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História A Guerra dos Signos - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oi pessoal,

Estou postando mais um capítulo hoje, por que amanhã eu não vou conseguir atualizar.

Boa leitura :)

Capítulo 8 - Ataque


Fanfic / Fanfiction A Guerra dos Signos - Capítulo 8 - Ataque

CAPÍTULO 7

Um grito horrendo me acorda. Salto da cama e tento raciocinar de onde ele vem. Em questão de segundos escuto outros piores. Algo se quebra e ouço tilintar de espadas. Pessoas correm no corredor, e de repente. um alarme soa. Era difícil adivinhar como era a situação fora do meu quarto, mas talvez, seja melhor eu não saber. 

Eu sabia quem havia chegado. Não pensei que viriam.

Levanto e procuro minha espada. Geralmente a deixo embaixo de minha cama, para que possa encontrá-la rapidamente em situações como esta. Não podia acender as velas pois os invasores veriam a luz do meu quarto, então, enfrento o breu e caminho até a porta para trancá-la. Me contento com a luz do luar que invade meu quarto e visto minhas botas, calças e camiseta, tudo tão rápido, que em questão de um minuto estou pronta. 

— Merda! — No meio da escuridão esbarro em uma cadeira. Continuo procurando a porta que me dá acesso à varanda, quando a encontro, a abro. Me abaixo e rastejo, tomando cuidado para não se vista por ninguém. Coloco minha cabeça entre as grades da cerca que delimitavam a varanda, e observo a cena infernal. Navios arianos estavam encostados na costa, e ao seu redor dezenas de soldados batalhavam contra o exército libriano. Onde antes se via areia, agora se encontra corpos de jovens mortos. Os arqueiros de Libra usavam a altura do castelo como vantagem, atirando suas flechas contra os inimigos. Corro para dentro o mais rápido possível e me tranco, novamente, dentro do meu quarto. Desabo no chão, aos pés da minha cama.

Isso era ruim, muito ruim. O que faria? Estava presa, e não tinha escapatória. A situação me transporta para floresta, e revivo o momento em que fui perseguida por espiões. Recebo choques de adrenalina que toma conta do meu corpo, como na última vez. “Talvez, se ficar escondida, ninguém me encontre! ” Penso. 

Era possível ouvir o som estridente das espadas, e sentia o impacto dos passos pesados contra o chão. Móveis se quebrando, vozes nos corredores e gritos dos soldados feridos na praia. Não acreditava no que estava acontecendo. Áries estava aqui!

Ouço batidas fortes na porta. Preciso tampar minha boca com as mãos para impedir que um grito escape. Se entrassem em meu quarto seria o fim! Não podia acabar assim! Ser morta em um ataque ariano, é a pior morte para um leonino, principalmente para a princesa. Durante nossa última batalha contra Áries, meu avô foi morto por Carter Feuer, o líder ariano. Se isso voltar a acontecer, os Brancos se enfraquecerão, e os Dourados terão a vantagem na guerra. Não posso falhar com meu povo mais uma vez!  

— Quem está aí? — Grito, morrendo de medo.

— Kiara! Sou eu! — Vindo do outro lado da porta, a voz de Kalel alivia minha angústia. Corro até o outro lado do quarto para deixá-lo entrar. Ofegante, Kalel avança pelo quarto e se certifica de que todas as janelas estão trancadas. 

— O que está acontecendo? — Pergunto, mas já sabia a resposta. 

— Os arianos atacaram. Está uma confusão! Mataram dez criados até agora e ninguém sabe onde Thomas e a rainha Emily estão. — Kalel caminha de um lado para o outro, preocupado. Ponho a mão no peito. Me pergunto se Nina e Cora estão bem, mas de repente outra pessoa aparece em minha cabeça.

— Kalel, e meu pai? — Pergunto assustada.

— Ele está em seu quarto com seus guardas pessoais. Quando ouvi o alarme, corri para cá para protegê-la. Desculpe, mas não fui vê-lo.

— Eu preciso saber como ele está! — Kalel não gosta da ideia, mas continuo. — Nós vamos até lá.

Decidida caminho até a porta, mas Kalel segura meu braço. Ele arregala seus olhos repletos de medo. A pessoa mais corajosa que conhecia estava assustada, isso não é bom. 

— Você está louca, não é? — Ele me olha sério e me solta. — Você tem noção do que está acontecendo lá fora? — Ele aponta para a porta. — Será quase impossível lhe levar em segurança, pior ainda se resolvermos fazer um tour pelo castelo!

— Por favor Kalel! — Imploro a ele. — Meu pai é tudo que tenho, não posso deixá-lo sozinho. 

— É suicídio Kiara! — Esbraveja. 

— Que seja! Por meu pai, enfrento até a morte. 

Torço para que meu olhar de determinação seja capaz de vencer sua personalidade teimosa. Não saio daqui sem meu pai!   

— Se sobrevivermos, você me deve todas as suas sobremesas pelo resto de nossas vidas! — Ele me diz, irritado. Kalel não espera minha resposta e avança para a porta.

Ao abrir a porta, me concentro ao máximo para lembrar todos os treinamentos militares que recebi. Se me esforçasse, podia reviver os momentos em que fiz os mesmos movimentos na sala de combate de Leão, só que desta vez, era real. Pessoas não teriam medo de me machucar, e eu também não terei receio em feri-las. 

Caminho lentamente atrás de Kalel imitando seus passos. Corremos e nos escondemos atrás de móveis e entre corredores. Felizmente o quarto do meu pai era próximo ao meu, e não encontramos nenhum ariano no caminho. Corro em direção a porta do quarto, e vejo que já estava aberta. Nós nos agachamos e andamos lentamente para dentro, nos escondendo atrás de um sofá vermelho que decorava o quarto do rei. Não havia nenhum movimento no cômodo, por isso, lentamente levanto para procurar meu pai. 

Quase desmaio ao ver corpos em frente ao sofá onde estávamos escondidos. Os guarda-costas do rei estavam inconscientes e gravemente feridos. A janela da varanda estava aberta, e se ouvia tiro dos canhões em direção ao castelo. O tremor dificultava os movimentos e era quase impossível ouvir qualquer som no ambiente além dos choques das bombas na estrutura do palácio. O chão tremia e a fundação vacilava.  

Enquanto me abaixo para verificar a saúde dos homens, ouço sons vindo do banheiro. Um dos guarda segura meu braço e me impede de ir atrás do barulho. Seu rosto estava seriamente machucado, ele possuía ferimentos no peito e barriga e fazia muito esforço para respirar. 

— Alteza... — Ele vira sua cabeça para cuspir sangue. — Fuja, agora!

Me sinto enjoada. Quem poderia ter feito isso? Lentamente conto os corpos no chão; um, dois, três, quatro, cinco... seis! Todos os homens encarregados da segurança de meu pai estavam ali, isso significava que o rei estava desprotegido! “Onde está meu pai? ” Penso. Ao meu lado, Kalel auxiliava outro protetor do rei, fazendo pressão com as mãos para parar o sangramento em seu abdômen. Volto a falar com o homem perto de mim. 

— Onde está meu pai?

A dor e confusão distorcem os sentidos do homem, impedindo-o de olhar para mim. Seguro sua cabeça e o forço a me encarar. 

— Eu preciso saber, onde ele está? 

Recebo apenas o silêncio como resposta. Era inútil tentar tirar informações de alguém tão ferido quanto ele. Solto sua cabeça e o deixo em paz. Novamente escuto sons vindo do banheiro, mas, desta vez, ninguém me impede de ir até sua fonte. Com as mãos manchadas de sangue, puxo minha espada, tentando ao máximo, não fazer barulho. Evito pisar nos corpos jogados no chão e caminho lentamente até a porta do banheiro. O piso de madeira range e ouço gemidos entres os feridos, Kalel se posiciona ao meu lado, atento com sua espada em mãos. Me agacho e espio dentro do banheiro. 

Me surpreendo quando noto um cômodo onde bagunça era ainda maior do que o cemitério no qual acabamos de passar. Meu pai estava perto de uma banheira que possuía água até sua borda. Julgado pela sua aparência molhada e ferida constato que os arianos estavam se divertindo, afogando o rei de Leão na banheira. Havia cerca de cinco soldados, mas um deles me chamou atenção. Suas roupas eram finas e caras, ele era alto e jovem. Diferente dos outros, não utilizava capacete, revelando a todos, seu rosto com traços marcantes. Aquele homem não era apenas um soldado, ele deveria ser um comandante, ou até mesmo o general ariano. 

— Rapazes! — Ele se dirige aos outros soldados. — Nunca se esqueçam deste momento! Hoje, é o dia em que matarei o rei de Leão!

Ele recua sua espada para realizar o golpe mortal. Fico imobilizada, não sabia ao certo o que deveria fazer. Meu pai estava de joelhos, apoiando seus braços na borda da banheira. Estava fraco, e tinha dificuldade para se manter acordado. Nunca nos imaginamos em momentos como este. Pela a imagem que meu pai me passava, o imaginava como alguém intocável. Orgulhoso, poderoso, forte e acima de tudo, um líder. Vê-lo desta maneira fez meu coração se partir e me trouxe a realidade; até mesmo reis sangram.  

Antes que o soldado pudesse proferir o golpe que causaria a morte do meu pai, o rei o enfrenta. 

 — Vocês nunca vencerão a guerra! — Esbraveja, jogando gotas de água enquanto se movimenta. 

O general acha graça do comentário do rei, e se contorce de tanto que ri. Ele enxuga as lágrimas dos cantos dos olhos e projeta um olhar feroz sobre meu pai.  

— Nós já vencemos! 

O homem chuta o abdômen do rei, que cai inconsciente no chão. Não consigo me controlar. “Quem pensam que são para encostar em meu pai”. Com minha espada em mãos, voo para cima do general, distraído com meu pai, e acerto seu braço. Ele grita de dor e se vira para mim, armado. Posso observá-lo melhor agora. Alguns anos mais velho do que eu, o homem usava uma longa capa vermelha e uma armadura poderosa. 

Os seus soldados, já em posições, correm em minha direção, mas Kalel impede que cheguem até mim, e aproveito o momento para vingar meu pai. Chuto o abdômen do general, fazendo-o cambalear para trás, batendo sua cabeça na pia. 

— Garota idiota! — Tão silencioso e rápido como o ataque ariano à Libra, o homem entra em posição de luta novamente e me ataca. A tontura por conta do impacto na cabeça o enfraquece, o que deixa seu movimento pobre e fraco. Me aproveito da situação e miro em sua perda, em um local onde a armadura não o protegia. Ele grita e põe a mão no corte para parar o sangramento. Ao se abaixar ele olha para meu pescoço, onde o colar de Leão que minha mãe havia me dado estava, e por fim, faz a conexão.

— Então você é a princesa de Leão! — Ele olha para meu pai, ainda caído no chão, e depois volta sua atenção para mim. — Não sabia que Leão tinha uma princesa. Perdão pelo incomodo majestade. — Ele força uma reverência e volta a ficar de pé.

— Seu animal! O que fez com meu pai? — Grito furiosa.

— Ah, ele? Não se preocupe, ficará bem, ainda não terminei o meu trabalho. — Ele me dá um sorriso perturbador.

— Desgraçado! — Sem esperar resposta, eu o ataco. Nossas espadas se encontram e percebo a força que o adversário possui. Acertei seu braço e perna, e com apenas um empurrão, ele havia batido sua cabeça contra a pia, mas lutava como se não houvesse ferimentos. Não apenas seu controle contra a dor, mas também sua agilidade e força o tornavam impossível de vencer. Desvio de seus golpes e tento avançar para cima dele, mas o homem é mais rápido e me imobiliza. Ele aperta minhas mãos e me força a largar a espada. Eu cedo e berro de dor. 

Ajoelhada no chão, utilizo minhas pernas e dou uma rasteira no homem. Ele cai no chão e bate sua cabeça no piso. Sento em seu abdômen e realizo uma série de socos em seu rosto, até sentir meus punhos doerem. O general, havia desmaiado. Olho para minhas mãos cheiras de sangue noto minha carne a mostra. De repente, o homem que antes estava dormindo, segura minha cabeça e a bate contra o chão. 

Tudo começa a ficar escuro. Os sons do ambiente estão tão abafados que quase não ouço os tremores dos canhões. Do chão, olho para Kalel lutando contra dois soldados. Suas espadas se chocavam rapidamente, mas para mim, aqueles movimentos estavam acontecendo em câmera lenta. Ao meu lado estava meu pai. A cena era vergonhosa. “O rei e a princesa de Leão são mortos pelo General ariano. ” Já imagino como seria a manchete dos jornais do dia seguinte. Tão humilhante. 

Tento estender minha mão para alcançar meu pai, mas sou impedida quando alguém me puxa pelos cabelos e me arrasta até a banheira. Minha cabeça é mergulhada na água gelada, me fazendo sentir a ardência dos meus ferimentos sendo limpos. Engulo água enquanto sou empurrada para o fundo. Minhas mãos não obedecem aos comandos do meu cérebro, e lutam por si próprias, tentando ao máximo me tirar daquela situação.

A falta de oxigênio embasa minha visão e diminui meus sentidos, um único sentimento é aumentado; agonia. Meus pulmões, antes cheios de ar, agora se transformam em um rio onde a água doce reina em sua maioria. Queria descansar, sair daquele lugar horrível e simplesmente dormir. Meus braços desistem de lutar, assim como eu.     

De repente, liberdade. A mão que me negava oxigênio me solta e posso voltar a realidade. Kalel e o general se enfrentavam enquanto eu vomitava os litros de água engolidos poucos segundos antes. Minha respiração é pesada. Meus pulmões ardem por conta da água ainda neles. Tiro os cabelos do rosto e enfrento a situação em que eu amigo se encontrava. Eu tinha duas opções; morrer no chão, como uma perdedora, ou morrer lutando, como uma guerreira. 

Arfo e inspiro todo o ar possível, até que a capacidade máxima dos meus pulmões seja alcançada. Apoiada em minha espada, eu me reergo. Me intrometo na luta do meu amigo e uno minha espada à dele. A dificuldade aumenta para o general, que não consegue conter nós dois. Minha espada atinge a dele ao mesmo tempo em que desvia de um golpe de Kalel. Não importa o quanto tentamos, ele sempre é mais rápido. 

Já havíamos deixado o banheiro enquanto lutávamos com o adversário. A porta do quarto é escancarada e mais três soldados invadem o ambiente. Kalel me abandona para enfrentar os três homens. Uma vez sozinha, o homem volta a ser superior, fisicamente, a mim. 

Estava sendo um mês complicado para mim. Primeiro, sou atacada na floresta por espiões que invadiram meu palácio e poderiam ter me matado em minha própria casa, logo em seguida, descubro que meu povo passará fome no inverno e não poderei ajuda-los. Meu melhor amigo, revela seus sentimentos por mim, o que pode estragar nossa amizade de dezoito anos. Meu pai está inconsciente no chão do banheiro, enquanto eu luto pela minha vida contra, não só o homem que possivelmente matou o rei de Leão, mas também aquele que representa o principal inimigo da minha nação. Nada bom.  

Na floresta, pude utilizar a escuridão como uma arma, mas neste momento ela me falta. A ideia de usar fraqueza como saída ilumina meus pensamentos. Talvez o general fosse maior e mais forte, mas eu não estava ferida como ele. Chuto sua perna machucada, o que o faz cair no chão. Me aproveito da situação e cravo minha espada em sua outra perna. Ainda estava furiosa com o homem por ter tido a audácia de ferir um membro da família de real de Leão. A cena da tortura do meu pai invade meus pensamentos. 

— Isso é por ter encostado no meu pai. — Forço o ferro na sua carne, e o vejo se contorcer de dor.

Seus gritos eram tão estridentes que outros soldados arianos começam a entrar no quarto. Precisava mata-lo antes que fosse tarde. 

— Isso, é por ter tido a audácia de invadir Libra! — Grito e cravo a espada em seu abdômen.

— Isso, é por ter tentado me matar a princesa de Leão! — Retiro a espada e chuto seu rosto. O corpo do general é atirado para frente. Derrotado, ele permanece deitado no chão. Levanto minha espada em cima dele, e cravo meus olhos nos dele, era o fim. Havia se passado mais tempo do que esperava, mas eu não conseguia me movimentar. “Não sou assassina. Não sou como ele! ”. A ideia de matar o homem que feriu meu pai, me alegra, mas eu sou forte o bastante para evita-la. Eu o poupo. 

Guardo minha espada e corro até o banheiro. Meu pai ainda estava lá. Atirado ao chão, quase esquecido, e completamente humilhado.  O levanto do chão e passo seus braços por cima dos meus ombros. Admito que o rei necessitava de um regime, minhas pernas cansadas quase não possuem força suficiente para levantá-lo. Com muito esforço saímos do banheiro. Kalel ainda lutava com os soldados, evidentemente cansado, meu amigo começa a se enfraquecer, mas os inimigos são impiedosos. Quero soltar meu pai e ajudá-lo, mas duvido que possa fazer muito. Mais soldados entram no quarto, mas dessa vez, são aliados. Pela primeira vez em muito tempo a sorte vira a meu favor. 

Os librianos cercam os arianos, Kalel finalmente tem a oportunidade de escapar, e corre até mim. Dois outros soldados nos ajudam a sair do quarto em segurança, voltando a batalha logo em seguida. Ofegantes e feridos, vagamos pelos corredores do castelo. O mármore antes branco está machado de sangue, os quartos estão revirados e ainda se escuta gritos. Meu corpo ferido grita por ajuda, carregar peso desta maneira aumenta o tamanho da carga. 

— Precisamos continuar! — Kalel grita, tentado me manter firme. 

— Aonde estamos indo? — Minha voz é fraca. 

— Para qualquer lugar seguro. 

Em minha visão, o castelo sempre foi enorme, mas agora, era um labirinto sem fim. Caminhamos por muito tempo até encontrar a porta de saída. Uma vez fora do castelo, observo que o exército ariano havia sido derrotado, e os soldados librianos começam a entrar no palácio para socorrer as vítimas e capturar os poucos inimigos que restam. Eu e Kalel ainda carregávamos meu pai.

— Socorro! — Grito o mais alto que posso, até que um grupo de criados vem em nossa direção. — Por favor, ajudem ele! — Entrego meu pai aos cuidados médicos e os observo levarem o rei para longe de mim. Abraço Kalel e desabo em lágrimas. Meu amigo não diz nada, simplesmente me abraça, até que os últimos soldados arianos são capturados e tudo começa a se acalmar.


Notas Finais


Esse capítulo foi bem difícil de escrever, espero que vocês tenham gostado!

Até logo ;)


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