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História A guerra se aproxima e eu só penso nela! (ShikaSaku) - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


Vou avisando que esse capítulo é um salto.
Espero que gostem.

Se souberem o/a autor/a da Fanart, por gentileza me avisar.

Capítulo 22 - O leve selar.


Fanfic / Fanfiction A guerra se aproxima e eu só penso nela! (ShikaSaku) - Capítulo 22 - O leve selar.

Capítulo Narrado por Sakura Haruno.

                -Haruno... Haruno – ouvi ao longe.

Abri meus olhos e um raio de sol me obrigou a fechá-los novamente, percebi que estava encostada em alguém, decidi abrir novamente as pálpebras , dessa vez com calma, ao abri-las devagar, um rosto foi aparecendo em minha visão, um rosto bonito, o rosto do ...

                -Shikamaru – Falei levantando assustada.

                -Bom dia Haruno, adivinha quem está atrasado no primeiro dia de missão? – me perguntou ele – isso mesmo, você e eu.

                -Sem muitas informações, por favor – Falei baixinho, tentando entender tudo que estava acontecendo.

                -Temos que sair, pelo jeito ter plotado “Exército de Konoha” no carro não é uma carteirada boa para se dar na praia – Shikamaru falou de novo, rápido demais para eu acompanhar seu raciocínio.

O vi arrumando as coisas e assim que entendi que amanhecemos na praia, fui ajudá-lo.

                -Não acredito, estamos atrasados – falei olhando para o relógio.

                -Foi o que eu disse – Indagou Shikamaru.

Assim que concluímos a arrumação, entramos na cabine da caminhonete e shikamaru colocou a marcha ré, o carro demorou um pouco para se mover, mas felizmente saiu do canto.

                -Ore ao seu santo protetor, Deus, Alá ou Orixá, o mar chegou a roda do carro e quase atolou, mas por uma ordem divina isso não aconteceu – Falou Shikamaru irritado.

Fiquei calada, eu realmente não pensei no mar subindo durante a noite, eu nem sei da onde tirei a ideia de colocar o carro na areia.

                -Está realmente irritado comigo? – perguntei a Shikamaru, depois de alguns minutos de viagem.

                -Não- respondeu ele grosseiramente.

                -Então, tá falando assim comigo por quê?- perguntei, enfrentando-o.

Ele estacionou o carro, respirou fundo e visivelmente segurando com força o volante.

                -Desculpa, eu só... eu só não acredito que estou sendo manipulado – confessou ele- não quero a nova patente, a General nunca me conta os planos dela, só estou cansado do exército, da guerra, de tudo e daqui a pouco vou perder meu lugar de conforto no quartel.

Tiro meu cinto de segurança e aproximo meu rosto do dele.

                -Shikamaru, você é querido por todos no quartel, você tem apoiadores fora dele e entendo o motivo de quererem que seja Major – Falei avaliando um lado da situação – Mas isso significa que você também tem poder de barganha, você terá que se tornar Major, mas não necessariamente agora.

                -Barganha? Obrigada, Haruno – Disse ele colocando as mãos em volta do meu rosto – Você é genial.

Senti meu rosto queimar. Assim que ele soltou meu rosto, voltei a minha posição no carro e Shikamaru voltou a dirigir com muita empolgação.

Ao chegarmos no quartel Naruto nos deu um “esporro”. Recebemos uma advertência escrita e fomos obrigados a lavar toda a louça da missão até o final dela. Foi horrível o trabalho de lavar pratos, panelas, copos, mas era sempre divertido irritar Shikamaru, espirrando água, sabão nele...

Por estarmos na cozinha tínhamos acesso as melhores sobremesas da missão, então foi mais uma vantagem do que um castigo.

Eu amei as experiências que tive viajando pelo país com a General, mas nada se compara com conviver em meio a Naruto, Shikamaru, Asuma e as vezes Kurenai.

O último dia da missão chegou e, Naruto chamou Asuma, Shikamaru e mais dois soldados do 14º quartel para passar algumas instruções.

                -Pela missão ter sido colocada no portfólio de última hora, não conseguimos a liberação de um avião do exército para nos levar de volta ao 14º quartel – Começou Naruto.

                -E de quem é a culpa? – Fala Shikamaru.

                -Mas independente das más línguas – Naruto falou, referindo-se a Shikaamru – Consegui passagens na classe Executiva pela Konoha Airlines, ao sair do 34º, verifiquem seus e-mails, suas passagens terão sidos enviadas para eles, viajaremos pela madrugada, sairemos do quartel  às 23 horas. Alguma pergunta?

                -Eu tenho – falei levantando a mão – tenho uma bagagem que ultrapassa o limite de peso, pois vim direto da missão com Tsunade, posso receber a taxa de despacho de mala?

                -Verei sua situação – Disse Naruto – mais alguém?

                -Quanto vai custar isso do orçamento do quartel? – perguntou Shikamaru.

                -Será tratado posterior com o capitão e com justificativa devida em relatório. Mais alguém? – pergunta Naruto nervoso

                -Teremos direito a lanche no voo? - Perguntou Asuma, zoando a posição que Naruto se encontrava.

                -Como ninguém tem mais perguntas, todos sejam pontuais – Concluiu a fala dele ignorando a pergunta do Asuma.

Ficamos ali um tempo e os outros dois soldados foram logo embora.

                -Vocês parem de me envergonhar na frente dos outros – Falou Naruto baixinho – Se não eu conto tudo sobre como você, Asuma, tem burlado as regras para faltar as missões.

Shikamaru e eu sorrimos com a cara de assustado de Asuma. 

                -E vocês parem de rir, se não conto a todos quando voltarmos, sobre a noite de lua de mel que tiveram – Disse Naruto mais nervoso.

Shikamaru e eu tiramos o riso da cara, assim como Asuma, segundos atrás.

Passado algumas horas estávamos todos no aeroporto do litoral, fizemos o check in e fomos para o portão de embarque, meu corpo estava dolorido pela noite mal dormida na caminhonete. Entrei no avião, sou a primeira, por uma noção sexista, as mulheres sempre embarcava primeiro na Konoha Airlines, meu assento era a poltrona do meio, eu sempre gostava das janelas, mas dessa vez eu não pude escolher.

 Em pouco tempo vi os meninos entrando e indo em direção a poltronas atrás de mim, até que Shikamaru parou em minha fileira, coloca sua mochila no bagageiro e olha pra mim.

                -Não vai dizer que? – perguntei.

                "Naruto" - pensei

Ele olha para a passagem dele conferindo sua poltrona. “Ele está incomodado por ficar ao meu lado” veio esse pensamento.

                -Ok, passe pra janela – Shikamaru fala mandado.

                -O quê? Por quê? – pergunto, com ele ainda em pé, sendo empurrado por outros passageiros que passam no corredor.

                -Vai logo, Haruno – Diz ele.

Retiro o cinto que está em volta da minha cintura e vou para a poltrona da janela, ele senta ao meu lado.

                -Esse pode ser o lugar de outra pessoa – Falo a ele dando a entender que era sobre a poltrona da janela, enquanto ele folga mais o cinto que eu tinha apertado.

                -Esse lugar era o meu – disse ele.

                -Prefere o meio? – pergunto, porque ninguém em sã consciência prefere o meio.

                -Não, você é quem prefere a janela, agora vamos viajar em silêncio, tá bem?!- concluiu Shikamaru.

“Como ele sabe que prefiro a janela? ele lê pensamentos?”- pensei.

Não demorou muito para que decolássemos e muito menos para shikamaru cair no sono, era uma viagem de apenas duas horas e meia. Com o passar dos minutos cada vez mais a cabeça de shikamaru ia se aproximando do meu ombro, até que finalmente chegou, não me incomodou nem um pouco, aquilo me parecia tão natural, ter ele dormindo perto de mim não era uma novidade.

A novidade veio, quando em meio a uma turbulência pequena, ele entrelaçou suas mãos a minhas, como um reflexo do susto ou de proteção e, eu não pude evitar o arrepio que essa  ação me causou.

Nesse momento eu percebi que eu sinto um paixonite pequena por Shikamaru Nara, mas pequena mesmo, pois Sakura e Shikamaru juntos é algo impensável, então tudo bem só o achar bonito e me arrepiar por alguma situação mais intima, aliás ele é um somos solteiros e não é pecado pensar desse modo.

 Não demorou muito para que alguém sinalizasse que iriamos pousar em poucos minutos e foi nesse momento que afastei nossas mãos, com a descida, ele acordaria e seria constrangedor essa cena.

Chegamos ao centro de Konoha ainda de madrugada, desembarcamos sem problemas. Apenas eu, tinha despachado mala, então fui para a esteira buscá-la e Shikamaru veio atrás.

                -Está me seguindo por quê? – pergunto a ele.

                -Quer me ajudar a barganhar? – Shikamaru responde com outra pergunta.

                -Como assim? A história de não ser Major? – pergunto, procurando minha mala na esteira.

                -Isso, quer ou não? – diz ele incisivo.

                -Vou ver minha agenda e te aviso – falei mais incisiva.

                -Haruno, vamos lá, preciso da sua ajuda para falar com Tsunade – explicou ele.

                -Então você não está me convidando por acaso, você PRECISA de mim – indaguei, encontrando minha mala e a seguindo pela  esteira.

                -É assim que você vai jogar? – pergunta ele pegando minha mala, antes que eu pegasse.

                -Te ajudarei na barganha, mas você fica me devendo uma – Falei, esticando minha mão pedindo minha mala.

                -Te devo até duas, agora vamos – Disse ele, sentindo se vitorioso, levando minha mala.

Ao encontrar novamente os outros rapazes, Naruto me manda aquele olhar, o olhar de “hmmmmmmm”.

                -Ok, todos estão aqui, vamos nos dividir em dois em taxis, pensei em fazer a divisão por rota, ou seja, vocês dois – disse, Naruto apontando para os dois soldados – e Sakura vão em um taxi e Asuma, shikamaru e eu vamos em outro.

                -Sakura vai com a gente – disse Shikamaru.

                -Por quê? – pergunta Naruto e eu em coro.

                -Temos uma atividade relacionada ao quartel daqui a algumas horas – Disse ele.

“Então a barganha é hoje? Estou tão cansada” – pensei - "Não deveria ter aceitado."

                -Atividade relacionada ao quartel? – perguntou Naruto, levantando as sobrancelhas e olhando para Asuma – tudo bem se os pombinh... quer dizer se os dois precisam ir pelo mesmo caminho, então vamos.

Subi no carro, jurando que iriamos descer no quartel, mas na verdade acabei indo parar na casa do Shikamaru, casa essa que eu só tinha ido uma vez, e fui expulsa.

                - Agora me explica, por que estamos na sua casa mesmo? – perguntei.

                -Para tomar um banho e irmos descentes para a casa da General -  respondeu ele – ou você não tem uma roupa limpa nessa sua mala?

Depois de quase uma hora o dia já tinha amanhecido, estávamos limpos, arrumados. A fome bateu e não pude escondê-la, pois minha barriga fez questão de roncar.

                -Não tem nada aqui em casa – disse Shikamaru – Vamos a um café próximo daqui, aproveito e te explico tudo.

Assenti com a cabeça, peguei alguns itens pessoais e enfiei numa pequena bolsa, mas deixei a mala na casa do Shikamaru.

O café realmente era próximo da casa dele, ele morava em um lugar bem localizado, tinha bares, supermercados, Pet Shop e a cafeteria que ele havia mencionado.

Sentamos um uma mesa próxima a uma janela, fazia meses que eu não voltava ao centro, tudo parecia tão igual, o sul é bem diferente, as pessoas são fechadas, não sorriem e, até a moça que servia café foi mais gentil que qualquer amizade que quase cultivei no sul. A única pessoa no sul que insistia em ser "gentil" comigo, era Kabuto, tive que me virar em mil para evitá-lo, não suportaria vê-lo depois da insistência dele comigo no Ano Novo.

O café não demorou a chegar e confesso que tirou um pouco do meu cansaço.

                -Me diga, como posso te ajudar? E por que hoje? – fui direto ao ponto.

                - Tsunade está fazendo uma comemoraçãozinha com os médicos do exército hoje, você recebeu o convite – explicou ele.

                -Recebi, mas recusei, eu sabia que chegaria exausta – alfinetei

                -Eu disse que vou te recompensar, Haruno – falou ele respirando.- O ponto é, ela não vai ouvir minha proposta por telefone e nem se estivermos só, mas se ela estiver no meio de várias pessoas, ela me ouvirá, só pra manter a classe politica

                -E indo comigo você terá motivos para estar lá – falei – entendi, o encontro começa as 9 horas, no salão do 17ª quartel, não é muito longe daqui, mas também não é muito perto.

Depois de alguns minutos terminamos o café da manhã, pegamos um táxi, decidi pegar a mala depois. Decidi dormir durante o trajeto, para ver se melhorava do cansaço. Fui acordada por shikamaru na entrada no 17º quartel.

Descemos do carro e fomos em direção ao salão, o quartel era bem parecido com 14º, ao longe vi vários médicos que conheci a pouco tempo, alguns acenaram para mim e quando comecei a acenar de volta, percebi um deles vindo em minha direção.

                -Não, não pode ser, ele não!- falei alto.

                -O que foi ? – perguntou Shikamaru.

                -Não me diga que aquele é o kabuto – falei me virando de costas para o salão.

                -É sim – respondeu Shikamaru.

                -Você disse que faria qualquer coisa, afasta ele de perto de mim – Falei.

                -O que ele fez? – perguntou Shikamaru.

  Comecei a ficar ofegante.

                -Sakura, o que ele fez?

               -Ele é um stalker manipulador – respondi.

               -Sakura? – ouvi meu nome saindo dos lábios nojentos de Kabuto.

Abaixei minha cabeça e senti uma mão levantando meu rosto, eu estava assustada, Kabuto fez o inicio desse ano ser horrendo, me mandando mensagem sem parar e no sul fiz de tudo para não encontra-lo, e do nada ele aparece para me amentrontar.

A mão que tocava o meu rosto era de Shikamaru, ele me encarou olhando para meu olhos, que estavam encharcados.

Ele aproximou sua boca de minha orelha.

                -Só entre na dança e desculpa se eu for invasivo – Shikamaru disse calmo e baixo.

Ele voltou a olhar em meus olhos e encostou sua boca na minha, apenas um leve selar.

Não demorou nem dois segundos, ele afastou alguns centímetros sua cabeça da minha.

E como um reflexo eu o beijei, eu o beijei da maneira mais doce que pude, não pensei na rejeição que poderia acontecer, ou nos motivos que me fizeram tomar aquela atitude, só me parecia certo, propicio e, para o meu espanto fui correspondida, senti uma de suas mãos afastando meu cabelo do rosto e procurando o encaixe perfeito, e como encaixou, não sei quanto tempo ficamos ali, parados em pé, aproveitando um ao outro. 


Notas Finais


Eaiii, o que acharam?


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