que aconteceu?

Mordi os lábios e olhei para baixo.

- Daqui à algumas horas, irei para uma missão até a terra dos Demônios.

Jungkook soltou meu rosto no mesmo instante.

- Blake...

- Eu preciso ir, Jungkook! Sem mim, mais vidas serão perdidas.

- Pare de se superestimar. É preferível que fique aqui. – Jungkook colocou minha mão em seu peito – Comigo.

- E deixar que mais pessoas morram? Ser uma covarde, permanecer atrás de uma mesa enquanto envio “peões” para a morte certa? Não, não fui ensinada dessa forma. – retirei a mão do peito de Jungkook.

Jungkook permaneceu em silêncio, me observando. Ele balançou a cabeça.

- Essa sua personalidade forte me deixa louco. Aliás, você não pode salvar todo mundo, Blake. Você... precisa aceitar que também possui limites.

Assenti.

- Sim. Por isso mesmo, estou fazendo o que tenho ao meu alcance. – olhei para o acampamento onde os Seis Clãs Remanescentes estavam. – Irei salvar o que me resta.

Jungkook suspirou e caminhou em direção ao Acampamento.

- Boa sorte. – ele disse, sem me olhar no olhos.

Oscilei o peso de um pé para o outro.

- Obrigada. – disse.    

*

*

*

Me despedi de Jungkook com o olhar antes de ir para a Divisão dos Metamorfos, ao encontro de Jung Dawon. Senti um aperto firme no braço, típico de um Gigante. Olhei para o indivíduo e lá estava Kim Seokjin.

- Ei. – ele disse.

- Seja breve, Seokjin, preciso organizar as coisas para a missão.

- Você não irá à lugar nenhum até me explicar o que está acontecendo entre você e o comandante Namjoon.

Me desvencilhei de Seokjin. Baixei o olhar.

- Nós só brigamos.

- Ninguém briga sem um motivo. – ele cruzou os braços – É o Jungkook de novo?

Cerrei os punhos.

- O que você sabe? – disse, trincando os dentes – Vai chama-lo de monstro também?

Seokjin permaneceu em silêncio, sem entender o que estava acontecendo. Posteriormente, sua expressão se suavizou. Ele pôs as mãos e meus ombros e me olhou nos olhos.

- Blake, vá descansar. Você parece muito sobrecarregada.

Suspirei.

- Me desculpe por ter descontado em você.

Seokjin deu de ombros.

- Eu sou seu melhor amigo. Estou aqui para o que precisar. – ele me soltou e caminhou para as forjas, na Divisão dos Gigantes.

Baixei o olhar. Caminhei até a Divisão dos Híbridos. Despenquei na cama improvisada de minha cabana.

Eu sou seu melhor amigo. Estou aqui para o que precisar.

Fechei os olhos.

Não confie em ninguém, Blake.

- Muita coisa para um mero Híbrido. – murmurei. Adormeci após alguns minutos.

 

Sentada em um solo árido, deixava com que o vento balançasse meus cabelos ruivos. Fechei os olhos e inspirei fundo. Eu queria tanto deixar de ser vista como a “irmãzinha do guerreiro prodígio, Namjoon”. Porém meu pai insistia em dizer que eu ainda tinha 9 anos, e ainda era muito jovem para lutar. Felizmente, eu tinha alguém para me ajudar; Min Yoongi.  Aumentei os meus sentidos. Sorri.

O vento tornou-se mais violento por um milésimo de segundo. Pude ouvir um agudo ZIP em uníssono. Facas. Levantei-me em rápída reação. Abri os olhos; lâminas por todos os lados. Saltei o mais alto que pude; apanhei uma faca, e usei-a como defesa para a investida de outra lâmina próxima. Apoei-me em um galho de árvore, impulsionando meu corpo para trás. Rodopiei até o solo, em evasiva. Meus pés alcançaram o chão. Arfei, devido a muitos rodopios de uma vez.

- Você está melhorando a cada dia. – Yoongi se aproximou. Não passava de 17 anos.

Me levantei.

- Ainda não é o bastante. – limpei a poeira de meus ombros.

Ele revirou os olhos.

- Com certeza não é. – ele me deu um cascudo na cabeça – Descanse um pouco. Você está treinando sem parar faz nove horas.

- Então é verdade – meu pai caminhou até nós, com um olhar repreendedor. Minhas pernas bambearam.  – Você estava treinando ela sem minha permissão.

Yoongi permanecia indiferente. Eu me intervim na conversa.

- Pai, fui eu quem pediu para que ele me treinasse!

Dominic Dieckmann suspirou.

- Você ainda é muito jovem, Blake.

- E uma prodígia. – Yoongi rebateu.

- Como é? – meu pai franziu as sobrancelhas.

- Está vendo isso? – ele mostrou todas as facas espalhadas pelo solo árido. – Esse foi o progresso de Blake hoje.

Dominic ficou em silêncio. Ele segurou minha mão.

- Vamos, querida. Seu treinamento básico começará daqui alguns dias. Posteriormente, iremos partir para o treino com armas – meu pai me puxou para longe de meu “treinador”. Sorri para Yoongi, em agradecimento. Ele apenas deu de ombros.

A imagem mudara. Dominic Dieckmann encontrava-se em frente a um mapa, e eu, com apenas 16 anos, estava ao seu lado. Ele suspirou, cansado.

- Não vamos aguentar. – ele murmurou.

Neste instante, o pai de Kim Seokjin adentrou a cabana, apressado.

- Dominic, nossas tropas precisam de você. Sua esposa, ela... – sua voz falhou.

- Sei do ato heroico de minha mulher. – Dominic limpou os olhos. Fiquei paralisada no lugar onde estava.

- Você não pode estar falando sério... – o meu corpo tremia, frágil.

O pai de Seokjin suspirou.

- Sinto muito, pequena Blake.

Neste instante, Namjoon adentrou a cabana.

- Meu pai, eu-...

- Cuide de sua irmã, Namjoon. – Dominic empunhou sua espada.

- Não, papai! – meu irmão me segurou fortemente. As lágrimas percorriam eu rosto, eu soluçava. – Por favor, não!! Me leve com você!

Meu pai encostou sua testa na minha.

- Blake, lembre-se... não deixe nada te dizer quem você é, você é o que vê em mim...

A imagem de meu pai foi tornando-se distante. Ouve-se o barulho de uma explosão; grito, em desespero, mas ninguém poderia me ouvir. Dominic Dieckmann estaria perdido para sempre em nossas memórias.

*

*

*

Sentei-me rapidamente na cama. As lágrimas percorriam meu rosto. Eu solucei. Encostei meu rosto no travesseiro improvisado.

- Pare de chorar, pare de chorar, pare de chorar, pare de chorar... Ele gostaria que você seguisse em frente...

Em cinco minutos, meu travesseiro já estava completamente encharcado de lágrimas.

Me levantei, e amarrei meu cabelo. Meus olhos estavam inchados, de tanto chorar. Com certeza, não conseguiria descansar mais um pouco.  Respirei fundo.

- Força... – disse. Deixei a cabana e caminhei em direção à Divisão dos Metamorfos. Não havia motivo para choro. Encontraria meu pai caso essa missão falhasse. Teria... paz.

Adentrei a cabana de Jung Dawon. A garota colocava sua armadura cautelosamente. Possuía longos cabelos negros e ondulados. Forcei um sorriso.

- Vejo que já está pronta.

Jung Dawon virou-se rapidamente para mim.

- Comandante. – ela ficou em posição de sentido, completamente ereta.

- Pode relaxar. – eu disse.

A expressão da irmã mais velha de Jung Hoseok suavizou-se.

- Obrigada por... ainda acreditar que meu irmão esteja vivo. – ela colocou a espada na bainha. Posteriormente, prendeu seus cabelos em um alto rabo de cavalo.

- A esperança é a última que morre. Yoongi não mataria alguém sem antes torturá-lo-....- parei de falar no mesmo instante. – S-sinto muito.

- Tudo bem. – Jung Dawon suspirou. Ela deixou a cabana.

Blake, você é uma idiota, pensei. Deixei a cabana. Kim Taehyung estava nos esperando do lado de fora. Ele sorriu.

- Prontas?

Jung Dawon revirou os olhos.

- Só uma pergunta, comandante. Por que ele virá conosco?

- Acredite, não foi uma escolha minha.

- Ei! – protestou Kim Taehyung.

Caminhei até a saída do acampamento. Virei-me para meus parceiros.

- Depressa. Ainda precisamos chegar lá durante a noite.

 

-- Yoongi –

Observava os lagos de lava em minha base, entediado. Encarei meu prisioneiro, acorrentado e ensanguentado. Sua corpulência não aguentaria mais ser torturada e posteriormente curada. Isso acabara se tornando um ciclo vicioso do qual estou dentro, na tentativa de acabar com meu tédio.

- Pa... pa... – olhei para o bebê em meus braços e sorri. Um ser tão frágil e inocente. Eu iria protegê-la com minha vida.    

 - Senhor. – uma voz feminina, fria, me chamou. Lilith, minha vice-comandante. Virei-me, e encarei-a com desdém.

- Diga. – revirei os olhos.

- De acordo com nossa fonte, um grupo de três pessoas virá para um ataque. Devo pedir para que as tropas se organizem?

- Deixe que venham.

Lilith suspirou. Ela afastou os cabelos negros do rosto.

- Sim, senhor. – Lilith deixou a sala.

Eu não me importava com que viria à seguir. Essa guerra já estava ganha, nada do que iriam fazer funcionaria. Nada iria me impedir agora. O bebê olhava com curiosidade o ambiente em que estava. Eu sorri.

- Ninguém irá tirar você de mim, minha filha. Eu prometo que irei te proteger com minha vida.  



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