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História A guerra entre os reinos - Kim Taehyung - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


GALERAAAAA 200 FAVORITOS!!! 😍

Surtei
A gente está com 203, essa é minha primeira fic, obrigada pelo amor que vocês estão dando para ela❤️

Eu fiz esse capítulo mais longo, porém acho que se eu fizer muito longo, pode ficar chato pra ler.

Boa leithura tchucos❤️😁

Capítulo 9 - Convidados - Glance


Fanfic / Fanfiction A guerra entre os reinos - Kim Taehyung - Capítulo 9 - Convidados - Glance


S/n — E desprezada, também — declarou a jovem, parando e colocando a mão na cintura.

Não contou a tia Souhi a parte do beijo, e muito menos o que sentira nos lábios dele, a embriaguez que a forte presença masculina provocara nela, o prazer que se negara a admitir.

S/n — Podia ter resolvido eu mesma! — repetiu.

Souhi — E o que teria acontecido depois? Não, esse plano já é assustador o suficiente do jeito que está. Estou preocupada. Se ele ofereceu termos decentes... 

S/n — Termos decentes! Ele fica com o castelo, com nossa terra, e comanda nosso povo. E eu também. Onde está a decência desses termos?

A tia suspirou.

Souhi — Se ao menos seu pai tivesse aberto os portões para ele no primeiro dia, ainda estaria vivo... - interrompeu-se, ao reparar na expressão da sobrinha. 

S/n — Mas meu pai não abriu, e morreu por causa disso. Sanwook também. E muitos outros. Em vez disso, tentamos de tudo, fizemos o possível. Combatemos e tentamos várias emboscadas.

Souhi — Mas nenhuma dessas foi tão arriscada quanto essa.

S/n — É verdade. Mas não foi minha idéia — lembrou com frieza.

Souhi — Não, foi de sir Deul. Ele adora você. Não sei porque pensa assim... a menos que cobice o castelo... e você...

S/n — Não, acho que ele não quer deixar as mortes de meu pai e de Sanwook sem vingança. Será que perderam as vidas em vão?

Souhi — Não sei... — murmurou, cheia de dúvidas. — Acho que devíamos simplesmente nos render.

S/n — Não é possível, eu mesma jurei não fazer isso.

Souhi — Eu sei... é que tenho medo dele. Os olhos parecem de um falcão ou de um tigre. Parece enxergar tudo ao redor.

S/n — Souhi, seja razoável. É só um homem, afinal de contas. Um defensor dos Park, enviado para nos castigar. Nunca terei medo dele... ele matou meu pai! Não podemos falhar.

Souhi — Ele tem muitos homens, canhões e máquinas de guerra.

S/n — Não há arma melhor do que uma boa besta.

Souhi — Ele também tem.

S/n — Temos armas de fogo!

Souhi — Tenho uma filha, e com todo o prazer morreria para defender a vida dela. Ou seria criada deles se necessário, para ver minha filha em segurança. 

S/n — Mas o que pode acontecer de errado? Bongchan e Jangmin estarão escondidos atrás do painel secreto na parede. E lorde Taehyung já estará drogado. Os dois soldados são grandes e fortes. Eles...

Souhi — Também vi esse lorde Taehyung, S/n. Ficar parado, mesmo com uma chuva de flechas em volta, como se ele fosse inatingível, me parece ser um homem jovem, e corajoso até de mais. Dizem que jamais foi derrotado com a espada, e que se move com a velocidade do demônio. 

S/n — O fato é que ele não passa de um homem, do tipo que sangra. E como qualquer outro, se o coração for ferido, ele morre.

Souhi — Mas isso é assassinato.

S/n — E o que foi feito contra nós, não se chama assassinato? Meu pai morreu em meus braços. O corpo de meu noivo veio com o pescoço cortado. E pense nas pessoas que morreram aqui dentro, com flechas e bolas de fogo! Ele é o assassino. Só estamos nos defendendo. 

Souhi — E não vamos matar todos os homens dele?

S/n — Não. Em primeiro lugar, ele não trará todos amanhã. Por volta de uns cinquenta, eu diria. Não vamos matar ninguém, a menos que sejamos forçados. Nem mesmo Taehyung, se ele puder ser dominado será mais útil para nós. Os que derem trabalho precisam morrer, não temos escolha. Os que tiverem o bom senso de tomar vinho suficiente, irão para as masmorras.

S/n respirou profundamente, pensando nos olhos dele sobre seu corpo, cheios de desejo, e no cheiro masculino que tanto a atraíra. No beijo que ele mesmo provocara. 

Souhi — Não tenha nenhuma idéia de heroína, está bem? — pediu a mais velha, com voz preocupada.

S/n — Pode deixar, vou fazer o que foi combinado. Os dois soldados devem atacar pouco depois de Taehyung e eu entrarmos em meu quarto. Ele vai ficar atrás dos painéis de carvalhos falsos, a menos de quatro passos de mim. Mesmo que ele procure pelo quarto, não encontrará nada.

A tia ergueu-se e foi até a sobrinha, abraçá-la.

Souhi — Não ligue para uma mulher preocupada. Quer que mande sua criada Areum agora?

S/n — Não, obrigada. Mas diga a ela para vir bem cedo.

Assim que sua tia saiu, S/n sentiu-se sozinha, apesar de saber que o castelo estava cheio de gente amiga, era o seu povo.

 No andar de baixo, Jangmin, Bongchan, sir Beomseok e sir Deul estariam bebendo cerveja e discutindo os detalhes do dia seguinte. Os soldados, em suas casas, também estariam aguardando nervosamente o nascer do sol. 

Apesar da lareira acesa, ela retirou o vestido, sem se importar que ficasse no chão. Entrou sob os lençóis de linho e a colcha de peles, encolhendo-se por um instante até esquentar. Na noite seguinte, tudo estaria terminado. Teriam vencido.

Fechou os olhos, sem conseguir adormecer. Visões iam e vinham, com os acontecimentos dos últimos dias. Viu o corpo de seu noivo, belo em sua preparação para a última jornada, mas quando observava a face dele, percebia que não era o seu rosto, mas um outro, com olhos escuros e impiedosos.

S/n — Me ajude, Santa Virgem. Me ajude a esquecer esse homem — pediu, em voz alta.

Ainda sentia os lábios deles nos seus, quando fechava os olhos.

Levantou-se e foi passar uma água fresca no rosto. Em seguida forçou-se a deitar e tentar dormir, voltou a sonhar com ele. Kim Taehyung

Ele continuava a assombrá-la, Como um fantasma.

Então, cochilou, pensando que no dia seguinte, ele estaria morto, e ela poderia finalmente dormir em paz.


...


A criada de S/n, Areum, chegou cedo. A garota era jovem, aproximadamente da mesma idade, e apresentava bom humor e disposição. 

Naquela manhã, porém, estava silenciosa e séria. 

Ajudou S/n com o banho, enxugando-lhe os cabelos, que começou a pentear. S/n tirou a escova das mãos dela, para não perder muitos fios. 

Areum — Desculpe, senhora! Me desculpe...

S/n — Não fique aí se desculpando. Vá apanhar o vestido verde de veludo

Ela precisava permanecer calma e controlada, pois tudo dependia dela.

A criada correu a fazer o que lhe fora ordenado, arrumando o vestido sobre a cama.

S/n — Não podemos nos dar ao luxo de falhar, hoje. Nossas vidas dependem disso.

Areum — Eu sei, madame, é que estou tão assustada...

S/n — Hoje o dia é nosso! Anime-se. Agora preciso descer, e preparar tudo para nossos... convidados.

Desceu para o salão, como se fosse apenas mais um dia cercado pelo inimigo. Ela caminhou até os homens cumprimentando um por um.

S/n — Estamos prontos?

Bongchan— Temos dez javalis girando nos espetos no pátio, tortas de carne e de rins no forno, enguias e peixe defumado. Temos bastante comida, cada casa está colaborando.

S/n — E a... bebida?

Sir Deul— Providencie para que eles bebam vinho, e não cerveja.

Ela voltou-se para a mesa, posta com o que fora a melhor porcelana de sua mãe, vinda da Inglaterra, decorada com padrões de lilás. 

Ela estava tendo a impressão de que seu pai estava para retornar de uma caçada com falcões, trazendo um bocado de companheiros para um banquete. 

sentiu uma mão em seu ombro. 

Sir Beomseok — Não se preocupe S/n, estaremos com você.

Sir Beomseok, era um dos melhores amigos de seu pai, ele tomou-lhe as mãos.

Beomseok — Me preocupo com você. Gosto cada vez menos desse plano. Não deixarei que seja magoada por aquele monstro — prometeu ele.  

S/n — Não estou com medo — afirmou ela, sentindo um arrepio pelo corpo, pois as trombetas anunciavam a chegada dos convidados. —

Logo Souhi desceu as escadarias rapidamente. 

Areum havia ficado no quarto com Jing, filha de Souhi. 

S/ Abraçando-a, a mãe seguiu S/n para

Sir Deul e sir Beomseok já se encontravam à porta. O protocolo exigia que o convidado fosse recebido à porta. 

Os homens já haviam entrado no pátio, pelos mesmos portões que planejavam arrombar. Eram cinquenta homens, mas em virtude de estarem usando armas e armaduras completas, pareciam mais cem. 

Ela reconheceu Taehyung imediatamente. Já o observara movendo-se do alto. Isso era o suficiente para reconhecê-lo. 

Sua montaria ostentava enfeites com o símbolo da família rival. 

Sentiu que ele a observava, como se zombasse dela, lendo os seus pensamentos e o coração.

S/n estava mais nervosa que nunca. E se não conseguisse enganar aquele homem? Teve medo de falhar.

Todos dependiam dela. Não podia se dar ao luxo de desapontar seu povo. 

Avançou graciosamente e fez uma tímida reverência.

No instante que mais precisava, a coragem não lhe faltou. Ou pelo menos, a ilusão da coragem para que seu comportamento fosse controlado. 

Pensou em seu povo

S/n — O castelo de Edenby e as propriedades do lorde de Edenby agora lhe pertencem, lorde Taehyung. Lhe oferecemos a sua própria hospedagem hoje.

Os recém-chegados receberam ordens de descer de seus cavalos, embora o olhar de Taehyung não deixasse de S/n. Ela umedeceu os lábios e deu um passo à frente. 

S/n — Temos javali, enguia temperada e barris de vinho no pátio, milorde. E uma mesa no interior do salão que acomodará quinze dos seus homens. 

Taehyung — Quinze de meus homens?

S/n — Somos seis, lorde Taehyung. Minha tia e eu... — Souhi fez uma reverência. — Sir Deul, sir Beomseok, Jangmin e Bongchan. Jangmin é... era o comandante dos soldados de meu pai. Bongchan cuidava dos colonos e propriedades, sir Deul há muito tempo cuida de nossa contabilidade, e sir Beomseok conhece as forças e fraquezas do castelo como nenhum outro homem. 

Taehyung — Acha que vou precisar de um castelo forte, milady? — indagou retirando as luvas.

O rosto parecia frio e distante, imponente e arrogante, além de belo.

Ela deu um passo atrás, intimidada pela figura dominadora.

Taehyung — Lady? Não tenho o hábito de repetir minhas palavras. Vou precisar de um castelo forte? 

S/n — Qualquer homem deseja um castelo forte, não é?

Taehyung — Vou repetir de outra forma, então. Existe algum motivo em particular pelo qual deseje um castelo forte? Em pouco tempo? 

S/n — Sempre existe a possibilidade de ataque pelo lado do mar — respondeu ela. — E acredito que Taeyang permaneça no trono. Sendo assim, nenhum inimigo virá por esse caminho.  Imaginei que gostaria de ter todas as informações sobre a defesa. 

Taehyung — Que gentileza... e sensibilidade.

S/n — Procuramos a paz.

Taehyung — Certo. E misericórdia?

S/n — A misericórdia é uma qualidade reverenciada pelos anjos. Essa mesma qualidade que o senhor já prometeu. Posso lhe mostrar o castelo, milorde?

Taehyung — Por favor.


... 


S/n — Este é o salão, milorde — anunciou.  — Os senhores vizinhos sempre se encontravam aqui. Eles sempre vinham para que resolvêssemos nossos próprios problemas regionais.

Ela observou, com dor no coração, os inimigos entrando no salão. Ficou surpresa ao vê-los sem capacetes, pois pareciam homens comuns. Jovens e maduros, belos ou cheios de cicatrizes. Reconheceu-os como homens, não inimigos, e aquela visão perturbou. Seriam irmãos, filhos, maridos ou amantes para outras mulheres. Não deveriam ter entrado no castelo. Era mais fácil lutar contra um inimigo sem rosto...

Taehyung — Milady?

Ele olhava para ela de forma curiosa. De repente ela percebeu que ele segurava sua mão. Não estava zombando dela, mas a observava com interesse.

Taehyung — Está bem, milady?




Notas Finais


Os capítulos demoram pois é um "palavreado" diferente, o diálogo etc...

O próximo capítulo vai ser mais ou menos do tamanho desse👍🏻☺️

Se cuidem bbs😷 até o próximo❤️❤️


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