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História A guerra dos Tronos - kiribaku - Capítulo 1


Escrita por: Ana_Fusieger_

Notas do Autor


Muito prazer pessoal do spirit, esta será minha primeira história que se passará em uma época medieval, esse tipo de história são minhas prediletas então postarei várias do tipo

Sem mais delongas, boa leitura a quem ler este capítulo


Obs: capítulo betado

Capítulo 1 - Além dos muros


Fanfic / Fanfiction A guerra dos Tronos - kiribaku - Capítulo 1 - Além dos muros

  Século XV 

A família Yagi também conhecida como a família dos caçadores de dragões viviam em paz no reino de Rívia, seu fundador conhecido como o rei do trono de aço possuía dois filhos sendo um deles adotado, o mais velho possuía cabelos verdes e cacheados que lhe davam um ar infantil, suas íris eram da mesma cor de uma pedra de esmeralda tão intensa como o calor das brasas de uma lareira do castelo, as maçãs de seu rosto eram tomadas por lindas e adoráveis sardas que eram tão evidentes em seu rosto como as marcas das asas de uma pequena joaninha dos jardins reais, o nome do príncipe herdeiro era Izuku Midoriya  

O jovem príncipe herdeiro era conhecido e famoso por suas vitórias em meio ao sangue e ao desespero vividos no campo de batalha junto de seus fiéis soldados treinados pelo próprio esverdeado, sua habilidade com a espada era deveras incrível de fato, tinha um espirito justo e coração e alma fortes, claro que como toda pessoa ele também possuía seus medos e demônios que assombravam sua mente. Seu maior medo se fez presente no dia que sua amada mãe foi morta a sangue frio por seu tio, desde este fatídico dia o urro de dor que sua mãe deu ainda assombram suas noites de sono o impossibilitando de entrar no mundo dos sonhos. Mesmo anos depois da partida de sua progenitora a lembrança ainda lhe perturbava, estava frio naquele dia, mas não um frio tão intenso quando o do coração do assassino de Inko Midoriya a mulher mais gentil e doce que lhe deu a dádiva do nascimento, mas não podia mudar o passado pois saberia que afetaria o futuro de seus amigos e membros de sua casa  

Apesar de ter perdido sua mãe o destino lhe presenteou com um adorável irmão, o segundo filho do rei não era portador de seu sangue real pois esta criança fora entregue nas mãos do rei durante uma batalha nas terras de Teméria, enquanto os soldados vasculhavam as carroças que levavam escravos foi ouvido um choro estridente de uma bebê em uma das estruturas de madeira que estava totalmente destruída, uma mulher de cabelos compridos e totalmente negros estava dentro do lugar, seus tornozelos acorrentados com grandes correntes de ferro que marcavam sua pele que estava repleta de terra e seu próprio sangue, em seus braços repousava um pequeno embrulho de panos e uma manta, era uma criança, chorando por medo e fome no meio de tal cenário de horror repleto de dor e cadáveres 

Apesar da mulher estar com sua pele totalmente suja, a criança que chorava em seus braços estava perfeitamente limpa e sem nenhum arranhão, sua pele era clara como a primeira neve a cair da estação, seus pequenos cabelos ainda rasos em sua pequena cabeça eram de um tom carmesins tão intenso como uma pedra de rubi recém encontrada em alguma caverna 

Era sem dúvidas a criança mais bela que os olhos esmeraldinos do príncipe já viu durante seus vinte e três anos de vida, a mulher quando notou sua presença se aproximou e lhe estendeu o pequeno entulho de mantas e tecidos que aqueciam o bebê, e lhe disse tais palavras com um tom calmo, mas repleto de dor e angustia ela lhe disse 

–  Por favor, leve meu filho... eu não tenho mais tempo neste mundo, cuide do meu filho... por favor - então a mulher deu em seus braços a pequena criança que ao ser pega pelos braços do príncipe, cessou seu choro e permaneceu em completo silêncio 

–  Minha senhora, como devo chamar esta criança? - Izuku então não obteve sua resposta, a mulher já possuía os olhos opacos e sem vida, mas em seu rosto permaneceu um pequeno curvar de lábios, um pequeno sorriso, finalmente estava descansando no outro mundo em completa paz 

E em meio ao sangue e a guerra que seu irmãozinho chegou até si, agora depois de quinze anos vive em paz no reino de Rívia junto de seu pai e Eijirou, o nome que fora dado ao pequeno bebê  

Eijirou agora tinha quinze anos de idade, dono de uma beleza e gentileza de dar inveja e deixar o coração de todos e principalmente de Izuku leve como uma pluma, todos aqueles que já tinham tido algum contato com o segundo príncipe sabiam como era contagiante sua alegria e sorriso que nunca tirava de seu rostinho, e como dito ele foi abençoado pelos deuses como falavam, abençoado com uma beleza estonteante, seus cabelos eram longos e cacheados, não como os de Izuku mas eram parecidos, seus fios eram ruivos de um tom tão vermelho como sangue, olhos carmesins adornados de longos cílios delicados, o rosto pálido confundia a todos, perguntavam se ele estava doente ou se sentia bem, claro que todas as vezes ele respondia  

¨Não se preocupe, minha pele sempre foi clara como o cair da primeira neve¨  

Era sempre assim, e agora o décimo sexto aniversário de Eijirou estava se aproximando rapidamente como uma flecha quando atirada de um arco, Izuku estava em dúvida do que presentear o mais novo. Caminhava despreocupadamente pelos corredores de pedra cobertos por bandeiras com o símbolo de Rívia as enfeitando dando um pouco mais de cor aquelas paredes que pareciam lhe sufocar a cada passo que dava em direção aos jardins onde certamente Eijirou estaria como sempre, o mais novo sempre ia todas as tardes ao jardim para admirar as tão belas flores que o próprio príncipe plantou com cuidado e carinho como se cuidasse de um pássaro que caiu de seu ninho e machucou sua pequena asa, impossibilitado de voar livremente 

Era assim que o jovem príncipe de cabelos de fogo se sentia, preso em uma gaiola como um pequeno pardal, desprovido de sua liberdade dento dos muros de sua morada na casa Yagi, a sensação de estar acorrentado junto das pedras que faziam parte das paredes lhe deixava angustiado, era como se tivesse nascido um escravo, sem a opção a não ser de obedecer seus senhores e aceitar sua condição de liberdade trancada em uma caixa de madeira repleta de correntes que nem mesmo o calor mais ardente seria capaz de derrete-las por completo 

Esse era o pensamento do jovem príncipe de cabelos de fogo, queria explorar o desconhecido além dos muros do castelo, conhecer coisas das quais nunca teria chance de saber pelas restrições de seu pai e seu irmão o colocavam, a ideia de ter seus delicados pés contra a sensação da grama do mundo do lado de fora lhe deixava extasiado, ver o pôr-do-sol em cima de uma colina enquanto o vento bate suave e acariciante no rosto como o toque de uma mãe possui,  como o cair de uma chuva gentil em meio a um dia ensolarado, só de pensar faz seu coração bater mais rápido contra o peito 

Talvez a ideia de fugir do castelo durante a penumbra da noite fosse má ideia, mas no momento o garoto de cabelos de fogo só queria experimentar o gostinho que a liberdade pode oferecer para si, a sensação de libertação e poder realizar o sonho que tanto almeja, ver um dragão de gelo 

Sempre foi alertado por seu pai e seu irmão mais velho que nunca deveria se aproximar das terras dos Mors, criaturas mágicas que pareciam ter sido tiradas de livros de fantasia e contos de fadas que Eijirou tanto se fascinava em ler, sempre imaginou como seria vivenciar uma história igual as que lia dentro da grande e solitária biblioteca na qual era seu refúgio dos problemas e angustias do castelo. Sempre foi contra o legado de sua família, repudiava com todo o seu ser a caçada aos dragões e as criaturas da floresta dos Mors 

Queria saber se as histórias que ouviu sobre fadas e duendes eram verdadeiras como as que os livros lhe contavam, se eram mesmo as criaturas barbaras e sem dó que matavam não importa quem seja além de sua espécie, se as fadas realmente se alimentavam da sua vitalidade e lhe amaldiçoavam depois de se alimentar da vida dos humanos e até mesmo dos animais comuns da floresta. Mas queria acreditar que não eram cruéis ou maldosos como todos de Rívia diziam sempre afirmando ser a verdade absoluta, todos que afirmavam tais histórias achavam que estavam convictos de suas próprias palavras e afirmações sobre os Mors, mas mesmo sabendo das circunstâncias o jovem príncipe Eijirou queria ver com seus próprios olhos e afirmar se o que lhe contavam era ou não era de fato verdade  

Eijirou viu seu irmão se aproximando ao longe pelos corredores de pedra tendo em mãos uma espécie de coroa de flores, além disso eram as suas favoritas, rosas brancas como a neve que caia no inverno, ficou encarando as belas flores por tanto demasiado tempo que se lembrou do último inverno um ano atrás, ele estava no mesmo jardim que estava agora e sobre seus cabelos ruivos repousava uma capa de linho vermelha destacando suas vestes brancas que se misturavam junto da neve que cobria os caminhos de pedra e as grandes árvores que enfeitavam o belo jardim além de fornecer seu ar para aqueles que passavam pelo local se deleitando com a brisa fresca e gélida graças a temperatura pois dentro das paredes era mais quente graças as grandes lareiras de pedra, naquele jardim em meio a neve somente as rosas brancas não estavam fechadas como as demais flores, poderia afirmar que tais plantas tinham sua imponência, era delicada como um botão de girassol que ao tocar várias pétalas cairiam mas ao contrário das flores do sol, as rosas continuavam com suas lindas pétalas intactas, seus espinhos protegiam a si mesma contra aqueles que adorariam corta-la mas ainda assim, podia ser roubada e cultivada em outro local e talvez florescer mais do que antes  

Se for parar pra pensar, as rosas lembram o amor, quando não correspondido ele corta seu broto e pode morrer, mas se for cortado com cuidado sem machuca-la pode ser replantado em outro local e renascer mais forte que antes, mais bela que antes, tens seus espinhos para proteger seu coração, mas as vezes não são o suficiente e morrer sem o devido cuidado que precisariam.  

Como se um choque de realidade batesse em sua cabeça Eijirou saiu de seus desvaneios e se deu conta que Izuku estava na sua frente e em suas mãos a bela coroa de flores brancas, com aquele sorriso caloroso que ele demonstrava apenas para o mais novo era tão bom que fazia o mais novo retribuir o gesto da mesma hora, com seu sorriso mais lindo que deixava a qualquer um com o coração leve como as penas fofas que se encontravam em seus travesseiros na hora de sonhar 

Izuku ergueu o ramo de flores e Eijirou imediatamente soube que era para abaixar-lhe a cabeça, sentiu um pequeno incômodo ao sentir os pequenos espinhos das flores entrarem em contato com sua pele em meio aos fios de sua cabeça, mas logo não sentiu mais nenhum desconforto ou pequena dor, levantou seu olhar para o esverdeado a sua frente e viu o mesmo ajeitar a coroa sobre seus cabelos fazendo pequenos fios caírem em seu rosto que logo foram colocados atrás de suas orelhas para não atrapalhar sua visão 

–  Eijirou, como sei que tu amas estas flores eu fiz esse presente para você, é simples, mas fiz com carinho – Izuku sorriu para Eijirou, seu rosto estava calmo e possuía serenidade em suas feições 

–  Eu fico imensamente feliz com o presente meu irmão, como sabias que rosas brancas são minhas preferidas? - o mais novo arqueou uma sobrancelha demonstrando sua dúvida, o que fez izuku acenar e concordância 

–  Sempre que te vejo neste jardim, eu vejo o brilho nos seus olhos quando vê essas flores e até mesmo seus botões antes mesmo de desabrocharem – ao terminar sua fala viu Eijirou abrir a boca em um perfeito ¨O¨, o que fez Izuku dar uma breve risada  

–  Certo, agora de fato perdi minhas palavras com sua fala Izuku, você me parece ser bem observador ao meu ver – Eijirou deu uma breve risada que fez o sardento achar fofa  

–  Pense como achar melhor pequeno, agora preciso ir ao pátio de treinamento auxiliar os novos soldados que ainda não possuem habilidade correta de portar uma espada – e assim o esverdeado fez uma pequena, mas respeitosa reverência para o ruivo que fez um breve acenar de cabeça em forma de concordância e respeito para o esverdeado 

–  Lhe desejo sorte meu irmão - Então o ruivo se levantou e passou a caminhar para dentro das paredes em busca de seu refúgio repleto de livros dos mais diversos tipos 

Durante o caminho, ficou pensando em como fugir do castelo sem chamar atenção dos soldados e nem mesmo do cão de guardava a entrada e saída dos portões do norte e sul do castelo, foi quando se lembrou do pequeno alçapão que ficava na dispensa da cozinha, ela passava pelo subterrâneo do local e dava direto para a entrada da floresta dos Mors. Se era arriscado? Sim, com certeza era arriscado, mas sua curiosidade era maior que sua última chance de voltar atrás nesse plano de escape, teria que agir sozinho pois sabe que se contasse para Todoroki ou Bakugo eles certamente iriam lhe delatar ao seu irmão ou até mesmo para o rei do trono de ferra que, era seu pai 

A hora certa para sua fuga seria ao entardecer em Rívia, a maioria dos soldados estariam descansando pra a próxima de suas rondas até serem substituídos por outro soldado em seu lugar e assim sucessivamente, correu o mais rápido que suas pernas permitiam até seus aposentos que lhe obrigara a subir enormes degraus até finalmente chegar em frente à porta de seu aposento, era talhada e bem trabalhada em seus desenhos na madeira escura que certamente era carvalho escuro, adentrou o cômodo vendo que sua serva pessoal já tinha arrumado seus lençóis e guardou seus livros na estante ao lado de sua enorme cama, repleta de cobertores macios e peles de cordeiros para se esquentar e abrigar-se dos dias que faziam extremo frio 

Foi até sua cama e de baixo dela tirou uma pequena caixa com um símbolo talhado em sua tampa que era fechada por uma espécie de fechadura que só seria aberta com uma chave, de seu pescoço tirou um pingente que era na verdade a chave da pequena caixinha, encaixou a chave na fechadura e girou o objeto fazendo a abrir, colocou o pequeno pingente de volta em seu pescoço escondendo-o por dentro de sua roupa para não descobrirem onde ela se encontrava 

De dentro da caixa tirou um punhal de aço tendo em sua lâmina um desenho de uma flecha e um arco, um segredo seu era que sempre que anoitecia ele fugia de seus aposentos e seguia caminho para o pátio de treinamento dos soldados e lá ficava horas e horas treinando com seu arco e flecha, obviamente que conseguiu escondido sem ninguém ver, tinha dado um colar de prata pelo arco para um mercador que estava de passagem por Rívia, desde então vem treinando as escondidas e aperfeiçoando suas habilidades com a arma  

Este punhal foi presente de Bakugo no seu décimo segundo aniversário, se lembra que ele lhe dissera que devia usar sempre que se sentir com medo ou encurralado, seguiu seu concelho, mas não usou o punhal para se defender e nem mesmo seu tão adorado arco e flecha, nunca foi preciso se proteger pois nunca teve a escolha de sair para algum lugar além dos muros, sempre foi assim desde que se lembra 

Agora o sol já estava se escondendo atrás da montanha para dar seu lugar a lua cheia que aos poucos começava a brilhar dando um pouco de luz apesar de já estar entardecendo sob o solo de Rívia,  pegou sua farda com seu punhal e a colocou dentro da mesma, trocou suas vestes reais para uma roupa de camponês que pegou escondido de sua serva, antes de sair de seus aposentos ele pegou sua bolça com suas flechas e as colocou em suas costas e seu arco escondido sob sua capa vermelha e assim, saiu a penumbra da noite até a dispensa da cozinha do castelo, era um pequeno alçapão de madeira com sua abertura de ferro, abriu a pequena porta e desceu as pequenas escadas de pedra que ali tinha, as paredes do subterrâneo eram baixas e foi preciso andas com a coluna um pouco abaixada que com certeza lhe causaria dores mais tarde, haviam pequenas janelas que ficavam rente ao chão que permitia Eijirou enxergar algo no subsolo. 

Vários minutos caminhando pelo corredor baixo até que finalmente avistou uma grade que de fato era a saída do local em que estava, acelerou seus passos tomando cuidado para não pisar em sua capa e acabar cair pois chamaria a atenção que tanto deseja evitar a todo custo, empurrou o pequeno portão feito de barras finas de metal e paralisou na saída, o vento bateu em seu rosto como o cair de uma chuva gentil, era uma sensação libertadora e gostosa de aproveitar, o ar era mais fresco e puro fora dos muros exatamente como tinha pensado, sorriu abertamente para as árvores e saio correndo em meio da vegetação, fascinado com o que seus olhos enxergavam, pulava sobre pedras e troncos caídos no chão como uma criança que brinca de pular em poças de água na chuva 

Até que enquanto corria avistou um grande rio cheio de enormes pedras para atravessar, o outro lado era a floresta dos Mors e onde prontamente devia ficar a vila dos elfos Filavandryil, ficou mais animado do que estava se é que seria possível no seu caso e com toda animação mas tomando o devido cuidado pulou de pedra em pedra até chegar na margem do outro lado do rio, imediatamente pegou seu arco preparando uma flecha só por segurança, estava em terras estrangeiras então tomaria cuidado e seria cauteloso ao seguir a partir daqui  

A passos lentos começou a caminhar cada vez mais para dentro da mata, sentia seu coração batendo aceleradamente dentro do seu peito como nunca tinha feito antes, paralisou ao ver uma pequena luz perto de uma flor, abaixou seu arco e se aproximou da planta vendo que uma pequena fada estava sentada sobre o lírio, sua pequena cabeça era repleta de cachos na cor rosa claro, sua pele era da mesma cor de seus cabelos a era cintilante, suas pequenas asas eram azuis quase transparentes, de fato era uma pequena criatura bela e delicada como os botões de rosas de seu jardim 

–  Ei pequenina, por que está triste? - Eijirou se abaixou ficando na frente da pequena que recuou um pouco ao ver o ruivo se aproximar  

–  Calma, eu não te farei mal pequenina fada, só quero saber o porquê de sua tristeza – sorriu o ruivo que fez a fada se acalmar e sorrir de volta, mas, um sorriso um pouco triste  

–  Eu perdi meus pais, eles foram mortos pelos humanos e suas asas foram arrancadas de suas costas, foi um verdadeiro cenário de horror pra mim – ela falava com dor em sua voz – E desculpe esta fada por não se apresentar, me chamo Mina Ashido a fada da água, qual seu nome?  

– Me chamo Eijirou, e sinto muito por seus pais Mina... 

– Tudo bem Eijirou, eu sei que agora eles descansam em paz nos braços do guardião da floresta dos Mors – disse mina enquanto batia suas asas à fazendo – Venha, me siga Eijirou que quero mostrar-te a beleza de nossa floresta 

Eijirou seguiu a pequena fada enquanto a rosada voava a sua frente guiando caminho cada vez mais dentro da floresta dos Mors, até que viu uma clareira e uma luz seguida por barulhos de risadas e uma linda melodia de flauta 

Quando se deu conta estava em uma vila, as casas eram feitas sobre os troncos e galhos das gigantes árvores que eram iluminadas por tochas e lamparinas, escadas feitas de cordas trançadas pelos elfos davam o caminho para subir e descer das casas ao chão e em meio as árvores estavam eles, os elfos. Eles tinham a mesma aparência dos humanos a única diferença eram suas orelhas pontudas, mas não deixavam de ar um ar místico a eles que dançavam alegres em volta de uma pequena fogueira 

Quando os elfos notaram sua presença imediatamente pararam de dançar e tocar e direcionavam olhares curiosos para o ruivo de dentes pontudos, não era medo, mas sim curiosidade, um elfo imediatamente parou em sua frente lhe olhando de cima abaixo, ele possuía cabelos loiros com um tipo de raio negro em seu cabelo, suas orelhas pontudas possuíam alguns brincos e pequenas argolas de prata  

– Você é um humano, não é? Nunca tinha visto um de perto – o loiro dizia enquanto sorria animado  

– Qual seu nome? – Eijirou perguntou e viu o loiro olhar para si e estender sua mão para o ruivo  

– Meu nome é Kaminari Denki mas pode me chamar pelo segundo nome mesmo, e como devo te chamar?  

– Eijirou, Eijirou Kirishima, e muito prazer em conhece-lo – o ruivo sorriu e apertou a mão do elfo amigavelmente 

– Digo o mesmo ruivinho, espere aqui junto da pequena fadinha que eu irei chamar o líder da nossa aldeia – assim que concluiu sua fala Denki caminhou até uma das casas que ficava no chão da aldeia  

Eijirou se sentou ao lado dos outros elfos que gostaram da companhia e voltaram a cantar, dançar e tocar animadamente fazendo Kirishima rir como nunca tinha rido antes em sua vida atrás dos muros, era esse o perigo que tanto falavam para si? Agora sabia que seu ponto de vista sempre esteve correto, os Mors eram criaturas pacíficas e amigáveis  

Depois de alguns minutos Denki retornou e junto ao seu lado estava um homem um pouco mais alto que o ruivo de dentes pontudos, ela tinha cicatrizes em seus olhos e seu cabelo era levemente ondulado e seus fios eram da cor prata, trajava uma capa verde escura que ia até seus pés que certamente lhe protegia do frio da noite 

O homem se sentou à sua frente lhe encarando, mas era impossível decifrar suas feições, logo o homem de cabelos prata lhe sorriu e estendeu sua mão na qual Kirishima apertou amigavelmente assim como tinha feito com Denki antes 

– Tu és então quem o Kaminari comentou comigo, Eijirou Kirishima certo?  

– Sim senhor, sou eu mesmo  

– Não precisa ser tão formal Kirishima, apenas me chame de TetsuTetsu, sou o chefe da vila Filavandryil, é um prazer conhece-lo – Tetsu sorriu novamente e se levantou olhando para os outros elfos  

– Essa noite temos um convidado para comemorar conosco, recebam Kirishima com a alegria que nós elfos temos para nossos visitantes de paz – o prateado anunciou para a vila que em uníssono concordaram e voltaram a tocar a bela melodia de flauta que invadiu os ouvidos de Eijirou com tamanho deleite e alegria 

 

Eijirou tinha encontrado um lugar que podia chamar de lar e alegria, realmente a sensação de liberdade dos muros do castelo eram como o toque suave de uma mãe.... repleto de carinho e paz que somente ele pode ofertar 


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? me digam nos comentários se devo continuar a escrever essa história


Até o próximo capítulo sz


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